A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
60 pág.
04_Nocoes_de_Criminalistica

Pré-visualização | Página 11 de 27

todas as lesões encontradas, antes e depois da devida limpeza, quando necessária. Essas 
lesões devem ser fotografadas a distâncias intermediárias, de modo que permitam a localização 
anatômica, e também a curta distância, de sorte que os detalhes possam ser salientados; 
- Realizar uma tomada fotográfica de modo que o rosto do cadáver seja enquadrado em detalhe. Essa 
foto será importante para um reconhecimento seguro da vítima. 
 
Desse modo: 
 
- Todos os vestígios devem ser coletados de forma legal, visando à sua admissão como provas no 
processo. 
- Somente o(s) perito(s) de local deve(m) efetuar a coleta de todos os vestígios. 
- Os vestígios devem ser destacados no croqui e fotografados antes de sua coleta. 
 
- O ponto exato da coleta de amostras deve estar anotado e devidamente plotado no croqui. 
 
6. Coleta, identificação e preservação dos vestígios 
- Coleta 
Todos os vestígios devem ser coletados de forma legal, visando à sua admissão como provas no 
processo; 
 
Somente o(s) perito(s) de local deve(m) efetuar a coleta de todos os vestígios; 
 
Os vestígios devem ser destacados no croqui e fotografados antes de sua coleta; 
1374611 E-book gerado especialmente para PETRUCCIO TENORIO MEDEIROS
 
. 23 
O ponto exato da coleta de amostras deve estar anotado e devidamente plotado no croqui . 
 
 - Identificação 
Todos os vestígios devem ser cuidadosamente identificados em suas respectivas embalagens. As 
marcas identificadoras podem incluir letras iniciais, números etc., para permitir ao perito que realiza a 
coleta reconhecer, em data posterior, cada vestígio como aquele coletado na cena do fato. 
 
- Preservação 
Cada vestígio deve ser colocado em um recipiente ou invólucro adequado à natureza do material, tais 
como sacos plásticos, envelopes de papel, caixas, etc., os quais necessitam ser corretamente 
identificados, vedados e/ou lacrados. 
A cadeia de custódia deve ser mantida, a partir desse momento, visando à idoneidade dos vestígios. 
 
7. Exame do cadáver no local 
Inclui: 
 
- Análise visual do cadáver, sem o movimentar; 
- Descrição da posição em que o corpo foi encontrado; 
- Descrição da vítima, incluindo sexo, cor, fase cronológica (criança. jovem, adulto ou idoso), 
compleição física (normolíneo, franzino ou robusto), comprimento e cor dos cabelos, cor dos olhos, uso 
de barba, bigode, cavanhaque e outros detalhes relevantes; 
- Identificação de todas as lesões encontradas (classificação quanto a sua produção e tomada de 
medidas). A limpeza das lesões é recomendada, o que se pode fazer com a utilização de um botijão de 
água e segmento de tecido, lençóis e mesmo vestes já utilizadas; 
- Plotar e posicionar cada uma das lesões observadas com o auxílio silhuetas anatômicas. 
- Identificação de possíveis sinais de luta, representados por lesões de defesa observadas sobretudo 
em mãos, braços e antebraços; 
- Verificação de vestígios diretamente no corpo, tais como manchas de sangue, resíduos originados 
por disparo de arma de fogo, vestígios agressor, pertences; 
- Avaliação detalhada das mãos para constatar todo tipo de vestígios, e especial, a presença de 
resíduos de disparo de arma de fogo (o que exige uma coleta adequada); 
- Observação e descrição de todos os fenômenos cadavéricos (imediato consecutivos e tardios); 
- Observação e anotação de sinais característicos capazes de individualizar a pessoa, como tatuagens, 
as quais devem ser fotografadas, especialmente quando a vítima não está identificada e quando as 
condições do corpo impedem um reconhecimento direto (cadáveres em adianta estado de putrefação, 
cadáveres carbonizados e mutilados); 
- Coleta de amostra-padrão ou de referênciapara sangue e cabelo da vítima (neste caso, quando 
necessário). O protocolo deve prever o número de amostras destinadas ao laboratório e também para 
exames de DNA; 
- Confrontação dos vestígios encontrados no cadáver com aqueles verificados na cena do crime. Por 
exemplo: confrontar as lesões corporais e os instrumentos encontrados no local. 
 
8. Exame das vestes 
Inclui: 
 
- Análise de todas as vestes (inclusive roupas íntimas, calçados, etc.), 
- Descrição da disposição geral das vestes. Atenção para detalhes como cintos desfivelados, zíperes 
abertos, botões fora de suas respectivas casas ou ocupando casas trocadas, ou quaisquer outras 
anormalidades; 
- Retirada das vestes, que deve ser feita de forma cuidadosa, evitando-se a perda de algum vestígio 
que possa estar neste suporte. Por vezes, é necessário cortar as vestes. Isso deve ser feito com muito 
cuidado e, por fim, registrado; 
- Identificação e registro fotográfico de orifícios, rasgamentos, descosturamentos, arrancamentos de 
botões; 
- Identificação da natureza de manchas presentes, destacando a descrição de sua morfologia (são 
exemplos as manchas de sangue, esperma, resíduos de disparo de arma de fogo, etc.); 
- Descrição completa do conteúdo presente nos bolsos, discriminando a sua localização exata; 
- Atenção especial para carteiras, bolsas e mochilas, as quais devem ter seu conteúdo completamente 
descrito e registrado por fotografias; 
1374611 E-book gerado especialmente para PETRUCCIO TENORIO MEDEIROS
 
. 24 
- Fotografia de cada veste, em suas duas faces (anterior e posterior) e, se necessário, também 
internamente. 
 
. Observações importantes 
É necessário encaminhar ao IML as vestes já examinadas e que não tenham mais informações a 
serem extraídas. 
 
Devem-se recolher as vestes que requeiram exames complementares, devendo os peritos médico-
legistas serem informados sobre isso, evitando-se divergências entre os laudos cadavérico e de exame 
de local. 
 
9. Acompanhamento da necropsia (exame do cadáver no IML) 
O perito deve, sempre que possível, acompanhar os exames cadavéricos realizados após a remoção 
para o IML (necropsia), levando ao perito médico-legista as informações obtidas durante os exames 
periciais no local, as quais servirão de orientação na busca dos achados médico-legais. 
Os dados obtidos no exame interno devem ser confrontados com as hipóteses levantadas durante o 
exame de local, podendo serem citados no laudo emitido pelo perito de local, inclusive os registrando, 
fotograficamente, como aspectos internos relevantes. Recomenda-se utilizar nesses casos a seguinte 
frase como legenda da fotografia: "Fotografia operada no IML" 
 
Referência Bibliográfica: 
 
Toccheto, Domingos. Espindula, Alberi. Criminalística: Procedimentos e Metodologias. 3ª edição, 
São Paulo: Millenium, 2015. 
 
Local de Crime: Levantamento em Local de Crime Contra Pessoa.6 
 
PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO (POP) 
PERÍCIA CRIMINAL 
POP Nº 4.1 - LOCAL DE CRIME LEVANTAMENTO DE LOCAL DE CRIME 
Publicado em SET /2013 CONTRA PESSOA 
FINALIDADE: PÚBLICO ALVO: 
Padronizar procedimentos e metodologias Profissionais de Perícia afetos à atividade 
para o levantamento de locais de crime deste POP. 
contra a pessoa junto aos profissionais que 
atuem na perícia criminal. 
 
1. ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
CPP: Código de Processo Penal 
DNA: Ácido desoxirribonucleico 
EPI: Equipamento de Proteção Individual 
GPS: Global Position System (Sistema de Posicionamento Global) 
POP: Procedimento Operacional Padrão 
 
2. RESULTADOS 
 
• Otimização da produção, qualificação e uniformização da elaboração dos documentos técnicos 
(laudos, relatórios, informações, etc.) 
• Implementação do controle da cadeia de custódia. 
 
3. MATERIAL 
 
Os materiais a seguir são os recomendados, podendo ser substituídos por similares. Recomenda-se 
ainda que todo o material esteja organizado em maletas identificadas, que devem ser mantidas 
organizadas e com os objetos listados abaixo em quantidade adequada à rotina da unidade de perícia. 
 
 
6 Fonte: http://www.politec.mt.gov.br/UserFiles/file/Documentos/POPS_DE_PERICIA_-_VERSAO_PARA_INTERNET.pdf 
1374611 E-book gerado especialmente para PETRUCCIO

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.