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Resumo - Política Externa Brasileira contemporânea 1980-2016

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1980
- Figueiredo e Sarney
- Paradigma da PEB acoplado ao desenvolvimento nacional → Evoluiu para uma fase de crise e
contradições
2 pontos importantes mantidos
1. Manteve-se reservas de energia
➔ Independência e universalismo não foram restringidos
➔ Desenvolvimento como vetor da ação externa nos foros multilaterais
➔ Cooperação ampliou e avançou
➔ Defesa das indústrias de ponta
2. 2 fatores que reduziram as condições de eficiência do paradigma
➔ Políticas macroeconômicas internas com instabilidade (contiveram o crescimento;
comprometeram a credibilidade dos governos; minaram as expectativas sociais
➔ Área econômica (conduzir por si a dívida externa sem a articulação com congresso e chancelaria
Questões de política mundial
- As posições brasileiras sustentadas nos foros internacionais
- Caracterizadas: queda em densidade de autoconfiança e uma elevação em retórica
reivindicatória terceiro-mundista
- Década de 1980 - primeira metade: rebipolarização e protecionismo;
- Crise do SI = PEB movia-se com dificuldades em questões de paz e de apoio ao
desenvolvimento
- Na AL buscou reforçar o bilateral; intensificou parcerias com a áfrica; exploração da
nova dimensão asiática: saiu do japão para China, Índia Paquistão; criou novas
modalidades de relações com o oriente próximo e a áfrica do norte; preservou a
cooperação e avançou no diálogo político com os países socialistas da Europa
- Década de 1980 - segunda metade: crise do multilateralismo; divergências com os EUA e EU;
nova DIT
- A diplomacia brasileira nos foros multilaterais: denunciar, discordar, protestar e sugerir
mudanças no SI - requisição de direito ao desenvolvimento e à superação de
dependências
- A intimidade com o Terceiro Mundo: criava condições para iniciativas regionais
- O discurso refletia com a finalidade de superar dependências e reforçar a autonomia nos setores
energético, de comércio exterior, de defesa de tecnologias avançadas para o Brasil, de
cooperação e integração em geral.
- Ampliação das exportações e dos mercados → elemento de apoio ao desenvolvimento
econômico e social
- A trajetória da indústria nacional de informática no Brasil, desde o início dos anos 1970,
correspondeu à mais arrojada tentativa de superação da dependência em tecnologias de ponta
- Crescimento acelerado da grande dívida externa → ocorreu em 2 etapas
1. A primeira correspondeu aos anos 1974-1979, quando os recursos foram destinados ao II
Plano Nacional de Desenvolvimento.
2. A segunda fase estendeu-se de 1980 a 1987, quando o crescimento da dívida deu-se sob a
contratação de empréstimos para prorrogar serviços e o acréscimo ao principal de juros e
spreads vencidos
As relações com o Norte
Presidente do EUA, Reagan, e a estratégia de recuperar a sua hegemonia
- As metas econômicas dos EUA no Brasil indicavam para a liberalização do mercado de
informática, a redução do protecionismo, a ampliação de privilégios às empresas estrangeiras, a
privatização das estatais, a eliminação de subsídios às exportações, a negociação da dívida pela
via do liberalismo financeiro internacional.
- O BR esperavao fim do protecionismo, recursos financeiros e projetos substantivos de
cooperação, apoio político na negociação da dívida e nos acordos sobre commodities.
➔ Nenhuma das partes atendeu, tudo girou em torno do improviso
- Condenou a intervenção norte-americana na América Central, apoiou os regimes de Angola e
Moçambique, associando-se a Cuba e à União Soviética
➔ Reagan não avaliou bem a autonomia da política externa brasileira, a autoconfiança que
comportava, a capacidade de mobilização estratégica, e por essas razões não obteve êxito
Europa e Japão
- As relações com a Europa Ocidental caracterizaram-se por algumas dificuldades na área
econômica, convergência na área política, manutenção da cooperação tradicional
- Perdeu preferências comerciais com a CEE
- As relações econômicas com a área socialista foram reforçadas por uma série de novos acordos
de cooperação, mas ainda não haviam encontrado o nível correspondente às potencialidades
recíprocas
- O Japão, maior parceiro asiático, intensificou os vínculos com o Brasil, do ponto de vista
comercial, econômico, político e cultural.
Relações com Sul
- Nos anos 1980, em razão do malogro global do diálogo Norte-Sul e das dificuldades de
relacionamento com os países industrializados, o Brasil buscou o reforço dos vínculos com o Sul
e estabeleceu novas parcerias, particularmente com a China, o Iraque e a Argentina
- A crise da dívida externa, a esterilização do diálogo Norte-Sul, a intervenção norte-americana na
América Central e no Caribe, a contra-ofensiva inglesa sobre as Malvinas com apoio dos Estados
Unidos, as retaliações econômicas impostas pelo Norte contra a Argentina, entre outros
elementos, contribuíram para unir o continente latino-americano
1990
A Dança dos paradigmas
- Fim da Guerra Fria = triunfo do capitalismo e impulso à globalização com os princípios da
ideologia neoliberal, supremacia do mercado a superioridade militar dos EUA
- Globalização → formação de blocos econômicos e a uma nova assimetria entre o centro do
capitalismo e a sua periferia
- Polex brasileira nesse contexto = à primeira vista parece ter se perdido o rumo que buscava o
desenvolvimento nacional
- O processo decisório em polex do Itamaraty se enfraqueceu e perdeu força na medida em que
as decisões nas áreas da alfândega, finanças externas e da abertura empresarial foram
deslocadas para as autoridades econômicas
- Em virtude disso, o BR imprimiu desde 1990 orientações confusas e até mesmo
contraditórias à polex
3 linhas de força da ação externa que definimos com o auxílio do conceito de paradigma: o Estado
desenvolvimentista, O Estado normal e o Estado logístico
➔ Estado desenvolvimentista = reforça o aspecto nacional e autônomo da polex, arrasta a
sociedade no caminho do desenvolvimento nacional mediante a superação de dependências
econômicas estruturais e a autonomia de segurança
- Protótipo na AL foi o BR, levou a um alto nível de desenvolvimento regional
➔ Estado Normal = 3 parâmetros de conduta: Estado subserviente (submete-se às coerções do
centro hegemônico do capitalismo) Estado destrutivo (dissolve e aliena o núcleo central
robusto da economia nacional e transfere renda ao exterior) e Estado regressivo (reserva
para a nação as funções da infância social)
➔ Estado logístico = fortalece o núcleo nacional, transferindo à sociedade responsabilidades
empreendedoras e ajudando-a operar no exterior - inserção madura no mundo globalizado
- O Brasil percorreu esses três paradigmas
- O desenvolvimento não desapareceu da polex, apenas deixou de ser o elemento de sua
racionalidade - isso ocorreu por causa do endividamento e instabilidade monetária que ocorreu
nos anos anteriores e que não poderia resistir na nova ordem global
- Itamar Franco deixou claro que o desenvolvimento prosseguia sendo “o objetivo maior da
política externa” - firmou o desenvolvimento como algo importante e não abriu mão
A emergência do Estado normal - subserviente, destrutivo e regressivo - nas estratégias de RI do
Brasil teve como impulso conceitual a ideia de mudança
- Tríplice mudança interna - democracia, estabilidade monetária e abertura econômica
- Desistiu de fazer política internacional própria = aplicou as reformas do consenso de Washington
- Na primeira fase implementou políticas de rigidez fiscal, contraiu salários e benefícios
do Estado do bem-estar, privatizou empresas e vendeu-as para pagar a dívida externa
- Na segunda fase = Pôs em marcha reformas de segunda geração, buscando estrutura
regulatória estável e transparência dos gastos públicos
➔ Seguindo isso, o Estado normal levou o BR a destruição do patrimônio e do poder nacional
- Na terceira fase = salto para trás - diminuição da capacitação da inteligência brasileira -
As atividades nacionais tendem a reduzirà montagem de produtos, cujas matrizes
(exterior) criam a tecnologia
Após FHC (onde as políticas públicas eram impregnados com o paradigma do Estado normal), foi
estabelecido um novo esquema = Estado logístico
- Teve como desafios absorver as forças nacionais geradas pelo Estado desenvolvimentista e
engendrar a inserção madura no mundo globalizado capitalista
- O caminho do Estado logístico levou o país a controlar o processo de privatizações, a criação de
algumas grandes empresas de matriz brasileira
- Formação de blocos econômicos para incentivar a abertura econômica e o fortalecimento
- Na polex = reforço da capacidade empresarial do país; aplicação da ciência e da tecnologia;
abertura dos mercados do norte em contrapartida ao nacional; mecanismos de proteção diante
de capitais especulativos; e uma política de defesa nacional
Brasil - Globalização - Multilateralismo
- Forte presença nos órgãos multilaterais
- Multilateralismo como meio de ação para realizar a vontade (estava desprovido de poder)
- Agenda relacionada aos temas da globalização: liberalismo econômico, Meio ambiente, DH,
segurança, multilateralismo comercial etc.
Liberalismo: BR na negociação do GATT e OMC; privatizações - no entanto, impediu a inserção
internacional do país em condições de competitividade sistêmica (empresas de matriz nacional)
Meio Ambiente: utilização do argumento ecológico como instrumento de pressão sobre os países
em desenvolvimento e problema com intervenções para proteger a Amazônia - porém o conceito de
desenvolvimento sustentável afastou a ameaça
Direito Humanos: a polex foi assertiva logo após a declaração (1948), em 1960 (regime autoritário),
abandonou tal esforço de se comprometer com a declaração e após, o novo papel do BR
desdobrou-se em duas dimensões: a primeira de ordem interna e a segunda externa - adesão aos
tratados sobre os DH e a vontade interna de se adaptar aos conceitos do DH
Sacrifício da segurança nacional
- O Itamaraty acabou deprimindo o papel das forças armadas na área de segurança e defesa
- A polex desqualificou a força como meio de ação em favor da persuasão
- Reforçou seu pacifismo, firmando pactos internacionais de desarmamento
- Relações com a Argentina melhoraram
- No entanto, na transição do Estado desenvolvimentista para outro paradigma, a questão da
segurança foi retomada como uma responsabilidade permanente e intrínseca da polex
Comércio Exterior
- Abertura do mercado brasileiro nos anos 1990 - destinava-se a forçar a modernização do
sistema produtivo e elevar sua competitividade - porém o itamaraty não estava preparado para
agrupar a sociedade e estimulá-la a fazer negócios externos
- Havia uma timidez sistêmica nacional
- EUA mantinham barreiras às importações brasileiras de manufaturados e primários - a UE não
abria mão dos subsídios agrícolas
- Esse quadro desfavorável forçou o governo a evoluir do Estado normal a uma política de
comércio exterior mais realista e condizente com o comportamento do Estado logístico
Brasil e a formação de blocos
- Tratado de Assunção - 1991 - MERCOSUL - zona de livre comércio
- O Mercosul engendrou um processo de integração assimétrico que não criou mecanismos de
superação de desigualdades entre os membros; incompatibilidade das políticas cambiais
entre os dois grandes parceiros (arg e br); Enfraqueceu a negociação internacional, feita
pelos Estados, e manteve o processo negociador interno extremamente complexo
2000
- Estratégia do Estado logístico
- FHC (filosofia política do neoliberalismo) e Lula (missão logística do Estado): determinantes para
a evolução do modelo brasileiro de inserção internacional
Do neoliberalismo à interdependência global
- Efeitos nocivos do neoliberalismo: abertura sem contrapartida do mercado de consumo
nacional, o déficit do comex, o endividamento externo
- Liberalismo em diminuição do Estado e consequente ascensão da sociedade quanto à
distribuição do poder e das responsabilidades para promover crescimento e desenvolvimento
econômicos, bem como quanto à condução da ação externa
- Lula avançou nesse caminho por meio da interdependência real - deixou para trás mecanismos
de inserção dependente para situar o BR entre as nações que andam por si à busca de seu
destino, tendo, porém, o apoio de seus governos, convertidos em agentes logísticos
- Polex de Lula preserva valores, interesses e padrões de conduta veiculados historicamente,
como a vocação industrial e a harmonização do nexo entre Estado e sociedade
- Objetivos externos: o liberalismo de mercado com regras de reciprocidade de benefícios, a
expansão dos negócios no exterior pela via do comércio e da internacionalização de empresas
brasileiras e o reforço de poder para influir sobre o ordenamento global e os regimes setoriais -
nisso consiste a estratégia logística
Consolidação do paradigma logístico de inserção internacional
- logístico é aquele Estado que não se reduz a prestar serviço, como fazia à época do
desenvolvimentismo, nem a assistir passivamente às forças do mercado e do poder hegemônico
- recupera o planejamento estratégico do desenvolvimento e exerce a função de apoio e
legitimação das iniciativas de outros atores econômicos e sociais.
Três causalidades colaboram para a consolidação do Estado logístico no BR de Lula:
1. A sociedade encontra-se em um nível avançado de organização, condição que facilita a
coordenação do Estado guiado pelo interesse nacional, soma dos interesses setoriais;
2. A estabilidade política e econômica, que sugere associar a lógica da governabilidade interna
com a lógica da governança global
3. O nível avançado dos agentes econômicos e sociais em termos de organização empresarial e
competitividade sistêmica
Inserção global em alta
- BR tornou-se um país globalista
- Corresponde ao globalismo industrialista, marcado nessa etapa de maturidade do processo de
desenvolvimento por dois traços essenciais: o multilateralismo da reciprocidade e a
internacionalização econômica
Multilateralismo da reciprocidade
- A reciprocidade não se aplica apenas ao comércio internacional - economia, comércio,
segurança, questões ambientais, saúde e direitos humanos - a reciprocidade se estabelece
quando as regras do ordenamento multilateral beneficiam a todas as nações
- Sem essas regras, a ordem fica à mercê dos mais fortes
- BR manteve continuidade de ideias e de conduta, ao defender soluções pacíficas e negociadas
de controvérsias e promoção de interesses de ricos e pobres por meio do sistema de comércio
internacional
- A diplomacia brasileira elabora o conceito de multilateralismo da reciprocidade a partir do
comércio e da segurança, porém o estende a todos os domínios das RI - envolve dois
pressupostos: a existência de regras para compor o ordenamento internacional, sem as quais irá
prevalecer a disparidade de poder em benefício das grandes potências; e a elaboração conjunta
dessas regras, de modo a garantir reciprocidade de efeitos para que não realizem interesses de
uns em detrimento de outros
- Elimina duas utopias teóricas: a da estabilidade hegemônica e a do vínculo necessário entre
polex e regime político
- 5 modalidade de expressão
Economia Internacional: aparecimento nas reuniões do G8 e G20
- Busca da real interdependência - reciprocidade na realização de interesses (negociação em
múltiplas esferas e internacionalização econômica)
- Finalidade: fortalecer laços com o maior número possível de nações, blocos e regiões
- Instinto de defesa ao lado de interesses emergentes e multiplicidade de fóruns de negociação
econômica (G8, G15, G20, Bancos Centrais)
- Estagnação econômica dos países ricos repercute negativamente sobre a economia brasileira de
3 modos: queda das exportações, dos investimentos diretos do exterior e do ritmo de
crescimento econômico
- conclusões: as reuniões tratam de temas vitais do interesse brasileiro; a aprendizagem se faz
necessária nesse terreno, no momento em que o país se torna proprietáriointelectual e
investidor internacional; importante preservar a autonomia decisória da polex.
Comércio Internacional:
- Apesar da globalização, o BR não consegue no século XXI modificar substancialmente sua pauta
de exportações e elevar a participação do comércio exterior no PIB
- Defensora da liberalização dos mercados, a diplomacia brasileira busca enfrentar o desequilíbrio
entre a elevação da produtividade brasileira em nível sistêmico global e a baixa participação no
comércio internacional
- objetivos: exigir a liberalização do mercado agrícola e o fim dos subsídios na Europa e nos EUA -
estabelecer a reciprocidade de benefícios no comércio entre ricos e emergentes
Segurança e CS
- A diplomacia brasileira, que supre com sua habilidade e capacidade de formar consensos a
escassez de meios de dissuasão e defesa do lado das forças armadas, enaltece o papel
internacional do BR no campo da segurança
- Prevalência da negociação sobre o uso da violência para solução dos conflitos e manutenção da
paz
- CS: polex pacifista - BR tem preferência pela via multilateral como mecanismo de solução de
conflitos; atribui importância ao CS, participa de missões de paz; requisita uma reforma, em
razão da falta representatividade
Clima e outras questões ambientais
- No terreno das conferências ambientais, a diplomacia brasileira exerceu papel importante,
tendo em vista nele também inserir a reciprocidade de efeitos
Saúde e DH
- Nas assembleias gerais da ONU em que Lula comparece desde 2003, como também em
reuniões de líderes mundiais e nos órgãos multilaterais, o presidente ou sua diplomacia expõem
a versão brasileira da ordem injusta, que passa ao largo do flagelo da fome e da doença, ferindo
os direitos humanos. No interno, age-se com programas sociais como o Bolsa Família; no
externo, mediante a cooperação prestada a países mais pobres, especialmente da África.
Internacionalização da economia brasileira
- Torna-se possível à polex agregar a internacionalização de empresas à estratégia de ação
externa
- Formar empresas fortes para competir em escala global, com apoio logístico do Estado e
financeiro de instituições nacionais, como o BNDES e o Banco do Brasil
- A internacionalização entrou em ritmo acelerado a partir de 2005
Integração regional
- Integração como estratégia de superação das dificuldades
- Mercosul: constitui um projeto político que a crise do neoliberalismo e a permanência de
assimetrias tornaram mais flexível
- Unasul: exerce apenas o papel de mediador entre interesses brasileiros e objetivos globais da
polex; nasce de objetivos políticos, geopolíticos e econômicos
Confecção da rede global como propósito da polex toma impulso com o multilateralismo da
reciprocidade, movido pela diplomacia, que estabelece coalizões e exerce liderança nas negociações
globais, e com a internacionalização econômica
- Relações com BR e Europa, UE e Mercosul, países europeus e BR
- Relações com a África na área da saúde e comercial
Bilateralismo
- As relações bilaterais ou com blocos adensaram-se por três razões: 1°: a crise do
multilateralismo, manifesta pela ineficiência da ONU e paralisação de sua reforma; 2°: o reforço
do Estado, após o malogro do neoliberalismo especialmente na AL, e o reforço do unilateralismo
dos EUA; 3°: a multiplicação dos acordos bilaterais de livre comércio, a nova política comercial
programada à margem da OMC
- BR e EUA: lastro de uma aliança política e econômica histórica entre os dois países, cujos
benefícios foram sempre percebidos; competição entre os dois, em visão geopolítica e no
confronto de interesses econômicos específicos
- As relações entre Brasil e China se fazem com base nos princípios da confiança mútua, comércio
bilateral e coordenação de posições no âmbito das políticas multilaterais
- No mundo da globalização toda atenção convém devotar ao bilateralismo, caminho vital para
realização de interesses nacionais
DILMA
Fundamentos condicionantes da polex
- Certo esgotamento do “ativismo diplomático” brasileiro desenvolvido na era Lula e;
- Crise ou paralisia das negociações multilaterais (OMC e ONU);
- Dificuldades econômicas em manter a cooperação Sul-Sul em patamar elevado;
- Crise interna brasileira, tanto de ordem econômica como política;
- Reflexos da primavera árabe;
- Mudanças contextual da américa do sul fragilizando a integração
Prioridades internacionais
- Cenário Internacional: crise econômica, conflitos regionais e desafios ambientais
- O que era necessário? reforma nos mecanismos de governança global, o multilateralismo
deveria ser fortalecido: aumentar o diálogo, ser mais inclusivo (mais representatividade) e
fortalecimento da ONU
- E o Brasil nesse contexto? Uma das principais economias do mundo e em processo de
estabelecimento de um “novo modelo de desenvolvimento”, com inclusão social e consciência
ambiental e ação externa e busca por parcerias para o avanço da ciência, inovação etc.
● Maior período de estabilidade democrática; Primeira oportunidade real de o Brasil se tornar
um país desenvolvido; Conquistas internas: DH, modernização da atividade econômica,
promoção de um desenvolvimento mais justo e ambientalmente sustentável
A inserção internacional do BR articularia dois interesses principais:
- Aprofundamento da integração sul-americana como prioridade
- Ampliação da presença brasileira em escala global
Principais interesses estratégicos
- Consolidar e ampliar a integração econômica, política e física sul-americana, tendo o mercosul
como núcleo
- Projetar o continente sul-americano como pólo importante no mundo multipolar que se anuncia
- Estreitar as relações diplomáticas e abrir novos canais de diálogo político e de cooperação com
África, Ásia e Oriente Médio
- Manter seus tradicionais laços com países desenvolvidos, como os EUA
- Consolidar a ordem multipolar, fortalecendo laços com polos já consolidadas, mas promovendo
um multilateralismo mais incluso - fortalecer o multilateralismo e suas instituições, como a ONU
- Tornar-se um membro permanente no CSNU
- Priorizar ciência, tecnologia e inovação como meios para ascensão a um novo estágio de
desenvolvimento
● As prioridades da polex de dilma representam uma continuidade do governo Lula, com
ênfase nos fóruns multilaterais
Transformações no pensamento multilateral
- Defesa do multilateralismo foi item importante da polex
- Dilma e o conceito de R2P (responsabilidade ao proteger): banalizar o R2P, em relação às
intervenções: não causar dano maior que o que se busca combater, demonstração de
preocupação com as motivações políticas e os possíveis efeitos nefastos de intervenções
humanitárias, buscando ter uma participação mais ativa na agenda de segurança internacional
- Defesa dos DH na polex sem tratamento discriminatório - Combate a pena de morte
- Defesa de solução multilateral para a liberalização comercial
- Questões ambientais: manutenção da defesa dos interesses do Sul contra obstáculos ao
desenvolvimento impostos por determinadas decisões
Relações Regionais
- Houve a indicação de manutenção da âncora regional, procurando promover a preservação da
paz e da democracia
- Problemas internos: retração da ação externa brasileira em meio à crise doméstica - iniciativas
para américa central e caribe perderam fôlego e atuação das empresas brasileiras perdeu força e
apoio do BNDES
- MERCOSUL: entrada da Venezuela em 2012 - dificuldade de aprovação do Paraguai, suspensão
do Paraguai (cláusula democrática de Ushuaia), suspensão da Venezuela em 2016
Governo Dilma e a crise brasileira
O Paradigma logístico
- Síntese superior dos paradigmas desenvolvimentista e neoliberal
- Recupera a capacidade do Estado em promover o desenvolvimento econômico e social em
uma nova conjuntura da globalização
- Baseado fortemente na interação internacional das “grandes campeãs” nacionais e de uma
crença excessiva nas virtudes do empresariado nacional moderno e progressista
- Em vigor desde a virada do milênio,está fragilizado
- Reflexos da crise econômica atingiram fortemente a capacidade estatal e as bases de apoio
nacional
➔ Buscou a continuidade da polex de lula, operando a mesma matriz de inserção internacional
➔ Manteve o controle das diretrizes da inserção do país - demanda pelas reformas do SI,
articulação com os países emergentes, fortalecimento da cooperação sul, uma posição de
autonomia em relação às grandes potências se manteve
➔ fragilização e redução dos resultados do modelo de inserção: os efeitos da crise política e
econômica interna e transformações internacionais

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