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ABORTAMENTO

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frequentes (Gram negativos e anaerobio), como Ampicilina ou Penicilina + Gentamicina + Clindamicina 
ou Metronidazol 
Já nos tipos II e III a abordagem deve abranger medidas de suporte ao paciente, tratando a sepse 
grave, bem como o tratamento cirúrgico mais invasivo, visando ao controle de foco infeccioso por meio 
de laparotomia e histerectomia total. 
 
Abortamento Retido → É definido como um abortamento em que o concepto permanece no interior da 
cavidade uterina sem vitalidade. Com isso, aos poucos começa a ocorrer a regressão dos sinais de 
gravidez (Redução da altura uterina e da circunferência abdominal, perda da turgência mamária e dos 
sinais de presunção de gravidez). 
⤷ O diagnóstico é confirmado através de exame ultrassonográfico em que se observa ausência dos 
batimentos fetais. 
A conduta é expectante se por acaso o abortamento ocorrer dentro do 1º trimestre, levando cerca de 
três semanas para expulsão do feto. Porém, é possível realizar o esvaziamento uterino por meio de 
aspiração manual ou farmacologicamente, induzindo contrações com misoprostol. 
Feito por: Peterson Rech H. 191 4 
 
Abortamento de Repetição → Existe uma série de discordância em relação às definições do 
abortamento repetido, porém é considerado geralmente que se classifica como abortamento de 
repetição a perda consecutiva de três gestações. 
⤷ As definições e causas de perda de repetição envolvem muitos processos fisiopatológicos, sendo 
importante realizar uma investigação sobre os seguintes critérios quando há ocorrência de 
abortamento de repetição: 
1. Investigação detalhada da história familiar, exame físico completo, discussão dos riscos e 
avaliações complementares devidamente indicadas 
2. Investigação da Cariotipagem do casal, uma vez que 5% dos casais com perda de repetição 
apresentam alguma anomalia cromossômica estrutural presente em um dos membros do casal, 
que inviabiliza o nascimento de filhos. 
3. Caso as perdas ocorram no segundo trimestre deve ser excluída as anomalias mullerianas, por 
meio de ecografia, histerografia e endoscopia 
4. Pesquisa de anticorpos antifosfolípide é necessária em casos onde a repetição ocorre após 10 
semanas de gestação, principalmente em casos de quadro clínico de decesso fetal 
5. Rastreamento de diabetes e anticorpos anti-tireoide em pacientes assintomáticas é 
desnecessário 
6. Pesquisa para agentes infecciosos (Ureaplasma urealyticum, Chlamydia trachomatis) que 
podem levar a perdas esporádicas 
 
CONDUTAS DE TRATAMENTO ⇒ Pode ser realizada de diversas formas como: 
 
Tratamento Farmacológico → No Brasil, a técnica farmacológica para tratamento do abortamento é o 
Misoprostol, que é uma versão sintética da prostaglandina E1 que leva a fortes contrações uterinas. O 
remédio possui comprimidos para uso vaginal de 25, 100 e 200 mcg, sendo utilizados apenas em 
contexto hospitalar. 
⤷ As vantagens de se utilizar o tratamento farmacológico é que não há necessidade em realizar 
perfuração uterina, reduzindo os riscos decorrentes da dilatação do colo e eliminando o risco 
anestésico e infeccioso. 
Para abortamento no primeiro trimestre deve ser utilizado 2 a 3 doses de 800 mcg, via vaginal, em um 
intervalo de 3 a 12 horas. 
OBS: Caso seja um abortamento incompleto do primeiro trimestre, é necessário apenas uma dose de 
400 mcg. 
 
Tratamento Mecânico → Existem dois métodos de esvaziamento uterino 
muito utilizados, sendo eles: 
● Aspiração intrauterina (manual ou elétrica), que é recomendado pela 
OMS em casos de primeiro trimestre. 
○ A aspiração é realizada por meio de um vácuo manual produzido 
por uma seringa especial ou por meio de uma bomba de 
vácuo elétrica. 
■ Caso o colo do útero se encontre fechado, é 
recomendado o uso de misoprostol 400 mcg, via vaginal 
3 horas antes do procedimento. 
■ Além disso, é recomendado também a antibioticoterapia 
profilática, via oral, até 12 horas antes, em dose única de 
doxiciclina + azitromicina ou metronidazol 
● Curetagem, muito utilizado ainda no Brasil como método de 
escolha para esvaziamento no primeiro trimestre. 
○ Consiste em uma dilatação da cérvix e uso de uma cureta metálica para raspar as paredes do 
útero. Deve-se tomar extremo cuidado com a cureta, uma vez que seu material de aço e 
diâmetro variável pode ocasionar diversos acidentes de perfuração uterina. Sendo indicado 
para abortamentos incompletos superiores a 12 semanas. 
 Feito por: Peterson Rech H. 191 5