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04_Nocoes_de_Criminalistica

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E-book gerado especialmente para PETRUCCIO TENORIO MEDEIROS
 
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Alguns veículos atingidos por DAF, notadamente na Capital e na região metropolitana, ficam sob a 
guarda de seus proprietários, os quais deverão conduzi-los até o Departamento de Criminalística, a fim 
de ser efetuada a perícia. Nestes casos, o proprietário deverá apresentar um ofício de encaminhamento 
do veículo, expedido pela delegacia solicitante, no qual a autoridade policial, se achar apropriada, poderá 
formular quesitos aos peritos. Este tipo de atendimento é realizado pelo DC exclusivamente no horário de 
expediente. 
 
Local de morte por instrumentos contundentes, cortantes, perfurantes ou mistos 
 
Antes de tratarmos sobre cada um desses instrumentos, façamos uma breve classificação sobre cada 
instrumento. Os instrumentos cortantes; perfurantes e os contundentes são classificados em agentes 
mecânicos externos simples. 
Por sua vez, os instrumentos cortocontundentes;, perfurocontundentes e os perfurocortantes são 
classificados em agentes mecânicos externos compostos ou mistos. 
 
Instrumentos cortantes 
 
São instrumentos leves e fáceis de manipular, que todos podem ter acesso. É necessário que seja 
leve e afiado para que não cause contusão. 
Ex. Lâmina de barbear, faca, bisturi, canivete, lâmina de cortar papel, tesoura aberta, vidro de garrafa 
quebrada, cerol. Há que se falar em ponta neste tipo de instrumento. 
 
Para que o agressor produza uma lesão cortante é preciso apenas o uso do gume, devendo ter 
pressão, deslizamento ou pressão. 
 
Feridas produzidas pelos instrumentos cortantes: 
 
- Quando atua de maneira perpendicular, a ferida é incisa. O médico ao usar o bisturi produz a ferida 
chamada de incisão; 
- Ao atuar de maneira oblíqua, extraindo um retalho, produzirá ferida incisa com retalho; 
- Se o instrumento tira do corpo uma parte pendente, haverá uma ferida incisa mutilante (caso da 
pessoa que fica sem mão, braço e dedo). 
 
Nosso corpo é formado por três cavidades (crânio, tórax e abdômen), se tirarmos as cavidades, sobram 
os apêndices (membros inferiores/abdominais, pés, artêlios, membros superior/torácicos). 
 
- Se o instrumento atua na parte anterior (parte frontal) do pescoço, temos o esquartejamento, que é 
a ferida mais comum; 
- Quando o instrumento atua na nuca, temos a ferida incisa; 
- Quando se separa a cabeça do corpo, temos a decapitação ou degolação. 
 
Características da ferida: 
 
- maior comprimento do que profundidade; 
- por serem muitos leves e afiados, a borda das feridas é muito lisa e nítida. Porém existe uma exceção, 
que ocorre nos locais onde fique a sobra de pele, pois ela traz um zigue-zague. Ao aparecer um zigue-
zaque na borda da lesão, temos que observar a região da lesão e observar a descrição do laudo para 
apurar se a lâmina não está quebrada; 
- afastamento de bordas; 
- cauda de entrada mais profunda que a cauda de saída. A ferida incisa apresenta cauda de entrada e 
cauda de saída que informam a direção do golpe. 
 
Ao se utilizar uma tesoura, como instrumento cortante, ela inicia com uma forma de V. 
 
Instrumento perfurante 
 
É o instrumento que vai perfurar, colocar a ponta em contato com o que se visa perfurar, pode ser um 
golpe, perfuração. 
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Apresenta haste fina e inócua. Ao entrar na vítima no corpo da pessoa, afastam as fibras dos tecidos 
(não corta). A ferida punctória só irá sangrar se entrar e ferir a parede de um vaso sanguíneo. 
 
Como afasta as fibras dos tecidos e elas são alongadas, a ferida não é redonda, será alongada 
dependendo da parte do corpo. 
Em feridas produzidas por instrumentos perfurantes, os instrumentos não dão a sua forma à ferida. As 
feridas punctórias não lembram os instrumentos, apenas o tipo de fibra de determinada região do corpo. 
 
Exemplos: prego, taxinha, estaca de madeira/ferro/alumínio, agulha. 
 
As lesões produzidas pelos instrumentos perfurantes são as feridas punctórias, que podem ser 
superficiais, penetrantes, empalação. 
 
As feridas punctórias penetrantes ocorrem quando atinge uma das cavidades, haverá uma ferida 
penetrante cavitárias (perfurou no crânio, tórax ou abdômen). Se atravessa o alvo, temos uma ferida 
punctória penetrante cavitária transfixante. Caso atravesse o alvo e ester fora da cavidade, temos uma 
ferida punctória penetrante não cavitária transfixante (ex. Ferida causada no lóbulo para colocar o brinco). 
 
A ferida conhecida como empalação é aquela que ocorre quando o instrumento perfurante é 
introduzido no ânus, períneo e vagina. A ferida produzida no ouvido é a trepanação. 
 
Características da ferida de filhos e langer 
 
Essas feridas são referentes as feridas punctórias: 
- em uma mesma região, a direção da lesão é sempre a mesma. A pessoa que for ferida numa mesma 
região, a direção será sempre a mesma. Quem dá a direção da ferida é a fibra, ela será produzida por 
um instrumento perfurante, é achatada, alongada como se tivesse sido produzida por um instrumento 
perfurocortante de dois gumes. 
Onde existir cruzamento de fibras a ferida toma o aspecto de figura geométrica. 
 
Instrumentos contundentes 
 
São instrumentos simples e variam ao infinito. Justifica a afirmação de que os agentes mecânicos 
externos variam ao infinito. 
 
Esses instrumentos se classificam em: 
- órgãos naturais de defesa e ataque do homem e dos animais (garras de animais, peso da terra, 
chifres); 
- instrumentos usuais – que são cos construídos para bater (bomba, soco inglês); 
- instrumentos ocasionais (martelo, tijolo) 
As ações ativas e passivas são diferentes para este tipo de instrumento. 
Ação ativa é quando o instrumento vai em direção ao alvo. Na ação passiva o alvo vai em direção ao 
instrumento. 
 
Contusões em geral: 
 
a. Eritema – é lesão leve (enquadrada no direito penal como vias de fato) que impossibilita o exame 
de corpo de delito, pois desparece com facilidade. O eritema é o afluxo de sangue na região traumatizada. 
São as marcas roxas que ocorrem com bofetões. 
 
b. Edema – é uma lesão mais grave. Na região traumatizada, a parede dos vasos sanguíneos, fica 
pressionada, permitindo que a parte líquida do sangue saia. O plasma do sangue, ao sair dos vasos, fica 
no local da região traumatizada, não apresenta cor no local. É um soco, por ser mais forte que os bofetões. 
 
c. Equimose – arrebentamento da parede dos vasos com saída do sangue e infiltração do sangue nas 
malhas do tecido. Tem cor, mas não tem volume. 
 
d. Hematoma – arrebentamento da parede dos vasos; saída do sangue dos vasos e infiltração do 
sangue nas malhas do tecido, o sangue fica coagulado e tem cor e volume. 
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e. Bossa linfática – quando o edema é produzido no couro cabeludo. É lesão periférica/externa. 
 
g. Bossa sanguínea – equimose e hematoma causados no couro cabeludo. 
 
Quando a lesão não fica no couro cabeludo, temos edema cerebral/equimose cerebral/hematoma 
cerebral: traumatismo crânio cerebral (tanto faz se é edema, equimose ou hematoma. Qualquer um deles 
é traumatismo crânio-encefálico). 
 
Essas feridas devem ter pelo menos 3 cm de diâmetro, no começo vai ficar vermelho intenso, entre o 
3º e 6º dias fica azulado e do 7º ao 12º dia fica esverdeada, ficando amarelada do 13º ao 20º dia. 
 
A ferida lacerocontusa é aquela lesão que advém em decorrência de uma contusão extremamente 
intensa. Aumenta-se tanto que não houve apenas ruptura, mas sim, arrebenta-se os tegumentos. 
São feridas irregulares (obtusas); possui infiltração sanguínea; no meio da lesão temos falta de tecido; 
mortificação de tecido (precisará da cicatrização por segunda intenção). 
 
É produzida por instrumento contundente redondo, se for instrumento redondo no lugar de osso 
arredondado, será produzida uma ferida linear. 
 
A ferida lacerocontusa por compressão ou tração é uma ferida irregular muito machucada, com 
infiltração

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