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ABORTAMENTO

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RESUMO 
SANGRAMENTOS NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE GRAVIDEZ ⇒ Cerca de 10 a 15% das gestações 
apresentam hemorragias, que podem representar complicações gestacional com risco fetal ou/e 
materno ou agravos ginecológicos, sendo que as principais causas durante o primeiro trimestre são 
frequentemente o abortamento, a gravidez ectópica e a doença trofoblástica gestacional. 
 
ABORTAMENTO 
DEFINIÇÃO ⇒ Segundo a OMS, o aborto é definido como uma interrupção da gravidez antes das 22 
semanas de gestação (em relação a DUM 1 ) ou de um feto com menos de 500g ou 16,5 cm. 
OBS: É importante não confundir abortamento com trabalho de parto prematuro. 
ATENÇÃO: é importante Lembrar que no Brasil o aborto é considerado crime salvo em três situações 
específicas sendo elas: 
1. Risco de vida para gestante 
2. Gravidez proveniente de estupros 
3. Casos de feto anencéfalo 
 
EPIDEMIOLOGIA ⇒ Não se sabe ao certo a incidência de abortamento no mundo, uma vez que em 
diversos países ela ocorre de forma ilegal. Além disso, muitas vezes o abortamento é confundido com 
sangramento menstrual o que torna os dados epidemiológicos subclínicos. 
Já os clinicamente reconhecidos, possuem uma incidência de 10-15%, sendo que desse total, 80% 
ocorre antes das 12 semanas, em mulheres entre 20 e 24 anos, sendo que o risco aumenta 
progressivamente conforme a idade materna, podendo alcançar a margem de 75% em gestações onde 
a mulher possui mais de 44 anos. E aproximadamente 0,4 a 1% das mulheres podem ser acometidas 
por duas ou mais perdas gestacionais. 
OBS: Por meio de testes altamente sensíveis de hCG nota-se que a magnitude da perda gestacional 
após implantação é de 62%. 
ATENÇÃO: O risco de abortamento é maior para mulheres com mais de 35 anos e homens com mais 
de 40 anos. 
 
CLASSIFICAÇÃO ⇒ O abortamento pode ser classificado em diversas formas, sendo elas: 
Abortamento Precoce ou Tardio → É considerado um aborto precoce caso ocorra antes de 
completar 12 semanas de gestação. Já a classificação tardio, ocorre caso ocorra entre a 13ª e 20ª 
semana 
 
Espontaneo ou Provocado → Aborto espontaneo ocorre sem nenhuma tipo de intervenção externa, 
podendo ser causado por doenças da mãe ou anormalidades do feto. Já o aborto provocado ocorre 
por uma interrupção externa e intencional. 
OBS: O aborto provocado acarreta diversos custos ao sistema unico de saude por conta das suas 
complicações, principalmente quando ocorre evolução para infecção. 
 
Esporádico ou Habitual → Abortamentos esporádicos tem como causa principal as anormalidades 
cromossômicas, que podem abranger cerca de 50 a 80% dos abortamentos esporádicos, sendo a 
aneuploidia a mais comum entre essas anormalidades. Já o abortamento habitual é definido como a 
ocorrência de 3 ou mais perdas na mesma gestante, sendo as causas mais comuns a incompetência 
istmo cervical e a síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAAF) 
 
Seguro ou Inseguro → A OMS designa o abortamento seguro como aquele sendo realizado por um 
médico bem treinado, com materiais e ambiente adequado, representando o menor risco possível de 
saúde da mulher. Já o inseguro, é aquele realizado sem os recursos médicos mínimos e/ou sem 
pessoa capacitada. 
1 Data da Última Menstruação 
Feito por: Peterson Rech H. 191 1 
 
 
ETIOPATOGÊNICO ⇒ A causa mais comum de perda gestacional precoce são as anomalias 
cromossômicas, responsáveis por 50 a 65% das perdas. 
⤷ Os tipos de anormalidade podem variar bastante, mas mesmo assim, as mais comuns de serem 
encontradas, representado cerca de 50% dos casos, são as anormalidades por trissomias 
autossômicas (com predomínio nos cromossomos pares 16 e 22). 
Porém além das anomalias, distúrbios endócrinos como diabetes descompensada e alterações 
tireoidianas com repercussão clínica também podem ocasionar a perda fetal precoce. 
Além disso, alguns estudos demonstram que uma associação de Chlamydia trachomatis, Ureaplasma e 
vaginose bacteriana pode ocasionar o abortamento, enquanto outros demonstram que a persistência de 
níveis elevados de anticorpos-antifosfolípides (principalmente anticoagulante lúpico) é associado à 
perda gestacional após nove semanas. 
 
FORMAS CLÍNICAS ⇒ O abortamento espontâneo pode ser classificado em cinco grupos, sendo eles: 
 
Ameaça de Abortamento e Abortamento Iminente → Constituem quadros muito semelhantes, onde a 
principal diferença está no prognóstico final, uma vez que na ameaça de abortamento a probabilidade 
de interrupção da gestação é de 20 a 30%, no abortamento iminente ocorre interrupção em 70 a 80% 
dos casos. 
Ameaça de abortamento → O diagnóstico clínico é definido pela existência de sangramento vaginal 
durante o primeiro trimestre da gestação, sendo que esse sangramento pode ocorrer em até 25% 
das gestantes. Esse sangramento geralmente é de volume reduzido, podendo persistir por dias ou 
semanas, sendo ocasionado por uma anomalia decidual e/ou descolamento do ovo. É comum a 
ocorrência de cólicas horas ou dias após o início do sangramento, sendo descritas como uma dor 
lombar persistente associada à sensação de pressão pélvica ou dor suprapúbica de intensidade 
moderada. 
⤷ Além disso, com exame ginecológico, é possível observar um colo uterino inalterado, com volume 
compatível com o esperado para a Idade Gestacional. Além disso, com o exame ecográfico 
endovaginal, é possível realizar uma avaliação do prognóstico gestacional. 
 
Feito por: Peterson Rech H. 191 2 
 
Abortamento iminente → Possui uma sintomatologia mais acentuada que a ameaça, com 
sangramento mais volumoso e com maior duração, sendo acompanhado da eliminação de coágulos, 
com cólicas mais constantes e de maior intensidade. 
⤷ No exame ginecológico, é possível observar um apagamento é possível dilatação do colo uterino. 
OBS: Pacientes que possuem hemorragia na primeira metade da gestação devem ser investigadas 
quanto à hemorragia retro-coriônica, sendo que o volume dessa hemorragia pode predizer a evolução 
do abortamento. Áreas de hemorragia inferior a 60 ml ou correspondente a menos de um quarto da 
área do saco gestacional, possuem