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04_Nocoes_de_Criminalistica

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do corpo em seu exterior e interior. 
 
Exame de Local 
É a fase que precede o levantamento. Pode ser encontrado protegido ou não, deve ser 
cuidadosamente e minuciosamente examinado, pois os vestígios e indícios aparentemente inúteis 
poderão constituir-se em fator de sucesso determinante para elucidação do crime. 
Exame de Local: Local é área onde se deu o fato, que tenha deixado vestígios, tecnicamente, 
conduzem a descoberta do autor; Le Moyne Snyder acha que, “se uma investigação sobre homicídio 
terminar em fracasso, a causa é o exame inadequado do local”; Outros opinam serem os primeiros 
4. Locais de morte: 4.1. Morte violenta. 4.2. Local de morte por arma 
de fogo. 4.3. Local de morte por instrumentos contundentes, 
cortantes, perfurantes ou mistos. 4.4. Local de morte provocada por 
asfixia. 
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minutos de investigação em um local, decisivo para a determinação, com segurança, de êxito ou fracasso 
da investigação. 
O exame de um local de morte qualquer se divide em duas etapas: o exame do local propriamente 
dito e os exames laboratoriais. 
Aspectos a serem observados no local 
- Não violado e devidamente protegido; 
- Violado, alterado ou modificado, depois da ação criminosa; 
Outro, que além da área propriamente dita, se completa com outros com os quais tenham conexão. 
No primeiro caso são chamados de idôneos; no segundo caso inidôneos; no terceiro caso 
relacionados. 
 
Morte violenta (homicídio, suicídio, acidente); 
 
Um dos objetivos principais da Tanatologia médico legal é estabelecer o diagnóstico da causa jurídica 
de morte na busca de determinar as hipóteses de homicídio, suicídio ou acidente. A violência do latim 
violentia e vis, força, é um fenômeno no qual interveio a força externa como causa desencadeante. 
Cada uma destas mortes que se atribuem a homicídio, suicídio ou acidentes apresenta 
particularidades, embora, por vezes, seja difícil estabelecer diferença precisa entre formas próximas. As 
características das lesões nem sempre permitem distinção clara entre as diferentes naturezas jurídicas. 
 
1) Homicídio: É a morte voluntária (dolosa) ou involuntária (culposa) de alguém realizada por outrem. 
À lei não importa seja a vítima monstro, inviável, demente, incapaz, agonizante; exige-se, naturalmente, 
que esteja viva ao sofrer por parte do agente a agressão homicida, pois o objeto jurídico que a lei tutela 
é a vida, bem inestimável inerente ao homem, quaisquer que sejam suas condições biopsíquicas, 
transitórias (vida intrauterina), momentâneas (sono, ebriez) ou permanentes (idade, sexo, raça, 
inteligência etc), independentemente de suas condições jurídicas. 
Causas principais do homicídio: 
- fase aguda da embriaguez; 
- as questões passionais, 
- a doença mental e as anormalidades psíquicas; 
- o jogo; 
- a vingança; 
- a política; 
- a religião; 
- a miséria e a marginalidade. 
 
Ação pericial: No homicídio doloso o perito esclarecerá à justiça: 
- o nexo causal entre a agressão alegada e o evento morte; 
- qual o meio empregado; 
- o estado mental do homicida; 
- sua periculosidade; 
- se se trata de embriaguez fortuita ou preordenada; 
- se foi cometido mediante emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso 
ou cruel; 
- se foi cometido sob violenta emoção; 
- a idade do agente; 
 
Ação pericial: No homicídio doloso o perito esclarecerá à Justiça: 
- a atitude da vítima; 
- a execução de certos atos pela vítima, após o ferimento mortal; 
- a mudança de posição, dolosa ou acidental, da vítima; 
- as lesões encontradas na vítima provocadas pelo agente, no propósito de subjugá-la; 
- a sede, forma e o número dos ferimentos no cadáver; 
- sendo o agente silvícola, o seu grau de adaptabilidade ao meio; 
- o exame do local do crime. 
 
2) Suicídio: (sui. a si próprio; caedere. cortar, matar). É a deserção voluntária da própria vida; é a 
morte, por vontade e sem constrangimento, de si próprio. 
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A conceituação dessa modalidade jurídica de morte exige dois elementos: um, subjetivo, o desejo de 
morrer; outro, objetivo, o resultado morte. Exclui-se do conceito de suicídio os que morreram no 
cumprimento do dever. 
Embora o suicídio não seja ato ilícito, o art. 122 do CP pune o induzimento, a instigação ou o auxílio 
físico, material ou moral, mesmo por motivos altruísticos, para que o potencialmente suicida realize seu 
intento. 
Os suicidas podem ser considerados impulsivos - nos quais influi uma explosão do momento – ou 
premeditados - em que agem a sugestão, o temperamento e a vaidade. 
 
3) Morte acidental: 
É a causa jurídica da morte representada por acidentes aeroviários, ferroviários, marítimos e, em sua 
maioria, pelo tráfego, pela velocidade dos veículos, pelo despreparo psicológico dos motoristas ou pelo 
estado de embriaguez, pela imprevidência e imprudência dos pedestres, pelo obsoletismo de algumas 
estradas, pela deficiência no policiamento rodoviário, pelas ruas estreitas e mal iluminadas. 
Obs.: Diagnóstico diferencial da causa jurídica da morte consoante o meio empregado: 
- lesões por instrumentos cortantes: comuns no suicídio e no homicídio e só excepcionalmente no 
acidente; 
- lesões por instrumentos contundentes: comuns no homicídio, suicídio e acidentes; 
- lesões por instrumentos corto-contundentes: comuns nos casos de homicídio e, excepcionalmente, 
nos acidentes; 
- lesões por instrumentos perfurantes: comuns em homicídios e raras em suicídios e acidentes; 
- lesões por instrumentos perfuro cortantes: comuns em homicídio e raros em suicídios e acidentes; 
- lesões por instrumentos perfuro contundentes: comuns em homicídio e suicídio e raras em casos de 
morte acidental; 
- esmagamentos: comuns nos acidentes; 
- precipitação: comum no suicídio e no homicídio; só raramente é acidental; 
- enforcamento: comum em casos de suicídio e raro no homicídio; é rarissimamente acidental; 
- estrangulamento: comum em casos de homicídio, é excepcional no suicídio e nos acidentes; 
- sufocação: comum nos acidentes e no suicídio é raro em homicídios; 
- afogamento: comum nos acidentes e suicídio é raro em homicídios; 
- envenenamento: comum em casos de suicídio é menos frequente no homicídio e acidente. 
 
Local de morte por arma de fogo 
 
Em locais que ocorreram disparos de arma de fogo (DIAF) contra imóveis, a presença da Polícia Civil 
ou autoridade, limita-se aos casos de maior repercussão. O isolamento e preservação do local até que 
os peritos cheguem ao local do crime, compete aos policiais militares. 
Contudo, o aumento da quantidade de locais de DAF, somados as questões técnicas, que são a 
luminosidade e extensão da cena do crime, além de hipóteses de ordem operacional. 
 
Nesses tipos de locais são solicitados mais de um atendimento no mesmo momento, forçando o corpo 
pericial do plantão do DC a constituir prioridades de atendimento. O atendimento de morte tem prioridade 
quando comparado aos locais de DAF, dessa maneira, o DAF pode ser atendido no dia seguinte ou três 
dias após a solicitação. 
 
Desta maneira, a manutenção de policiais militares isolando o local, além de se tornar uma tarefa difícil, 
exclui estes profissionais do policiamento ostensivo. O policial orienta para que o local do crime fique 
preservado. 
 
Em caso de disparo de arma de fogo contra um veículo, este será levado ao Depósitos de Veículos 
Apreendidos (DVA) ou para os pátios das Delegacias de Polícia do Estado, ficando retido até que a perícia 
seja feita. 
O atendimento, quando o veículo é recolhido para um depósito da Capital ou da região metropolitana, 
é feito pelas equipes do plantão do DC, seguindo os mesmos critérios para os atendimentos aos locais 
de DAF em imóveis. 
 
O isolamento, nos caso de veículos, compete aos funcionários do DVA ou dos policiais de plantão da 
delegacia em cujo pátio o veículo está retido. 
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