A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
7 pág.
metotrexato e tratamento de 1ª, 2ª e 3ª etapa para artrite reumatóide

Pré-visualização | Página 2 de 2

em mente o uso da menor dose pelo menor tempo 
possível. 
Os AINE incluídos são o ibuprofeno e naproxeno. O uso crônico desses medicamentos indica 
que a atividade da AR não está adequadamente controlada com os MMCD, MMCDbio ou o 
tofacitinibe, sendo, assim, é preciso rever o tratamento. 
Esses medicamentos estão associados a sintomas do trato gastrointestinal, incluindo náusea, 
gastrite e dispepsia, podendo-se também observar hemorragia digestiva com seu uso 
Tratamento para Artrite Reumatoide | Larissa Gomes de Oliveira. 
 
4 
prolongado. Seu uso deve ser reservado para alívio sintomático enquanto são aguardados os 
efeitos dos MMCDs, MMCDbio ou tofacitinibe. Esses dois AINE possuem perfil de eficácia e 
segurança semelhante, com a vantagem do naproxeno possuir meia vida mais longa, 
permitindo uma posologia mais conveniente. 
 
METOTREXATO 
É o fármaco mais usado em artrite reumatoide na atualidade, sendo considerado como 
primeira linha de tratamento. Tem sido amplamente utilizado como “padrão ouro” nos ensaios 
clínicos controlados que avaliam novos modificadores de doença reumática e agentes 
biológicos. 
Ele é um medicamento imunossupressor, ou seja, atua diminuindo a resposta do sistema 
imunológico e por isso é utilizado no tratamento de varias doenças auto imunes, regulando o 
sistema imune e fazendo com que ele deixe de agredir as próprias células do organismo. 
Esse medicamento é uma droga de escolha para AR, pois é a que mostra maior segurança e 
eficácia, reduzindo a formação das erosões (buraquinhos no osso). 
MECANISMO DE AÇÃO: 
 
Medicamentos 
modificadores do curso da 
doença – sintéticos 
Medicamentos 
modificadores do curso da 
doença – imunobiológicos 
 
Imunossupressores 
• Metotrexato: 
comprimidos de 2,5 mg; 
solução injetável (frasco 
com 2 ml) de 25 mg/ml. 
• Sulfassalazina: 
comprimidos de 500 mg. 
• Leflunomida: 
comprimidos de 20 mg. 
• Sulfato de 
hidroxicloroquina: 
comprimidos de 400 mg. 
• Difosfato de cloroquina: 
comprimidos de 150 mg 
• Adalimumabe: solução 
injetável de 40 mg. 
• Certolizumabe pegol: 
solução injetável de 200 
mg. 
• Etanercepte: solução 
injetável de 25 e 50 mg. 
• Infliximabe: pó para 
solução injetável de 100 
mg/10 ml. 
• Golimumabe: solução 
injetável de 50 mg. 
• Abatacepte: pó para 
solução injetável de 250 
mg e solução injetável de 
125 mg/ml. 
• Rituximabe: solução 
injetável (frasco com 50 
ml) de 10 mg/ml. 
• Tocilizumabe: solução 
injetável (frasco com 4 
ml) de 20 mg/ml. 
• Ciclosporina: cápsulas de 
10, 25, 50 e 100 mg; 
solução oral de 100 
mg/ml em frascos de 50 
ml. 
• Ciclofosfamida: 
comprimidos de 50 mg. 
• Azatioprina: 
comprimidos de 50 mg. 
Tratamento para Artrite Reumatoide | Larissa Gomes de Oliveira. 
 
5 
O metotrexato é conhecido como um fármaco modificador da doença. Retarda a produção de 
células novas pelo sistema imunitário do organismo (o sistema de defesa do próprio corpo) e, 
por conseguinte, reduz a inflamação ao mesmo tempo que suprime a atividade do sistema 
imunitário. 
Foi utilizado inicialmente para tratar certos tipos de cancro e, depois, verificou-se que também 
era um tratamento eficaz para doenças da pele e das articulações quando utilizadas em doses 
muito inferiores 
É um Agente Antimetabólico que inibe a síntese de DNA e a reprodução celular. A enzima 
dihidrofolato redutase (DHFR) é inibida pelo metotrexato, causando acúmulo intracelular de 
dihidrofolato. Este acúmulo provoca a inibição na síntese de purinas e pirimidinas. É específico 
para a fase S da divisão celular. 
O MTX é estruturalmente relacionado ao ácido fólico e atua como um antagonista dessa 
vitamina, inibindo a di-hidrofolato redutase (DHFR), enzima que converte o ácido fólico na sua 
forma de coenzima ativa, o ácido tetra-hidrofólico (FH4). 
Além disso, promove liberação de adenosina, inibição da produção de citocinas pró-
inflamatórias, supressão da proliferação de linfócitos e da adesão e quimiotaxia de neutrófilos 
e a redução das imunoglobulinas séricas. 
USOS TERAPÊUTICOS: 
O MTX, em geral combinado com outros fármacos, é eficaz contra a leucemia linfocítica aguda, 
o linfoma de Burkitt em crianças, o câncer de mama, o câncer de bexiga e os carcinomas de 
cabeça e pescoço. Além disso, doses baixas de MTX como fármaco único são eficazes contra 
certas doenças inflamatórias, como psoríase grave e artrite reumatoide, bem como a doença 
de Crohn. 
Todos os pacientes que recebem MTX exigem monitoração cuidadosa quanto aos possíveis 
efeitos tóxicos. 
RESISTÊNCIA: 
As células que não estão proliferando são resistentes ao MTX, provavelmente devido à falta 
relativa de DHFR (enzima dihidrofolato redutase). A resistência também pode decorrer de uma 
diminuição no influxo de MTX, causada aparentemente por alteração no transporte mediado 
por carregador responsável pelo bombeamento do fármaco para dentro da célula. 
FARMACOCINÉTICA: 
Em doses baixas, o MTX sofre absorção variável no trato gastrointestinal, mas também pode 
ser administrado pelas vias intramuscular (IM), intravenosa (IV) e intratecal. Como o MTX não 
atravessa a barreira hematencefálica facilmente, ele pode ser administrado por via intratecal 
para destruir células neoplásicas que prosperam no SNC. 
O MTX também se distribui para a pele. Doses altas de MTX sofrem hidroxilação na posição 7, 
transformando-se em 7-hidroximetotrexato. Esse derivado é muito menos ativo como 
Tratamento para Artrite Reumatoide | Larissa Gomes de Oliveira. 
 
6 
antimetabólito. Ele é menos hidrossolúvel do que o MTX e pode causar cristalúria. Por isso, é 
importante manter a urina alcalina e o paciente bem hidratado, para evitar a toxicidade renal. 
É retido nas células como poliglutamatos por períodos longos, durante semanas nos rins e 
durante vários meses no fígado. Atinge concentrações baixas no líquor, exceto quando se 
administra em doses altas com resgate de folinato ou quando se utiliza a via Intratecal. 
Com relação a sua eliminação: excretado na urina via filtração glomerular e transporte ativo, 
dentro de 24 horas. 
EFEITOS ADVERSOS: 
Ele pode ser administrado com ácido fólico e vitamina B12 para diminuir a toxicidade 
hematológica e GI. É recomendado também pré-tratar com corticosteroides para prevenir 
reações cutâneas. Um dos efeitos adversos mais comuns do pralatrexato (tipo de MTX) é a 
mucosite. As dosagens devem ser ajustadas ou suspensas com base na gravidade da mucosite. 
O pralatrexato também exige suplementação com ácido fólico e vitamina B12. 
Além disso, pode provocar: náuseas, cansaço, diarreia ou úlceras na boca a alguns doentes. 
Raramente, pode ocorrer perda de cabelo e erupções cutâneas. O tratamento com 
metotrexato pode afetar os valores de glóbulos brancos (um dos seus efeitos é diminuir a 
produção de células do sangue) e torná-lo(a) assim mais sensível a infeções, como infeções a 
nível do tórax. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento para Artrite Reumatoide | Larissa Gomes de Oliveira. 
 
7 
REFERÊNCIAS 
 
FIGUEIREDO, Francisco de Assis., et al. PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS ARTRITE 
REUMATOIDE. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada a Saúde, 2019. Disponível em: < 
https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/novembro/08/SITE-Portaria-Conjunta-PCDT-
Artrite-Reumatoide.pdf>