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TESE DE ACUSAÇÃO

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BOA NOITE A TODOS DO JURI.
 Bem, o assunto já nos é conhecido, e não preciso ficar contando historinhas como fez alguns de meus companheiros.
 Vou direto ao ponto que tem uma relevância incrível, e que tenho certeza que qualquer pessoa gozando de uma plena consciência vai compreender da mesma forma que eu.
 Achei cômica a forma que meus companheiros que estão tentando defender os assassinos, e a interpretação que eles tem sobre a celebre frase que diz que “O meu direito termina onde o do meu igual começa”, porque os direitos do Sr. Whetmore se resumiam à apenas uma regra simples: -NÃO IMPORTA O QUE VOCÊ DIGA, VAMOS CONTINUAR A EXECUTAR NOSSAS VONTADES.”
 No caso apresentado, os direitos do Sr. Whetmore, que foi devorado por seus considerados “companheiros”, não existem?
 E por favor, não me fale sobre Estado Extremo, ou última saída possível, porque se não vou ser obrigado a passar á outras áreas científicas, como a medicina, biologia.
 O Prof. Ricardo Carvalho do Instituto de Medicina de SP afirma que 
 “Em situações extremas, o nosso corpo começa a se adaptar por força externa maior.”
 “E em geral, o estado de inanição só leva a morte da 5º a 12º semana sem alimentação.”
fonte: www.infoescola.com.br
 É sabido que eles tinham um suprimento de alimentos escassos, não se sabe até que dia durou essa quantidade de alimentos.
 Todavia qualquer que tenha sido o racionamento desses suprimentos, o período que eles sobreviveram sem nenhum tipo de alimentação diminui, pois os primeiros dias eles se alimentaram com essa pequena, porém importante quantidade e suprimentos básicos.
 Outra tese é a de que, não sei se os Srs. conhecem, mas existe uma técnica chamada urino terapia, onde o indivíduo ingere a primeira urina do dia, pois a urina é formada em 95% de água.
 Alguns vão dizer que beber urina é algo deplorável, ou algo anti-higiênico, Entendo que em uma situação onde o indivíduo não ingere a quantidade de água necessária, a urina se tornará mais ácida, e com menor teor de água, porém, se fossem executados atos como esse, poderiam sim, ter aumentado a expectativa de vida possível na ocasião. Ao menos poucos dias, pois foram por poucos dias que separaram a vida e a morte do Sr. Whetmore que foi morto por 4 assassinos frios.
 O inteligente aprende com os próprios erros, e o sábio, com os erros dos outros.
Infligiram a soberania do Estado em que vivem, ao tempo em que mataram o seu “companheiro” de hobby.
 Nada do que aconteceu foi como em uma novela, onde as balas são de festin, a faca é de mentira, o sangue é falso, e depois da queda do corpo ao solo, o ator se levanta e vai para sua casa.
 Para sua família. O Sr. Whetmore não é uma vítima de um destino desafortunado, mas foi (atentem ao verbo no passado, pois nada mais é que uma lembrança agora para seus familiares e entes queridos), então o Sr. Whetmore foi vítima de 4 Srs. Os quais tentam agora trocarem de papel, de réu para vítima, e repetindo, NÃO ESTAMOS EM UMA NOVELA.
 Os fins, justificam os meios? NÃO, É CLARO QUE NÃO! Uma vida não vale mais que a outra, porque se assim fosse estaríamos regredindo aos tempos antigos onde as vidas de Reis, Papas, Curandeiros, e quaisquer outras figuras escolhidas por circunstâncias diversas eram mais importantes e deveriam mais atenção que os demais.
 A morte dos 10 operários que tentavam salvar a vida dos 5 não foi de uma forma intencional, nem muito menos praticada por alguém que possa ser sentenciado, ou acusado por suas ações.
 Ou algum dos senhores deseja instaurar uma investigação sobre a culpa da caverna pelo homicídio de 10 pessoas? Se sim, por favor, entre com um pedido de instauração de inquérito contra uma “caverna”, porque assim, ao menos provaria de forma concreta que o estado de loucura de alguém que tenta defender pessoas que cometeram um homicídio.