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FISIOLOGIADOSORGAOSSENSORIAISVISAOEOLFATO-200908-193331-1600195523

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mais convexo
devi do a sua elasticidade intrínseca.
sanguíneos, imersos em um tecido
conjuntivo frouxo.
A abundância de células com mela
nina em várias porções do olho tem
como função principal impedir a en
trada de raios luminosos, exceto os
que vão formar a imagem na retina
(o globo ocular é uma câmara
escura). Os melanócitos da íris
influenciam a cor dos olhos, na
realidade a cor da íris. Quando a
pessoa tem poucas cé lulas
pigmentares na íris, a luz refleti da
aparece-nos como azul, devido à
absorção do seu componente verme
lho durante o trajeto iridiano. À medi
da que maiores quantidades de
mela nina se acumulam no trajeto, a
cor da íris vai passando a cinza, a
verde e a castanho. Um pouco
antes de alcan çar a pupila, esses
feixes se bifurcam, formando um Y
de haste alongada. Os ramos dessa
bifurcação se entre laçam, formando
um anel muscular com fibras
circulares, ao qual se deu o nome
de esfíncter da pupila. As has tes
alongadas do Y formam o múscu lo
dilatador da pupila, que tem uma
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ação oposta à do esfíncter. O esfínc
ter tem inervação parassimpática, e
o dilatador da pupila é inervado
pelo simpático.
NA PRÁTICA: Testar os reflexos pupi
lares também faz parte do exame neu
rológico padrão, além de estar
presente na avaliação inicial de
pacientes graves na emergência. A luz
que chega à retina de um olho ativa o
reflexo. Os sinais são levados através
do nervo óptico para o tálamo e,
então, para o mesencéfalo, onde
neurônios eferentes contraem as
pupilas de ambos os olhos. Isso ocorre
devido à decussação no quiasma e à
de cussação na comissura posterior,
onde as fibras pupilares misturam-se
bastan te, e o reflexo é bilateral, direto
(no olho que incide a luz) e
consensual (no olho contralateral).
6. CRISTALINO
O cristalino tem a forma de uma
lente biconvexa e apresenta grande
elasti cidade, que diminui
progressivamen te com a idade. O
cristalino é consti tuído por três
partes:
• Fibras do cristalino - apresen
tam-se sob a forma de elementos
prismáticos finos e longos. São
células altamente diferenciadas,
derivadas das células originais do
cristalino embrionário. Finalmente
perdem seus núcleos e alongam-
-se consideravelmente, podendo
alcançar as dimensões de 8 mm de
comprimento por 10 μm de es
pessura. O citoplasma tem poucas
organelas e cora-se levemente. As
fibras do cristalino são unidas por
desmossomos e geralmente se
orientam em direção paralela à su
perfície do cristalino.
• Cápsula do cristalino - apresen
ta-se como um revestimento ace
lular homogêneo, hialino e mais
espesso na face anterior do crista
lino. É urna formação muito elásti
ca, constituída principalmente por
colágeno tipo IV e glicoproteínas.
• Epitélio subcapsular - é formado
por uma camada única de células
epiteliais cuboides, encontradas
apenas na porção anterior do cris
talino. É a partir desse epitélio
que se originam as fibras
responsáveis pelo aumento
gradual do cristalino durante o
processo de crescimen
to do globo ocular.
Figura 8. Corte da porção anterior do cristalino. O epitélio
subcapsular secreta a cápsula do cristalino, que está
corada em vermelho. Essa cápsula é uma mem
brana basal muito espessa, que contém colágeno tipo
IV e laminina. Abaixo do epitélio subcapsular se
notam as fibras do cristalino, que são células muito
alongadas e que perderam seus núcleos e suas
organelas, toman do-se estruturas delgadas,
alongadas e transparentes. Fonte: JUNQUEIRA
&CARNEIRO (2013, P.454).
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7. CORPO VÍTREO
O corpo vítreo ocupa a cavidade do
olho que se situa atrás do cristalino.
Tem aspecto de gel claro,
transparen te com raras fibrilas de
colágeno. Seu componente
principal é a água (cerca de 99%) e
os glicosaminoglicanos al tamente
hidrófilos, em especial o áci do
hialurônico. O corpo vítreo contém
poucas células, que participam da
síntese do material extracelular.
FIGURA 9. Vista dorsal de uma secção do olho
direito. Fonte: SILVERTHORN (2017, p.347)
Quando olhamos através da pupi la
com um oftalmoscópio, vemos a
retina com pequenas artérias e veias
entrecruzadas, que se irradiam a par
tir de um ponto, o disco óptico. O
dis co óptico é o local onde os
neurônios da via visual formam o
nervo óptico (nervo craniano II) e,
então, saem do
8. CAMADA INTERNA OU
RETINA
Após a luz passar pela abertura da
pupila, ela chega à lente, que possui
duas superfícies curvadas (conve
xas).
Juntas,
a
córnea e a lente des viam a direção
dos raios de luz que entram, para
que eles sejam focaliza dos na
retina, o revestimento do olho
sensível à luz que possui os fotorre
ceptores. Após atravessar várias ca
madas da retina os raios luminosos
alcançam os fotorreceptores, inician
do o processo visual.
olho. Lateral ao disco óptico está um
pequeno ponto mais escurecido, a fó
vea. A fóvea e o tecido a sua volta, a
mácula lútea, são as regiões da
retina com a visão mais acurada.
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Figura 10. Vista da parede posterior do olho assim como ela é vista com o oftalmoscópio através da pupila.
Fonte: SILVERTHORN (2017, p.341)
Os fotorreceptores são os neurônios
que convertem a energia luminosa
em sinais elétricos. Existem dois
tipos principais de fotorreceptores
no olho: bastonetes e cones. Os
bastonetes funcionam na presença
de pouca luz e são responsáveis
pela visão notur
na, em que os objetos são vistos em
preto e branco, em vez de em cores.
Os bastonetes são mais numerosos
que os cones, em uma proporção de
20:1, exceto na fóvea central, onde
se encontra apenas cones.
Os cones são os responsáveis pela
visão de alta acuidade e pela vi são
colorida durante o dia, quando a
quantidade de luz é alta. A fóvea,
que
é a região de maior acuidade visual,
possui alta densidade de cones.
Os dois tipos de fotorreceptores
pos suem a mesma estrutura
básica:
• Segmento externo, cuja extremi
dade está em contato com o
epité lio pigmentado da retina.
• Segmento interno, onde se en
contra o núcleo da célula e as or
ganelas responsáveis pela forma
ção de ATP e pela síntese
proteica.
• Segmento basal, com um termi
nal sináptico que libera
glutamato para as células
bipolares.
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Figura 11. Fotorreceptores: bastonetes e cones. Fonte: Silverthon (2017 p. 348)
Os pigmentos visuais sensíveis à
luz estão nas membranas celulares
dos discos dos segmentos externos
dos fotorreceptores. Esses
pigmentos vi
suais são transdutores que conver
tem a energia luminosa em uma mu
dança no potencial de membrana.
Os bastonetes possuem um tipo de
pig mento visual, a rodopsina. Os
cones possuem três diferentes
pigmentos, os quais são
intimamente relaciona dos à
rodopsina.
Os pigmentos visuais dos co nes
são excitados por diferentes
comprimentos de onda da luz, o que
nos permite a visão colorida. A luz
branca é uma combinação de cores,
como você pode observar quando
separa a luz branca passando-a atra
vés de um prisma. O olho contém co
nes para as luzes vermelha, verde e
azul. Cada tipo de cone é estimu
lado por uma faixa de comprimentos
de onda, porém, é mais sensível a
um comprimento de onda
específico. O vermelho, o verde e o
azul são as três cores primárias que
formam as cores da luz visível,
assim como o vermelho, o azul e o
amarelo são as três cores
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primárias que
formam as
diferentes cores
das
tintas.
Figura 12. Espectro de luz. Fonte: silverthorn (2017, p.349)
9. FOTOTRANSDUÇÃO
O processo de fototransdução é simi
lar para a rodopsina (nos
bastonetes) e para os três
pigmentos coloridos (nos cones). A
rodopsina é composta por duas
moléculas: a opsina, uma prote ína
inserida na membrana dos discos
do bastonete, e o retinal, uma
molécu la derivada da vitamina A,
que é a por ção do pigmento que
absorve luz. Na ausência de luz, o
retinal está ligado ao sítio de
ligação na opsina. Quando ati vado,
mesmo que por apenas um único
fóton de luz, o retinal