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Desenvolvimento Embrionário da 5ª até a 8ª Semana

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Lílian Brito – Mód. VII 2020
PROBLEMA 3- Fechamento
Desenvolvimento Embrionário da 5ª até a 8ª Semana
· Quinta Semana do Desenvolvimento
· As mudanças na forma corporal são menores durante a 5ª semana quando comparadas com aquelas ocorridas durante a 4ª semana.
· O crescimento da cabeça excede o crescimento das outras partes, o que é causado, principalmente, pelo rápido desenvolvimento das proeminências encefálicas e faciais.
· A face logo contata a proeminência cardíaca. 
· As cristas mesonéfricas indicam o local dos rins mesonéfricos. Esses são os primórdios dos rins permanentes.
· Sexta Semana do Desenvolvimento
· Foi relatado que o embrião na 6ª semana mostra movimentos espontâneos, tais como contorção do tronco e dos membros.
· Embriões nesse estagio mostram respostas ao reflexo ao toque.
· Os primórdios dos dedos – os raios digitais – começam a se desenvolver.
· O desenvolvimento dos membros inferiores ocorre 4 a 5 dias depois dos membros superiores.
· Diversas pequenas dilatações – saliências auriculares – desenvolvem-se e contribuem para a formação da aurícula, a parte em forma de concha orelha externa.
· Os olhos ficam claramente maiores devido a formação de pigmentos na retina.
· A cabeça é enorme em relação ao tronco e se apresenta curvada para a grande proeminência cardíaca.
· A posição da cabeça resulta na curvatura da região cervical (pescoço).
· O tronco começa a ficar ereto.
· Durante a 6ª semana, os intestinos entram no celoma extraembrionário na parte proximal do cordão umbilical. Essa herniação umbilical é um evento normal do embrião, ocorrendo pelo fato de a cavidade abdominal ser muito pequena nesse estágio para acomodar os intestinos que estão em rápido crescimento.]
· Sétima Semana do Desenvolvimento
· Os membros sofrem uma mudança considerável durante a 7ª semana. 
· Aparecem chanfraduras entre os raios digitais nas placas das mãos, separando parcialmente os futuros dedos.
· A comunicação entre o intestino primitivo e a vesícula umbilical agora se encontra reduzida a um ducto relativamente delgado, o ducto onfaloentérico.
· Oitava Semana do Desenvolvimento
· No início da 8ª semana, os dedos da mão estão individualizados, mais ainda apresentam membranas entre si. Podem ser observadas chanfraduras entre os raios digitais dos pés.
· O plexo vascular do couro cabeludo já apareceu e forma uma banda característica ao redor da cabeça.
· Ao final do período fetal, os dedos já se alongaram e estão individualizados.
· O movimento coordenado dos membros ocorre pela primeira vez durante essa semana.
· A ossificação primária se inicia no fêmur.
· Todas as evidências da eminência caudal desaparecem no final da oitava semana.
· As mãos e os pés se aproximam uns dos outros ventralmente.
· No final da semana, o embrião já apresenta características humanas distintas, no entanto, a cabeça ainda é desproporcionalmente maior, constituindo quase metade do embrião.
· A região do pescoço está estabelecida.
· As pálpebras estão se fechando, e ao final da oitava semana elas começam a se unir através da fusão epitelial.
· Os intestinos ainda se encontram na região proximal do cordão umbilical.
· As aurículas da orelha externa começam a assumir sua forma final, mas ainda se encontram mais abaixo de sua localização normal na cabeça.
· Embora existam diferenças sexuais na aparência da genitália externa, elas não são significativas o suficiente para permitir uma identificação sexual acurada.
Aborto
· O que é?
· Aborto é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por ela causada, pesando < 500g ou com < 20 semanas.
· O estágio embrionário se dá desde a concepção até a 8ª semana de gestação, em que as principais estruturas do organismo começam a se desenvolver. 
· Por sua vez, o estágio fetal vai da 8ª semana até o nascimento, no qual ocorre a diferenciação e crescimento dos tecidos e órgãos.
· Tipos de Aborto:
1. Ameaça de Abortamento
· É uma gravidez complicada por sangramento e dor, sinal de contração uterina antes de 22 semanas.
· Na gravidez inicial não ocorre fluxo sanguíneo interviloso antes de 10 semanas.
2. Abortamento Inevitável
· O colo está dilatado, mas o produto da concepção não foi eliminado.
· As hemorragias tendem a ser mais abundantes e o sangue apresenta cor mais viva, pela presença do embrião.
· Esse episodio é precedido pelo período de ameaça de abortamento.
3. Abortamento Completo
· Todo o produto da concepção foi eliminado sem a necessidade de intervenção medica ou cirúrgica.
· Após a expulsão do ovo, cessam as cólicas e o sangramento reduz-se.
· É frequente até a 8 semanas
4. Abortamento Incompleto
· Alguma parte do produto da concepção foi eliminada, mas não a sua totalidade, podem estar retidos fetos, placenta ou membranas.
· Os restos ovulare impedem a contração uterina adequada.
· É comum após 8 semanas.
· Há uma hemorragia persistente e é terreno propício a infecção.
5. Abortamento Infectado
· Abortamento (geralmente incompleto) complicado por infecção intrauterina.
· Pode ser:
· Endo(mio)metrite: a infecção é limitada ao conteúdo da cavidade uterina, a decídua e, provavelmente ao miométrio. Hemorragia escassa é a regra. A sintomatologia é semelhante à do aborto completo ou incompleto.
· Pelveperitonite: agora localizada no miométrio, nos paramétrios e anexos, comprometendo o peritônio pélvico. Hemorragia não é sinal relevante. O sangue é mesclado, cujo odor é fecalóide, com presença de anaeróbios.
· Peritonite: trata-se da forma extremamente grave, da infecção generalizada. Temperatura elevada, mas nem sempre, pulso rápido, hipotensão arterial, abdômen distendido, desidratação. Em outros casos, endocardite, miocardite e subsequente falência dos órgãos.
6. Abortamento Retido
· Gravidez na qual já há morte fetal (usualmente por semanas) sem a sua expulsão.
· Pode haver ou não sangramento vaginal.
· O diagnostico definitivo deve ser sempre confirmado por duas USG espaçadas de 7 a 10 dias.
7. Abortamento Habitual
· É definido como a perda de duas ou mais gestações.
· Fatores epidemiológicos como idade materna interferem. 
· Alterações cromossômicas: como pelo menos um dos parceiros, especialmente a mulher, é portadora de anomalia estrutural balanceada, na maioria das vezes, uma translocação.
· Síndrome antifosfolipídio (SAF): é a causa mais importante de abortamento habitual. Refere-se a lúpus anticoagulante (LAC) e anticardiolipina (aCL), trombose vascular ou prognostico adverso.
· Doenças endócrinas: deficiência luteínica, hipotireoidismo e síndrome do ovário policístico.
· Fatores anatômicos: malformações uterinas, insuficiência cervical, miomas.
· Fatores imunológicos: células T regulatórias inibem a resposta imunologia a infecção. FOXP3 fator de transcrição expresso pelas Treg, medeia essa função supressora, o Treg divide-se em tímico (tTreg) e periférico (pTreg) que são capazes de refrear a resposta imunológica induzida pela gravidez de reconhecer os antígenos paternos. A deficiência de CNS1 conduz a inabilidade de induzir pTreg na mãe, resultando em infiltração de célula T ativada na placenta e consequente abortamento de repetição.
· Tratamento
· Conduta: fluidoterapia (para a estabilização hemodinâmica) e encaminhamento para o hospital de referência obstétrica, além de antibioticoterapia, para a cobertura da infecção polimicrobiana (esquema sugerido: penicilina cristalina, 5.000.000 UI, EV, 4h/4h + gentamicina, 1mg/kg de peso, IM ou EV, 8h/8h + metronidazol, 500mg, EV, 6h/6h ou clindamicina, 600mg, EV, 6h/6h). Na dependência da gravidade do quadro clínico, pode ser empregado tratamento cirúrgico.
Eritroblastose Fetal
· O que é:
· Eritroblastose Fetal ou doença hemolítica perinatal (DHPN) e do recém-nascido, é uma afecção generalizada, acompanhada de anemia, destruição das hemácias e aparecimento de suas formas jovens ou imaturas (eritroblastos) na circulação periférica.
· É decorrente de incompatibilidade sanguínea maternofetal.
· É fundamental que o diagnóstico se antecipe à DHP. Isso significa que, ao se firmar o