A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
5 pág.
Necrose - patologia

Pré-visualização | Página 2 de 2

Necrose fibrinoide na artéria de paciente com poliarterite nodosa. A 
parede da artéria mostra área circunferencial de necrose, róseo-
brilhante, com depósito de proteína e inflamação. 
 
 
 
Evolução da Necrose 
Dependendo do tipo de tecido, do órgão acometido e da extensão da área atingida, uma área de necrose 
pode seguir vários caminhos: 
Fagocitose: Remoção das células necróticas a partir da periferia 
Infiltração de leucócitos 
Digestão de células mortas por enzimas lisossomais dos leucócitos 
Células fagocitárias eliminadas via vasos linfáticos ou sanguíneos 
Calcificação patológica distrófica: tecidos alterados, degenerados ou necróticos 
Necrose (caseosa) 
Calcificação: liberação de radicais fosfato na área necrótica → reagem com Ca no meio extracelular → 
fosfato de Ca 
Fosfatos → cristais de hidroxiapatita 
Calcificação patológica metastática: ocorre em hipercalcemias de qualquer origem 
Regeneração: tecido que sofreu necrose tem capacidade regenerativa = os restos celulares são 
reabsorvidos por meio da resposta inflamatória que se instala. 
 Fatores de crescimento liberados por células vizinhas e por leucócitos exsudados induzem 
multiplicação das células parenquimatosas. 
 Se o estroma é pouco alterado, há regeneração completa. É oque ocorre no fígado, por exemplo, se 
as áreas de necrose são pequenas, conservando a malha de fibras reticulares 
 Se a necrose é extensa, a trama reticular sofre colapso, e, embora regenerados, os hepatócitos não 
conseguem organizar-se no lóbulo hepático e tendem a formar nódulos que distorcem a arquitetura 
do órgão. 
Cicatrização: tecido necrosado substituido por tecido conjuntivo cicatricial 
 Ocorre em lesao extensa e celulas afetadas sem capacidade regenerativa 
 Destruição tecidual = liberação de DAMP que induzem a liberação de mediadores iniciam as 
alterações vasculares e a exsudação celular necessárias à reabsorção dos restos celulares = reação 
infamatoria e leucocito migrando para digetao dos restos teciduais 
 Citocinas liberam estimulos para proliferação vascular e do tecido para formar a cicatriz 
 A area de necrose pode torna-se completamente cicatrizada em poucos dias 
 
Destino das células necróticas: As células necróticas podem persistir por algum tempo ou ser digeridas 
por enzimas e desaparecer. As células mortas são substituídas por figuras de mielina que são 
fagocitadas por outras células ou, mais tarde, degradadas em ácidos graxos. Esses ácidos graxos se 
ligam a sais de cálcio, resultando em células mortas calcificadas. 
O extravasamento de proteínas intracelulares através da membrana celular rompida e, por fim, para a 
circulação fornece meios de detectar a necrose tecido-específica, usando-se amostras de sangue ou de 
soro. Por exemplo, o músculo cardíaco contém uma isoforma única da enzima creatina cinase e da 
proteína contrátil troponina, enquanto o epitélio do ducto hepático biliar contém uma isoforma, resistente 
à temperatura, da enzima fosfatase alcalina, e os hepatócitos contêm transaminases. A lesão irreversível 
e a morte celular nesses tecidos são caracterizadas por níveis séricos aumentados dessas proteínas, e 
as medidas desses níveis séricos são usadas clinicamente para diagnosticar o dano a esses tecidos.