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ADI e ADC perante o STF (Lei 9868)

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cautelar, o Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário Oficial da União e do Diário da Justiça da União a parte dispositiva da decisão, no prazo de dez dias, devendo solicitar as informações à autoridade da qual tiver emanado o ato, observando-se, no que couber, o procedimento estabelecido na Seção I deste Capítulo. (MPCE-2011) (TJMS-2012) (TJAL-2015/2019)
§ 1o A medida cautelar, dotada de eficácia contra todos, será concedida com efeito ex nunc [obs.: regra geral], salvo se o Tribunal entender que deva conceder-lhe eficácia retroativa. [obs.: efeito ‘ex tunc’ – exceção] (MPDFT-2011) (MPSP-2013) (TJAL-2015) (TJRS-2018) (TJRJ-2011/2019)
	(TJPR-2019-CESPE): O STF pode, por decisão da maioria absoluta de seus membros, deferir pedido de medida cautelar em ação declaratória de constitucionalidade, determinando que juízes e tribunais suspendam o julgamento de processos que envolvam a aplicação de lei ou de ato normativo objeto da referida ação até o seu julgamento definitivo. Nesse sentido, a medida cautelar em ação declaratória de constitucionalidade, até o julgamento final da ação, produzirá efeito vinculante e eficácia ex nunc. BL: art. 11, §1º c/c art. 21 Lei 9868/99.
##Atenção: Cumpre destacar que o art. 11 da Lei 9868/99, em que pese esteja no capítulo relativo a ADI, também se aplica à ADC. Tal raciocínio decorre do art. 21 da Lei 9868/99, que assim dispõe: “O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, poderá deferir pedido de medida cautelar na ação declaratória de constitucionalidade, consistente na determinação de que os juízes e os Tribunais suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou do ato normativo objeto da ação até seu julgamento definitivo.”. Percebe-se, portanto que o comando é geral (“juízes e os Tribunais”), motivo pela qual se depreende ser vinculante. Além disso, não prevê retroação dos efeitos: pelo contrário, o § único do art. 21 prevê perda automática da eficácia cautelar se o Tribunal não julgar o feito em 180 dias.
(MPMG-2018): De acordo com a Lei 9.868/99, é coreto afirmar: a medida cautelar, na Ação Direta de Inconstitucionalidade, será dotada de eficácia contra todos, e concedida com efeito ex nunc, salvo se o Tribunal entender que deva conceder-lhe eficácia retroativa. BL: art. 11, §1º, Lei 9868/99.
§ 2o A concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso existente, salvo expressa manifestação em sentido contrário. [obs.: efeito repristinatório tácito = efeito automático.] (MPCE-2011) (TJMG-2012) (TJMS-2012) (MPSP-2011/2013) (TJAL-2015) (MPF-2017) (TJRS-2018) (MPMG-2018) (TJRJ-2013/2019) (TJPR-2019)
	(MPSP-2019): Assinale a alternativa correta: A declaração final de inconstitucionalidade, quando proferida em sede de fiscalização normativa abstrata, considerado o efeito repristinatório que lhe é inerente, importa em restauração das normas estatais anteriormente revogadas pelo diploma normativo objeto do juízo de inconstitucionalidade. BL: art. 11, §2º, Lei 9868/99 e Entend. Jurisprud.
##Atenção: ##STF: ##TJRJ-2013: ##VUNESP: ##MPF-2017: ##MPSP-2011/2019:: A declaração final de inconstitucionalidade, quando proferida pelo STF em sede de fiscalização normativa abstrata, importa - considerado o efeito repristinatório que lhe é inerente - em restauração das normas estatais anteriormente revogadas pelo diploma normativo objeto do juízo de inconstitucionalidade, eis que o ato inconstitucional, por ser juridicamente inválido (RTJ 146/461-462), sequer possui eficácia derrogatória. Doutrina. Precedentes (STF). STF. Plenário. ADI 2867, Min. Rel. Celso de Mello, j. 03/12/03. Desse modo, a declaração da inconstitucionalidade de uma norma pelo STF acarreta o efeito repristinatório em relação à legislação anterior, que por ela havia sido revogada. Exemplificativamente, se a “Lei 2” revoga a “Lei 1”, a posterior declaração da inconstitucionalidade da “Lei 2” produz efeito repristinatório em relação à “Lei 1”, que volta a viger em todo o período em que esteve no ordenamento jurídico a “Lei 2”. Como, em regra, a declaração da inconstitucionalidade da “Lei 2” opera efeitos retroativos (ex tunc), retirando-a do ordenamento jurídico desde o seu nascimento, a anterior revogação da “Lei 1” é desfeita (essa revogação, na verdade, não ocorreu!) e, com isso, esta volta a viger em todo o período, sem interrupção. Conforme explica Marcelo Novelino: “Nos casos em que a decisão proferida pelo STF declarar a inconstitucionalidade de uma lei com efeitos retroativos (ex tunc), a legislação anteriormente revogada voltará a produzir efeitos, desde que compatível com a Constituição. Ocorre, portanto, o fenômeno conhecido como efeito repristinatório tácito. Isso ocorre porque a lei inconstitucional é considerada um ato nulo, ou seja, com um vício de origem insanável. Sendo este vício reconhecido e declarado desde o surgimento da lei, não se pode admitir que ela tenha revogado uma lei válida. (...)” (Manual de Direito Constitucional. 9ª ed., São Paulo: Método, 2014, p. 475).
(PGM-São Paulo/SP-2014-VUNESP): No que se refere às decisões concessivas de medida cautelar, proferidas pelo STF, nas ações diretas de inconstitucionalidade, é correto afirmar, como regra geral, que a norma tem sua eficácia suspensa, com efeito vinculante, ex nunc e erga omnes. BL: art. 11 da Lei 9868/99.
##Atenção: A eficácia de uma liminar concedida em sede de ADI opera, regra geral, com efeitos ex nunc, podendo ter efeitos ex tunc, em caráter excepcional, se o STF assim o declarar expressamente, demonstrando a conveniência da medida. Ademais, a concessão de medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso existente, salvo expressa manifestação em sentido contrário, nos exatos termos do art. 11 §2º desta Lei.
Art. 12. Havendo pedido de medida cautelar, o relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica, poderá, após a prestação das informações, no prazo de dez dias, e a manifestação do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República, sucessivamente, no prazo de cinco dias, submeter o processo diretamente ao Tribunal, que terá a faculdade de julgar definitivamente a ação. (MPGO-2012) (MPMG-2018)
Capítulo II-A
(Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009).
Da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 
Seção I
(Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009).
Da Admissibilidade e do Procedimento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 
Art. 12-A.  Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade por omissão os legitimados à propositura da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade. (Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009). (TJGO-2009) (TJMS-2010) (TJPE-2011)
Art. 12-B.  A petição indicará: (Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009). (TJMS-2010)
I - a omissão inconstitucional total ou parcial quanto ao cumprimento de dever constitucional de legislar ou quanto à adoção de providência de índole administrativa;  (Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009).
II - o pedido, com suas especificações. (Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009).
Parágrafo único.  A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração, se for o caso, será apresentada em 2 (duas) vias, devendo conter cópias dos documentos necessários para comprovar a alegação de omissão. (Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009).
Art. 12-C.  A petição inicial inepta, não fundamentada, e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelo relator. (Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009).
Parágrafo único.  Cabe agravo da decisão que indeferir a petição inicial. (Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009). (TJPE-2011)
Art. 12-D.  Proposta a ação direta de inconstitucionalidade por omissão, não se admitirá desistência. (Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009). (TJPE-2011) (MPSP-2019)
Art. 12-E.  Aplicam-se ao procedimento da ação direta de inconstitucionalidade por omissão, no que couber, as disposições constantes da Seção I do Capítulo II desta Lei.  (Incluído