A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
7 pág.
Gravidez Gemelar / Infertilidade

Pré-visualização | Página 1 de 3

Lílian Brito – Mód. VII 2020
PROBLEMA 5 - Fechamento
Gravidez Gemelar
· Definição:
· Definida pela presença simultânea de 2 ou mais gestações, dentro do útero ou fora dele.
· Lembrando que cada produto da gravidez gemelar é considerado um gêmeo.
· Classificação 
· Podendo ser classificada em dupla, tripla e múltipla de elevada ordem: quádrupla, quíntupla e sêxtupla.
· Mas essa classificação deve-se basear em quantidades:
· De Fetos: dupla, tripla, quádrupla, etc.
· De Ovos Fertilizados: Zigotia
· De Placentas: Corionia
· De Cavidades Amnióticas: Amnionia
· Zigotia
· Em relação a quantidade de ovos fertilizados, os gêmeos podem ser:
· MZ: ou gêmeos verdadeiros, uniovulares ou univitelinos, cerca de 1/3 dos gemelares, resultam da fertilização de um óvulo por um único espermatozoide. Os MZ podem corresponder a qualquer tipo de placentação, monocoriônica (MC) ou dicoriônica (DC). Os gêmeos MZ tem o mesmo genótipo: o sexo é obrigatoriamente igual, como também grupo sanguíneo, características físicas e as tendências patológicas. 
· DZ: são resultados de 2 ovos fertilizados por 2 espermatozoides e representam 2/3 dos gemelares. São também denominados fraternos, biovulareso ou bivitelinos. A placenta é obrigatoriamente DC, embora a placenta possa estar fusionada.
· Corionia/amnionia (placentação)
· Os gêmeos DZ são sempre DC: 2 placentas, embora possam estar fusionadas, uma só massa placentária.
· A placentação de MZ pode ser de qualquer tipo depende da época, em relação à fertilização, na qual ocorre a divisão do zigoto.
· Quando a divisão ocorre muito precocemente, durante os 3 primeiros dias após a fertilização, pela divisão da mórula, formam-se 2 blastocistos e os gêmeos serão DC, diamnióticos (DA).
· Quando a divisão ocorre entre o 3 e o 8 dia após a fertilização, por divisão do embrioblasto, antes da formação do âmnio, o resultado será a placentação MCDA. 
· Se a divisão sucede entre 8 e 13 dia após a fertilização, por divisão completa do disco embrionário, depois da formação do âmnio, a placentação é MC monoamniótica (MA).
· Quando a divisão ocorre após 13 dia da fertilização, a separação do disco embrionário será incompleta, resultando em gemelidade imperfeita (rara), a placenta será obrigatoriamente MCMA.
· Diagnóstico da gemelidade
· Suspeita-se de gravidez gemelar quando o tamanho uterino está muito aumentado, em discordância com a idade gestacional.
· USG: Ainda é singela a distinção entre a presença de 1 ou mais sacos gestacionais (SG). Os ecos gestacionais também são identificados, assim como os batimentos cardíacos.
· Diagnóstico da zigotia
· O diagnóstico de zigotia tem muito menos importância do que o da coriônica.
· Em 35% dos gemelares, a zigotia pode ser definida com DZ por achado de sexo discordante e placenta DC.
· Em 20% dos casos, é certa a MZ pelo achado de placenta MC.
· Por outro lado, em 45% dos gemelares, a zigotia é indeterminada, pois embora o sexo seja concordante, a placenta é DC.
· Diagnóstico de corionia/amnionia
· USG na gravidez gemelar: 
· Do 1 trimestre da gravidez até o parto do 2 gemelar, a utilização da USG no acompanhamento da gravidez gemelar é onipresente e indispensável.
· Entre as aplicações clínicas mais comuns estão: 
· a determinação de corioamnionicidade, 
· a confirmação da idade da gravidez, 
· o diagnóstico de anomalias e de complicações, 
· o exame do colo, 
· avaliação do crescimento fetal e do volume do líquido amniótico (LA), 
· a localização da placenta, 
· a posição fetal para a conduta no parto
· Corioamnionicidade
· A fase ideal para se determinar a corioamnionicidade é o 1 trimestre de gravidez.
· Antes de 10 semanas da gravidez há inúmeros sinais sonográficos que tornam possível a determinação da corioamnionicidade:
· N DE SACOS GESTACIONAIS: cada SG forma a própria placenta
· N DE CAVIDADES AMNIÓTICAS: 
· N DE VESÍCULAS VITELÍNICAS: o número de vesículas vitelínica (VV) é útil para o diagnóstico da amniocidade.
· Depois de 10 semanas, esses sinais sonográficos já não estão mais presentes: os SG já não são mais distintamente separáveis, e a membrana intergemelar está formada. Nesse estágio, novos sinais sonográficos para determinar amniocidade/corionicidade são procurados: genitália fetal, quantidade de placentas, sinal twin peak ou lambda e características do septo intergemelar.
· Discordância Sexual
· Número de Placentas
· Sinal twin peak ou lambda: esse sinal representa uma projeção do tecido corial placentário estendendo-se entre o septo intergemelar e representa a gemelidade DC. Também é denominado lambda pela semelhança com essa letra grega. A monocorionicidade pode ser determinada pela ausência do sinal twin peak. O sinal twin peak ausente após 16 a 20 semanas não exclui a diocorionicidade, daí a importância da sua caracterização no 1 trimestre da gestação.
· Características do septo intergemelar: o septo intergemelar da variedade dicoriônica é formada por 4 membranas, 2 âmnios e 2 córios, por certo mais ecogênico que o septo MCDA, constituído apenas por 2 âmnios. Se não for detectado o septo intergemelar, há de se excluir a possibilidade da gravidez gemelar MCMA, que é rara.
· Particularidades da Fisiologia Materna
· O conhecimento das adaptações maternas que habitualmente ocorrem durante a gestação é importante para antecipar os efeitos que a gestação múltipla pode acarretar sobre condições clínicas preexistentes e para aperfeiçoar o manejo das complicações que frequentemente ocorrem nessas gestantes: 
· A expansão volêmica observada em gestações únicas é, em média, de 1.570 mL, enquanto nas gestações gemelares é de 1.960 mL. 
· Nas gestações gemelares, ocorre um estado hiperdinâmico da circulação materna decorrente sobretudo do aumento do débito cardíaco (cerca de 20% acima do que ocorre nas gestações únicas), que é atribuído ao aumento do volume de ejeção sistólica proporcionado pelo aumento da volemia e da pré-carga. 
· Nessas gestações, é observado um aumento maior no volume abdominal e no recrutamento de músculos acessórios para a respiração, que pode suscitar queixas mais frequentes de dispneia nessas gestantes. Não se observa impacto dessas alterações na homeostase gasosa e no equilíbrio ácido-base, quando comparadas.
Esterilidade X Infertilidade
· Infertilidade
· Fala-se de infertilidade quando um casal não consegue a gravidez desejada ao fim de um ano (ou dois, na Europa) de vida sexual ativa e contínua, sem estar usando qualquer método contraceptivo. A infertilidade resulta de uma disfunção dos órgãos reprodutores, dos gametas ou do concepto. 
· As principais causas de infertilidade/esterilidade feminina são:
· Distúrbios hormonais que impedem o crescimento e a liberação do óvulo.
· Doenças do ovário.
· Obstrução das trompas.
· Infecções pélvicas.
· Endometriose.
· Alterações do muco cervical.
· Anomalias do útero.
· A infertilidade/esterilidade masculina depende de que o homem seja capaz de depositar uma quantidade adequada de espermatozoides sadios na vagina da mulher. Nos homens, pois, a infertilidade/esterilidade pode ser causada pela:
· Insuficiência quantitativa de espermatozoides.
· Ausência, anomalias morfológicas ou distúrbios da motilidade dos espermatozoides.
· Esterilidade
· Esterilidade, por seu turno, é a impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas (células sexuais: óvulos para a mulher; espermatozoide para os homens) ou zigotos (ou ovos - células que resultam da fusão entre óvulos e espermatozoides) viáveis.Daquilo que se depreende do conceito acima, podemos dizer que um casal é infértil se tem apenas uma diminuição das chances da gravidez, que podem ser contornadas por medidas médicas, e que é estéril quando a capacidade de gerar filhos é nula.
Causas de Infertilidade / Esterilidade
· Endometriose
· Embora a causa definitiva de endometriose ainda seja desconhecida, várias teorias têm sido propostas.
· Menstruação Retrógrada
· A teoria mais antiga e aceita propõe a ocorrência de menstruação retrógrada por meio das trompas de Falópio com subsequente disseminação do tecido endometrial no