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MDD 2 -8- Hipersensibilidades

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músculo, ela necessita 
do receptor para se ligar e assim, contrair essa musculatura, mas no caso 
de ter essa IgG para os receptores de acetilcolina vai ocorrer a inibição 
desses receptores e então não haverá a ação da acetilcolina. Dessa forma 
o individuo que apresentar essa doença vai ter fraqueza muscular, não vai conseguir realizar atividades 
simples. 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Doença de Graves 
É uma doença que se desenvolve devido a produção de um anticorpo IgG 
que vai se ligar ao receptor do TSH hiper ativando esse receptor e pode 
desenvolver o Hipertireoidismo. 
 
 
 
Resuminho 
Reação tipo 2 é humoral no perfil TH1 que leva a produção de IgG contra antígenos que estão em 
algumas células alvo e que podem: Desencadear cascata inflamatória que destroem a célula e tecidos 
ou pode bloquear / hiperativar esses receptores. 
 
 
 
 
 
 
 
Esse tipo de hipersensibilidade é muito parecido com o tipo 2, 
pois se trata de uma reação com resposta humoral Th1, com 
produção de IgG, mas o que muda é o antígeno. Pois esse 
antígeno não está no tecido, ele é solto e circulante. 
Lúpus 
É tipo 2 e 3, mas predomina tipo 3 e se trata de uma doença em que ocorre a produção de anticorpos 
contra o DNA, então toda vez que uma célula é destruída o DNA vai para a circulação, e é normal ocorrer 
essa destruição de células sem ser nada patológico. 
Quando esse DNA vai para a circulação e há anticorpos para esse DNA, vai ligar anticorpo- antígeno e 
esse anticorpo está solto então se for uma pequena quantidade vai circular e o rim limpa, mas se for em 
grande quantidade o rim não consegue limpar então começa a depositar em todos os locais que tiver 
 
 Eduarda Gonzalez 
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ultrafiltrado (que significa que é de pequeno calibre e com muita pressão e que tem como intuito a 
filtração) que são principalmente o rim e as articulações. Que vão ter um ultrafiltrado, por isso são 
doenças com sintomas mais sistêmicos como artrite, glomerulonefrite, febre, mal estar, além de ter 
lesões na pele. 
Glomerulonefrite Pós Estreptocócica: 
O mesmo streptococo que pode induzir a reação de tipo 2- a febre reumática, pode desencadear uma 
reação do tipo 3 chamada de glomerulonefrite pós 
estreptocócica. Essa hipersensibilidade pode ocorrer quando um 
indivíduo possui uma infecção por essa bactéria e o organismo 
vai produzir anticorpo contra o IgG. 
O IgG vai se ligar a esse antígeno e eles vão circular no sangue, na 
forma de imunocomplexos, que em pequenas quantidades não 
vão desenvolver prejuízos, mas quando há muitos desses 
imunocomplexos, eles vão depositar no rim e isso vai ativar 
cascata inflamatória no glomérulo, desenvolvendo uma inflamação. 
Quando ocorre essa inflamação, vai reter água e isso vai evoluir por hipertensão e edema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Reação de Arthus 
 É uma reação que ocorre após uma vacina subcutânea, devido ao paciente já ser previamente 
imunizado, então ele já tem altos títulos de anticorpos e há a injeção 
desse antígeno. 
Se já era previamente imunizado, já tinha muito IgG, quando injeta de 
forma subcutânea o antígeno, se já tinha muito anticorpo vai formar 
complexos imunes e em 12 horas haverá a evolução de uma pápula 
endurecida no local da aplicação da vacina. Podendo até ter sintomas 
como artralgia e febre. 
Nem todas as vacinas vão desenvolver essa reação de Arthus é uma 
reação grande e dolorosa e por isso as vacinas normalmente apresentam um período para a segunda 
dose, ou se sabemos que a pessoa teve recentemente a doença deve ter o espaço entre o período da 
doença para poder tomar a vacina ou se tomou a primeira dose, esperar para tomar a segunda. 
Doença do Soro 
Um indivíduo que precisa de transfusão sanguínea constante, pode ocorrer uma sensibilização de um 
antígeno após diversas transfusões. Pode ocorrer uma reação a essas hemácias transfundidas, pois 
possuem um antígeno X, que vai desenvolver todo o processo de reconhecimento da APC, apresentação 
ao T helper que vai ativar os linfócitos B a produzirem uma imunoglobulina. Quando esse indivíduo foi 
sensibilizado na 5ª transfusão sanguínea e for exposto novamente, com uma 6ª transfusão com esse 
antígeno X vai ocorrer uma reação. Que pode ser: TH2 ou TH1 
Se a resposta for TH2 vai produzir IgE e o indivíduo terá uma reação imediata de prurido, vasodilatação 
e choque, desenvolvendo uma resposta tipo1, ou pode ocorrer uma reação TH1 e produzir IgG que vai 
destruir a hemácia, mas se destruir todas hemácias que entram, vai circular antígeno-anticorpo e vai 
desenvolver quantidades suficientes de depositar e desenvolver a reação do soro, com 1 semana depois. 
Essa deposição do complexo antígeno anticorpo vai desenvolver essa reação do soro e terá como 
característica clinica a artralgia, mal estar, febre, artrite 
e pode até desenvolver glomerulonefrite (mais 
raramente). 
 
Resuminho: 
Dentro do vaso temos um complexo imune circulando 
(antígeno -anticorpo) e quando ele deposita na 
membrana, vai ativar a cascata de complemento, vai 
fazer trombose. E essa cascata de complemento vai 
atrair neutrófilos e macrófagos e desenvolve essa lesão 
do tecido, que ocorre principalmente nas articulações e 
nos rins. 
 
 
 Eduarda Gonzalez 
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O tipo 4 é do tipo celular e tardia, ou seja, as células são efetoras e vão desenvolver lesão celular sem 
precisar de nenhum anticorpo intermediando. Há 4 tipos de células efetoras que podem lesionar o 
tecido: 
• Neutrófilos 
• Eosinófilos 
• Linfócitos T 
• Macrófagos 
Resposta TH2 predomina Eosinófilo. 
Resposta TH1 vai predominar linfócitos, macrófagos e neutrófilos. 
Diabetes melito tipo 1 
É classicamente autoimune pois há uma produção contra os antígenos das ilhotas de Langherans do 
pâncreas e isso destrói essas células e o pâncreas não produz mais insulina e por isso é diabetes insulino 
dependente. 
Artrite Reumatoide 
Normalmente ocorre em mulher jovem que apresenta dores na articulação e sinais flogisticos e 
apresenta a reação dos linfócitos contra os antígenos da sinóvia (presentes na capsula das articulações) 
Esclerose múltipla 
Normalmente em mulheres jovens os linfócitos vão começar a reagir contra uma proteína de membrana 
da mielina, a proteína básica da mielina. 
Síndrome de Guillan Barre 
É muito parecida com a esclerose múltipla, só que ocorre em nervos periféricos, dessa forma ocorre 
quando os linfócitos começam a reagir contra a proteína P2 da mielina dos nervos periféricos. 
Normalmente ocorre por essa quebra de tolerância então podemos ter um individuo que teve zika e 
posteriormente apresenta fraqueza muscular ascendente, isto é, começa no pé e vai até o diafragma e 
causar insuficiência respiratória e isso ocorre porque esse indivíduo produziu células contra a proteína 
de mielina de nervos periféricas. 
Doença intestinal inflamatória: 
O individuo começa a produzir células contra antígenos do intestino. 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Miocardite autoimune (Coxsakie): 
Uma criança faz um quadro de Coxsakie, ou seja, fica resfriado e as vezes apresenta diarreia e depois 
dessa melhora começa a ficar cansado e roxinho e quando avalia descobre que esse paciente está com 
uma miocardite autoimune. 
 
Alergias do tipo IV 
Dermatite de contato: 
Há uma sensibilização de antígenos ambientais como níquel 
presente em bijuteria, látex e demais substancias. Dessa 
forma há uma apresentação da APC ao linfócito que vai 
ativar uma resposta celular, então há uma grande 
concentração de macrófagos desenvolvendo essa resposta 
celular. 
 
 
Alergia Alimentar: 
Processo de alergia celular, onde o leite que é o antígeno vai entrar em contato com o intestino e ta 
atraindo células inflamatórias como eosinófilos e linfócitos para inflamar esse intestino e quando ocorre 
essa inflamação começa a ter diarreia, ulcera e sangra. Desenvolvendo a: 
Proctite alérgica, que é mais comum em bebês