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A FENOMENOLOGIA ESTUDO PARA PROVA REVIZADO (2)

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“Há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito: este ser é o homem.” (p. 34). Assim, o homem para os existencialistas, só não é suscetível de uma explicação por, inicialmente não ser nada, além dele mesmo, de seus quereres, que moldam seu destino.
SARTRE O SER PARA SI E O SER EM SI
O SER PARA SI: ELE É POTENCIAL ELE SE PRODUZ , SOMOS NOS PORQUE A PARTIR DA POSSIBILIDADE DE TERMOS ESCOLHAS NOS PODEMOS PRODUZIR NOS MESMO, É UM SER
EM LIBERDADE, PODENDO FAZER ESCOLHAS E VIVER COISAS APARTIR DA MINHA LIBERDADE.
SER EM SÍ : ELE É QUALQUER COISA , OOU OBJETO , ESTÁTICO, SEM POSSIBILIDADE DE EXERCER LIBERDADE.
MÁ FÉ: RENUNCIAR A CONDIÇÃO DE LIBERDADE DE ESCOLHA POR MEDO DE CONSEQUENCIAS
A presença de Sartre foi decisiva dentro do existencialismo, e a transposição desta corrente de pensamento dificilmente sairia da Europa sem sua presença. Dentre as capacidades de Sartre estavam um talento artístico que incluía romances, contos, peças teatrais e uma atividade jornalística que envolvia assuntos de diversas naturezas. Ainda realizava crítica literária. Seria facilmente possível, segundo PENHA (2004), estudar o pensamento existencialista detendo-se apenas nas obras deste grande filósofo. Por outro lado, nenhuma obra da doutrina existencialista é possível se não se levar em conta a obra sartriana.
O humanismo de Sartre parte de uma conjectura de que Deus não existe. Assim, o existencialismo que ele representa é um esforço para extrair todas as consequências de uma posição ateia coerente. Mesmo que Deus existisse, afirma Sartre, em nada mudaria a questão de o homem precisa convencer-se de que nada pode salvá-lo de si próprio, nem mesmo uma evidência da existência
  Angústia: Sartre define “Se existir é escolher, existir é sofrer angústia” (NOGARE, 2008, p. 145). Embora muitas pessoas acreditem que não sentem angústia, ela se abriga continuamente no coração do homem. A angústia, obviamente, se torna mais sensível para quem tem que fazer escolhas significativas. Observando o exemplo de Abraão, ou de um chefe militar que necessita decidir entre atacar ou não e assim possivelmente entregar a morte vários homens, Sartre fala da reponsabilidade direta e o aumento proporcional da angústia. A angústia também se relaciona com o fato de que o homem precisa escolher sem o apoio e orientação de ninguém. É puro desamparo. O homem está condenado a ser livre. Condenado porque não criou a si próprio e livre, pois, atirado ao mundo, é responsável por tudo o que fizer. Por exemplo, uma pessoa se faz covarde ou herói, e isso pode se modificar: depende da sua liberdade. (PENHA, 2004) Com a liberdade de escolha, o homem nota a responsabilidade assumida sobre seus atos e também sobre a humanidade inteira; consequentemente surge a angústia. “A angústia da liberdade é a angústia de optar, de fazer escolhas.” (PENHA, apud LIMA, 2008, p. 35). A angústia surge quando se escolhe algo em detrimento de outro.
PRINCIPAIS CONCEITOS DA fenomenologia a) Consciência e Intencionalidade:
A intencionalidade é o que une objeto a consciência tornando consciência e objeto em uma unidade indissociável e estabelendo a existência de ambas na/ em relação. Por isso escrevemos sempre que será um objeto-para-uma-consciência e uma consciência-para-um-objeto. O recurso dos tracinhos entre as palavras é para dar a idéia de unidade. A intencionalidade então é o ato de atribuir sentido atuando com isso, na composição do mundo psicológico. Pensando assim podemos conduzir essas palavras para afirmar que a consciência é sempre intencional . Como vimos a junção da consciência com o objeto formam uma unidade indissociável e que desta unidade obtemos o fenômeno
b) Retorno às coisas mesmas: Para nos debruçarmos sobre este conceito precisaremos retomar o conceito de fenômeno, pois é o fenômeno, como nos aponta Forghieri Afirmar querer “voltar às coisas mesmas”, considerando-as como o ponto de partida do conhecimento. Entretanto, a “coisa mesma”é entendida por ele não como realidade existindo em si, mas como fenômeno, e o considera como a única coisa à qual temos acesso imediato e intuição originária; o fenômeno integra a consciência e o objeto, unidos do próprio ato de significação. (2001, p. 15). Retornar a acontecimentos anteriores em termos de consciência pode ajudar a solucionar um problema presente e ajudar a planejar estratégias futuras. Todo o conteúdo armazenado e pela consciência tem seu valor em novas experiências.
Redução fenomenológica Conhecida também como epoche, são informações recebidas pelos órgãos dos sentidos, mas que são transformadas pela consciência. Por exemplo: olhar para uma comida e dizer que não quer porque é ruim, sem nunca ter provado é um tipo de redução fenomenológica. A aparência da comida foi recebida pelo olhos e pelo olfato, talvez, mas o significado que a comida trouxe é formado pela consciência. Segundo Cobra (2005) Husserl propôs então que, no estudo das nossas vivências, dos nossos estados de consciência, dos objetos ideiais, desse fenômeno que é estar consciente de algo, não devemos nos preocupar se ele corresponde ou não a objetos do mundo externo à nossa mente. Para que haja a redução fenomenológica é preciso excluir todos os julgamentos, as crenças, os estereótipos e as impressões que temos do mundo. Devemos nos concentrar apenas na experiência e levar em consideração a sua pureza. Esse ato de perceber é conhecido como Noesis. Mas aquilo que é percebido ou o objeto da percepção é conhecido como Noema.
d) Redução eidética Após olhar para um objeto e dar o significado subjetivo à ela (Noema) é preciso compreender o motivo desta interpretação e isto é conhecido como redução da ideia. Para Cobra (2005): “dar-se conta dos objetos ideais, uma realidade criada na consciência, não é suficiente - ao contrário: os vários atos da consciência precisam ser conhecidos nas suas essências, aquelas essências que a experiência de consciência de um indivíduo deverá ter em comum com experiências semelhantes nos outros”.
e) Intuição Invariante Para Husserl o perceber é ter notar sua existência, mas não necessariamente atribuir significado a isto ou intuir algo sobre o mesmo. Por exemplo: você vai todos os dias a pé do seu trabalho para a faculdade. Neste percurso vários estímulos estão presentes. Uns variáveis e outros constantes. Você percebe que há padarias, bancos, lojas, papelarias, mas pra você nenhum desses estabelecimentos até o presente momento teve utilidade. Você não conseguiu associar o que estes espaços podem te beneficiar.
) Redução transcendental Consciência de um objeto, purificada, durante o processo de redução fenomenológica, presente no individuo capaz de atribuir significado ao mundo real.
Idealismo: Lida com objetos ideais e com as ideias sobre as coisas na sua essência. Para Husserl não interessa o que os outros pensam ou consideram sobre um acontecimento, mas qual significado que você consegue atribuir à ele e qual relação você faz desse significado a sua realidade
Linguagem A palavra descreve a junção de diversos conteúdos ou experiências como se estivesse fazendo um somatório de diversas partes ou acontecimentos. Exemplo: Quando alguém te pergunta: Posso ir embora com você amanhã? E você responde sim. Esse sim não é apenas a palavra. Ele tem um significado, que pode ser: companhia, solidariedade, intolerância, entre outras. Isto nos faz perceber que a palavra nunca está isolada, mas sempre acompanhada de outros significados.
i) Influência A fenomenologia não teve influência apenas dos Filósofos, mas também de psicólogos e sociólogos, tais como: Heidegger; Sartre; Merleau Ponty. Heidegger (existencialista) foi discípulo de Husserl (na Alemanha) e Merleau-Ponty (na França) desenvolveu a filosofia fenomenoilógica e marcou indiretamente o movimento existencialista.
	Diferença entre Fenomenalismo e Fenomenologia Fenomenologia: examina a relação entre a consciência e o ser. Fenomenalismo: são as sensações da presença do objeto.