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Suporte básico de vida pediátrico

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Suporte Básico de Vida na pediatria 
Emergência Pré-Hospitalar 
A criança tem um nível basal respiratório maior do que o adulto, por isso é muito importante 
nos atentarmos, ainda mais, para uma ventilação de qualidade! 
O SBV pediátrico se baseia nas causas de PCR em crianças e possibilita um atendimento preciso 
e oportuno para elas! Ele prioriza a prevenção e a RCP precoce com ênfase nas compressões 
torácicas, rápido acesso ao serviço médico e cuidados integrados pós-PCR. 
 
Quando iniciar a RCP na criança? Em casos de... 
• Parada cardiorrespiratória; 
• Bradicardia (FC < 60 bpm) com sinais de perfusão inadequada (extremidades frias, 
diminuição da capacidade de resposta, pulsos fracos, palidez, moteamento – pele 
manchada, “moteada” –, e cianose). 
 
Atendimento inicial 
• Checar responsividade e tentar se paramentar (principalmente no cenário atual); 
• Observar se o tórax se eleva e checar pulso! No lactente, a gente checa o pulso braquial. 
• Em caso de parada presenciada, a conduta será feita igual à do adulto (reconhece a 
parada, pede ajuda, para depois fornecer os ciclos de compressão). 
• Se a parada for não-presenciada, primeiro faz-se um ciclo de 2 minutos (cerca de 5 ciclos 
30:2) para, depois, acionar o SME! Pois é muito necessário dispor o suporte ventilatório 
para essa criança. 
• Inicia-se as compressões! 
 
Compressões: 
• Usar 1 ou 2 mãos a depender do tamanho da criança! 
• Realizar compressões na frequência de: 30:2 se houver só 1 socorrista, ou 15:2 se houver 
2 socorristas! (Está aí a importância da respiração na criança). 
• As compressões deverão ser realizadas com uma profundidade de cerca de 5cm. 
• Deve haver uma frequência de 100 a 120 compressões/ min. 
• Observação para lactentes!!! Utilizar 2 dedos para realizar as compressões, e não a 
região hipotenar! Também 30:2 se 1 socorrista e 15:2 se 2 socorristas! Compressões 
numa profundidade de 4cm e frequência de 100-120 compressões/ min! 
Ventilação: 
• Ajustar a máscara, avaliando o tamanho ideal para criança e pressioná-la com firmeza, 
lembrando de não ocluir partes moles! 
• Administrar 2 ventilações, observando sempre se há elevação do tórax! 
• Reposicionar a cabeça da criança se não conseguir ventilar. 
• Administrar cada ventilação durante 1 segundo e evitar a hiperventilação! 
 
Desfibrilador: 
• Cuidado com o DEA na criança... 
• Se a criança apresenta um mal súbito durante um evento esportivo, a causa muito 
provavelmente é uma FV ou uma TVSP, por isso poderão responder bem ao DEA, já que 
são ritmos chocáveis! 
• Em lactentes, o ideal é utilizar o desfibrilador manual, para ajustar a carga para 2-4J/Kg! 
• Em crianças menores de 8 anos, o ideal é utilizar o DEA com atenuador de carga 
pediátrica. 
• A partir de 8 anos, pode utilizar pás adultas na criança. 
• OBSERVAÇÃO: Posso usar pás de adulto em crianças, mas NÃO pediátricas no adulto.