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fi bras de direção horizontal
e células da neuroglia
II
III IV
V
VI
CAMADA GRANULAR
EXTERNA CAMADA
PIRAMIDAL EXTERNA
CAMADA GRANULAR INTERNA
CAMADA PIRAMIDAL INTERNA
CAMADA MULTIFORME
Predomínio de células
granulosas Grandes células
piramidais
Predomínio de células
granulosas Maior celularidade do
córtex cerebral Mais
desenvolvida em áreas sensitivas
Presença das maiores células
piramidais Menor celularidade do
córtex cerebral Mais
desenvolvida em áreas motoras
Presença de células de vários
formatos
6.4. Córtex Cerebelar
SUBSTÂNCIA BRANCA
OBS.: Em todas as camadas, há
presença de células neurogliais.
Também há predomínio de substância cinzenta e é dividido em três camadas:
Células estreladas, dendritos de células de
Purkinje, células em cesto e axônios amielínicos
advindos da camada granulosa
Grandes neurônios piriformes cujos dendritos
se ramifi cam na camada molecular e os axônios
mielínicos se projetam para a substância branca
Numerosas células granulares, as menores do
corpo humano, organizadas de modo compacto
Figura 13. Corte histológico do cerebelo. Disponível em: http://anatpat.unicamp.br/bineucerebelonlhe.html
TECIDO NERVOSO - CÉLULAS NERVOSAS E HISTOLOGIA GERAL 24
7. SISTEMA NERVOSO
PERIFÉRICO (SNP)
Os componentes do sistema
nervoso periférico são os nervos
periféricos e gânglios nervosos.
7.1. Nervos periféricos
São feixes de fi bras nervosas (axô
nios) envolvidos por camadas de
teci do conjuntivo. Devido ao seu
conteú do em mielina e colágeno,
costumam
ser esbranquiçados nas lâminas his
tológicas. Os nervos que contêm
ape nas fi bras aferentes são
chamados de sensoriais e os que
são formados por fi bras eferentes
são os nervos moto res. No entanto,
a maioria dos nervos tem ambos os
tipos de fi bras, sendo, portanto,
nervos mistos.
7.1.1. Bainhas envoltórias de teci
do conjuntivo
[1] Epineuro
Camada mais externa, composta
por tecido conjuntivo denso não
modela do, rico em fi bras colágenas
e contém espessas fi bras elásticas
envolvendo totalmente o nervo.
Suas fi bras estão orientadas para
impedir o dano por distensão
excessiva do feixe.
[2] Perineuro
Corresponde à camada
intermediária e cobre cada feixe de
fi bras do ner vo. Contém fi bras
colágenas espar sas orientadas
longitudinalmente e entrelaçadas
com fi bras elásticas en
tre camadas de células epiteliais. As
células da bainha perineural se
unem através de junções oclusivas,
consti tuindo uma barreira contra
macromo léculas e funcionando
como mecanis mo de defesa.
[3] Endoneuro
Constitui a camada mais interna e
envolve fi bras nervosas individuais.
Contém tecido conjuntivo frouxo
com uma camada delgada de fi
bras reti
culares, fi broblastos dispersos, ma
crófagos, capilares e mastócitos
peri vasculares.
Figura 14. Corte transversal de um nervo periférico
corado em Hematoxilina – Eosina; Epn: Epineuro; Pn:
Perineuro: A: Axônio; M: Mielina: F: Fibroblastos;
C/Cap: Capilar; NI: Neurilema (Envoltório formado
pela Célula de Schwann); Setas: Septo perineural;
Imagem dispo nível em PAWLINA, Wojciech. Ross
Histologia: Texto e Atlas. 7. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan Ltda, 2016.
TECIDO NERVOSO - CÉLULAS NERVOSAS E HISTOLOGIA GERAL 25
7.1.2. Fibras Nervosas
São constituídas por um axônio e
suas bainhas envoltórias. Nas fibras
periféricas, a célula envoltória é a cé
lula de Schwann, enquanto no SNC
é o oligodendrócito. Axônios de pe
queno diâmetro são envolvidos por
uma única dobra da célula envoltó
ria, constituindo as fibras nervosas
amielínicas. Quanto mais calibroso o
axônio, maior o número de envoltó
rios provenientes da célula de
revesti mento, formando a bainha
de mielina nas fibras nervosas
mielínicas.
SE LIGA! A mielina é um comple
xo lipoproteico branco constituída
por diversas camadas de membra
na celular modificada que é parcial
mente removido pelas técnicas his
tológicas.
7.2. Gânglios Nervosos
Caracterizam-se por agregados de
corpos celulares de neurônios lo
calizados fora do SNC e podem ser
classificados em sensitivos (aferen
tes) ou autônomos (eferentes), con
forme a direção do impulso nervoso.
7.2.1. Gânglios Sensitivos
Recebem fibras aferentes, que
levam impulsos para o SNC. Alguns
são as sociados aos nervos
cranianos (gân glios cranianos) e
outros se localizam nas raízes
dorsais dos nervos espi nais
(gânglios espinais). Os neurônios
desses gânglios são pseudounipo
lares e transmitem ao SNC as infor
mações captadas pelas terminações
sensoriais de seus prolongamentos
periféricos. Os gânglios espinais são
aglomerados de grandes corpos neu
ronais, com muitos corpúsculos de
Nissl, e circundados por células da
glia – células satélites.
7.2.2. Gânglios Autônomos
Estão presentes no Sistema
Nervoso Autônomo como
formações bulbosas ao longo dos
nervos, localizando-se alguns no
interior de determinados órgãos,
formando os gânglios intra
murais. Geralmente os neurônios
são multipolares e mostram um
aspecto estrelado nos cortes
histológicos.
8. SISTEMA NERVOSO
AUTÔNOMO
O Sistema Nervoso
Autônomo (SNA)
tem como função
ajustar ativida
des do organis
mo para manter
a homeostase,
através do con
trole da musculatu
ra lisa, secreção de glândulas e
modulação do ritmo cardíaco. É um
sistema que sofre influência im
portante da atividade consciente do
sistema nervoso central (SNC).
TECIDO NERVOSO - CÉLULAS NERVOSAS E HISTOLOGIA GERAL 26
No aspecto anatômico, o SNA é for
mado por aglomerados de células
nervosas localizadas no SNC , por
fibras que saem do sistema nervoso
central através de nervos cranianos
O SNA é ainda dividido em
simpático e parassimpático:
SNA
e espinais, e pelos
gânglios nervosos
situados no curso dessas
fibras.
Para compreender o
SNA, é impor tante ter
em mente que a sua rede
é formada por dois
neurônios:
Primeiro neurônio de ca
Simpático
Núcleos nervosos localizados na
coluna torácica e lombar
Parassimpático
Núcleos nervosos localizados no
encéfalo e porção sacral
1
deia autônoma:
localizado no
SNC; seu axônio
(de nominado
pré-ganglio nar)
faz sinapse com o
se gundo
neurônio.
Fibras pós ganglionares:
norepinefrina
Fibras pré e pós
ganglionares:
acetilcolina
2
Segundo neurônio de
ca deia autônoma:
localizado no gânglio
do sistema au tônomo
ou no interior de
algum órgão; seu
axônio (denominado
pós-gan glionar) vai
em direção ao
neurônio efetor→
media dor químico das
células
pré-ganglionares é a
ace tilcolina.
SE LIGA: Os órgãos
inervados pelo sistema
nervoso autônomo rece bem
fibras do sistema simpático
e do parassimpático.
Geralmente, quando um
órgão inervado pelo
simpático e este tem ação
excitató ria, o parassimpático
tem ação inibi tória e
vice-versa.
No coração, o simpático é
respon sável por acelerar o
ritmo cardíaco, já o
parassimpático é
responsável por diminuir o
ritmo.
TECIDO NERVOSO - CÉLULAS NERVOSAS E HISTOLOGIA GERAL 27 MAPA MENTAL RESUMO
Células de Schwann
Corpo celular
Dendritos
Principais
estruturas
Astrócitos
Axônio
Pseudounipolares
Bipolares
Multipolares
Células da
micróglia
Células
ependimárias
Envoltório de tecido
conjuntivo
Células da glia Neurônios
Oligodendrócitos
CÉLULAS
Epineuro, endoneuro
e perineuro
Substância
Classificação
morfológica
Classificação funcional
6 camadas
Aferentes
Eferentes
3 camadas
Feixe de fibras
nervosas
Gânglios
nervosos
Nervos
periféricos SNP
TECIDO
NERVOSO
branca
Córtex
cerebral
Encéfalo
Córtex
cerebelar
Substância
cinzenta
Sensitivos
Autônomos
Simpático
Divisão
SNA
Parassimpático
Divisão
SNC
Medula espinhal
Meninges
Região + externa
Substância branca
craniossacral
toracolombar
Dura-máter Aracnoide Pia-máter
TECIDO NERVOSO - CÉLULAS NERVOSAS E HISTOLOGIA GERAL 28
Figura 15. Esquema representado o SNA e suas divisões: Sistema parassimpático e sistema simpático. As fi bras
nervosas pré-ganglionares estão representadas por linhas cheias e as pós-ganglionares, por linhas interrompidas.
As linhas azuis são fi bras parassimpáticas, e as vermelhas são fi bras simpáticas. Disponível em
L.C.JUNQUEIRA; CAR