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agem
em recepto
res na membrana pós-sináptica que
promovem alterações na permeabi
lidade da membrana e permitem a
despolarização da célula pós-sináp
tica, propagando o impulso nervoso.
Sendo assim, essa sinapse é denomi
nada excitatória.
Figura 8. Princlpaís aspectos funclonaís das duas partes da sinapse: o terminal axôníco, pré-sináptico, e a
membrana do neurônio pós-sináptico. Disponível em L.C.JUNQUEIRA; CARNEIRO, José. Histologia Básica: Texto
e Atlas. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan Ltda, 2013.
Os neurotransmissores também po
dem atuar provocando uma hiperpo
larização da membrana, impedindo
a propagação do impulso nervoso.
Es sas sinapses são chamadas de
ini bitórias. Assim, as sinapses
podem excitar ou inibir a
transmissão do im pulso, regulando
a atividade neural.
Além das sinapses químicas media
das pelos neurotransmissores, exis
tem as sinapses elétricas. Nesses
casos, as células nervosas unem-se
por junções comunicantes que possi
bilitam a passagem de íons de uma
célula para a outra, promovendo
uma conexão elétrica e a
transmissão de
TECIDO NERVOSO - CÉLULAS NERVOSAS E HISTOLOGIA GERAL 19
impulsos. As sinapses elétricas são
raras em mamíferos.
As sinapses podem ser axossomá
ticas, entre um axônio com o corpo
celular, axodendríticas, com um den
drito e axoaxônica entre dois
axônios.
6. SISTEMA NERVOSO
CENTRAL (SNC)
O SNC, constituído pelo encéfalo e
pela medula espinal, é caracteriza
da por regiões de substância branca
e substância cinzenta. As áreas de
substância branca são compostas
por axônios mielinizados, células da
glia e algumas fi bras amielínicas, en
quanto a substância cinzenta con
tém os corpos de neurônios, dendri
tos, a porção inicial não mielinizada
dos axônios (segmento inicial) e cé
lulas da glia. Na superfície do
cérebro e do cerebelo há um
predomínio de
substância cinzenta, constituindo o
córtex cerebral e o córtex cerebelar
respectivamente, enquanto a subs
tância branca ocupa as áreas
centrais.
Em cortes transversais da medula
espinal, é possível visualizar que a
substância cinzenta se concentra na
região mais interna, ocupando um
espaço com a forma da letra H, en
quanto a substância branca localiza-
-se mais externamente. No centro
da barra horizontal do H, identifi
ca-se o canal central da medula,
revestido por células ependimárias.
Nos traços ver ticais do H,
formam-se os cornos an teriores,
que contêm neurônios mo tores e
cujos axônios dão origem às raízes
ventrais dos nervos espinais, e os
cornos posteriores, que recebem as
fi bras dos neurônios situados nos
gânglios das raízes dorsais dos ner
vos espinais (fi bras sensoriais).
Figura 9. Corte transversal da medula espinhal. Disponível em
https://midia.atp.usp.br/impressos/redefor/EnsinoBiolo gia/Fisio_2011_2012/Fisiologia_v2_semana02.pdf
TECIDO NERVOSO - CÉLULAS NERVOSAS E HISTOLOGIA GERAL 20
6.1. Meninges
As meninges são camadas de tecido
conjuntivo que revestem e protegem
os elementos do SNC, sendo elas:
6.1.1. Dura-máter
É a meninge mais externa, consti
tuída por tecido conjuntivo denso
modelado com abundantes fibras
colágenas tornando-a espessa e re
sistente. Na caixa craniana, ela é
contínua com o periósteo dos ossos
do crânio. A dura-máter que envol
ve a medula espinal é contínua com
o epineuro dos nervos espinais e é
separada do periósteo das vértebras
pelo espaço peridural, que contém
veias, tecido conjuntivo frouxo e te
cido adiposo. Entre a dura-máter e a
aracnoide, há um espaço virtual cha
mado de espaço subdural, que não
existe em condições normais. Sua
superfície interna e na dura máter
do canal vertebral, são revestidas
por epitélio simples pavimentoso de
ori gem mesenquimatosa.
6.1.2. Aracnoide
Constitui a camada intermediária e
é formada por tecido conjuntivo
den so sem vasos sanguíneos.
Justaposta à dura-máter, é
separada da pia-má ter pelo espaço
subaracnóideo onde um
emaranhado de trabéculas une as
duas meninges. Esse espaço contém
o LCR, mecanismo de proteção con
tra choques mecânicos e comunica-
-se com os ventrículos cerebrais.
6.1.3. Pia-máter
A pia-máter é a meninge mais inter
na, mais delicada e é constituída de
tecido conjuntivo frouxo, além de ser
altamente vascularizada. Está direta
mente associada com o tecido nervo
so do encéfalo e da medula espinal,
mas sem estabelecer contato direto.
Entre a pia-máter e as células nervo
sas, há prolongamentos de astróci
tos que unem-se firmemente à face
interna dessa meninge, formando a
membrana pio-glial. Os vasos san
guíneos penetram o tecido nervoso
por meio de túneis revestidos por
pia-máter, os espaços perivascula
res, que terminam pela fusão da pia
com a adventícia do vaso. No SNC,
os capilares sanguíneos são
totalmente envolvidos
pelos prolongamentos
de astrócitos, forman
do a barreira hemato
encefálica.
TECIDO NERVOSO - CÉLULAS NERVOSAS E HISTOLOGIA GERAL 21
Figura 11. Representação da barreira hematoencefálica.
Disponível em PAWLINA, Wojciech. Ross Histologia:
Texto e Atlas. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan
Ltda, 2016.
6.2. Plexos Coroides e Líquido Ce
Figura 10. Estrutura das meninges. Disponível em
PAWLINA, Wojciech. Ross Histologia: Texto e Atlas.
7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan Ltda, 2016.
SE LIGA! A Barreira Hematoen
cefálica constitui uma camada de
células endoteliais unidas por jun
ções oclusivas que apresentam lâ
minas basais contínuas e espessas
e associadas a prolongamentos de
astrócitos. Sua principal função é a
proteção do tecido nervoso, ao di fi
cultar a passagem de determina
das substâncias do sangue para o
tecido como uma barreira seletiva.
É caracterizada pela menor perme
abilidade dos capilares sanguíne
os aos tecidos nervosos devido a
maior aderência intercelular.
falorraquidiano (ou Líquor)
Os plexos coroides são dobras de
pia-máter, ricas em capilares fenes
trados e dilatados, que provocam sa
liência para o interior dos
ventrículos. São constituídos pelo
tecido con juntivo da pia-máter
revestido por epitélio simples e
cúbico – epitélio ependimário. Sua
principal função é a secreção de
LCR a partir do trans porte ativo de
Na+ e Cl- do plasma acompanhado
de água.
O líquor ocupa as cavidades dos ven
trículos, o canal central da medula, o
espaço subaracnóideo e os espaços
perivasculares e é importante para o
TECIDO NERVOSO - CÉLULAS NERVOSAS E HISTOLOGIA GERAL 22 metabolismo do SNC,
além de pro
teção do tecido nervoso contra trau
matismos.
SE LIGA: A quantidade de líquor
presente no adulto corresponde a
140 ml aproximadamente. É um lí
quido claro, com baixa densidade
(1,004 a 1,008). Contém raras célu
las descamadas e cerca de 2 a 5
lin fócitos por mililitro. É produzido
de forma contínua e é absorvido
pelas vilosidades aracnoides,
passando posteriormente para os
seios veno sos cerebrais, já que no
SNC não há vasos linfáticos.
Figura 12. Fotomicrografi a do plexo coroide em HE,
contendo tecido conjuntivo frouxo, capilares sanguíne
os (CS) e epitélio cúbico simples (seta). Disponível em
L.C.JUNQUEIRA; CARNEIRO, José. Histologia Básica:
Texto e Atlas. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan Ltda, 2013.
SAIBA MAIS! A hidrocefalia é uma
patologia relacionada ao aumento
da quantidade e da pressão do lí
quor, causando uma dilatação dos
ventrículos e compressão do
tecido nervoso contra a estrutura
óssea. Pode ser causada por
aumento na produção ou defi
ciência na absor
ção – hidrocefalias comunicantes –
ou por obstruções no trajeto de cir
culação do líquor ao longo do SNC
– hidrocefalias não comunicantes.
6.3. Córtex Cerebral
O córtex cerebral constitui o local
de chegada dos impulsos sensitivos
para integração e interpretação das
informações e saída dos impulsos
motores. Nessa região, há um pre
domínio de substância cinzenta, que
está organizada em seis camadas, a
primeira e mais superfi cial está logo
abaixo da pia-máter, enquanto a sex
ta e mais profunda, é limitada pela
substância branca do encéfalo. Suas
camadas são:
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PIA - MÁTER
I CAMADA MOLECULAR
Poucos neurônios,