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como uma espécie de código de valores, conjunto de 
normas, não necessariamente escritas, que regulamentam o comportamento do homem em sociedade. 
 A moral, portanto, está associada ao que é certo ou errado, justo ou não, reprovável ou não, em 
termos de consciência humana, de costumes, de regras sociais. Passaremos, agora, à noção de Direito. 
1.3 Direito
No sentido subjetivo, afirmamos que direito é a faculdade de exigir, realizar, possuir ou fazer 
algo que esteja de acordo com a lei. Já no sentido objetivo, o Direito é o conjunto de leis que dirige 
o homem, indicando o que ele pode e deve fazer, ou não (SANTOS, 1959).
Figura 3 – O Direito.
Fonte: Mariusz Szczygiel/Shutterstock.com
Em ambas as perspectivas, o aspecto a se destacar é o fato da coerção do Direito decorrer 
do poder e da força do Estado. 
FIQUE ATENTO!
Diferentemente das leis morais, as leis e normas jurídicas são, por regra, escritas, 
registradas por meio dos agentes públicos que detém autoridade para criá-las.
Sobre a relação entre ética, moral e Direito podemos elencar semelhanças e diferenças. 
Moral e Direito se assemelham pois, diferentemente da ética, ambas se baseiam na coerção 
das normas. Por outro lado, moral e Direito também se diferenciam na medida em que as leis 
do Direito são limitadas territorialmente pelo Estado, a cujo poder estão vinculadas, enquanto 
que as regras morais são pessoais e sociais, grafadas na consciência, como se costuma dizer 
popularmente, sem fronteiras geográficas.
A ética, por sua vez, não diz respeito a leis, regras ou normas. A noção de ética está relacio-
nada ao estudo, à reflexão em torno do que é bom e do que é mau, e representa uma busca volun-
tária, uma virtude, uma vontade e esforço pela melhoria do ser humano. 
Veremos agora o papel que cada um desses conceitos desempenha! 
2 Os papéis de cada um
O papel da moral na sociedade se evidencia na exigência de valores morais para mediar as 
relações sociais. Honestidade, solidariedade, decência, respeito mútuo, entre outros, são aspira-
ções morais contínuas da coletividades na qual estamos imersos. 
O Direito fala por si só. Confiamos nos operadores do Direito (juízes, advogados, promotores, 
delegados), porém a sociedade, não raras vezes, ressente-se com os legisladores pela criação de 
leis que parecem muito mais defender interesses privados do que públicos. 
FIQUE ATENTO!
Quando nos referimos ao Direito, envolvemos obrigatoriamente estruturas do Po-
der Legislativo (que cria as leis), do Poder Executivo (que cobra o cumprimento 
das normas jurídicas) e do Poder Judiciário (que julga as desavenças em torno do 
cumprimento dessas regras).
O papel da ética, portanto, está em contribuir com suas reflexões, isoladamente ou em con-
junto com a moral e o Direito. Os estudos éticos devem ser aproveitados na elaboração de leis e 
códigos com maior capacidade de sanear as ações tanto do homem comum, quanto daqueles 
operadores do Direito e agentes políticos que tomam decisões pela sociedade.
Figura 4 – Valores para um mundo melhor.
Fonte: maxstockphoto/Shutterstock.com
EXEMPLO
A redução da maioridade penal tem sido discutida intensivamente na sociedade 
brasileira e a polêmica que o assunto levante envolve questionamentos de ordem 
ética, pois invariavelmente deixa no ar a dúvida sobre julgar como adulto um ado-
lescente de 16 anos. Por outro lado, questiona-se se estaria certo não fazê-lo, per-
mitindo a possibilidade de alguém ser vítima desse hipotético jovem. Não se pode 
deixar em branco um outro questionamento quanto ao fato de que aquela mesma 
pessoa/criança/adolescente/jovem possa ser não um algoz, mas ele mesmo uma 
vítima da sociedade e do governo que o abandonou, desvalorizando sua vida. Ob-
serve que são inúmeras as questões éticas, pautadas em valores morais, que in-
fluenciarão em determinado momento a definição do Direito em nossa sociedade.
Em relação às reações emocionais de cunho moral, às vezes com influência religiosa, que 
costumamos atribuir à nossa consciência moral, apresentamos o entendimento de Chauí (2010), 
segundo o qual tais momentos nada mais representam do que a manifestação de sentimentos 
provocados por valores como justiça, generosidade, honradez etc. 
Nessas situações, fica evidente o papel da ética, pois esses valores que guiam nossas deci-
sões são fortemente influenciadas por ela. Podemos concluir que as reflexões éticas nos permi-
tem desenvolver valores morais positivos, capacitando-nos como indivíduos e como sociedade.
Fechamento
Concluímos esta aula. Ao longo dela, você teve a oportunidade de:
 • enriquecer alguns conceitos de ética;
 • conhecer as noções de moral e de Direito;
 • perceber a relação entre ética, moral e Direito;
 • entender os papéis de cada um na sociedade.
Obrigada por sua atenção e bons estudos!
Referências
BARROSO, Luis Roberto. Discurso do Patrono da Turma Luis Roberto Barroso, 2005. Disponível 
em: <http://www.luisrobertobarroso.com.br/wp-content/themes/LRB/pdf/etica_sucesso_e_felici-
dade.pdf >. Acesso em: 12 jul. 2016. 
CHAUI, Marilena. Iniciação à Filosofia. São Paulo: Ática, 2010.
LA TAILE, Yves de. Moral e ética: uma leitura psicológica. Psicologia: Teoria e Pesquisa. 2010, v. 26, 
n. especial, pp. 105-114.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Pensar o Ambiente: bases filosóficas para a Educação Ambiental. 
Coleção Educação para Todos (UNESCO). Brasília: Ministério da Educação, 2006. 
______. Ética e Cidadania: Construindo Valores na Escola e na Sociedade. Secretaria de Educação 
Básica, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Brasília: Ministério da Educação, Secre-
taria de Educação Básica, 2007.
SANTOS, Mário Santos Ferreira dos. Sociologia fundamental e ética fundamental. 2. ed. São 
Paulo: Logos, 1959.
Ética empresarial
Rogério Dias Chaves
Introdução
Você já deve ter percebido que todas as corporações públicas (empresas estatais) ou pri-
vadas têm seus códigos de conduta ética. São regras e valores trabalhados no intuito de evitar 
problemas que possam afetar a imagem da corporação, os valores e morais dos funcionários, 
clientes, fornecedores, parceiros, e até mesmo custos com multas e devolução de valores ao erário 
público, caso haja alguma infração da legislação penal vigente.
Diferentemente do que sabemos sobre a ética individual, a Ética Empresarial é uma cadeia de 
valores que muda a cada corporação, porém ela é apenas norteadora e não define a conduta moral 
dos indivíduos. Ou seja, o fato de uma empresa possuir um rígido código de conduta de ética não 
significa que o funcionário agirá corretamente, pois as empresas são formadas por seres huma-
nos, com pensamentos livres e ações que os diferenciam.
Objetivos de Aprendizagem
Ao final desta aula, você será capaz de:
 • reconhecer o conceito de Ética Empresarial; 
 • entender as relações entre Ética Empresarial e Responsabilidade Social.
Bons estudos!
1 O que é Ética Empresarial?
Uma corporação mira sempre no crescimento, na lucratividade e na produtividade para aten-
der seu quadro societário. O conceito de Ética Empresarial envolve justamente as formas mais 
corretas de lidar com todos esses participantes, buscando a justiça de valores éticos e morais.
EXEMPLO
Uma empresa que lida com produtos e alimentos infantis precisa ter certeza de 
que as matérias-primas, os insumos e equipamentos não vão causar nenhum 
dano ao produto final, ou à marca e à imagem do produto, pois ele será consu-
mido por seres humanos mais frágeis, que não sabem distinguir se o sabor e a 
textura são inadequados.
Um conjunto de regras de valores éticos e morais definidos pela corporação é uma ferramenta 
essencial para tomadas de decisões por parte da diretoria. Também é norteador para colaborado-
res e gerentes, levando-os a buscar atender os objetivos e metas especificadas pela empresa.
FIQUE ATENTO!
A visão,