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Apostila sobre Legislacoes

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porte, sexo. 
II - pelagem, quando for o caso. 
III - idade real ou presumida. 
IV - local do óbito. 
V - hora, dia, mês e ano do falecimento. 
VI - causa do óbito 
VII - identificação do proprietário: nome, CPF e endereço completo. 
VIII - outras informações que possibilitem a identificação posterior do animal. 
IX - identificação do médico veterinário: carimbo (legível) com o nome completo, número de 
inscrição no CRMV e assinatura. 
X - identificação do estabelecimento (razão social, CNPJ, registro no CRMV), quando for o 
caso. 
 
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O atestado sanitário deverá conter, no mínimo: 
I - nome, espécie, raça, porte, sexo. 
II - pelagem, quando for o caso. 
III - idade real ou presumida. 
IV - informação sobre o estado de saúde do animal. 
V - declaração de que foram atendidas as medidas sanitárias definidas pelo serviço 
veterinário oficial e pelos órgãos de saúde pública. 
VI - informações sobre imunização anti-rábica. 
VII - identificação do médico veterinário: carimbo (legível) com o nome completo, número de 
inscrição no CRMV e assinatura. 
VIII - identificação do proprietário: nome, CPF e endereço completo 
IX - data e o local. 
É privativo do médico veterinário atestar a vacinação dos animais. A vacinação e a aplicação 
de qualquer produto em animal só pode ser feita sob a orientação e o controle de médico 
veterinário. 
O atestado de vacinação ou de aplicação de qualquer produto em animal só pode ser 
assinado após a conclusão do trabalho. Fica a critério do médico veterinário a confecção do 
atestado e/ou carteira de vacinação. O atestado e/ou carteira de vacinação não poderá 
veicular publicidade de produtos ou serviços de terceiros. 
As campanhas de vacinação realizadas por órgãos públicos não se subordinam aos 
dispositivos da presente Resolução, devendo, no entanto, dispor de médico veterinário como 
responsável técnico. 
Nos atestados e/ou carteiras de vacinação deverá conter, no mínimo: 
I - nome, espécie, raça, porte, sexo. 
II - pelagem, quando for o caso. 
III - idade real ou presumida. 
IV - data e o local em que se processou. 
V - dados da vacina: nome, número da partida, fabricante, datas de fabricação e validade. 
VI - dados da vacinação: dose, datas de aplicação e revacinação. 
VII - identificação do proprietário: nome, CPF e endereço completo. 
VIII - identificação do estabelecimento: razão social ou nome fantasia, endereço completo, 
CGC e inscrição estadual, número de registro no CRMV. 
IX - identificação do médico veterinário: carimbo (legível) com o nome completo, número de 
inscrição no CRMV e assinatura. 
14 Prestação de serviços de estética, banho e tosa - Resolução Nº 878 (15/02/2008) 
A necessidade de regulamentar os serviços de estética, banho e tosa justifica-se 
considerando os aspectos abaixo: 
a) é de competência privativa do Médico Veterinário a prática da clínica veterinária em 
todas as suas modalidades e a assistência técnica e sanitária aos animais. 
b) a manipulação equivocada de substâncias e o manejo incorreto dos pacientes podem 
acarretar reações alérgicas, hipoxias e arritmias, envenenamentos, convulsões, 
fraturas, lesões por calor ou frio, coma, choque, edema pulmonar; e que os 
respectivos tratamentos, equipamentos e drogas são de competência e uso privativos 
dos médicos veterinários. 
c) as situações emergenciais, para afastar os riscos de morte, devem receber imediato 
exame, classificação e tratamento (triagem). 
d) a prática das atividades privativas dos Médicos Veterinários por pessoas não 
habilitadas configura contravenção penal, nos termos do artigo 47 do Decreto-Lei nº 
3.688, de 03 de outubro de 1941. 
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e) a prática das atividades privativas dos Médicos Veterinários por pessoas não 
habilitadas pode ferir animais, bem como configurar ato de abuso ou maus-tratos, nos 
termos do artigo 32 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. 
f) a falta de profissional responsável técnico pode levar a cometimento de crimes contra 
a saúde, nos termos do Capítulo III do Título VIII, Parte Especial, do Decreto-Lei nº 
2.848, de 07 de dezembro de 1940 (Código Penal). 
As pessoas jurídicas que prestam serviços de estética, banho e tosa, cuja atividade básica 
não exija o registro no Sistema CFMV/CRMVs, são obrigadas a fazer prova de que têm a 
seu serviço médico veterinário, registrando o contrato perante o CRMV da jurisdição de seu 
domicílio. Entretanto, o registro das pessoas jurídicas de que trata este artigo é facultativo, 
sendo isento de pagamento de taxa de inscrição e anuidade. 
Os serviços de estética, banho e tosa deverão fixar placa em local visível com nome do 
Médico Veterinário que tem a seu serviço. 
Quando flagrada ou identificada a utilização de medicamentos nos estabelecimentos de tosa 
e banho sem o devido acompanhamento do Médico Veterinário, o Conselho promoverá: 
a) a imediata representação à autoridade policial para lavratura do Termo 
Circunstanciado de Ocorrência pelo exercício ilegal da profissão, se for o caso; 
b) a representação ao Ministério Público para providências relativas à apuração do 
cometimento do crime tipificado no artigo 32 da Lei nº 9.605, de 1998. 
 
15 Uso de animais no ensino e as comissões de ética no uso de animais (CEUAS) - 
Resolução Nº 879 (15/02/2008) 
15.1 Justificativas 
Há necessidade de disciplinar, uniformizar e normatizar o uso científico de animais 
sencientes no ensino e na pesquisa veterinária e zootécnica, em nível nacional. Há também 
necessidade de adequar ou criar comissões de ética no uso de animais nas instituições de 
ensino superior e de pesquisa no âmbito da Medicina Veterinária e da Zootecnia. 
A formação do médico veterinário e do zootecnista lhes imputa o zelo pelo bem-estar animal; 
com o intuito de atender às necessidades físicas, mentais, etológicas e sanitárias dos 
mesmos. 
Além disto, há necessidade da aplicação das Cinco Liberdades do bem-estar animal no 
ensino e na experimentação e de adotar o Princípio dos “3 R’s”, substituir, reduzir e refinar, 
no uso de animais no ensino e na experimentação. 
15.2 Bem estar animal na experimentação e ensino 
Foram instituídas no âmbito do Conselho Federal de Medicina Veterinária, normas 
regulatórias que delimitam o uso científico e didático de animais e a atuação das Comissões 
de Ética no Uso de Animais em ensino e experimentação (CEUAs) pelas Instituições de 
Ensino Superior (IES) e de Pesquisa em áreas de interesse da Medicina Veterinária e da 
Zootecnia. 
Qualquer procedimento que cause dor no ser humano causará dor em outras espécies de 
vertebrados, tendo em vista que os animais são seres sencientes, experimentam dor, prazer, 
felicidade, medo, frustração e ansiedade. 
As atividades científicas e de ensino envolvendo animais devem ser realizadas apenas com 
a finalidade de: 
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I – obter informações significativas ao entendimento de ecossistemas, animais e seres 
humanos. 
II – realizar experimentos científicos que visam desenvolver novas técnicas de diagnóstico e 
tratamento de doenças do homem e dos animais. 
III – melhorar os sistemas de produção animal. 
IV – fortalecer os métodos educativos. 
O uso de animais em atividades de ensino deve observar as seguintes exigências: 
I – não utilizar animais se houver método substitutivo. 
II – não utilizar métodos que induzam o sofrimento. 
III – não reutilizar animais em procedimentos clínicos e cirúrgicos, ainda que praticados 
simultaneamente. 
IV – utilizar animais em boas condições de saúde. 
As atividades de ensino e experimentação devem garantir o bem estar dos animais 
utilizados, proporcionando uma vida digna e respeitando a satisfação das suas 
necessidades físicas, mentais e naturais, devendo-se aplicar os princípios de substituição, 
redução e refinamento no uso de animais, com o fim de evitar mortes, estresse e sofrimento 
desnecessários. Sendo possível alcançar de outra forma o objetivo proposto deve-se 
substituir o uso de animais no ensino e na experimentação por outro método. 
Deve ser reduzido