A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
9 pág.
Materiais para modelo - Gessos Odontológicos

Pré-visualização | Página 1 de 2

Materiais Dentários
Materiais para modelo - Gessos Odontológicos
~por Manuela Lopes
Molde Modelo
Vibrador de Gesso
O gesso sob vibração escoa!
Molde - cópia em negativo de estruturas e detalhes anatômicos, obtida através
de materiais de impressão.
Modelo - cópia ou réplica em positivo de estruturas dentais e detalhes
anatômicos circunjacentes.
Moldagem - feito para obtenção de transferência de informações
Na aula prática vamos usar:
Moldeiras totais para fazer molde com alginato
Moldeira parcial para fazer molde com elastômeros - silicone de condensação
Quanto gesso vazar?
● Molde total - 100g de pó
● Molde parcial - 50g de pó
● A quantidade de água conferir na bula
1 Materiais para modelo
1. Resina epóxica
2. Silicones
3. Gesso odontológico - mais acessível, devido ao custo e a praticidade
Para que o modelo é feito?
● Estudo
● Placa protetora oclusal / placa de bruxismo
● Confecção de um aparelho removível
● Placa de clareamento dental
● Confecção de prótese total removível / dentadura
● Coroa
● Faceta de cerâmica
Os requisitos do modelo é ter resistência e não ter bolhas. Por isso é importante
uma relação água-pó correta e aprender a vazar na consistência correta o
gesso, assim, garantindo a ausência de bolhas e a resistência necessária.
Proporcionar saquinhos para facilitar o uso.
Quanto mais fluido o gesso menor a chance de dar bolhas porém pior vai ser a
resistência dele.
2 Vantagens do Gesso odontológico
● Facilidade de uso
● Compatibilidade com muitos materiais de moldagem
● Boa precisão
● Discreta alteração dimensional
Essa diferença de cores serve para gerar contraste, muitas das vezes o modelo é
de uma cor e a base de outra (de um material mais inferior).
3 Gesso Odontológico
Pó misturado com água
Tem mais compatibilidade com moldes hidrofílicos - poliéteres, alginatos e
silicones de adição hidrofílicos.
Não tem afinidade com o gesso - hidrofóbicos - silicones de condensação e de
adição.
O que é o Gesso?
É o Sulfato de Cálcio Hemiidratado obtido através da calcinação da GIPSITA, ou
seja, é o produto da GIPSITA.
A GIPSITA é um mineral encontrado na natureza.
● Gesso - Sulfato de Cálcio Hemiidratado (Ca2SO4 - ½ H20)
● GIPSITA - Sulfato de Cálcio Diidratado (CaSO4 - 2 H2O)
Assim, é preciso desidratar e moer essa GIPSITA para virar o pó de Sulfato de
Cálcio Hemiidratado.
4 Calcinação
É o processo de desidratação realizado na indústria.
Se utilizado do calor para remover água.
1 2
Gipsita ⟶ Gesso ⟶ Gesso Comercial
1 - Calcinação
2 - Processamento do hemiidratado
Trituração
Adição de substâncias químicas
Calcinação em:
● Forno aberto 110º-120° - gesso paris ou comum (β-hemidratado)
● Pressão e vapor d’ água 120º-130º - gesso pedra (α-hemidratado)
● Caldeira com Cloreto de Ca 120º-130º - gesso pedra de alta resistência
(α-hemidratado)
5 Características físicas
β-hemidratado α-hemidratado
irregular e poroso uniforme e compacto/ denso
Vantagens do α-hemiidratado:
O grão mais uniforme e com menor tamanho garante uma maior precisão na
cópia / reprodução de detalhes.
O grão com maior densidade necessita de menos água para manipular o pó,
assim tornando mais resistente o material.
Assim para confecção de modelos se utiliza o gesso pedra ou o gesso pedra de
alta resistência.
6 Classificação - A.D.A (Associação Dentária Americana)
Tipo I: Gesso para moldagem (Paris) X Não se usa mais para moldagem dentária
Tipo II: Gesso comum
Tipo III: Gesso pedra
Tipo IV: Gesso pedra de alta resistência
Tipo V: Gesso pedra de alta resistência e alta expansão de presa
Na dental geralmente eles entregam:
comum - tipo 3
pedra - tipo 4
Assim é melhor ser mais específico ao realizar o pedido.
7 Indicações
Tipo II (Comum): Preenchimento de uma forma geral (muflas)
A mufla é utilizada para confecção de alguns
dispositivos como uma base para prótese total ou
placa protetora oclusal.
O gesso comum também é utilizado para fazer
preenchimento de bases e na confecção de modelos
para estudo de anatomia dentária.
Tipo III (Pedra): Modelos de estudo, antagonista e outras aplicações que não
exigem muita precisão, como uma moldeira de clareamento ou contenção
ortodôntica.
Tipo IV e V (Pedra de alta resistência): Modelos de precisão e troquéis
8 Reação de presa
Ocorre quando o gesso entra em contato com a água.
Como essa massa endurece? Se transformando novamente no Sulfato de Cálcio
Diidratado.
Ao se reidratar há a perda do calor, dessa forma se o gesso esquentou e esfriou a
reação de presa já ocorreu.
Como ocorre essa presa? Ela ocorre por meio da cristalização, o material
endurece porque ao crescer os cristais começam a se entrelaçar fazendo com que
a massa se torne rígida. Isso ocorre devido a precipitação em núcleos de
cristalização e o crescimento dos cristais.
Alginato - geleificação
Resina composta - polimerização
Gesso - cristalização
● Proporção água / pó
Gesso comum - 37 - 50ml de água para 100g de pó
Gesso pedra - 28 - 32ml de água para 100g de pó
Gesso comum - 19 - 24ml de água para 100g de pó
● Tempo de presa: tempo transcorrido desde o início da mistura até que o
material de solidifique.
● Tempo de manipulação: período de mistura e homogeneização
● Tempo de trabalho: tempo em que a mistura se mantém numa
consistência que permita seu uso.
9 Fatores que afetam o tempo de presa
1. Impurezas
Impurezas ⟶ Núcleos de cristalização
↓Tempo de Presa
↓Tempo de trabalho
*Lavar bem a espátula e a cuba para evitar impurezas.
2. Granulometria
Quanto mais finas as partículas do pó
↑Dissolução do hemiidratado
↓Tempo de presa
3. Reação Aguá/Pó
Quanto maior a relação A/P - quanto mais fluída a mistura
↓Densidade de núcleos de cristalização
↑Tempo de presa
↓Resistência
4. Espatulação
Quanto mais vigorosa ou prolongada a espatulação - muito tempo misturando e
batendo o gesso
↑Nº de núcleos de cristalização
↓Tempo de presa
↓Tempo de trabalho
5. Temperatura
0º - 50º ⟶ ligeira ↓Tempo de presa
50º - 100º ⟶ ↑Gradual do tempo de presa
100º ⟶ nenhuma reação ocorre
6. Sistemas coloidais
Ágar, alginato, sangue saliva.
Impedem a hidratação do hemiidrato
Impedem o crescimento dos núcleos de cristalização
↑Tempo de presa
↓Resistência
7. Aceleradores e retardadores
● Aceleradores ↓Tempo de presa
K2SO4 a 2%
Água gessa
NaCl até 2%
● Retardadores ↑Tempo de presa
Acetatos e Boratos
10 Propriedades
1. Tempo de presa
2. Expansão de presa - Normal
Os grãos vão crescendo e se entrelaçando, assim empurrando uns aos outros.
Expansão higroscópica de presa - Inadequado
Ocorre quando o gesso cristaliza debaixo d’ água. O modelo fica maior do que a
boca do paciente. Assim, é importante evitar o contato do gesso com a água
durante o processo de cristalização.
Fatores que afetam a expansão de presa:
↑Relação Água/Pó ⟶ ↓Expansão de presa
3. Viscosidade
Muito viscoso/duro é mais fácil de incorporar bolhas superficiais nesse modelo.
Caso fique fluido demais acaba diminuindo a resistência.
Assim a viscosidade adequada é dada pela proporção Água/Pó correta indicada
pelo fabricante. Que para quando está imóvel e escoa quando bate ou vibra.
4. Reprodução de detalhes
5. Resistência
● À compressão
● À tração
● Ao desgaste
Permitir que o trabalho seja realizado sem causar danos ao modelo.
Fatores que prejudicam a resistência mecânica dos modelos:
● Alta relação A/P
● Tempo de espatulação longo
● Adição de aceleradores e retardadores
11 Manipulação
1. Limpeza e desinfecção do molde
2. Seleção do material e recomendações do fabricante
3. Material necessário:
● espátula rígida
● tigela de borracha
● balança
● medidor de água/seringa plástica
Pesagem do pó e medição da água para misturar levando o pó por pulverização
sob a água.
5. Espatulação
● Manual: 1 min
● Mecânica: 20-30 seg
6. Preenchimento do molde
● Vibração
● Acréscimo em pequenas porções
Colocar sempre na parte superior do molde e deixar o gesso escoar.
Obs:
Por que a espátula é metálica e rígida no gesso? Devido sua consistência, pois
facilita a dissolução das partículas de pó na água e a diminuição na quantidade