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HIPERTENSÃO ARTERIAL

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efeito em negros e idosos. Podem ser usados em 
monoterapia ou associados. 
• Mecanismo de ação: 
Atuam no néfron; inicialmente causam uma leve 
depleção de sódio e reduzem a pressão arterial ao 
diminuírem o volume sanguíneo e o débito cardíaco. 
A longo prazo, o débito cardíaco se normaliza e a 
resistência vascular periférica diminui. O sódio, 
aumenta a rigidez dos vasos e reatividade neural, 
contribuindo para diminuição da resistência vascular 
periférica, devido ao cálcio intracelular. 
♡ Tiazídicos: inibem a reabsorção de sódio no túbulo 
contorcido distal. 
• Indicados para os pacientes com hipertensão leve ou 
moderada e com anormalidades na função cardíaca e 
renal. 
Hidroclorotiazida e clortalidona 
 
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♡ Diuréticos de alça: agem na porção ascendente da 
alça de Henle, bloqueando a reabsorção de sódio e 
cloreto. São mais potentes que os tiazídicos, indicados 
para hipertensão grave, insuficiência renal, taxa de 
filtração glomerular inferior a 30-40 ml/min, 
insuficiência cardíaca, ou cirrose, em que a retenção 
de sódio é acentuada. 
Furosemida, torsemida, bumetanida e ácido 
etacrínico. 
 
♡ Poupadores de potássio: 
Amilorida e triantereno: inibem o transporte de sódio 
epitelial nos ductos distais e coletores. 
Espironolactona e eplerenona: antagonistas do 
receptor de adosterona, reduzindo a perda de 
potássio na urina. 
• Úteis para exitar a depleção excessiva de potássio e 
para aumentar os efeitos natriuréticos de outros 
diuréticos. 
Deve-se dar preferencia aos diuréticos tiazídicos ou 
similares (clortalidona, hidroclototiazida e 
indapamina) em doses baixas, pois são mais suaves e 
com maior tempo de ação; reservando os diuréticos 
de alça (furosemida e bumetanida), aos casos de 
insuficiência renal e edema. Os poupadores de 
potássio (espironolactona e amilorida), são utilizados 
geralmente com os tiazídicos ou diuréticos de alça.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Betabloqueadores 
 
• Mecanismo de ação: diminuem a frequência e o 
débito cardíaco. Diminuem o efluxo simpático do 
sistema nervoso central e inibem a liberação de renina 
nos rins, diminuindo a formação de angiotensina II e a 
secreção de aldosterona. Associados aos 
vasodilatadores, evitam a taquicardia reflexa. 
Propanolol atua nos receptores β1 e β2. 
Metropolol e atenolol são bloqueadores seletivos de 
receptores β1, chamados de cardiosseletivos. 
Propanolol, metropolol, atenolol, carvedilol. 
 
Bloqueadores dos canais de cálcio 
 
• Mecanismo de ação: bloqueiam a entrada de cálcio 
por se ligarem aos canais de cálcio tipo L no coração 
e músculos lisos dos vasos coronarianos e arteriolares 
periféricos provocando o relaxamento do músculo liso 
vascular, dilatando as arteríolas. 
Úteis no tratamento de hipertensos que tem asma, 
diabetes e/ou doença vascular periférica. Não causam 
retenção de sódio e água. 
Nifedipino, anlodipino, verapamil, diltiazem. 
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Inibidor da enzima conversora de angiotensina 
• Mecanismo de ação: inibem a formação de 
angiotensina II, bloqueando este sistema. Além disso, 
com o bloqueio da enzima conversora, ocorre uma 
exacerbação do sistema cinina-calicreína que 
promove vasodilatação através do fator relaxante 
derivado do endotélio e das prostaciclinas, 
provocando um efeito aditivo. 
Muito bons para os pacientes com doença renal 
crônica, pois diminuem a proteinúria e estabilizam a 
função renal. 
Captropil, enalapril, lisinopril e ramiprimil. 
 
Bloqueadores dos receptores de angiotensina II 
 
• Mecanismo de ação: bloqueiam os receptores AT1, 
diminuindo sua ativação pela angiotensina II. 
Tem efeito farmacológico semelhante aos IECAs 
(porém são bloqueadores mais seletivos da 
angiotensina), por produzirem dilatação arteriolar e 
venosa e bloqueio da secreção de aldosterona, 
reduzindo a pressão arterial e diminuindo a retenção 
de sódio e água. 
Podem ser usados como primeira escolha para o 
tratamento de hipertensão, principalmente em 
diabéticos, insuficiência cardíaca ou doença renal 
crônica. 
 
Valsartana, losartana, candesartana, telmisartana, 
irbesartana. 
 
Inibidores do sistema simpático central 
 
• Mecanismo de ação: Estas drogas deprimem o 
tônus simpático por ação agonista nos receptores pré-
sinápticos alfa-2-adrenérgicos e imidazólico do SNC. 
Essa estimulação diminui a eficácia da liberação de 
noradrenalina no nervos terminais. Reduzem o nível 
de renina plasmática; não alteram o fluxo sanguíneo 
renal ou taxa de filtração glomerular; mas reduzem a 
resistência vascular renal. 
Usados na hipertensão moderada a grave. 
 
Metildopa, clonidina, guanabenzo, guanfacina 
 
• Metildopa: indicada para gestantes, casos de 
insuficiência renal crônica. Reduz principalmente pela 
redução da resistência vascular periférica. 
• Clonidina: promove uma redução do débito 
cardíaco, devido a diminuição da frequência cardíaca. 
 
 
Vasodilatadores arteriolares diretos 
 
• Mecanismo de ação: tem efeito relaxador direto no 
músculo liso vascular, sem a participação de 
receptores específicos. Ocorre uma vasodilatação da 
arteríola pré-capilar e queda da resistência vascular 
periférica. 
Esses fármacos produzem estimulação reflexa do 
coração, resultando em aumentos reflexos da 
contratilidade miocárdica, da frequência cardíaca e do 
consumo de oxigênio. Essas ações podem causar 
angina pectoris, infarto do miocárdio ou insuficiência 
cardíaca em indivíduos predispostos. Os 
vasodilatadores também aumentam a concentração 
plasmática de renina, causando retenção de sódio e 
água. Esses efeitos indesejados podem ser 
bloqueados pelo uso concomitante de um diurético e 
um β-bloqueador. 
Hidralazina e Minoxidil 
 
 
 
 
 
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ASSOCIAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
 
Para a maioria dos pacientes, será necessário o uso de 
mais de um medicamento para atingir as metas 
pressóricas. 
Os pacientes com HÁ estágio 1 e com risco 
cardiovascular alto ou muito alto, ou com doença 
cardiovascular associada e aqueles com estágio 2 ou 
3 ou sem outros fatores de risco cardiovascular 
associado, devem ser considerados para o uso de 
combinação de fármacos. 
A utilização de associações de dois medicamentos em 
baixas doses em hipertensos estágios 1, mesmo com 
baixo ou moderado risco cardiovascular, embora não 
seja preferencial, poderá ser considerada em casos 
especiais. 
 
 
 
 
 
ACOMPANHAMENTO 
 
♡ Baixo risco cardiovascular (10% em 10 anos): 
Acompanhamento e solicitação de exames 
anualmente, com médico ou enfermeiro. 
♡ Risco moderado (10-29% em 10 anos): 
Consultas semestrais com médico e enfermeiro. 
♡ Alto risco (>20% em 10 anos): 
Consultas a cada 4 meses. 
 
Quando referenciar? 
Hipertensão de difícil controle, hipertensão 
secundária, emergências hipertensivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CLASSE MEDICAMENTO INDICAÇÕES E CONTRA INDICAÇÕES EFEITOS ADVERSOS 
Diuréticos (tiazídicos, de alça, 
poupadores de potássio) 
•Tiazídicos: hidroclorotiazida, 
clortalidona, indapamina. 
•De alça: furosemida, tosemida, 
bumetamina e ácido etacrínico. 
•Poupadores de potássio: amilorida, 
triantereno, espirolactona. 
Podem ser usadas como monoterapia, ou 
em associação. 
Tem um benefício adicional nos casos de 
insuficiência cardíaca congestiva e 
insuficiência renal. 
Hiperuricemia, hiperglicemia, aumento 
LDL, rash cutâneo, hipocalemia (↓K), 
impotência. 
 
 
 
 
Betabloqueadores 
 
 
 
Propanolol, atenolol, carvedilol e 
metoprolol. 
Benefício adicional a pacientes com 
angina estável, infarto agudo prévio, 
manifestações somáticas de ansiedade, 
enxaqueca. 
Devem ser usados com cautela em 
diabetes, dislipidemia, bloqueios 
atrioventriculares e doença pulmonar 
obstrutiva