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INTRODUÇÃO À HISTOLOGIA

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Compreender a microanatomia das células, dos 
tecidos e dos órgãos além de correlacionar as 
estruturas com as funções. 
 
 
Métodos químicos - FIXADORES 
Métodos físicos - Congelamento 
 
 Alguns dos fixadores mais utilizados são o 
Formaldeído e o Glutaraldeído. Já, o congelamento 
mais utilizado é o CO2;
 
 
Obs: o manuseamento de xilol e tolueno 
normalmente emitem um cheiro muito 
forte, além de serem cancerígenos. Então é 
preciso trabalhar na capela e um ambiente 
bem ventilado para impedir a 
contaminação. 
 O tecido passa pelo processo de 
desidratação para que depois ocorra a 
inclusão, geralmente, em parafina; 
 
 
 Essa inclusão ocorre em uma 
temperatura relativamente quente para 
a parafina ficar líquida e, após, em 
temperatura ambiente para solidificar; 
 
 Esse processo pelo método químico leva 
pelo menos 24h. Geralmente, faz-se pelo 
método de fixador pelo fato de ter um 
baixo custo em relação ao método de 
congelamento. 
 
 Cortes do material biológico  1 a 10 
μm (1 μm =10-6m). 
 
 
 
 
 
Maioria dos tecidos biológicos são incolores  
COLORAÇÃOSELETIVIDADE. 
CORANTES 
 Formam ligações eletrostáticas com componentes 
do tecido; 
 Dica: os opostos se atraem, se o corante for básico 
ele irá corar estruturas ácidas e vice-versa. 
 
Corantes básicos 
Estruturas que são coradas por corantes 
básicos basofilia. Coram componentes 
BASÓFILOS dos tecidos. 
Corantes ácidos 
 
Estruturas que são coradas por corantes 
ácidosacidofilia. Coram componentes 
ACIDÓFILOS dos tecidos. 
 
 
 
 
 
 Hematoxilina é um corante básico. Irá 
corar estruturas ácidas como o núcleo, 
glicosaminoglicanos e glicoproteínas 
ácidas que ficarão roxas; 
 Se o núcleo estiver roxo forte significa 
que o material genético está mais 
compactado. Caso estiver mais claro está 
menos compactado; 
 Geralmente, a célula que possui um 
núcleo mais descompactado irá 
apresentar-se maior; 
 
 O formato do núcleo acompanha o formato da 
célula. 
 
 
 Eosina é um corante ácido. Irá corar estruturas 
básicas como o citoplasma, colágeno, lugares ricos 
em proteínas, células com grânulos de secreção 
etc. Por exemplo, o lisossomo é extremamente 
ácido devido a enzimas que são proteínas. A 
mitocôndria também reage bastante com a eosina; 
 
Obs: artefato de lâmina ou de técnica, na histologia, 
significa que as técnicas não representam 100% de 
fidelidade do que está no tecido biológico. Por 
exemplo, para fazer uma lâmina que possui tecido 
adiposo usa-se solvente. Ele “arranca” a gordura e, 
então, fica um espaço em branco que na realidade não 
existe no tecido. Caso fosse interessante analisar o 
tecido com a gordura seria por meio do método de 
congelamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Região basófila, 
mais roxa 
(hematox.), 
próximo do 
núcleo, devido à 
presença de 
ribossomos, RNA 
e retíc. endop. 
Região 
acidófila, mais 
rosa(eosina), 
devido à 
presença de 
grânulos de 
proteína. 
HE 
 
 
Obs: muco não cora com HE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: com o PAS fica mais fácil de corar o 
muco porque ele possui bastante 
glicoproteínas (proteínas associadas à 
açúcar). Além disso, sempre que for 
necessário observar regiões de muito 
açúcar, na lâmina com o PAS, será mostrado 
a região com um rosa bem intenso. 
Mais dois exemplos com PAS: 
 
 
 
 
 Ocorre geralmente em estruturas 
celulares e teciduais com altas 
concentrações de sulfato e fosfato 
ionizados; 
 
DESVIO DA COR NORMAL DO CORANTE 
AZUL VERMELHO OU PÚRPURA 
 
Esses pontinhos brancos 
não corados são regiões de 
muco! 
É um tipo de corante 
usado para açúcares. 
 
 
 
 Mastócito: possui muitos grânulos dentro dele. Ele 
apresenta uma reação histológica que se chama 
metacromasia . Isso geralmente ocorre em 
estruturas celulares com altas concentração de 
sulfato e fosfatos ionizados que faz com que ocorra 
o desvio da cor normal do corante. Na imagem 
acima, por exemplo, desvia a cor azul para 
vermelho ou púrpura. 
 
 O procedimento, desde a fixação até a observação 
ao microscópio de luz, pode demorar de 12h a 2 
dias e depende do: 
-Tamanho do tecido; 
- Fixador; 
- Meio de inclusão. 
 
 Congelamento rápido: 10 minutos, só não é o mais 
usado pelo custo alto, mas em centros cirúrgicos é 
o melhor método. 
 
 
 
 
Microscópio óptico/luz 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: as objetivas possuem ampliação de 10x. 
 
Poder de resolução 
 
 Menor distância entre duas partículas, 
que possibilite que elas sejam vistas 
como dois objetos separados; 
 
 Depende essencialmente da LENTE 
OBJETIVA; 
 Objetos menores que 0,2 μm ou que 
estejam numa distância menor que 0,2 
μm não podem ser individualizados por 
este equipamento; 
 Aumento só tem valor prático se for 
acompanhado de resolução. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Corte de testículo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: na lâmina 1, é possível ver que foi 
utilizado material mais barato para o 
preparo devido aos espaços em branco que 
não são fiéis à representação do tecido 
biológico. Na lâmina 2, é possível perceber 
que foi utilizado material de qualidade 
melhor. 
 
1. MICROSCÓPIO DE CONTRASTE DE FASE 
 
 -Estudo de células vivas; 
 -Sem uso de corantes; 
 -Produz imagens visíveis de objetos quase 
transparentes; 
 -Diversas estruturas celulares possuem 
densidades diferentes interferindo de 
modos diferentes na passagem da luz. 
 
 
 
2. MICROSCÓPIO DE FLUORESCÊNCIA 
 
-Uso de corantes fluorescentes; 
-Radiação ultravioleta excitadora. 
 
 
Tub. seminíferos 
1 2 
 
 
 
-De acordo com a imagem anterior: vermelho, corante 
que tem afinidade pela actina; 
-Em verde, estão coradas estruturas com 
microtúbulos; 
-Em azul (ou roxo), material genético que está 
corando; 
 
Obs: ter filamentos de actina não significa que a célula 
é mais maleável. Isso pode resultar em uma resposta 
mais rápida para mudar a sua forma. 
 
 
 
3. MICROSCÓPIO CONFOCAL 
 
-Somente a imagem originada do plano focalizado 
alcança o detector – imagens de outros planos são 
bloqueadas; 
-Imagens mais nítidas; 
 
-Uso de molécula fluorescente; 
 
 
-Como somente um plano focal é focalizado 
por vez, é possível reunir os vários planos 
de um objeto e reconstruí-los 
tridimensionalmente. 
 
4. MICROSCÓPIA ELETRÔNICA DE 
TRANSMISSÃO (MET) 
 
-Utilização de feixe de elétrons no lugar de 
feixe de luz, e bobinas magnéticas para focar 
o feixe, em vez de lentes de vidro; 
-Objeto de estudo deve ser colocado no 
VÁCUOimpossibilita análise de células 
vivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. MICROSCÓPIA ELETRÔNICA DE 
VARREDURA (MEV) 
 
-Objeto de estudo (sem cortes) é 
recoberto por um filme fino de metal 
pesado; 
-Elétrons não atravessam o espécime – 
são refletidos pelos átomos do metal; 
-Indicado para ver superfícies e seus 
detalhes. 
Região elétron 
densa 
 
 
 
 
 
 
 
 Técnica usada para localização 
intracelular de proteínas específicas; 
 Basicamente é usado um anticorpo que 
reage COM UM ANTÍGENO para ser 
verificado na lâmina; 
 Usado, por exemplo, para a localização 
intracelular de proteínas especificas; 
 Caso eu quisesse saber se dentro de uma 
célula tem uma proteína X poderia 
colocar um anticorpo que iria 
reconhecê-la. Feito isso, esse processo 
de ligação anticorpo-proteína terminaria 
com a emissão de uma luz ou de um 
precipitado com cor. 
 
Obs: quanto mais escuro maior a presença 
de proteína. 
 
 
 
 
 
 Obtenção de organelas; 
 Centrifugação de um homogeneizado de células em 
que as membranas plasmáticas são rompidas e os 
constituintes celulares dispersos num líquido 
contendo sacarose; 
 Depende do coeficiente de sedimentação das 
organelas; 
 Centrifugação fracionada / diferencial; 
 Centrifugações seriadas com velocidades