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Tomografia Computadorizada (TC)

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MARÍLIA ARAÚJO – P1 MEDICINA 
 
• Incidência maior de radiação ionizante do que 
o raio x 
• Fatiamento – avaliação em 3 partes 
 
 
• Ocorre um empilhamento dos cortes (o plano 
verdadeiro da tomografia é o axial) 
 
APARELHOS DE TOMOGRAFIA (TOMÓGRAFO) 
• Antigamente possuíam apenas 1 fileira de 
detectores (Placas que conseguem absorver o 
raio x), o que gerava grande possibilidade de 
erro 
• Evolução: 
1º geração – 1 detector (cortes de vários 
minutos) 
2º geração – 5 a 50 detectores (cortes de 6 a 
20 segundos) 
3º geração – 200 a 600 detectores (cortes de 
3 a 8 segundos) 
4º geração – 300 a 1000 detectores (cortes de 
1 a 4 segundos) 
• Tomógrafo helicoidal – tubo de RX e sistema 
de detectores que giram em 360° em torno do 
corpo e a mesa move-se simultaneamente 
• Os aparelhos de última geração são chamados 
de multi-slice. Estes são compostos por mais 
de 1000 detectores, com tempos de cortes 
baixíssimos, e resoluções de imagens 
aumentadas, reduzindo os artefatos causados 
pelos movimentos respiratórios, peristaltismo 
e até batimentos cardíacos 
• Imagens seccionadas no mesmo princípio de 
atenuação dos Rx 
• Sistema de detectores de cintilação de grande 
eficiência 
• Utilização de feixe de Rx fino e altamente 
colimado 
TC AXIAL 
• Imagens em um plano transversal ao objeto a 
partir de um giro de 360° do feixe de raio x 
em torno de si (mesa estática) 
TC HELICOIDAL OU ESPIRAL 
• Rotação contínua da ampola de raio x 
acoplada em movimento contínuo e regular 
em torno do paciente em cima da mesa 
(aquisição volumétrica) – cortes de 1,0 a 10,0 
mm de espessura 
• Reconstrução em planos diversos do 
transversal são também mais fidedignas 
 
 
 
 
MARÍLIA ARAÚJO – P1 MEDICINA 
 
DISPOSIÇÃO DO PACIENTE NO APARELHO 
 
COMO SÃO FEITAS AS IMAGENS NA TC 
• Os Rx atravessam o paciente e são atenuados 
(absorvidos) pelas diferentes partes do corpo 
• Essa atenuação é codificada pelo sistema de 
detectores como um sinal elétrico 
• O sinal elétrico é digitalizado e assim o 
sistema de computação monta uma matriz de 
dados que no final resultará na imagem que 
vemos 
MATRIZ 
• Para localizar a origem dos sinais originários 
dos detectores, o sistema de computação 
monta uma matriz (conjunto de valores 
numéricos) virtual 
• Para que possamos ver a imagem, o 
computador atribuirá uma determinada 
tonalidade entre o preto e o branco (escala de 
cinza) para cada valor da matriz 
• Essa matriz bidimensional (pixels) é baseada 
em uma matriz tridimensional (vóxels) que 
leva em conta a espessura de corte 
• Avaliação dos pixels em volume → voxel 
 
 
RADIODENSIDADE 
 
• Radiopaco ou hiperdenso 
• Radiotransparente ou hipodenso 
COEFICIENTES DE ATENUAÇÃO – UNIDADES 
HOUNSFIELD 
• Escala arbitrária criada por Hounsfield para 
quantificar a atenuação do feixe de RX após 
atravessar o corpo 
1) Água = 0 
2) Tecidos muito densos (ossos) = +1000 
3) Tecidos pouco densos (ar) = -1000 
OBS: Atualmente foi estendida a +/- 4000 
OBS: Nas radiografias convencionais distinguimos 
apenas 16 tons de cinza, na TC essa escala de cinza se 
expande para 4096 tonalidades 
 
 
 
MARÍLIA ARAÚJO – P1 MEDICINA 
 
PROTOCOLOS 
• Na maioria dos serviços radiológicos, 
protocolos de TC são redigidos e seguidos, 
detalhando a técnica mais adequada para 
examinar várias partes do corpo 
 
IMAGEM NA TELA OU NO FILME 
• Convencionou-se examinar a TC produzida 
como se estivesse olhando para ela de baixo 
para cima (a partir dos pés do paciente), assim 
é importante lembrar que as estruturas vistas 
a sua direita são aquelas do lado esquerdo do 
corpo do paciente 
VOLTAGEM 
• Maior voltagem produz uma maior 
penetração em corpos grandes e reduz o 
ruído da imagem; 
• Menor voltagem produz uma melhor 
resolução de contraste em corpos médios e 
pequenos 
mAs 
• Configura a exposição durante a varredura; 
• Um fator de mAs maior diminui o ruído da 
imagem, melhora o contraste, mas aumenta a 
dosagem de radiação que o paciente recebe e 
sobrecarrega o tubo de raio X 
SEMIOLOGIA TOMOGRÁFICA 
• Hounsfield imaginou uma escala de cinzas 
onde os tons não diferissem 
significativamente dos tons observados nas 
radiografias 
• HIPOATENUANTES (hipodensas) – cinza ou 
preto 
• HIPERATENUANTES (hiperdensas) – branco 
• ISODENSA – determinada estrutura tem 
densidade semelhante a outra adjacente 
 
 
Corte axial do abdômen 
• 6 UH – vesícula biliar 
• 50 UH – fígado 
• -1000 UH – alça intestinal (gases) 
• -120 UH – gordura 
OBS: O contraste vai ser usado na via endovenosa 
(rins com circundantes hiperdensos) 
 
Hematoma intracraniano (sangramento) – AVC 
OBS: Em casos de TCE (traumatismo cranioencefálico) 
não se faz raio x 
OBS: Avc isquêmico – área que faltou sangue 
 
Calcificação em um segmento da coluna torácica 
MARÍLIA ARAÚJO – P1 MEDICINA 
 
 
Parte anterior do crânio, órbitas. Humor líquido 
(líquido de dentro do globo ocular) 
 
TC de abdômen (1 – axial 2 – coronal 3 – sagital) 
Imagem hiperdensa na parte do seio renal do rim 
direito - Nefrolitíase à direita 
 
TCE – fratura → parte hipodensa do lado direito do 
crânio 
 
Pulmões → Tecidos moles e mediastino / Estruturas 
hiperdensas – veias e artérias 
 
OBS: Alvéolos só a nível histológico 
 
Cálculos na vesícula – melhor método é a 
ultrassonografia (são compostos de colesterol, por 
isso a maior sensibilidade ao ultrassom) 
OBS: Imagem hiperdensa na parede da artéria – placa 
ateromatosa 
VANTAGENS 
• Obtenção de imagens sem superposição 
• Capacidade de capturar diferenças mínimas 
de densidade tissular 
• Capacidade de detectar diferenças de 
densidade entre tecidos, por meio da análise 
dos valores numéricos do coeficiente de 
atenuação 
• Possibilidade de processar as imagens em 
diversos tempos, mediante o armazenamento 
dos dados 
• Ser método não-invasivo 
• Permitir que procedimentos invasivos, como 
biópsias e punções, sejam realizados durante 
a sua execução 
 
DESVANTAGENS 
• Emprego de maior quantidade de radiação 
ionizante 
• Ainda precisa do contraste iodado para 
diferenciar vasos e alças intestinais 
• Artefatos do aparelho ou da técnica (placas e 
parafusos metálicos) 
• Método mais oneroso 
 
OBS: Também se usam equipamentos de proteção 
caso o paciente precise ser acompanhado 
 
MARÍLIA ARAÚJO – P1 MEDICINA 
 
LIMITAÇÕES 
• Mulheres grávidas 
• Pessoas muito obesas (superior a 180 kg) 
• Pessoas alérgicas ao contraste (só se submete 
a fase sem contraste) 
• Pessoas que se submeteram a exames 
contrastados recentemente com a utilização 
de sulfato de bário 
• Distúrbios neurológicos (Parkinson ou outras 
afecções que causam movimentos 
involuntários) 
• Distúrbios psiquiátricos 
• Crianças ou adultos senis (dificuldade de 
compreensão quanto a necessidade de 
imobilização prolongada