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Laboratório de Reumatologia

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REAGENTES DE FASE AGUDA 
São provas laboratorias que ajudam a detectar dando tecidual. Se tiver dano tecidual não é especifico 
de reumatológico. Existem várias etiologias que podem causar um aumento de reagente de fase aguda, 
como : Etiologia neoplásica, infecciosa, pos- traumática, pós- cirúrgica, então não é especifico para 
nenhuma doença reumatológica. São eles, os mais utilizados na prática clinica: Fibrinogênio, PCR, VHS, 
Haptoglobina, Albumina, Ferritina, complemento... 
VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO (VHS) 
O VHS analisa a velocidade em que o eritrócito se precipita, ele é aferido em milímetros por hora. Mas 
como uma velocidade de eritrócito tem haver 
com dano tecidual, inflamatório? 
É preciso saber que quando tem um cenário 
inflamatório terá um aumento de citocinas 
inflamatórias que irão estimular o fígado a 
produzir as proteínas de fase aguda, essas 
proteínas de fase aguda vao se ligar ao 
eritrócito deixando ele mais pesado e ele vai 
se precipitar mais rápido. 
Essas condições, como o fibrinogênio muito 
alto ou gamaglobulina muito elevada elas vão se ligar ao eritrócito tornando-o mais pesado, 
consequentemente aumentando seu VHS. 
➔ VALE LEMBRAR: Em condições fisiológicas que o VHS é normalmente mais aumentado. Por 
exemplo: na gestante, mulher, condições de anemia, a idade, obesidade. Nessas situações 
aumenta devido a alteração de viscosidade plasmática, o aumento da viscosidade vai cair o VHS 
vai diminui e o contrario também. Na hemodiluição, como o caso da gestante, anemia, terá um 
VHS mais alto. Já o idoso e o obeso terá células adiposas que é inflamatória que terá mais 
proteínas de fase aguda aumentando o VHS. 
É necessário saber: Método muito indireto e muito influenciável. 
VHS ALTO (>100): 
Temos que pensar em infecção, vasculite e malignidade. 
VHS BAIXO (prox. A zero): 
Lembrar que a viscosidade no plasma é um fator muito importante e a Policitemia vera dará um VHS 
muito baixo. A afibrinogenemia, agamaglobulina, Policitemia vera, viscosidade do plasma, estão muito 
atrelados. 
PROTEÍNA C REATIVA (PCR) 
O PCR é considerado a dupla do VHS. O PCR é um exame direto por que ele é a própria proteína de fase 
aguda. Em um ambiente inflamatório o qual a citocinas inflamatórias, isso faz com que tenha um estímulo 
 
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do fígado que irá produzir PCR e através desse exame vamos medir o PCR, por isso é mais direto que o 
VHS. 
O PCR está atrelado a atividade de doença na : artrite 
reumatoide, nas espondiloartrites e nas vasculites. No 
entanto, quando o paciente possui LES, ES, Miopatias 
inflamatórias, e com PCR muito elevado é necessário pensar 
em infecção. 
Vantagens: 
-Muito mais direto 
-Mais específico 
-Sensível 
-Não é influenciável. 
ELETROFORESE DE PROTEÍNAS SÉRICAS (EFPSE) 
É um método simples, que permite separar proteínas do plasma humano em frações. O exame consiste 
em aplicar a amostra do soro em um meio sólido e submetê-la a um potencial elétrico. As proteínas 
percorrem distâncias diferentes, formando bandas denominadas: albumina, alfa-1-globulina, alfa-2-
globulina, betaglobulina e gamablobulina. 
Ela é muito sensível em detectar inflamação. É necessário retirar amostras do soro do paciente em gel de 
agarose e emite uma corrente elétrica. Essa corrente elétrica vai pegar as proteínas daquele soro e vai 
dividir em bandas : alfa 1, alfa , beta , gamaglubolina e a albumina (é a maior banda) 
Doenças inflamatórias – agudas e crônicas – são as maiores causas de queda da concentração 
plasmática de albumina. Dentre os fatores que predispõem à queda, estão hemodiluição, aumento da 
permeabilidade vascular levando à perda extravascular, aumento do consumo celular local e menor 
síntese, decorrente de inibição por citocinas. 
➔ α1-globulinas : 
As frações alfaglobulinas apresentam níveis aumentados em processos inflamatórios e infecciosos. Alfa 
antitripsina, alfa 1 glicoproteína ácida e alfafetoproteína 
→α2-globulinas 
Compreende a haptoglobulina, a α2-macroglobulina e a ceruloplasmina. Encontra-se aumentada em 
insuficiência adrenal, uso de corticoterapia, diabetes mellitus avançado e síndrome nefrótica; e diminuída 
em desnutrição, anemia megaloblástica, enteropatias perdedoras de proteína, doenças hepáticas graves 
e doença de Wilson. 
O PCR faz parte dela, assim como haptoglobulina, macroglobulina. 
➔ β-globulinas 
 
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Tem dois picos – o beta-1, composto essencialmente por transferrina, e o beta-2, composto pelas β-
lipoproteínas (por exemplo, lipoproteína de baixa densidade – LDL). C3 e outros componentes do 
complemento, β2-microglobulina e antitrombina III também são encontrados nesta banda. 
➔ O aumento da betaglobulina é observado em situações de perturbação do metabolismo 
lipídico ou na anemia ferropriva. 
➔ Há aumento dessas globulinas nas inflamações agudas, síndrome nefrótica, 
hipotireoidismo, anemia ferropriva, hipertensão maligna, icterícia obstrutiva, gravidez e 
alguns casos de diabetes mellitus. Encontra-se diminuída nos casos de desnutrição 
Possui: LDL, Transferrina, C3, beta2- microglobulina. 
→γ-globulinas 
Composta por imunoglobulinas, predominantemente IgG. As imunoglobulinas A, D, E, M e a PCR 
encontram-se na área de junção beta-gama. A ausência ou a diminuição da banda gama indica 
imunodeficiência congênita ou adquirida. O aumento sugere elevação de gamaglobulinas associadas a 
doenças inflamatórias crônicas, imunes ou não, doenças hepáticas ou mesmo neoplasias, todas de 
caráter policlonal. 
Quando tem uma inflamação aguda, terá um consumo de albumina por que o fígado prioriza a síntese 
das proteínas de fase aguda, então a cursa da albumina diminui. Fora isso teremos um aumento de alfa2, 
porque o PCR é presente no alfa2. Conforme essa inflamação vai ficando crônica a gama vai aumentando 
é uma gama poli clonal. Além disso, em outras situações que podem ter alterações da eletroforese são as 
neoplasias, gamopatia, mieloma múltiplo e hipogamaglobulinas (imunodeficiência). 
 
CRIOGLOBULINAS 
 Crioglobulinas são imunoglobulinas que precipitam em temperaturas abaixo de 37º C e tornam a 
entrar em solução quando reaquecidas. Não só para auto-imunidade, pode-se visualizar as 
crioglobulinas em processos neoplásicos e processos infecciosos. 
 Elas estão níveis patológicos quando acima de 80 µg/ml e podem ocorrer em condições neoplásicas, 
infecciosas e autoimunes. 
A coleta é feita com um tubo pré-aquecido e depois vai resfriar essa amostrar por 48 hrs e com isso 
teremos um precipitado, esse precipitado é a presença de crioglobulina, porém é necessário fazer 
uma imuno fixação para saber qual o tipo de crioglobulina. 
 
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→Vamos ter a diferenciação delas a partir de presença de fator reumatoide( IgM contra fração fc de uma 
IgG) e a clonalidade de uma crioglobulina 
As crioglobulinas são classificadas em três tipos conforme a composição de imunoglobulinas. 
• TIPO I: apresentam apenas um componente monoclonal, frequentemente em altas concentrações, 
em geral, associadas a doenças linfoproliferativas. Suas manifestações clínicas são relacionadas a 
hiperviscosidade ocasionada pela alta concentração dessas crioglobulinas. Os principais sinais e 
sintomas incluem cefaleia, sincope, sonolência, torpor e púpura. A presença de neoplasia 
hematologia. 
• TIPO II: Considerada mista e com presença de fator reumatoide. Possuem uma IgM monoclonal e 
uma IgG policlonal, e podem estar associadas a doenças linfoproliferativas, síndrome de Sjogren e 
hepatite C. Clinicamente se manifestam como vasculite mediada por imunocomplexos com púrpura 
palpável. 
• TIPO III: Considerada mista e com presença de fator reumatoide. Possuem apenas componentes 
policlonais que são IgM policlonal contra uma IgG policional e estão, geralmente, associadas a 
doenças autoimunes, como LES e artrite reumatoide, ou a processos infecciosos crônicos, inclusive