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manejo Feridas Crônicas

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PREVENÇÃO E MANEJO DA LESÃO
POR PRESSÃO: MANEJO DA LESÃO
POR PRESSÃO
MANEJO DA LESÃO POR PRESSÃO
I D E N T I F I C A Ç Ã O E C A T E G O R I Z A Ç Ã O D A S L E S Õ E S P O R P R E S S Ã O
A V A L I A Ç Ã O D A S L E S Õ E S P O R P R E S S Ã O E D A C I C A T R I Z A Ç Ã O
A V A L I A Ç Ã O E T R A T A M E N T O D A D O R R E L A C I O N A D A C O M L E S Õ E S P O R P R E S S Ã O : A V A L I A Ç Ã O D A D O R
P R E P A R O D O L E I T O D A F E R I D A
A V A L I A Ç Ã O E T R A T A M E N T O D A I N F E C Ç Ã O E B I O F I L M E S
A G E N T E S B I O F Í S I C O S N O T R A T A M E N T O D A S L E S Õ E S P O R P R E S S Ã O
R E F E R Ê N C I A S
AVALIAÇÃO DAS LESÕES POR PRESSÃO E DA CICATRIZAÇÃO
A avaliação da lesão por pressão e da cicatrização deve fazer parte do plano de cuidados e melhora a
qualidade da assistência.
 
Uma avaliação completa do indivíduo e da LP contribui para o desenvolvimento de um plano de cuidados
mais adequado e para a supervisão permanente da cicatrização da ferida. A avaliação e a supervisão
eficazes da cicatrização das feridas baseiam-se em princípios científicos.
AVA L I A Ç Ã O D O PA C I E N T E C O M L E S Ã O P O R P R E S S Ã O
Uma avaliação inicial completa do paciente com LP deve incluir:
Valores e objetivos de cuidados do paciente e/ou das pessoas significativas para o paciente;
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http://eerp.usp.br/feridascronicas/recurso_educacional_lp_4_2.html
http://eerp.usp.br/feridascronicas/recurso_educacional_lp_4_3.html
http://eerp.usp.br/feridascronicas/recurso_educacional_lp_4_4.html
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Histórico de saúde e social completos;
Exame físico específico que inclua:
Fatores que possam afetar a cicatrização (por exemplo, perfusão deficiente, sensibilidade
comprometida ou infecção sistêmica);
Avaliação vascular, no caso de lesões nas extremidades (por exemplo, exame físico,
antecedentes de claudicação e índice tornozelo-braço);
Exames laboratoriais e radiografias, quando necessários.
Avaliação nutricional;
Dor associada às lesões por pressão;
Risco de desenvolver novas lesões por pressão;
Condições de saúde psicológica, comportamental e cognitiva;
Sistemas de apoio social e econômico;
Capacidade funcional do paciente, em especial no que diz respeito ao posicionamento, à postura e à
necessidade de equipamentos;
Disponibilidade de pessoas que auxiliem na assistência do paciente, principalmente no contexto
domiciliar;
Utilização de manobras de alívio e de redistribuição da pressão;
Recursos disponíveis para o indivíduo (por exemplo, superfícies de suporte para a redistribuição da
pressão);
Conhecimentos e crenças sobre a prevenção e o tratamento das lesões por pressão;
Capacidade de aderir a um plano de tratamento e prevenção.
É importante avaliar o indivíduo, a sua capacidade e potencialidade para promover a cicatrização, o risco
de desenvolvimento de outras lesões por pressão e a própria lesão.
 
 
Geralmente, os sinais de cicatrização incluem diminuição do comprimento, largura e profundidade da LP,
diminuição progressiva do exsudato e mudanças do tecido desvitalizado (por exemplo, escara e esfacelo)
para tecidos de regeneração saudáveis (por exemplo, tecido de granulação e epitelização). O processo de
cicatrização varia conforme vários fatores:
Tamanho inicial e Estágio da LP;
Presença ou ausência de infecção;
Adequação do plano de cuidados em relação à avaliação da LP;
Comorbidades;
Situação nutricional.
A compreensão sobre a prevenção e tratamento da LP e dos fatores que influenciam na cicatrização
permite que o paciente e o cuidador contribuam significativamente em seu próprio cuidado em saúde.
Portanto, o paciente e o cuidador devem ser orientados sobre:
O processo normal de cicatrização;
Como identificar os sinais de cicatrização ou deterioração;
Os sinais e sintomas que devem ser referidos aos profissionais de saúde.
AVA L I A Ç Ã O D A L E S Ã O P O R P R E S S Ã O
Recomenda-se um período de duas semanas para avaliar os progressos de cicatrização, embora a
avaliação da LP deva ser realizada pelo menos uma vez por semana. O estado da LP pode mudar
rapidamente e a melhoria ou piora da LP pode ser identificada por meio de mudanças em sua dimensão
(comprimento, largura e profundidade), nos tipos de tecidos presentes no leito da ferida, aumento ou
diminuição do exsudato, sinais de infecção ou outras complicações. As avaliações semanais representam
uma oportunidade para os profissionais de saúde avaliarem a LP de forma mais regular, detectar
complicações precocemente e ajustar o plano de cuidados. Todas as avaliações e reavaliações devem ser
documentadas em prontuário.
Sempre que trocar o curativo/cobertura, deve-se observar a lesão e suas adjacências e procurar sinais
que indiquem a necessidade de mudança de tratamento e tratar imediatamente os sinais de deterioração
(por exemplo, aumento da dimensão da ferida, mudança no aspecto do tecido, aumento do exsudato da
ferida ou outros sinais de infecção clínica).
Ao avaliar e registrar as características da LP, atentar para os seguintes aspectos:
Localização anatômica;
Estágio;
Tamanho (comprimento, largura e profundidade);
Tipo(s) de tecido;
Cor;
Condição da pele ao redor da lesão;
Bordas da ferida;
Presença de túneis e cavidades;
Presença e aspecto do exsudato;
Odor.
Ao avaliar e registrar as características da LP de Estágio 2 a 4 e Lesões por Pressão Não Classificáveis
em pacientes com tons de pele escuros, atentar para a temperatura da pele, sensibilidade da pele, alteração
da consistência do tecido e dor, pois o eritema da celulite e a Lesão por Pressão Tissular Profunda podem
ser difíceis de detectar em indivíduos com essas características.
Para realizar a mensuração do comprimento e largura da ferida, o paciente deve ser colocado em uma
posição neutra que permita medir o tamanho da ferida e essa posição deve ser padronizada, tendo em vista
que os tecidos moles podem se deformar ou movimentar, dependendo da posição do paciente, gerando
medições maiores ou menores. Por exemplo, uma LP na região sacral medida com o paciente em decúbito
lateral esquerdo com um ângulo de 90º do quadril, em relação à superfície, e com as pernas estendidas
pode ter uma medida diferente se ocorrer variação do decúbito e do ângulo de posicionamento do quadril
ou flexão das pernas, devido à deformação ou movimentação dos tecidos moles.
Um método confiável e uniforme deve ser utilizado para medir o comprimento e a largura da ferida ou da
área circundante visando facilitar uma comparação mais precisa dos diferentes tamanhos de feridas ao
longo do tempo.
A técnica de medição manual da ferida que produz menos superestimação de medidas é medir o
comprimento maior da LP (no sentido dos pés à cabeça) e a maior largura (perpendicular ao
comprimento) (Figuras 1 e 2).
Figura 1: Mensuração do comprimento da LP
Fonte: Acervo pessoal.
 
Figura 2: Mensuração do comprimento da LP
Fonte: Acervo pessoal.
 
A profundidade da ferida também pode sofrer as mesmas variações de medidas do comprimento e
largura. Dessa forma, deve-se também selecionar uma posição neutra e padronizar essa posição. Deve-se
ter cuidado para não provocar lesões durante a mensuração da profundidade do leito da ferida ou ao
determinar a extensão de uma cavidade ou túnel. Essa medição deve ser realizada inserindo,
cuidadosamente, um swab ou cotonete estéril, umedecido com solução salina estéril ou água para injeção
estéril, até um ponto de resistência (Figura 3).
A documentação da localização de uma cavidade, túnel ou descolamento de uma lesão, deve ser
feita utilizando a figura do relógio, no qual a posição de 12 horas (da lesão) fica do sentido