A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
10 pág.
Processo de Fecundação/ Anticoncepção de Emergência

Pré-visualização | Página 1 de 4

Lílian Brito – Mód. VII 2020
PROBLEMA 1- Fechamento
Processo de Fecundação
· Ocorre na primeira semana do desenvolvimento.
· Um zigoto, formado pela união entre um espermatozóide e um oócito, é uma célula totipotente altamente especializada. Ele contém cromossomos e genes derivados da mãe e do pai.
· O zigoto se divide diversas vezes e vai se transformando progressivamente em um ser humano multicelular por meio dos processos celulares tais como:
· Divisão
· Migração
· Crescimento
· Diferenciação
· O local habitual da fecundação é a ampola da tuba uterina.
· Se o oócito não for fecundado neste local, ele passa lentamente pela tuba até a cavidade uterina, onde se degenera e é reabsorvido.
· Moléculas ligantes de carboidratos e ligantes de proteínas, presentes na superfície dos gametas, estão envolvidas na quimiotaxia do espermatozoide e no reconhecimento dos gametas, assim como no processo de fecundação.
· O conceito de fecundação também não é sinônimo de gravidez. O trofoblasto, na medida em que produz a nidação, secreta o hormônio gonadotrofina coriônica humana (HCG), que mantém o organismo materno produzindo progesterona para a continuidade do processo reprodutivo.
· Este processo de fusão entre o blastocisto e o endométrio é chamado implantação ou nidação. A implantação completa-se entre o 11° e o 12° dia após a fecundação, resultando na concepção. O conceito de concepção se aplica ao processo de nidação
· As fases da fecundação:
1. Passagem do espermatozoide através da corona radiata do oócito.
· A dispersão das células foliculares da corona radiata ocorre, principalmente, em decorrência da ação da enzima hialuronidase, que é liberada a partir do acrossoma do espermatozoide.
· As enzimas da mucosa da tuba também parecem auxiliar a hialuronidase.
· Além disso, os movimentos da cauda do espermatozoide também são importantes durante a penetração da corona radiata.
2. Penetração da Zona Pelúcida
· A formação de um caminho para o espermatozoide, através da zona pelúcida, é decorrente da ação de enzimas liberadas a partir do acrossoma.
· A enzima proteolítica acrosina (assim como as esterases e a neuraminidase) parece causar a lise da zona pelúcida, formando assim um caminho para o espermatozoide chegar até o oócito.
· Lembrando que a zona pelúcida é constituída por quatro glicoproteínas sulfatadas e secretadas pelo oócito: a ZP1, a ZP2, a ZP3 e a ZP4.
3. Fusão das Membranas Plasmáticas Celulares do Oócito e do Espermatozoide
· Uma vez que a fusão ocorre o conteúdo dos grânulos corticais é liberado para p espaço perivitelino, levando a mudanças na zona pelúcida.
· Essa alteração evita que os outros espermatozoides entrem.
· A membrana celular se rompe no local da fusão. A cabeça e a cauda do espermatozoide entram então no citoplasma do oócito, mas a membrana plasmática e a mitocôndria do espermatozoide ficam para trás.
4. Finalização da Segunda Divisão Meiótica do Oócito
· O oócito completa a segunda divisão meiótica e forma um oócito maduro e um segundo corpo polar. O núcleo do oócito maduro se torna o pronícleo feminino.
5. Formação do Pronúcleo Masculino
· Dentro do citoplasma do oócito, o núcleo do espermatozoide aumenta de tamanho e forma o pronúcleo masculino. A cauda do espermatozoide se degenera. Durante o crescimento, os pronúcleos feminino e masculino replicam seu DNA.
6. Ruptura das Membranas Pronucleares
· Ocorrem a condensação dos cromossomos, o rearranjo dos cromossomos para a divisão celular mitótica, e a primeira clivagem do zigoto.
· A combinação de 23 cromossomos em cada pronúcleo resulta em um zigoto com 46 cromossomos.
· O espermatozoide de mamífero faz um contato tangencial com o oócito, já que, após a reação acrossômica, somente a membrana plasmática da porção posterior da cabeça permanece intacta para se fusionar com a membrana do oócito.
· A fusão das membranas é promovida pela fertilina, uma glicoproteína transmembrana do espermatozóide, com um domínio que se liga à integrina da membrana do oócito e uma região extracelular hidrofóbica, semelhante à proteína fusogênica responsável pela fusão dos vírus às células hospedeiras.
· Resultados da Fecundação
· A fecundação:
· Estimula o oócito secundário a completar a segunda divisão meiótica, produzindo o segundo corpo polar.
· Restaura o numero diploide normal de cromossomos (46) no zigoto.
· É responsável pela variação da espécie humana por meio da mistura dos cromossomos maternos e paternos.
· Determina o cromossomo sexual do embrião; um espermatozoide portador do cromossomo sexual X produz um embrião feminino, e um espermatozoide portador do cromossomo sexual Y produz um embrião masculino.A AE não deve ser usada de forma planejada, previamente programada, ou substituir método anticonceptivo como rotina.
· Causa ativação metabólica do oócito, o que inicia a clivagem do zigoto.O zigoto é geneticamente único porque metade de seus cromossomos vem da mãe e a outra metade vem do pai. Esse mecanismo é a base para a herança biparental e variação da espécie humana. A meiose possibilita segregação independente dos cromossomos maternos e paternos entre as células germinativas.
Anticoncepção de Emergência 
· O que é Anticoncepção de Emergência (AE)?
· A anticoncepção de emergência (AE) é um método anticonceptivo que visa prevenir a gestação após a relação sexual. O método, também conhecido por “pílula do dia seguinte”, ou ainda como “anticoncepção pós-coital”, utiliza compostos hormonais concentrados e atua por curto período de tempo nos dias seguintes da relação sexual. Diferente de outros métodos anticonceptivos que atuam na prevenção da gravidez antes ou durante a relação sexual, a AE tem indicação reservada a situações especiais ou de exceção, com o objetivo de prevenir gravidez inoportuna ou indesejada.
· Importância da AE
· Assim sendo, a AE é fundamental para a garantia da atenção integral à saúde das mulheres adolescentes, jovens e adultas, bem como do pleno exercício de seus direitos sexuais e direitos reprodutivos – direitos humanos reconhecidos em convenções das quais o Brasil é signatário.
· Contudo, e a despeito de não ser abortivo, o método ainda enfrenta intricada barreira para sua efetiva difusão e utilização para reduzir tais entraves, o Ministério da Saúde, por meio da Área Técnica de Saúde da Mulher (ATSM), publicou, no ano de 2005, o documento referencial Anticoncepção de Emergência, para profissionais de saúde, na forma de perguntas e respostas.
· Qual o mecanismo de ação da anticoncepção de emergência?
· O mecanismo de ação da AE é ponto de muito interesse tanto de usuárias, como de provedores e profissionais de saúde. Embora se acumulem investigações científicas sobre o tema, o conhecimento das mulheres e dos profissionais de saúde ainda é relativamente escasso.
· Nesse sentido, é preciso recordar que uma relação sexual só resulta em gravidez se ela acontecer no dia da ovulação ou nos cinco dias que a precedem. Este período de fertilidade, de seis dias, varia para cada ciclo e para cada mulher, decorrente da possibilidade de a ovulação ocorrer tão cedo como no 10° dia do ciclo menstrual, ou tão tardiamente quanto no 23° dia.
· Os espermatozoides, por sua vez, precisam esperar entre um e cinco dias no trato genital feminino até que se produza a ovulação. E é exatamente nesse espaço de tempo que a AE atua. Entretanto, o mecanismo de ação principal da AE varia bastante conforme o momento do ciclo menstrual em que a AE é administrada. Assim, se utilizada na primeira fase do ciclo menstrual, antes do pico do hormônio luteinizante (LH), a AE altera o desenvolvimento dos folículos, impedindo a ovulação ou a retardando por vários dias.
· A ovulação pode ser impedida ou retardada em quase 85% dos casos e, nessas circunstâncias, os espermatozoides não terão qualquer oportunidade de contato com o óvulo. No entanto, se a AE for administrada muito próxima do momento da rotura folicular ela terá pouca capacidade de impedir ou postergar a ovulação, o que pode explicar grande parte dos casos de falha do método. 
· Quando administrada