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Erosão Dentária

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Definições 
O desgaste dentário é um processo cumulativo 
que ocorre durante toda a vida do indivíduo e se 
caracteriza pala perda da estrutura dentaria 
 Erosão dentaria é um tipo 
A erosão dentária é resultado de um processo 
químico pela exposição do elemento dentário a 
ácidos sem a interferência bacteriana, de origem 
intrínseca ou extrínseca, levando a perda 
superficial progressiva e irreversível de tecido 
dentário duro 
Introdução 
O estilo de vida, ocupação e propriedades 
salivares também são importantes para o 
desenvolvimento da erosão dentária. Assim como 
a frequência e forma de consumo dos alimentos e 
bebidas potencialmente erosivos 
 Erosão dentaria é cada vez mais comum pelo 
excesso de alimentos/bebidas industrializadas 
e gaseificadas (pH crítico e ácidos) 
 Frequência e forma de consumo influenciam 
diretamente na erosão: 
Com o aumento da longevidade, os dentes ficam 
expostos por mais tempo aos efeitos causais e 
clinicamente deletérios da erosão dentária. 
 Erosão agravante nos adultos 
O desgaste erosivo pode ainda ser potencializado 
pela presença de outros tipos de desgastes 
Fatores Etiológicos 
 
 
 
Químicos: componentes causais ex ácidos 
Fatores biológicos: capacidade fisiológica do 
individuo em relação fluxo salivar 
Fatores comportamentais: forma, frenquencia de 
consumo, hábitos 
Fatores moduladores: outros tipos de desgaste 
que podem acentuar a erosão 
A erosão é descrita como uma perda cronica, 
patologica e irreversivel do tecido mineralizado do 
dente devido a um proceso quimico de dissolução 
acida ou quelação sem o envolvimento bacteriano 
 
O Processo Erosivo 
Ocorre dissolução inicial da superfície do esmalte, 
aumento da sua rugosidade; A intensidade 
depende do tipo de ácido e tempo de contato. 
 Processo de desmineralização inicial 
 Em estágios iniciais há uma possibilidade em 
minimizar a perda 
Seguido de uma desmineralização completa, uma 
dissolução camada por camada. 
 Perda da estrutura do esmalte 
Há perda irreversível de tecido dentário e, em 
estágios mais avançados, ocorre exposição de 
dentina. 
 
 Perca da anatomia 
dos dentes 
 
Não há uma superfície porosa para que permita 
redeposição de minerais; não sendo passível de 
remineralização, mesmo com fluoretos. 
Processo químico: 
Solução acida em contato com o esmalte = se 
difunde por meio da película adquirida, e depois 
interage com o esmalte. 
Na superfície, o componente H+ do ácido iniciara 
a dissolução do cristal 
Ex. canudos fazem com que 
coloquemos os líquidos em contato 
com uma menor área da cavidade 
Ex: desgastes fisiológicos e 
patológicos associados a erosão 
A fisiopatologia da erosão é modulada por 
fatores, então, pode se apresentar com uma 
alta prevalência e evolução, potencialmente, 
rápida e destrutiva dependendo do individuo 
A área da bainha do esmalte é dissolvida, de 
início, e depois o núcleo do prisma = aspecto de 
favo de mel 
O ácido deionizado se fundi aos espaços 
interprismaticos do esmalte = dissolução dos 
minerais 
 Saída de íons e aumento do pH local na 
interface entre a superfície do esmalte e a 
camada de líquido acido 
Desmineralização na dentina: de início na 
interface entre as dentinas peritubular e Inter 
tubular. Da camada mais externa a mais interna 
Erosão e Abrasão 
Além do processo químico, esta pode ainda ser 
agravada por forças mecânicas abrasivas, como a 
escovação. 
Etiologia 
Fatores extrínsecos: 
 Alimentos ácidos 
 Bebidas ácidas 
 medicamentos 
 Produtos ácidos (vit. C) 
 Atividades (natação) 
 Atividades ocupacionais (indústrias 
químicas) 
Dieta: 
A dieta desempenha um papel importante para o 
desenvolvimento e progressão da erosão dentária. 
A maioria dos alimentos e bebidas com um pH 
baixo tem potencial erosivo, assim como os que 
contém ácidos com propriedades quelantes. 
Além do pH algumas propriedades aumentam a 
probabilidade de erosao: 
 Existem ácidos com maior propriedade 
quelante: mais chances de erosão por maior 
desmineralização 
 Titrabilidade acida: quanto mais difícil de 
tamponar o ácido maior o seu potencial 
erosivo – diz respeito a quantidade de H+ 
para interagir com a superfície dentaria 
 Aderência, forma e frequência 
 
Tipos de ácidos: 
 Ácido cítrico: principal ácido encontrado em 
frutas e vegetais; em média pH abaixo de 5. 
 Ácido ascórbico (vit. C): presente em 
bebidas, suplementos 
 Ácido lático: aparece em iogurtes e queijos 
com pH abaixo de 4, em alguns casos. 
 Ácido fosfórico: presente em bebidas à base 
de cola e água gaseificada, com pH abaixo de 
3 em média. 
Medicamentos: atenção a pacientes que fazem 
tratamento de asmas crônica com capsula 
(beclometasona, dipropinato) – potencial de 
causar refluxo gastroesofagico 
Ambientais: 
Erosão em bordas incisais dos dentes anteriores 
estão associadas com a exposição a ác. 
inorgânicos. 
Trabalhadores de fábricas de dinamite (ác. 
sulfúrico e nítrico), de indústrias de baterias (ác. 
sulfúrico), fábricas de galvanização (ác. 
hidroclorídrico), degustadores de vinho 
Nadadores profissionais que treinam em piscinas 
que utilizam cloro. 
Fatores intrínsecos: 
Contato dos tecidos dentais de forma frequente e 
durante determinado período com o conteúdo 
gástrico ácido. 
Ácidos endógenos: 
 Problemas gastro-exofágicos (refluxo, 
gastrite) – ácidos gástricos que podem 
retornar à cavidade bucal 
 
 Transtornos alimentares (bulimia) - face 
palatina e linguais dos anteriores e dentes 
posteriores mais afetados 
Pra evitar agravar a erosão é indicado escovar 
os dentes entre 20-30min após a refeição, 
principalmente, se consumiu algum alimento 
acido (ex. coca) evitando potencializar a 
erosão com a abrasão da escova 
alimentos que tenham Ca e P, em sua 
composição, mesmo tendo pH um pouco mais 
baixo (+/-4) se tornam, potencialmente, menos 
erosivos, pois esses compostos favorecem o 
equilíbrio químico com a apatita 
As lesões de erosão dentária ocorrem 
principalmente nas superfícies palatinas e linguais 
dos dentes. 
 
Relembrando Papeis Importantes 
Papel da Saliva na Erosão Dentária: 
 Diluição e capacidade de limpeza salivar para 
agentes potencialmente erosivos 
 Neutralização e tamponamento de ácidos da 
dieta 
 Manutenção do estado de supersaturação 
próximo à superfície dentaria devido à 
presença de cálcio e fosfato 
 Formação da película adquirida pela adsorção 
de proteinas e glicoproteínas salivares, que 
tem a habilidade de proteger a superfície de 
esmalte da desmineralização causada por 
ácidos da dieta 
 Fornecimento de cálcio, fosfato e 
possivelmente de flúor necessário para 
remineralização 
 Bicarbonato relacionado a capacidade tampão 
salivar e cálcio e fosfato permitem a 
integridade dos tecidos mineralizados do 
dente 
A película adquirida: exerce seu efeito protetor 
sobre a superfície dentaria contra a erosão 
atuando como uma barreira de difusão ou uma 
membrana de permeabilidade seletiva, 
prevenindo o contato direto entre os ácidos e a 
superfície dentaria 
 Redução na difusão de íons fosfato e cálcio 
para o meio bucal, após contato com ácidos, 
diminuindo a desmineralização 
 
 Inibe Significamente a perda da microdureza 
superficial e o aumento de rugosidade 
 
Características Clínicas 
Aumento no polimento do 
esmalte, superfície mais 
lisa; 
 Esmalte menos 
brilhoso, meio opaco 
 aumento na translucides ao longo das superficies 
proximais e incisais 
 
Esmalte de cor 
inalterada; 
 
 Estagio inicial de desgaste dentario na superficie 
palatina dos incisivos superiores – ver aumento no 
polimento das superficies e perda de brilho 
Desaparecimento das 
linhas de 
desenvolvimento do 
esmalte 
(periquimácias); 
 Aspecto meio brilhoso chegando em dentina 
À medida que esse desgaste progride, 
modificações morfológicas são encontradas. Nas 
superfícies dentais lisas ocorre planificação das 
áreas convexas com surgimento de concavidades, 
nas quais a largura excede a profundidade.