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bem de senvolvidas de músculo liso
e arma zena a urina até o processo
da micção. Ela pode se expandir
para armazenar um volume de até
500mL de urina. O colo da bexiga é
contínuo com a ure tra, um tubo
único, pelo qual a urina alcança o
meio externo. A abertura
entre a bexiga e a uretra é fechada
por dois anéis musculares,
chamados de esfíncteres. O
esfíncter interno da uretra é uma
continuação da parede da bexiga,
formado por músculo liso, cujo
tônus normal o mantém contraí
do. Já o esfíncter externo é um anel
de músculo esquelético controlado
por neurônios motores somáticos,
cujo tônus é mantido pelo sistema
nervo
so central. canorreceptores
começam a dispa rar. Esses
receptores estão presentes
principalmente na uretra posterior.
A inervação simpática da bexiga se
origina de neurônios simpáticos pré-
-ganglionares nos segmentos lom
bares superiores da medula.
Axônios simpáticos
pós-ganglionares, através do nervo
hipogástrico, por exemplo, inibem o
músculo detrusor da bexiga
para promover seu relaxamento,
pela ação da norepinefrina em
receptores β, e tendem a excitar o
músculo liso da região do trígono e
o esfíncter ure
tral interno, pela ação da norepinefri
na nos receptores α. O músculo de
trusor é inibido tonicamente durante
a fase de enchimento da bexiga e tal
inibição evita a micção.
Os neurônios parassimpáticos pré-
-ganglionares que controlam a bexi
ga estão localizados na medula
sacra. Os neurônios colinérgicos
pós-gan glionares se projetam pelos
nervos pélvicos aos gânglios do
plexo pélvi co e da parede da
bexiga. Neurônios
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parassimpáticos pós-ganglionares
inervam o músculo detrusor para
sua contração, enquanto relaxam o
trígo no uretral e o esfíncter uretral
interno. Essas ações resultam na
micção ou eliminação da urina.
Alguns neurônios pós-ganglionares
são colinérgicos e outros são
purinérgicos (liberam ATP).
A micção pode ser desencadeada
por via reflexa ou voluntariamente.
Na re flexa, as fibras aferentes da
bexiga excitam os neurônios que se
proje tam para o tronco encefálico e
ativam o centro da micção na ponte
(centro de Barrington).
Durante o enchimento da bexiga,
com a chegada da urina, a
distensão das suas paredes inicia o
envio de sinais aferentes a partir do
mecanorrecepto
res. Com isso, o sistema nervoso
sim pático ativa o nervo
hipogástrico para
a contração dos músculos do colo
da bexiga e da uretra, enquanto o
nervo pudendo age no esfíncter
uretral ex terno. O disparo simpático
também inibe a contração do
músculo detru sor e modula a
neurotransmissão nos gânglios da
bexiga. Quando deter minado nível
de atividade é atingido nessa via
ascendente, a micção é de
sencadeada pelo centro da micção.
Os impulsos para a micção chegam
na medula sacra pela via reticuloespi
nal. A atividade de projeção
simpática da bexiga é inibida e as
projeções pa rassimpáticas são
ativadas. A contra ção do músculo
da parede da bexiga causa
descarga acentuada dos me
canorreceptores que inervam a pare
de e, consequentemente, acentuam
a ativação do reflexo. Isso resulta no
esvaziamento da bexiga.
Uma vez iniciado o reflexo da
micção, pode-se considerá-lo
“autorregene rativo”, isto é, a
contração inicial da bexiga ativa a
geração de mais estí mulos
sensoriais pelos receptores de
estiramento. Isso leva ao aumento re
flexo da contração da bexiga; assim,
o ciclo se repete continuamente até
que a bexiga tenha alcançado alto
grau de contração. Após alguns
segundos a mais de 1 minuto, o
reflexo autorre generativo começa a
fatigar e o ciclo regenerativo do
reflexo de micção se interrompe,
permitindo que a bexiga relaxe.
Conforme a bexiga fique cada
vez mais cheia, o reflexo da micção
passa a ocorrer de forma cada mais
frequente e eficaz.
Quando o reflexo de micção se
torna suficiente para a esvaziar a
bexiga, produz-se outro reflexo
para relaxar o esfíncter externo
através dos ner
vos pudendos. Caso esse reflexo de
relaxamento seja mais potente do
que sua inibição voluntária, a micção
ocorre. Caso contrário, a micção não
acontecerá até que a bexiga se
encha mais e o reflexo de micção se
torne suficiente para se sobrepor a
inibição voluntária.
SAIBA MAIS!
A micção voluntária é em geral iniciada com a contração voluntária da musculatura abdo
minal, o que aumenta a pressão na bexiga e permite que quantidade extra de urina, pelo
aumento da pressão, entre no colo vesical e na uretra posterior, distendendo suas
paredes. Essa ação estimula os receptores de estiramento e desencadeia o reflexo da
micção, inibindo, simultaneamente, o esfíncter uretral externo.
7. TERMORREGULAÇÃO
Animais homeotérmicos, como o ho
mem, são capazes de regular sua
temperatura corporal por meio do
sistema nervoso autônomo. Quando
a temperatura ambiental diminui, o
corpo se adapta, reduzindo a perda
de calor e aumentando sua
produção. Por outro lado, quando a
temperatu ra aumenta, o corpo
aumenta a perda de calor e reduz
sua produção.
A termorregulação é realizada por
um sistema de controle fisiológico,
que
consiste em termorreceptores cen
trais e periféricos, sistema de con
dução aferente, controle central de
integração dos impulsos térmicos e
um sistema de respostas eferentes,
levando a respostas
compensatórias.
A temperatura dos tecidos
profundos do corpo – o “centro” do
corpo – em geral permanece em
níveis bastante constantes, de
modo que a pessoa nua pode ser
exposta a temperaturas que variam
de 13 a 60°C no ar seco, e ainda
manter sua temperatura central
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quase constante. A temperatura da
pele, em contraste com a
temperatura corporal, eleva-se e
diminui de acordo com a
temperatura ao seu redor.
Termorreceptores
Nossa sensibilidade é
fundamentada na existência de
duas classes de ter morreceptores:
uma classe engloba os receptores
de frio – ativados por temperaturas
entre 10°C e 30°C -, e a outra os
receptores de calor – ativados por
temperaturas entre 45°C e 50°C.
Além disso, estes receptores podem
ser classificados como periféricos
ou centrais. Também existem recep
tores termossensíveis na pele e nas
membranas mucosas, que medeiam
a sensação térmica e contribuem
para os reflexos termorregulatórios.
A
pele apresenta muito mais
receptores para o frio do que para o
calor, de fato, 10 vezes mais, em
várias partes da pele. Portanto, a
detecção periférica da temperatura
diz respeito principal
mente à detecção de temperaturas
mais frias, ao invés das
temperaturas quentes.
O processo de transdução, mediado
pelos termorreceptores, é iniciado
por canais iônicos presentes na
membra na de terminações
nervosas livres. Nesses canais
sensíveis a tempera tura, foi
identificada uma família de
proteínas denominada “termoTRP”.
Alguns membros da família termo
TRP são ativados por temperaturas
mais altas (receptores de calor), ou
tros por temperaturas baixas (recep
tores de frio).
SAIBA MAIS!
Algumas terminações nervosas associadas a receptores de frio começam a descarregar
no vamente quando a temperatura ultrapassa os 40°C, aumentando a frequência dessa
descar ga em paralelo ao aumento da temperatura. Esse fenômeno é denominado
resposta parado xal e é responsável por uma eventual sensação de frio provocada por
temperaturas altas e
potencialmente lesivas. Essa transição da sensação de calor para uma sensação dolorosa
de queimação coincide, aproximadamente, com o comportamento de diferentes
subgrupos de proteínas termoTRP.
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SAIBA MAIS!
Alguns tipos de proteínas termoTRP sensíveis ao calor também são ativadas por substân
cias, tais como a capsaicina e a piperina, presentes em vários tipos de pimentas (que
também ativam nociceptores). Esta é a razão pela qual uma sensação de calor é atribuída
ao sabor de muitas pimentas e por isso pratos apimentados também são chamados de
“quentes”.
Os receptores de frio são inervados
por fibras do tipo Aδ, enquanto os
recep tores de calor são inervados
por fibras desmielinizadas C. A
frequência de descarga dessas
fibras não depende apenas da
temperatura de