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04_Nocoes_de_Criminalistica

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sanguínea e com perda de tecido, cuja cicatrização se dá por segundo plano. A ferida 
lacerocontusa por arrebentamento é linear/lisa, parecida com à ferida incisa, porém apresentando sinais 
de contusão, como hematomas e equimoses. 
 
A luxação é a perda da relação articular normal. Atualmente está se tornando uma lesão corporal de 
natureza grave. 
 
A entorse também ocorre na articulação e pode arrebentar os ligamentos. Ocorre nas articulações 
quando o osso da articulação tem um movimento muito extenso, atingindo os ligamentos. 
 
As fraturas se dão por compreensão, flexão ou torção. 
A Flexão são duas forças contusivas forçando o osso a vergar. 
Torção é quando uma extremidade está presa e a outra parte é obrigada a virar (ocorre nos ossos 
longos). 
 
Ruptura de órgãos internos: ocorre nos casos de grandes contusões (grandes quedas; grandes 
compressões; grandes velocidades). 
 
Quando um corpo cai de lugares altos, o corpo ganha velocidade, da mesma maneira que os órgãos. 
Devido a isso, haverá ruptura de órgãos internos, pois estes órgãos bateram na parte interna do corpo, 
arrebentando, sem que ocorra a ruptura da parede abdominal. 
 
Se houver o rompimento da parede abdominal, o perito deve saber se existiu ruptura de órgãos de fora 
para dentro ou de dentro para fora. 
 
Se ocorrer esquírola óssea – o osso pode ter várias fraturas em si. Os pequenos pedaços do osso 
entram nos órgãos, rompendo-os. 
 
As escoriações tem sete túnicas bem finas e a última camada é formada por células epiletais que 
confere renovação contínua da pele. Após essa última túnica tem início a segunda parte da pelo, 
composta por duas túnicas. 
 
Na epiderme não há circulação vermelha. Ao ferimos esta epiderme, mesmo em qualquer dessas sete 
túnicas, não existirá sangramento, pois só temos a circulação branca (circulação linfática). 
 
Na derme, que é a segunda parte da nossa pele, temos os primeiros vasos capilares. 
 
Escoriações no vivo: 
 
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i. Escoriação Típica – linfa. Mais ou menos 24 horas. Seca. Crosta serosa. 
 
Quando o instrumento/corpo contundente atinge de raspão, arrancam a epiderme, deixando a derme 
intacta. Não sangra. Só sai linfa. 
 
Depois de 24 horas, a linfa seca, formando uma crosta serosa, para pigmentar novamente a pelé. 
 
Morte produzida por queimadura 
 
As queimaduras são responsáveis pela morte direta ou indireta de mais 300 mil pessoas no mundo, e 
2,5 mil no Brasil a cada ano. Na maioria dos casos, a região atingida e mais afetada é a pele. As alterações 
produzidas nos tecidos prejudicam todos os sistemas fundamentais do corpo, o e pode levar a vítima a 
sofrer um colapso total. Isso porque o maior órgão do corpo humano funciona como barreira vital contra 
micróbios nocivos, regulador da temperatura corporal e dos fluidos. Dependendo da gravidade do 
incidente, as repercussões da lesão no organismo podem ser devastadoras e irreversíveis. 
 
São lesões nos tecidos que envolvem as diversas camadas do corpo – pele, cabelos, pelos, tecido 
celular subcutâneo, músculos, olhos etc., são desencadeadas por um agente físico. Dependendo deste 
agente as queimaduras podem ser classificadas em queimaduras térmicas, elétricas e químicas. 
Queimaduras térmicas são aquelas causadas por calor e são as mais frequentes. 
 
Grande parte das pessoas pensam que o calor é o único fator de queimaduras, porém algumas 
substâncias químicas e a corrente elétrica também podem causá-las. Embora a pele seja a parte do corpo 
que mais conhecemos como queimada, os tecidos que se encontram por baixo também são afetados, 
queimando-se as vezes apenas os órgãos internos e não a pele. 
 
Podemos citar como exemplo, a ingestão de um líquido muito quente ou substância cáustica, que 
podem queimar o esôfago e estômago. O fumo também é outro causador, já que queima os pulmões. 
 
Em casos de queimaduras provocadas por eletricidade, estas podem ser devidas a temperaturas de 
mais de 5000ºC, causadas pela passagem de uma corrente elétrica, desde a fonte de energia até o corpo. 
Essas queimaduras são conhecidas como de arco elétrica, e acabam destruindo e carbonizando 
completamente a pelo no local em que a corrente entra no corpo. Os grandes choques elétricos podem 
paralisar a respiração e alterar o ritmo cardíaco, gerando arritmias. 
 
As queimaduras por agentes químicos podem ser provocadas por produtos venenosos, incluindo 
ácidos e álcalis fortes, fenóis e cresóis. Estas lesões podem levar a morte do tecido, que em muitos casos 
progride lentamente durante horas, inclusive depois da queimadura. 
 
Costuma-se classificar as queimaduras de acordo com a profundidade da pele lesada. 
Esta classificação é importante para se avaliar o prognóstico (previsão de cicatrização e cura) da 
queimadura. Quanto mais superficiais, melhor o prognóstico. As queimaduras mais profundas têm um 
prognóstico mais grave. 
 
- Queimadura de Primeiro Grau: 
É a queimadura mais superficial e caracteriza-se por deixar a pele avermelhada (hiperemiada) inchada 
(edemaciada), e extremamente dolorida. Uma exposição prolongada ao Sol pode desencadear este tipo 
de lesão. 
 
- Queimadura de Segundo Grau: 
Caracteriza-se pelo aparecimento da bolha (flictena) que é a manifestação externa de um 
descolamento dermo-epidérmico. Tem uma profundidade intermediária. 
 
- Queimadura de Terceiro Grau: 
Caracteriza-se pelo aparecimento de uma zona de morte tecidual (necrose). É a mais profunda e a 
mais grave. 
 
 
 
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Morte por eletroplessão e fulminação; 
 
A eletricidade age no organismo humano pela fulguração, que nada mais é do que a eletricidade natural 
existente na natureza e age pela eletroplessão, que é a ação da eletricidade artificial. 
 
A eletroplessão é o resultado da ação corrente elétrica artificial sobre o organismo do ser humano. A 
crença existente sobre esse tipo de morte diz respeito a quantidade de volts que recai sobre a pessoa. 
Aqui, cada caso é um caso, e o fato do indivíduo escapar vivo ou morrer leva em conta outra série de 
fatores, como por exemplo: a intensidade da corrente elétrica que atravessa o seu corpo, a resistência 
que ele oferecerá a passagem da corrente (e o tempo em que a pessoa ficou em contato com a corrente. 
 
As lesões encontradas em pessoas, vítimas de eletroplessão são: 
 
- Queimaduras, que podem ser localizadas em qualquer parte do corpo; 
- Marca elétrica de Jellineck, que correspondem as modificações da pele produzidas pela ação da 
eletricidade, diferenciando-se das queimaduras. À partir destas lesões, pode-se verificar o local de 
entrada e o de saída da eletricidade ao percorrer o corpo do indivíduo. 
 
Como o sangue conduz a eletricidade, os tecidos próximos aos grandes vasos passam por várias 
lesões. 
 
Na necrópsia de vítimas de eletroplessão, além dos sinais mencionados acima, encontramos também: 
-edema pulmonar 
-edema cerebral 
-petéquias no pericárdio, no coração e em outras serosas. 
 
A fulminação ocorre quando a pessoa vem a falecer em virtude de ter sido atingida por um raio. No 
cadáver serão encontradas feridas contusas, perfuração da planta dos pés, queimaduras extensas, 
impregnação cutânea por objetos metálicos que o indivíduo carregava, como por exemplo, pulseiras, 
anéis. 
 
No exame necroscópico encontra-se congestão vísceral, edema pulmonar e contusões das vísceras 
internas. 
 
Locais de morte provoca por asfixia 
 
As mortes provocadas por asfixia se dão quando ocorre sulco no pescoço, de modo que sua 
caracterização demonstrará se é caso de enforcamento, esganadura, estrangulamento. 
 
Asfixias provocadas por constrição do pescoço 
 
As asfixias causadas por enforcamento, estrangulamento ou esganadura, são encontradas lesões 
cutâneas características no pescoço da vítima, que permitem individualizar o modo da morte. Essas 
marcas podem ser produzidas pelo agente causador

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