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Desenvolvimento Embrionário da 5ª até a 8ª Semana

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diagnóstico de DHP, reconhecemos que medidas importantes deixaram de ser tomadas antes da atual gestação. São recomendadas as seguintes atitudes preventivas:
· Período pré-gestacional: detecte a mulher com risco de desenvolver isoimunização maternofetal, pela solicitação da tipagem sanguínea com definição do fator Rh. Caso se identifique fator Rh negativo, deve-se pesquisar a presença do anticorpo anti-D, por meio do teste de Coombs indireto; 
· Período pré-natal: adote medidas recomendadas para o período pré-gestacional, caso ainda não tenham sido realizadas. A preocupação nesta fase é a instalação da DHP. Se forem identificados anticorpos anti-D (Coombs indireto positivo), as gestantes devem ser encaminhadas ao pré-natal de alto risco, no qual se determinará a intensidade da hemólise provocada no feto e poderão ser indicados procedimentos invasivos com maior brevidade. Caso o Coombs indireto resulte negativo, ele deve ser novamente solicitado a cada 4 semanas, após a 24ª semana gestacional; 
· Período pós-natal: tem o objetivo de proteger as gestações futuras. Promove-se, na gestante com Rh negativo, a pesquisa do grupo sanguíneo e do fator Rh no sangue do recém-nascido, assim como o teste de Coombs direto para verificar a presença de anticorpos maternos anti-D no seu sangue. Se o recém-nascido for Rh positivo e seu Coombs direto for negativo, a mãe deverá receber a imunoglobulina protetora.
· Etiopatogenia:
· Estão relacionados com a ocorrência de doença hemolítica os seguintes aspectos:
· Incompatibilidade Sanguínea materno fetal.
· Aloimunização materna.
· Passagem de anticorpos da gestante para o organismo do feto.
· Ação desses anticorpos maternos no concepto.
· Tratamento 
· Todas as mulheres com Rh negativo não sensibilizadas (Coombs indireto negativo) devem receber 300mcg de imunoglobulina anti-D nas primeiras 72 horas após o parto de um recémnascido com Rh positivo e Coombs direto negativo. 
· Também deve ser indicada imunoglobulina, dentro de 72 horas, após abortamento, gestação ectópica, gestação molar, sangramento vaginal ou após procedimentos invasivos (amniocentese, biópsia de vilo corial, cordocentese) quando o pai é Rh+ e a mãe é Rh-.
· Transfusão intravascular: 
· Fenobarbital: a administração de Fenobarbital oral à mãe (30mg 3x ao dia), com o objetivo de induzir a maturidade hepática e por conseguinte melhorar a conjugação da bilirrubina.
· Transfusão Neonatal:
· Fototerapia: a molécula de bilirrubina, fotos sensíveis, quando exposta ao lúmen, transforma-se na atóxica biliverdina, reduzindo a necessidade de transfusão complementar.
Panorama do Aborto no Brasil
· Tratando-se da caracterização do aborto no Brasil, verifica-se predominância de mulheres entre 20 e 29 anos, em união estável, com até oito 8 de estudo, trabalhadoras, com pelo menos 1 filho e usuárias de métodos contraceptivos. Estima-se que 1.054.242 abortos foram induzidos em 2005.
· A fonte de dados para esse cálculo foram as internações por abortamento registradas no Serviço de Informações Hospitalares do SUS.
· A maior parte dos casos aconteceu no Nordeste e no Sudeste do País, com taxa anual de aborto induzido de 2,07 por 100 mulheres entre 15 e 49 anos (BRASL, 2009).
· De acordo o Ministério da Saúde, Brasil (2010), o aborto no Brasil acontece em cerca de 10% das gestações. Entre eles, a maior parte é provocada das mais diferentes maneiras.
· As evidências indicaram que o aborto não era realizado somente para postergar o princípio da vida reprodutiva ou evitar filhos em idades avançadas, pois se notou que cerca de 60% das mulheres fizeram seu último, ou único aborto, no centro do período reprodutivo (18 e 29 anos). Entre as mulheres que abortaram, 23% tinham até o 4º ano do ensino fundamental e 12%, o ensino médio completo.
Panorama da Morte Materna X Aborto
· Além disso, estima-se que, no Brasil: cerca de 200 mulheres morrem por ano pelo fato de se submeterem a procedimentos abortivos; 1 em cada 5 mulheres, aos 40 anos, já fez aborto; e ocorre 1 aborto a cada 33 segundos.
· A taxa de mortalidade materna subiu no país, avançando em 16 estados, segundo o Ministério da Saúde. Após anos de queda, em 2016, os índices voltaram a subir e se distanciaram ainda mais da meta acordada pelo Brasil com a ONU, que era de 35 mortes por 100 mil nascidos vivos, para 2015. A situação é pior em estados do Norte do Brasil, onde os óbitos aumentaram 11%. Amapá e Maranhão apresentam as taxas mais elevadas de mortalidade.
· As principais causas das mortes de gestante são hipertensão, hemorragia e infecção pós-parto. O Ministério da Saúde alega que o maior obstáculo para a queda no número de óbitos é a falta de leitos obstétricos, mas ressalta que muitos dos leitos destinados às gestantes são ocupados por mulheres que fizeram abortos inseguros. Por ano, são 220 mil internações, sendo esta a terceira causa de mortes de gestantes. A morte materna é qualquer morte que acontece durante a gestação, parto ou até 42 dias após o parto, desde que decorrente de causa relacionada ou agravada pela gravidez.