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Desenvolvimento Embrionário da 9ª a 12ª semana

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Lílian Brito – Mód. VII 2020
PROBLEMA 4- Intermediária
Desenvolvimento Embrionário da 9ª a 12ª semana
· Nona à Décima Segunda Semana
· No inicio da 9ª semana a cabeça constitui quase a metade do CR (comprimento topo da cabeça-nádegas) do feto.
· Em seguida, há rápida aceleração no crescimento do comprimento do corpo e, ao final de 12 semanas, o CR já é mais que o dobro.
· Com 9 semanas: 
· a face é larga, 
· os olhos estão muito separados, 
· as orelhas têm implantação baixa 
· as pálpebras estão fundidas
· No início da 9ª semana, as pernas são curtas e as coxas relativamente pequenas.
· No fim da 12ª semana, os membros superiores quase alcançaram seu comprimento final relativo, mas os membros inferiores ainda não estão tão bem desenvolvidos e continuam um pouco curtos.
· A genitália externa de homens e mulheres não está na sua forma fetal madura até a 12ª semana.
· As alças intestinais são claramente visíveis na extremidade proximal do cordão umbilical na metade da 10ª semana.
· Na 11ª semana, os intestinos já retornaram ao abdômen.
· A formação da urina começa entre a 9ª e a 12ª semana, e a urina é lançada pela uretra no líquido amniótico. O feto reabsorve parte desse líquido depois de engoli-lo. Os produtos da excreção fetal são transferidos para a circulação materna, cruzando a membrana placentária.
Procedimento para avaliação do estado fetal
· USG
· É a modalidade básica para a obtenção de imagens na avaliação do feto graças a sua ampla disponibilidade, baixo custo e ausência de efeitos adversos conhecidos.
· Também podem ser detectados os tamanhos da placenta e do feto, gravidez múltipla, anormalidade na forma da placenta e apresentações anormais.
· Muitas anormalidades fetais podem ser detectadas no pré-natal pela USG.
· Amniocentese Diagnóstica 
· É um procedimento de diagnostico invasivo, comum no pré-natal, tipicamente realizado durante o 2 trimestre.
· Para fazer:
1. retira-se uma amostra do líquido amniótico inserindo-se uma agulha através das paredes abdominal anterior e uterina da mãe até a cavidade amniótica.
2. Uma seringa então é fixada na agulha e o líquido amniótico é colhido.
· O procedimento é relativamente isento de risco, especialmente quando realizado por um médico experiente, orientado por USG para determinar a posição do feto e da placenta.
· Amostragem de Vilosidades Coriônicas
· Biópsias de vilosidades coriônicas são usadas para detectar anormalidades cromossômicas, erros inatos do metabolismo e distúrbios ligados ao X. 
· Essa amostragem não pode ser feita antes da 7ª semana após a fecundação.
· A porcentagem de perda de fetos é cerca de 1%, um risco pouco maior do que o da amniocentese.
· A principal vantagem da amostragem entre a amniocentese é possibilitar obter resultados de análise cromossômica várias semanas antes da amniocentese.
· Cultura de Células
· O sexo do feto e anormalidades cromossômicas também podem ser determinados pelo estudo dos cromossomos sexuais em cultura de células fetais obtidas pela amniocentese.
· Essas culturas são comumente feitas quando há suspeita de anormalidade autossômica, como ocorre na síndrome de Down.
· Erros inatos do metabolismo e deficiências enzimáticas de feto também podem ser identificados pelo estudo de cultura de células fetais.
· Amostra de Sangue por Punção Percutânea do Cordão Umbilical
· Para análise cromossômica, amostras do sangue fetal podem ser obtidas da veia umbilical por punção percutânea do cordão umbilical.
· A USG é usada para guiar a localização dos vasos.
· A punção percutânea do cordão umbilical é geralmente feita com cerca de 20 semanas após LNMP para obter amostras para análise cromossômica quando a USG ou outros exames indicaram características de anomalias fetais.
· Imagem por Ressonância Magnética
· Ao planejar um tratamento fetal, como uma cirurgia, podem ser usadas a tomografia computadorizada e a imagem por ressonância magnética (IRM). 
· A vantagem de IRM é que ela não usa radiação ionizantes para produzir imagens.
· Esses exames podem obter mais informações sobre uma anormalidade fetal detectada na USG.
· Dosagem de Alfafetoproteína
· A Alfafetoproteína, uma glicoproteína que é sintetizada pelo fígado fetal e pela vesícula umbilical, sai da circulação fetal para o líquido amniótico que envolve os fetos com defeitos abertos do tubo neural, como espinha bífida com mielosquise.
· Alfafetoproteína também pode entrar no líquido amniótico a partir de defeitos abertos da parede ventral, como ocorre com a gastrosquise e na onfalocele.
· A Alfafetoproteína pode ser medida no soro materno. 
Placenta 
· A placenta é um órgão fetomaternal que tem dois componentes:
· A porção fetal que se desenvolve de uma parte do saco coriônico.
· A porção materna que é derivada do endométrio (camada interna da parede uterina).
· Função
· A placenta e o cordão umbilical funcionam como um sistema de transporte para substâncias que passam entre a mãe e o feto.
· Nutrientes e oxigênio passam do sangue materno, através da placenta, para o sangue fetal, enquanto excretas e dióxido de carbono passam do sangue fetal, através da placenta, para o sangue materno.
· A placenta e as membranas fetais desempenham as seguintes funções e atividades: 
· Proteção 
· Nutrição
· Excreção 
· Produção hormonal
· Logo após o nascimento, as membranas fetais da placenta são expelidas do útero como o recém-nascido.
· Decídua 
· É o endométrio gravídico, a camada funcional do endométrio em uma mulher gravida que é separada do restante do útero após o parto.
· Três regiões da decídua são denominadas de acordo com sua relação com o local de implantação:
· Decídua Basal: parte da decídua abaixo do concepto que constitui a parte materna da placenta.
· Decídua capsular: parte superficial da decídua que cobre o concepto.
· Decídua parietal: as partes restantes envolvidas na decídua.
· Em resposta da progesterona no sangue materno, as células do tecido conjuntivo da decídua aumentam para formar as células deciduais de coloração pálida.
· Essas células se ampliam à medida que glicogênio e lipídios se acumulam em seu citoplasma.
· As alterações celulares e vasculares que ocorrem na decídua durante a gravidez são denominadas reação decidual.
· Muitas células deciduais são degeneradas próximo do saco coriônico na região do sinciciotrofoblasto e, juntamente com o sangue materno e secreções uterinas, fornecem uma rica fonte de nutrição para o embrião.
· Regiões deciduais claramente reconhecidas durante a USG são importantes no diagnóstico da gravidez precoce.
· Desenvolvimento da Placenta
· O desenvolvimento placentário precoce caracteriza-se pela rápida proliferação do trofoblasto e desenvolvimento das vilosidades coriônicas e saco coriônico.
· Ate o final da 3ª semana, os arranjos anatômicos necessários para trocas fisiológicas entre a mãe e o embrião estão estabelecidas.
· Ate o final da 4ª semana, uma complexa rede vascular se desenvolve na placenta, possibilitando o intercâmbio de gases, nutrientes e resíduos de produtos metabólicos entre mãe e embrião.
· As vilosidades coriônicas cobrem todo saco coriônico até o inicio da 8ª semana.
· Conforme esse saco cresce, as vilosidades associadas com a decídua capsular são comprimidas, reduzindo o suprimento de sangue para elas.
· Essas vilosidades logo se degeneram e produzem uma área nua relativamente avascular, o córion liso.
· A medida que essas vilosidades desaparecem, aquelas associadas com a decídua basal rapidamente aumentam em número, ramificam-se profusamente e aumentam.
· Essa parte do saco coriônico é conhecida como córion viloso ou córion frondoso.
· Circulação Úteroplacentária
· Mãe – Feto
· As artérias e veias endometriais da decídua basal, se abrem diretamente na capa citotrofoblástica através de fendas, fazendo com que o sangue materno chegue ou seja drenado do espaço interviloso. Cerca de 80 a 100 artérias endometriais espiraladas da decídua basal se abrem na capa citotrofoblástica, onde o fluxo sanguíneo é pulsátil e lançado em jatos por força de pressão. 
· Esse sangue altamente oxigenado e cheio