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FISIOLOGIA DOS ÓRGÃOS SENSORIAIS: VISÃO E
OLFATO
1. FISIOLOGIA DOS
ÓRGÃOS SENSORIAIS:
VISÃO E OLFATO
Todas as vias sensoriais possuem
certos elementos em comum. Elas
começam com um estímulo, na for
ma de energia física, que atua em
um receptor sensorial. O receptor é
um transdutor, o qual converte o
estí mulo em um sinal intracelular,
que normalmente é uma mudança
no po tencial de membrana. Se o
estímulo produz uma mudança que
atinge o li miar, são gerados
potenciais de ação que são
transmitidos de um neurônio
sensorial até o sistema nervoso cen
tral (SNC), onde os sinais de entra
da são integrados. Alguns estímulos
chegam ao córtex cerebral, onde ge
ram a percepção consciente, porém,
outros agem inconscientemente.
Os sistemas sensoriais mais comple
xos do corpo humano são formados
por órgãos sensoriais multicelulares,
como o olho para a visão e o nariz
para o olfato.
HORA DA REVISÃO!
Os neurônios são células nervosas res
ponsáveis pela recepção, transmissão
e processamento de estímulos. Além
disso, influenciam diversas atividades
do organismo e liberam os neurotrans
missores e outras moléculas
informacio nais. Os neurônios são
formados pelo corpo celular ou
pericário, que contém o núcleo e do
qual partem prolonga mentos. Em
geral, o volume total dos
prolongamentos de um neurônio é
maior do que o volume do corpo
celular.
Os neurônios apresentam morfologia
complexa, porém quase todos se aore
sentam da seguinte forma:
Dendritos, prolongamentos numero
sos, especializados na função de rece
ber os estímulos do meio ambiente, de
células epiteliais sensoriais ou de
outros neurônios
Corpo celular ou pericário, que é o cen
tro trófico da célula e também capaz de
receber estímulos.
Axônio, prolongamento único, espe
cializado na condução de impulsos que
transmitem informações do neurônio
para outras células (nervosas, muscula
res, glandulares).
Figura 1. Neurônio. Fonte: Junqueira
&Carneiro (2013, p.151)
Os receptores do sistema sensorial
variam amplamente em complexida
de, desde terminações ramificadas
de um neurônio sensorial único até
células complexas extremamente
FISIOLOGIA DOS ÓRGÃOS SENSORIAIS: VISÃO E OLFATO 4
organizadas, como os fotorrecepto
res. Os receptores mais simples são
terminações nervosas não encapsu
ladas (“livres”). Os receptores são di
vididos em quatro grupos principais,
com base no tipo de estímulo a que
são mais sensíveis. Os quimiorre
ceptores respondem a ligantes quí
micos que se ligam ao receptor (p.
ex., olfação e gustação). Os
mecanorre ceptores respondem a
diversas for mas de energia
mecânica, incluindo pressão,
vibração, gravidade, acele ração e
som (p. ex., audição). Os ter
morreceptores respondem à tempe
ratura, e os fotorreceptores da visão
respondem ao estímulo luminoso.
TIPO DE
RECEPTOR
EXEMPLOS DE ESTÍMULOS
Quimiorreceptore
s
Oxigênio, pH, diversas
moléculas orgânicas, como a
glicose.
Mecanorreceptore
s
Pressão (barorreceptores),
esti ramento da célula
(osmorrecep tores), vibração,
aceleração, som.
fotorreceptores Fótons de luz
Termorreceptores Graus variados de calor
Tabela 1. Tipos de receptores.
Como os receptores convertem os
di versos estímulos físicos, como a
luz ou o calor, em sinais elétricos? O
pri meiro passo é a transdução, a
con versão da energia do estímulo
em informação que pode ser
processada
pelo sistema nervoso. Em muitos re
ceptores, a abertura ou fechamento
de canais iônicos converte a energia
mecânica, química, térmica ou lumi
nosa diretamente em uma mudança
no potencial de membrana. Esse pro
cesso de mudança no potencial de
membrana se relaciona com alguns
mecanismos de transdução
sensorial através da transdução do
sinal e sis temas de segundos
mensageiros.
A informação sensorial de grande
par te do corpo entra na medula
espinal e segue por vias
ascendentes até o en céfalo.
Algumas informações senso riais
vão diretamente para o tronco
encefálico pelos nervos cranianos.
Cada uma das principais divisões do
encéfalo processa um ou mais tipos
de informação sensorial. Por
exemplo, o mesencéfalo recebe
informação vi sual e o bulbo recebe
aferências ge radas a partir dos
sons e do gosto. As informações do
equilíbrio são pro cessadas
principalmente no cerebelo. Estas
vias, junto àquelas que levam
informações do sistema somatos
sensorial, projetam-se ao tálamo, o
qual atua como uma estação de re
transmissão e processamento antes
que a informação seja repassada ao
cérebro. O sistema olfatório é o
único que não possui retransmissão
senso rial feita pelo tálamo.
FISIOLOGIA DOS ÓRGÃOS SENSORIAIS: VISÃO E OLFATO 5 Figura 2. Algumas vias sensoriais.
Fonte:
Silverthorn (2017, p.314)
que são músculos esqueléticos que
2. SISTEMA
FOTORRECEPTOR
Globo ocular
Os olhos são órgãos fotossensíveis
complexos que alcançaram alto grau
de evolução, Possibilitando uma aná
lise minuciosa quanto à forma dos
objetos, sua cor e a intensidade de
luz refletida. A anatomia externa do
olho é mostrada na FIGURA 3.
Assim como os elementos
sensoriais da ore lha, o olho é
protegido por uma cavi dade óssea,
a órbita, formada pelos ossos
cranianos da face. As estru turas
acessórias associadas ao olho
incluem seis músculos extrínsecos,
se fixam à superfície externa do
bulbo do olho (globo ocular) e
controlamos movimentos oculares.
Os nervos cranianos III, IV e VI
inervam esses músculos.
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Figura 3. Anatomia externa do olho. Fonte: SILVERTHORN (2017, p.340)
Cada olho apresenta basicamente
uma câmara escura, uma camada de
células receptoras sensoriais, um sis
tema de lentes para focalizar a ima
gem e um sistema de células para
ini ciar o processamento dos
estímulos e enviá-los ao córtex
cerebral. O olho (FIGURA 3) é
constituído por três tú nicas
dispostas concentricamente:
• Camada externa: formada pela
esclera (ou esclerótica) e pela
• Camada média ou túnica vascu
lar: constituída pela coroide, pelo
corpo ciliar e pela íris;
• Camada interna ou retina que se
comunica com o cérebro pelo ner
vo óptico; na realidade, a retina e
o nervo óptico são partes do
siste ma nervoso central, tanto
por suas estruturas como por
suas funções e origens
embriológicas, apesar de se localizarem fora do crânio.
córnea;
FISIOLOGIA DOS ÓRGÃOS SENSORIAIS: VISÃO E OLFATO 7
Figura 4. Estruturas internas do olho humano. (Adap
tada de um original de Pau l Peck e reproduzida, com
autorização, de Anotomyof thefye, Laboratório Lederle.)
• Câmara posterior: entre a íris e o
Além desses envoltórios, o olho
apre senta o cristalino ou lente,
uma es trutura biconvexa
transparente que é mantida em
posição graças a um li gamento
circular, a zônula ciliar, que se
insere sobre um espessamento da
camada média, o corpo ciliar. Em
frente ao cristalino há uma
expansão pigmentada e opaca da
camada mé dia, que o recobre em
parte, a íris.
O olho tem três compartimentos:
• Câmara anterior: situada entre a
íris e a córnea;
cristalino;
• Espaço vítreo: situado atrás do
cristalino e circundado pela
retina.
Na câmara anterior e na posterior
exis te um líquido que contém
proteínas: o humor aquoso. O
espaço vítreo, que é limitado pela
retina e pelo cristalino, apresenta-se
cheio de uma substância viscosa e
gelatinosa, o humor vítreo. O humor
aquoso é um líquido com baixa
concentração de proteínas, simi lar
ao plasma, que sustenta a córnea
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e a lente. Ele também leva nutriente
e remove resíduos da camada
epitelial da córnea, que não tem
suprimento sanguíneo. Já o humor
vítreo é uma matriz clara gelatinosa
que preenche o corpo vítreo
ajudando a manter a for
ma bulbo do olho.
SE LIGA! A doença dos olhos glauco
ma, caracterizada pela degeneração do
nervo óptico, é a principal causa de ce
gueira em todo o mundo. Muitas pesso
as associam o glaucoma com aumento
da pressão intraocular (dentro do
bulbo do olho), contudo, os cientistas
descobri ram que o aumento da
pressão é apenas um fator de risco
para a doença. Um nú mero
significativo de pessoas