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Desenvolvimento Embrionário da 13ª a 16ª semana

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Lílian Brito – Mód. VII 2020
PROBLEMA 4- Intermediária
Desenvolvimento Embrionário da 13ª a 16ª semana
· Décima Terceira Semana Embrionária
· O crescimento é muito rápido entre 13ª e a 16ª semana.
· Décima Quarta Semana Embrionária
· Os movimentos dos membros, que começam a ocorrer no fim do período embrionário, tornam-se coordenados na 14ª semana, mas ainda são muito discretos para serem percebidos pela mãe. Todavia, esses movimentos são vistos pela USG.
· Movimentos lentos dos olhos ocorrem com 14 semanas.
· O padrão dos cabelos do couro cabeludo também é determinado nesse período.
· Décima Quinta Semana Embrionária
· Décima Sexta Semana Embrionária
· No inicio da 16ª semana, os ossos se tornam claramente visíveis nas imagens de USG.
· Os ovários já se diferenciam e já contém folículos primordiais com ovogônias.
· Os olhos ocupam uma posição anterior na face, e não anterolateral.
Sífilis 
· A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica, de evolução crônica, sujeita a surtos de agudização e períodos de latência. É causada pelo Treponema pallidum, uma espiroqueta de transmissão sexual ou vertical que pode causar, respectivamente, a forma adquirida ou congênita da doença. 
	Sífilis adquirida
	Recente (menos de um ano de evolução): primária, secundária e latente recente;
	Tardia (com mais de um ano de evolução): latente tardia e terciária.
	Sífilis congênita
	Recente (casos diagnosticados até o 2° ano de vida);
	Tardia (casos diagnosticados após o 2° ano de vida);
	Sífilis congênita precoce
· A síndrome clínica da sífilis congênita precoce surge até o 2º ano de vida e deve ser diagnosticada por meio de uma avaliação epidemiológica criteriosa da situação materna e de avaliações clínica, laboratorial e de estudos de imagem na criança. Entretanto, o diagnóstico na criança representa um processo complexo. 
· Como discutido anteriormente, além do fato de que mais da metade de todas as crianças é assintomática ao nascimento e, naquelas com expressão clínica, os sinais podem ser discretos ou pouco específicos, não existe uma avaliação complementar para determinar com precisão o diagnóstico da infecção na criança. 
· Nesta perspectiva, ressalta-se que a associação de critérios epidemiológicos, clínicos e laboratoriais deve ser a base para o diagnóstico da sífilis na criança. 
· Além da prematuridade e do baixo peso ao nascimento, as principais características desta síndrome são excluídas por outras causas: hepatomegalia com ou sem esplenomegalia, lesões cutâneas (como, por exemplo, pênfigo palmo-plantar, condiloma plano), periostite ou osteíte ou osteocondrite (com alterações características ao estudo radiológico), pseudoparalisia dos membros, sofrimento respiratório com ou sem pneumonia, rinite serosanguinolenta, icterícia, anemia e linfadenopatia generalizada (principalmente epitroclear). Outras características clínicas incluem: petéquias, púrpura, fissura peribucal, síndrome nefrótica, hidropsia, edema, convulsão e meningite. Entre as alterações laboratoriais incluem-se: anemia, trombocitopenia, leucocitose (pode ocorrer reação leucemoide, linfocitose e monocitose) ou leucopenia.
· Sífilis Congênita Tardia
· A síndrome clínica da sífilis congênita tardia surge após o 2º ano de vida. Da mesma forma que na sífilis congênita precoce, o diagnóstico deve ser estabelecido por meio da associação de critérios epidemiológicos, clínicos e laboratoriais. Além disso, deve-se estar atento na investigação para a possibilidade de que a criança tenha sido exposta ao T. pallidum por meio de exposição sexual.
· As principais características desta síndrome incluem: tíbia em “lâmina de sabre”, articulações de Clutton, fronte “olímpica”, nariz “em sela”, dentes incisivos medianos superiores deformados (dentes de Hutchinson), molares em “amora”, rágades periorais, mandíbula curta, arco palatino elevado, ceratite intersticial, surdez neurológica e dificuldade no aprendizado.
· Óbito fetal (natimorto) por sífilis:
· Define-se natimorto por sífilis todo feto morto após 22 semanas de gestação ou com peso igual ou maior do que 500 gramas, cuja mãe portadora de sífilis não foi tratada ou foi inadequadamente tratada.
· Aborto por sífilis:
· Define-se aborto por sífilis toda perda gestacional ocorrida antes de 22 semanas de gestação ou com peso do feto menor do que 500 gramas, cuja mãe é portadora de sífilis e não foi tratada ou foi inadequadamente tratada.
· Diagnóstico clínico e laboratorial:
· O diagnóstico clínico:
I. Fase primária, é dado pela identificação do cancro duro. Tal lesão pode estar localizada internamente na vagina e no colo uterino e não ser percebida pela mulher.
II. Fase secundária, os sintomas clínicos mais comuns são erupções cutâneas eritematosas generalizadas, de característica exantemática (roséolas sifilíticas), pápulas palmo-plantares eritemato-descamativas, alopecia e placas úmidas na região vulvar e perineal (condiloma plano). 
III. Fase terciária, as alterações ocorrem em órgãos e aparelhos, como o sistema nervoso e cardiovascular. A lesão característica é a goma ou tubérculo sifilítico, que pode ocorrer na pele, nos ossos, no cérebro e no coração, entre outros órgãos.
· Na gestação, a sífilis pode ser causa de abortamento tardio (a partir do quarto mês), natimortos, hidropsia fetal e parto prematuro. Estudos mostram fetos abortados com nove semanas de gestação que apresentavam o Treponema pallidum ao exame histopatológico, indicando que abortamentos precoces também podem ser causados por sífilis.
· O diagnóstico laboratorial da sífilis se faz por técnicas variadas e depende da fase da infecção. A pesquisa direta do Treponema pallidum só se aplica à lesão da fase primária e a algumas lesões da fase secundária (placas e condiloma plano). O exame microbiológico pode também ser realizado na placenta, no cordão umbilical e nas lesões cutâneo-mucosas da criança.
· Os testes sorológicos dividem-se em dois tipos: 
1. Treponêmicos 
· Os testes treponêmicos detectam a presença de anticorpos anti-Treponema pallidum e são específicos e qualitativos, confirmando a infecção. Portanto, não distinguem se é uma doença ativa ou cicatriz sorológica. Entre eles estão o FTA-Abs (Fluorescent Treponema Antibody Absorvent Test), o MH-TP (Micro-Hemaglutinação para Treponema pallidum ou TPHA), o Elisa (teste imunoenzimático), o Western blotting (WB) e os testes imunocromatográficos (testes rápidos).
2. Não treponêmicos.
· Os testes não treponêmicos mais utilizados são o VDRL (Veneral Disease Research Laboratory) e o RPR (Rapid Plasm Reagin), sendo quantitativos (expressos em títulos: 1:2, 1:4 etc.) e importantes para o diagnóstico e o seguimento pós-terapêutico. Estes testes tendem a se tornar reativos a partir da segunda semana após o aparecimento do cancro duro (sífilis primária), que ocorre de 10 a 90 dias após o contato infectante, com média de 21 dias, e apresentam titulações progressivas, mostrando títulos mais elevados na fase secundária da doença. Os títulos passam a sofrer redução natural após o primeiro ano de evolução da doença.
· Tratamento
· A penicilina é a droga de escolha para o tratamento da sífilis, sendo uma medicação de baixo custo, fácil acesso e ótima eficácia. 
· O tratamento da sífilis é dependente da fase de infecção da doença, sendo preconizado conforme se mostra a seguir: 
· Sífilis primária: penicilina benzatina, 2,4 milhões UI, intramuscular, em dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo); 
· Sífilis recente secundária e latente: penicilina benzatina, 2,4 milhões UI, intramuscular, repetida após 1 semana, sendo a dose total de 4,8 milhões UI;
· Sífilis tardia (latente e terciária): penicilina benzatina, 2,4 milhões UI, intramuscular, semanal (por 3 semanas), sendo a dose total de 7,2 milhões UI.
· Após a dose terapêutica inicial na doença recente, poderá surgir a reação de Jarisch-Herxheimer, que é a exacerbação das lesões cutâneas e a presença de febre com outros sintomas gerais (adinamia, artralgias, mialgia). Esta reação tem involução espontânea em 12 a 48 horas, exigindo apenas cuidado sintomático.