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APS 9o-8o semestres 2021 1

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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA – 2021/1 
ATIVIDADE DO 9º/8º SEMESTRES 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Seja bem-vindo à ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA de 2021/1. Nosso objetivo é 
fomentar estratégias que permitam ao aluno construir conhecimento com autonomia e atuação 
em equipe (de 03 a 06 alunos), para desenvolver habilidades de pesquisa, seleção e 
consolidação de informações, comunicação de ideias, debate em grupo e apreensão de saberes 
específicos de sua área de formação profissional. 
 
As atividades de pesquisa, debate e redação do relatório final deverão ser realizadas com 
respeito aos mais rigorosos princípios éticos, o que significa que não serão aceitos textos que 
sejam fruto de plágio. 
 
Aproveite a oportunidade para aprender e avançar em seu conhecimento sobre Direito. Sua 
atuação profissional poderá ser bastante diferenciada de forma positiva se você aproveitar as 
oportunidades didáticas que as ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS da UNIP 
oferecem. 
 
Em caso de dúvida, converse com seu Coordenador. 
 
2. PROBLEMA APRESENTADO 
 
Leia atentamente a notícia publicada no site da Associação dos Advogados de São 
Paulo – AASP. 
CNJ – Multiparentalidade: Criança terá registro de pais biológico e socioafetivo no 
RS. 
“A solução, portanto, com a devida licença aos entendimentos 
em contrário, é aquela que percebe, identifica, valoriza e 
atribui significado a todos os sentimentos envolvidos. E isso 
significa multiparentalidade. E, aqui, não estamos falando 
simplesmente de genética. Estamos falando, notadamente, de 
afeto, que é o que deveria marcar, de fato, as relações 
familiares”. Esse entendimento é do juiz Fernando Vieira dos 
Santos, em decisão que concedeu parcial procedência de Ação 
de Reconhecimento de Paternidade para inclusão de nome de 
pai biológico. 
O magistrado concedeu o reconhecimento do genitor no 
documento civil de registros, sem contudo, excluir a 
paternidade do pai registral que já possuía vínculo afetivo. 
Também determinou a inclusão do nome do pai biológico e 
também dos avós paternos. O processo tramita em segredo de 
justiça na Comarca de São Valentim (RS). 
O autor ingressou na Justiça objetivando o reconhecimento da 
paternidade da criança, com correção de seu registro de 
nascimento, para dele constar o seu nome como pai, com 
consequente anulação do registro anterior. Conta que, por um 
período de 10 meses, manteve envolvimento amoroso com a 
mãe da criança. Alegou que, quando soube da gravidez, ela já 
estava em uma união estável com outro homem e que este 
optou por registrar a criança, logo após o seu nascimento. 
Já a mãe relatou que teve um relacionamento passageiro com 
o autor da ação durante uma breve separação de seu 
companheiro, e que acabou engravidando. Contudo, após 
descobrir que estava grávida, comunicou ao ex-namorado, 
que logo levantou dúvidas quanto à paternidade. Somado a 
tudo isso, a mulher também destacou que o companheiro, pai 
socioafetivo, além do registro, exerceu papel de pai com 
dedicação desde o nascimento do bebê. Conta que, após 
alguns meses, o seu ex a procurou, pedindo o exame de DNA, 
que atestou a paternidade biológica. Enfatizou os laços 
afetivos existentes entre a filha e o pai socioafetivo, os quais 
não podem ser apagados o que impossibilitaria a sua exclusão 
do registro civil da menina. 
A criança recebeu avaliação psicológica para averiguação de 
possíveis consequências psicológicas decorrentes de eventual 
exclusão da paternidade socioafetiva. O Ministério Público 
opinou, por sua vez, pela rejeição da tese de 
multiparentalidade e pela procedência do pedido, para o fim 
de incluir o autor como pai no registro de nascimento da 
criança, com posterior retirada do nome do pai socioafetivo. 
Sentença 
Em seu entendimento o magistrado frisou que é notória a 
paternidade biológica do autor, comprovada pelo exame de 
DNA. Assim acolheu, em parte, a ação, destacando que a 
multiparentalidade é tema de recente estudo para o direito de 
família e, como decorrência necessária, a paternidade 
socioafetiva. Realizou uma breve análise sobre a noção da 
entidade familiar e suas modificações ao longo dos anos. 
Observou que a conduta da mãe da criança, que efetuou 
exame de DNA extrajudicialmente requerido pelo autor, 
permitindo a proximidade dele, resultou no estabelecimento 
de laços também afetivos com a filha. Tanto – e 
principalmente – com o pai registral, com quem elas já 
estavam estabelecidas, quanto, também, com o pai biológico. 
Destacou, baseado no laudo psicológico, o forte laço afetivo 
da criança com o pai registral, com ênfase maior na sua 
representatividade. Ainda, ressaltou a prova oral colhida 
indicando a existência concomitante, das figuras do pai 
biológico e do pai socioafetivo, a autorizar o reconhecimento 
da multiparentalidade. 
Diante dos fatos apresentados, o juiz concluiu que “ambas as 
famílias, biológica e socioafetiva, nutrem, de modo e 
intensidade muito semelhantes, senão idênticos, laços de 
afeto, amor e cuidado pela infante. Não há solução, diante do 
quadro verificado, que possa resultar na exclusão de uma das 
figuras representativas de pai para a infante em detrimento 
da outra. Não há critério, seja de justiça, seja de direito, que 
permita concluir pela prevalência pura e simples da 
paternidade biológica sobre a socioafetiva. Muito antes ao 
contrário: aqui, se algum dos liames houvesse de prevalecer, 
haveria de ser a socioafetividade, que, como no laudo, se 
mostra a mais significativa vinculação paterna estabelecida 
pela infante”. 
Fonte: TJRS – Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul 
 
Com base no texto, as atividades que o grupo deverá realizar são: 
 
2.1. Pesquisar os conceitos de multiparentalidade e de família socioafetiva, utilizados 
atualmente no âmbito do Direito de Família no Brasil. 
2.2. Redigir um texto em que manifestem a opinião dos integrantes do grupo sobre a solução 
adotada pelo magistrado no caso concreto narrado no texto acima, se concordam ou discordam 
e com quais argumentos jurídicos. 
2.3. O texto deverá mencionar eventuais livros e portais de internet consultados. 
 
3. PRAZO DE ENTREGA E POSTAGEM DA APS 
 
Os trabalhos da Atividade Prática Supervisionada deverão ser postados em plataforma própria 
com acesso pela área do aluno em Trabalhos Acadêmicos pelos líderes dos Grupos que 
deverão cadastrar anteriormente os RA’s dos demais componentes, em data a ser estabelecida 
e divulgada no próprio site. As APS serão validadas e registradas individualmente em ficha 
própria (Ficha de Acompanhamento da APS - anexa), e que deverão ser postadas (de todos 
os integrantes do Grupo) pelo Líder juntamente com o Trabalho no ícone Trabalhos 
Acadêmicos. 
 
Bom trabalho!

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