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Desenvolvimento Embrionário da 13ª a 16ª semana

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e agulhas, como acontece entre os usuários de drogas injetáveis; a manipulação com instrumentos perfurocortantes contaminados com sangue e secreções de pacientes portadores do HIV possibilitam a sua transmissão 
c) Vertical: o vírus HIV é também transmitido da mãe para o concepto durante a gestação (por via transplacentária), trabalho de parto e parto, pelo contato com o sangue ou pelo leite materno (NEME, 2006).
· A patogênese da transmissão vertical do HIV está relacionada a múltiplos fatores. Destacam-se: 
· fatores virais, tais como a carga viral, genótipo e fenótipo viral; 
· fatores maternos, incluindo estado clínico e imunológico, presença de DST e outras coinfecções, o 37 estado nutricional da mulher, e o tempo de uso de antirretrovirais na gestação; 
· fatores comportamentais, como o uso de drogas e prática sexual desprotegida; 
· fatores obstétricos, tais como a duração da ruptura das membranas amnióticas, a via de parto e a presença de hemorragia intraparto; 
· fatores inerentes ao recém-nascido, tais como prematuridade e baixo peso ao nascer; 
· fatores relacionados ao aleitamento materno, sendo que cada mamada pode levar até 7% o risco de transmissão adiciona
· Nos indivíduos infectados pelo HIV, a sintomatologia apresenta-se em três fases: 
· A fase aguda pode ser definida como o tempo decorrido desde a aquisição do HIV até a soroconversão, sendo que as manifestações clínicas são habitualmente pouco expressivas com sintomas comuns inespecíficos de infecção viral como febre, angina, mal estar, linfadenopatia e exantema maculopapular transitório. 
· Em seguida tem-se a fase assintomática ou de latência da infecção, quando os indivíduos iniciam a produção de anticorpos e passam a apresentar marcadores virais ou antivirais detectáveis e linfócitos TCD4 em níveis normais ou em declínio. Esse período apresenta duração que pode variar de dois a dez anos, em média seis anos 
· Posteriormente, inicia-se uma fase sintomática, com a evolução da infecção, agrava-se a disfunção do sistema imunológico, eleva-se a carga viral, desenvolvendo processos oportunistas de menor intensidade como candidíase oral, diarréia, dentre outros. 
· Estas fases da doença não são incomuns na gestante, principalmente a fase aguda, o que provavelmente aumenta o risco de transmissão vertical.
· Em relação ao efeito do HIV sobre a gestação, está associado a abortos espontâneos, gravidez ectópica e infecção do trato genitourinário por outros agentes (N. gonorreae, Clamidia tracromatis, Candida albicans, Trichomonas vaginalis e sífilis), ruptura prematura de membranas e parto prematuro (acontece com o dobro da frequência). No pós-parto as complicações infecciosas são mais comuns, também na mulher HIV positiva.
· Herpes Simples
· É uma virose transmitida predominantemente por via sexual, incluindo contato orogenital. Nos últimos anos, vem ganhando relevância entre a etiologia das úlceras genitais, uma vez que responde por grande percentual dos casos de transmissão do HIV.
· A priminfecção materna pode acarretar aborto, microcefalia, retardo do crescimento intrauterino, herpes congênito, herpes neonatal e óbito fetal. Apesar de existir a chance de transmissão transplacentária (1:3.500 gestações), a contaminação do feto se dá mais frequentemente pelo canal do parto (50% de infecção se houver lesão ativa), levando ao herpes neonatal, uma afecção de elevada morbimortalidade.
· Os vírus herpes simples tipos 1 e 2 (HSV-1 e HSV-2) são DNA-vírus pertencentes à família Herpesviridae e, embora ambos possam provocar lesões em qualquer parte do corpo, há um nítido predomínio do HSV-2 nas lesões genitais e do HSV-1 nas lesões periorais. 
· A transmissão acontece através das superfícies mucosas ou das soluções de continuidade cutânea. A via preponderante de transmissão do HSV2 é a sexual, no entanto, também pode ocorrer durante o parto, o que pode ser de extrema gravidade para o recém-nato. A doença tende à latência e, mais frequentemente, à recorrência, uma vez que o vírus se aloja nos gânglios sacrais.
· Diagnóstico
· O diagnóstico é dado pelo quadro clínico. O teste citológico de Tzanck (visualização da multinucleação e balonização celulares) e o exame ginecológico de citologia cervical não são métodos definitivos, embora o método de Tzanck seja de grande ajuda quando positivo. 
· Um método muito mais preciso, de sensibilidade e especificidade elevadas, porém raramente aplicável, é a sorologia das glicoproteínas (gG) específicas, que permite, inclusive, a diferenciação entre os HSV-1 e 2 (gG1 para HSV-1 e gG2 para HSV-2)18. 
· A PCR é um método de alta sensibilidade, mas ainda pouco acessível na prática diária.
· Da mesma forma, a cultura do vírus também é um método pouco disponível no cotidiano, embora seja a técnica mais específica para o diagnóstico da infecção herpética; sua sensibilidade é maior nas lesões vesiculares e decresce quando nas pústulas, exulcerações e crostas.
· HTLV
· A infecção pelos vírus linfotrópicos de células-T humanas (HTLV-1/2) tem sido descrita em áreas geograficamente definidas no mundo, com significativas variações de soroprevalência e maior freqüência em mulheres após os 40 anos.
· As formas de infecção do HTLV-1/2 incluem:
· transmissão vertical, 
· contato sexual, 
· transfusão de sangue e/ou hemoderivados e uso de drogas injetáveis
· Por isso, a elevada incidência da infecção em usuários de drogas e profissionais do sexo.
· Na infância, a soroprevalência do HTLV 1/2 é baixa e aumenta a partir da adolescência e início da vida adulta. Este aumento é mais acentuado em mulheres devido à transmissão por via sexual mais eficiente na mulher e às transfusões de sangue mais frequentes.
· Poucos estudos foram realizados sobre a transmissão vertical e o acompanhamento das crianças expostas ao vírus durante a gestação, parto e amamentação.
· Diagnóstico
· A coleta do material foi feita por punção digital em seis discos de papel filtro S&S 903 para realizar o teste ELISA por eluição para a detectar anticorpos anti-HTLV 1/2, além das sorologias citadas anteriormente, após consentimento por escrito.
· Foi realizada reação em cadeia da polimerase (PCR) qualitativa e com subtipagem, segundo a técnica de amplificação da seqüência da região tax do provírus seguida de digestão com as enzimas de restrição HinfI que identifica o HTLV-1 e AvaI que é marcadora para o HTLV-2. Para tal, utiliza-se DNA total extraído de uma fração do sangue periférico (200ul).
Medicamentos na Gestação
· O uso de medicamentos na gestação merece especial atenção pelos riscos potenciais ao feto em desenvolvimento, devendo ser, por princípio, evitada . A gravidez é uma ocasião única, dado que a exposição de um afeta dois organismos. Os efeitos sobre o feto dependem do fármaco ou substância, da paciente, da época de exposição durante a gestação, da freqüência e da dose total, redundando potencialmente em teratogenia ou com conseqüências farmacológicas e toxicológicas diversas.
· O acetaminofeno (N-acetyl-p-aminophenol) é um medicamento com propriedades analgésica e antipirética, encontrado em mais de 90 formulações comerciais, podendo apresentar-se de maneira isolada ou em associação a outros medicamentos, como anti-histamínicos ou medicamentos narcóticos. 
· Na gestação, apresenta farmacocinética não completamente estabelecida, sendo a dose usual recomendada próxima à dose tóxica para o adulto, levantando, portanto, certos questionamentos quanto à possibilidade de overdose materna e toxicidade fetal. Apresenta a capacidade de atravessar a placenta em sua forma não conjugada, sendo considerado medicamento sem efeitos teratogênicos.
· Apesar do frequente uso do acetaminofeno no período gestacional, dados a respeito da possível relação causal entre defeitos congênitos e seu uso são escassos, sendo que estudos apresentam tanto dados negativos quanto inconclusivos. Outros estudos ainda correlacionam seu uso durante a gravidez a risco elevado de asma e chiado nos primeiros anos de vida, apesar de evidências contraditórias existirem. Importante comentário