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Apostila sobre Legislacoes

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ao mínimo possível o número de animais utilizados nas atividades 
didáticas e científicas. Durante os procedimentos didáticos e científicos, deve ser evitado a 
ocorrência de dor e minimizado o estresse e o desconforto dos animais. 
O preceito das Cinco Liberdades do bem-estar animal deve ser adotado com a finalidade de 
manter os animais: 
I – livres de fome, sede e desnutrição. 
II – livres de desconforto. 
III – livres de dor, injúrias e doenças. 
IV – livres para expressar o comportamento natural da espécie. 
V – livres de medo e estresse. 
15.3 Comissão de Ética, Bioética e Bem Estar Animal (CEBEA) 
A Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal (CEBEA) é uma instância consultiva e de 
assessoramento técnico do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), designada 
para proceder ao estudo e apreciação de matérias específicas. 
É de competência da CEBEA a análise de aspectos éticos relacionados com o uso científico 
e didático de animais, elaborar e/ou atualizar normas específicas que visem o bem-estar 
animal e assessorar o CFMV em áreas de interesse da Medicina Veterinária e Zootecnia. 
16 Promoção e a fiscalização da defesa sanitária animal quando da realização de 
rodeio (Lei Nº 10.519, DE 17/07/2002) 
Consideram-se rodeios de animais as atividades de montaria ou de cronometragem e as 
provas de laço, nas quais são avaliados a habilidade do atleta em dominar o animal com 
perícia e o desempenho do próprio animal. 
Aplicam-se aos rodeios as disposições gerais relativas à defesa sanitária animal, incluindo-
se os atestados de vacinação contra a febre aftosa e de controle da anemia infecciosa 
equina. 
 
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Caberá à entidade promotora do rodeio, a suas expensas, prover: 
a) infraestrutura completa para atendimento médico, com ambulância de plantão e 
equipe de primeiros socorros, com presença obrigatória de clínico-geral; 
b) médico veterinário habilitado, responsável pela garantia da boa condição física e 
sanitária dos animais e pelo cumprimento das normas disciplinadoras, impedindo 
maus tratos e injúrias de qualquer ordem; 
c) transporte dos animais em veículos apropriados e instalação de infraestrutura que 
garanta a integridade física deles durante sua chegada, acomodação e alimentação; 
d) arena das competições e bretes cercados com material resistente e com piso de areia 
ou outro material acolchoador, próprio para o amortecimento do impacto de eventual 
queda do peão de boiadeiro ou do animal montado. 
Os apetrechos técnicos utilizados nas montarias, bem como as características do 
arreamento, não poderão causar injúrias ou ferimentos aos animais e devem obedecer às 
normas estabelecidas pela entidade representativa do rodeio, seguindo as regras 
internacionalmente aceitas. 
As cintas, cilhas e as barrigueiras deverão ser confeccionadas em lã natural com dimensões 
adequadas para garantir o conforto dos animais. 
É expressamente proibido o uso de esporas com rosetas pontiagudas ou qualquer outro 
instrumento que cause ferimentos nos animais, incluindo aparelhos que provoquem choques 
elétricos. 
As cordas utilizadas nas provas de laço deverão dispor de redutor de impacto para o animal. 
A entidade promotora do rodeio deverá comunicar a realização das provas ao órgão 
estadual competente, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, comprovando estar apta 
a promover o rodeio segundo as normas legais e indicando o médico veterinário 
responsável. 
Os organizadores do rodeio ficam obrigados a contratar seguro pessoal de vida e invalidez 
permanente ou temporária, em favor dos profissionais do rodeio, que incluem os peões de 
boiadeiro, os "madrinheiros", os "salva-vidas", os domadores, os porteiros, os juízes e os 
locutores. 
No caso de infração do disposto nesta Lei, sem prejuízo da pena de multa de até R$ 
5.320,00 (cinco mil, trezentos e vinte reais) e de outras penalidades previstas em legislações 
específicas, o órgão estadual competente poderá aplicar as seguintes sanções: 
I - advertência por escrito; 
II - suspensão temporária do rodeio; e 
III - suspensão definitiva do rodeio. 
17 Código de ética do médico veterinário - Resolução Nº 722 (16/08/2002) 
17.1 Justificativas 
a) Devido ao fato de que a Medicina Veterinária é conceituada como atividade 
imprescindível ao progresso econômico, à proteção da saúde, meio ambiente e ao 
bem estar dos brasileiros, requerendo desta maneira o aprimoramento profissional do 
médico veterinário e obediência aos princípios da sã moral. 
b) Os médicos veterinários, voluntariamente, por convicção, por inspiração cívica, tendo 
em vista o prestígio da classe e o progresso nacional, resolveram se submeter a 
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instrumento normativo capaz de mantê-los em uniformidade de comportamento, 
baseado em conduta profissional exemplar. 
17.2 Juramento do médico veterinário 
Sob a proteção de Deus PROMETO que, no exercício da Medicina Veterinária, cumprirei os 
dispositivos legais e normativos, com especial atenção ao Código de Ética, sempre 
buscando uma harmonização perfeita entre ciência e arte, para tanto aplicando os 
conhecimentos científicos e técnicos em benefício da prevenção e cura de doenças animais, 
tendo como objetivo o Homem. E prometo tudo isso fazer, com o máximo respeito à ordem 
pública e aos bons costumes, mantendo o mais estrito segredo profissional das informações 
de qualquer ordem, que, como profissional tenha eu visto, ouvido ou lido, em qualquer 
circunstância em que esteja exercendo a profissão. Assim o prometo. 
17.3 Preâmbulo 
1 - O homem é livre para decidir sua forma de atuar a partir do conhecimento de seu ser, 
das relações interpessoais, com a sociedade e com a natureza. 
2 - A Medicina Veterinária é uma ciência a serviço da coletividade e deve ser exercida sem 
discriminação de qualquer natureza. 
3 - O Código de Ética do Médico Veterinário regula os direitos e deveres do profissional em 
relação a comunidade, ao cliente, ao paciente e a ouros profissionais. 
4 - Os Médicos Veterinários no exercício da profissão, independentemente do cargo ou 
função que exerçam sujeitam-se às normas deste código. 
5 - Para o exercício da Medicina Veterinária com dignidade e consciência, o Médico 
Veterinário deve observar as normas de ética profissional previstas neste código, na 
legislação vigente, e pautar seus atos por princípios morais de modo a se fazer respeitar, 
preservando o prestígio e as nobres tradições da profissão. 
6 - A fiscalização do cumprimento das normas éticas estabelecidas neste código é da 
competência dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária. 
17.4 Princípios fundamentais 
I. Exercer a profissão com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade. 
II. Denunciar às autoridades competentes qualquer forma de agressão aos animais e ao 
seu ambiente. 
III. Empenhar-se para melhorar as condições de saúde animal e humana e os padrões 
de serviços médicos veterinários. 
IV. No exercício profissional, usar procedimentos humanitários para evitar sofrimento e 
dor ao animal. 
V. Defender a dignidade profissional, quer seja por remuneração condigna, por respeito 
à legislação vigente ou por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético 
profissional da Medicina Veterinária em relação ao seu aprimoramento científico. 
 
17.5 Deveres profissionais 
São deveres do médico veterinário: 
I - aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em 
benefício dos animais e do homem. 
II - exercer a profissão evitando qualquer forma de mercantilismo. 
III - combater o exercício ilegal da Medicina Veterinária denunciando toda violação às 
funções específicas que ela compreende de acordo com o art. 5º da Lei nº 5517/68. 
IV - assegurar, quando investido em função de direção, as condições para o desempenho 
profissional do Médico Veterinário. 
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V - relacionar-se com os demais profissionais, valorizando o respeito mútuo e a 
independência profissional de cada um, buscando sempre o bem-estar