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Resumo - Dermatoses mais comuns na infância

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→ Forma de piodermite superficial que não forma cicatrizes 
apresenta-se sob duas formas clínicas: o impetigo não bolhoso 
ou crostoso e o impetigo bolhoso 
→ Ambas as formas têm como etiologia predominante o 
Staphylococcus aureus, podendo a forma crostosa ser causada 
pela associação do Staphylococcus aureus com o Streptococcus 
pyogenes 
→ Inicia-se com uma vesícula ou pústula sobre uma base 
eritematosa que se rompe com facilidade e cujo ressecamento 
dá origem a uma crosta aderente e amarelada, também 
descrita como melicérica 
→ São causadas, na maioria das vezes, por cocos gram-
positivos (estafilococos e estreptococos) 
→ Primárias ou secundárias 
→ DIAGNÓSTICO 
- Diagnóstico de ambas as formas é clínico, pelo aspecto típico 
da lesão, não sendo recomendada a cultura de rotina, a não ser 
que exista falha com a terapêutica adequada, recorrência das 
lesões ou em pacientes imunodeprimidos, ou ainda para fins 
epidemiológicos 
→ FORMAS CLÍNICAS 
- Impetigo bolhoso 
 . Tem como principal agente etiológico S. aureus, produtor 
de uma toxina epidermolítica, causando a Síndrome da Pele 
Escaldada -> inicia-se com vesículas, que se transformam em 
bolhas flácidas de paredes finas com conteúdo inicialmente 
claro que, depois, torna-se turvo 
 . Bolhas rompem-se facilmente, permanecendo uma erosão 
rasa rodeada por restos da bolha (colarete), e a confluência de 
bolhas leva à formação de figuras policíclicas. 
 . Tem como seu principal agente etiológico o S. aureus, 
produtor de uma toxina epidermolítica 
 . Face é o local mais afetado 
 . Mais comum em crianças de 2 a 5 anos 
 
- Impetigo crostoso 
 . Pode ocorrer em adultos e crianças, com maior frequência 
neste último grupo, mas raramente abaixo dos 2 anos de idade 
 . S. aureus, sozinho ou em combinação com o estreptococo 
beta-hemolítico do grupo A, é responsável pela quase 
totalidade dos casos 
 . Pode ocorrer de forma primária, embora a impetiginização 
possa surgir sobre uma dermatose prévia, como na dermatite 
atópica, na dermatite de contato, nas picadas de inseto, na 
pediculose ou na escabiose. 
 . Lesão: inicia-se com uma vesícula ou pústula sobre uma 
base eritematosa, que se rompe com facilidade e cujo 
ressecamento dá origem a uma crosta aderente e amarelada, 
também descrita como “melicérica”, predominando em áreas 
expostas, como face e ao redor do nariz e da boca 
 
 
→ Imunossuprimidos -> Impetiginação secundária -> lesão de 
varicela 
→ TRATAMENTO 
- Individualizado 
- Doença é autolimitada e dura até 3 semanas, podendo se 
estender conforme ocorram novas lesões por autoinoculação. 
- Antibióticos tópicos: pequeno número de lesões ou apenas 
uma região topográfica acometida 
 . Mupirocina (3 vezes/dia, por 7 dias) e a retapamulina (2 
vezes/dia, por 5 dias) são antibióticos eficientes contra 
Staphylococcus e Streptococcus. 
- Antibiótico sistêmico: quando ocorre um maior número de 
lesões ou o acometimento de duas ou mais regiões 
topográficas 
 . Opção: Cefalexina via oral ou Cefalotina via endovenosa 
- Essencial a realização de limpeza delicada com remoção das 
crostas e restos das bolhas para evitar que a doença se espalhe 
e se perpetue. 
→ Infecção aguda da pele, que envolve os tecidos subcutâneos 
e apresenta clinicamente eritema (sem limites nítidos), edema, 
calor e dor 
→ Inicia com pequeno trauma na pele, que serve como porta 
de entrada para a bactéria. 
→ ERITEMA DA CELULITE: não tem limites nítidos X erisipela 
(apresenta demarcação evidente do eritema) 
→ PORTA DE ENTRADA: Trauma de pele 
→ LESÃO: eritematosa, endurada e dolorosa 
→ Bactérias mais comumente relacionadas a esta infecção são 
Staphylococcus e Streptococcus 
→ TRATAMENTO 
- Varia conforme a extensão e a localização 
- Quando as lesões se localizam em região da face ou cervical, 
quando são muito extensas ou quando há comprometimento 
do estado geral, a criança deve ser hospitalizada com indicação 
de tratamento endovenoso -> risco de acometimento do SNC 
- Tratamento ambulatorial: cefalexina (50 a 100 mg/kg, a cada 
6 horas, por 7 dias) e amoxicilina associada a ácido clavulânico 
(30 a 50 mg/kg de amoxicilina a cada 12 horas, por 7 dias 
→ EXAMES LABORATORIAIS 
- Recomenda-se a coleta de cultura, quando possível, das 
crianças que são internadas, sendo que a cultura deve ser feita 
a partir de um aspirado com agulha fina da secreção 
- Hemocultura é fortemente recomendada 
- Coleta de cultura, quando possível, das crianças que são 
internadas, sendo que a cultura deve ser feita a partir de um 
aspirado com agulha fina 
→ SINAIS DE GRAVIDADE 
- Acometimento dos olhos/ região periorbitária 
- Acometimento da região cervical 
 
→ Forma superficial de 
celulite com importante 
comprometimento 
linfático, sendo quase 
sempre decorrente de 
uma infecção por 
Streptococcus do grupo A 
→ Bactéria penetra 
através de um trauma na 
pele, porém a origem pode ser hematogênica 
→ QUADRO CLÍNICO: Início súbito, febre e mal-estar geral, 
presença de uma área eritematosa bem delimitada e 
marginada, assim como a presença de linfagite ascendente e 
formação de bolhas sobre a placa eritematosa 
→ DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: realização de culturas pela 
aspiração com agulha fina está indicada em casos graves que 
necessitem de internação ou nos casos que decorram de lesões 
prévias de mordeduras de animais ou imersão em água, ou 
ainda em pacientes imunodeprimidos 
→ TRATAMENTO 
- Conforme a extensão e a localização 
- Casos mais leves: penicilina benzatina IM ou penicilina V via 
oral ou macrolídeos (eritromicina e azitromicina) 
- Pacientes com manifestações sistêmicas, como febre e 
calafrios, deve ser iniciada a terapia parenteral, sendo os 
antibióticos ceftriaxona e cefazolina 
 
→ Micose superficiais dividem-se em dermatofitoses ou tinhas, 
ceratofitoses (ptiríase versicolor) e candidíase (sapinho) 
- Diagnóstico: anamnese e exame físico adequados 
- Exame micológico direto, cultura para fungos e exame 
histopatológico, quando necessários 
→ DERMATÓFITOS: são fungos que vivem no solo, nos animais 
ou nos humanos 
- Digerem a queratina, invadindo a pele, os cabelos e as unhas 
- Geralmente, possuem um período de incubação curto (1 a 3 
semanas) e acometem mais meninos que meninas 
→ Comum na infância, 
acomete o couro cabeludo, 
alopecia descamativa 
distribuída em placas bem 
delimitadas e com cabelos 
tonsurados (quebrados logo 
após sua emergência do 
folículo piloso) e facilmente 
destacáveis 
- Agente causador: Antropofílicos (Fungo mais envolvido: 
Microsporum canis) 
- Acometem mais meninos 
- Famílias numerosas, casas superpovoadas e baixa classe 
socioeconômica 
→ TRANSMISSÃO: humanos, animais e fômites 
→ QUADRO CLÍNICO: uma ou mais áreas de alopecia podem 
estar presentes, pústulas no couro cabeludo podem estar 
presentes e deve, ser distinguidas de foliculite estéril ou 
bacteriana (nesses casos, não ocorre perda de cabelo) 
→ QUÉRION 
- Apresentação inflamatória da 
tinea capitis com placas 
infiltradas, alopecia, pústulas e 
frequentemente drenagem de 
secreção purulenta 
- Resposta inflamatória intensa ao 
dermatófito e, em geral, está associada ao M. canis 
- Confunde-se com infecções bacterianas, podendo evoluir 
espontaneamente e não costuma causar alopecia definitiva, o 
diagnóstico precoce e o tratamento agressivo estão indicados, 
uma vez que a reação infamatória grave e prolongada pode 
levar a uma alopecia cicatricial 
→ DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: inclui dermatite seborreica, 
psoríase, alopecia areata, tricotilomania (hábito de arrancar os 
cabelos), foliculite, impetigo, lúpus eritematoso e outras 
dermatoses do couro cabeludo menos comuns 
→ TRATAMENTO: preferencialmente sistêmico, uma vez que a 
medicação deve penetrar no folículo piloso 
- Griseofulvina é bem tolerada e segura, sendo recomendado o 
uso de 20 a 25 mg/kg/dose, 1 vez/dia (após refeição gordurosa 
para aumentar sua absorção) por 6 a 8 semanas 
- Tratamentoconcomitante com xampu antifúngico, como o 
cetoconazol e o sulfeto de selênio, 2 a 3 vezes/semana, é 
recomendado, uma vez que esses agentes, ao removerem as 
placas, erradicam es poros viáveis e ajudam a diminuir o 
potencial de extensão da infecção 
→ CASO CLÍNICO 
- Masculino, 7 anos, apresentava lesão eritematodescamativa, 
presença de alopecia e nódulos supurativos em região occipital 
direita, com evolução de aproximadamente 3 semanas. Negava 
febre, presença de imunodepressão ou trauma recente. 
Contato permanente com animais domésticos (gato e 
cachorro). Havia sido tratado previamente com cefalexina 
(500mg 6/6h) durante 7 dias, pensando-se em abcesso 
bacteriano. Ao exame físico apresentava lesão em placa na 
região occipital direita, eritemato-descamativa, dolorosa, com 
intensa supuração e queda de cabelo localizada, medindo 
aproximadamente 4 cm de diâmetro. Apresentava, também, 
linfonodomegalia palpável em cadeias cervicais anteriores e 
posteriores e cadeia occipital direita, todos móveis, de 
constância fibroelástica, indolor, não supurativo e não aderido 
a planos profundos. 
- Requer tratamento sistêmico (medicação deve penetrar no 
folículo piloso) -> Griseofulvina 
- Bem tolerada e segura, sendo recomendado o uso de 20 a 25 
mg/kg/dose, 1 vez/ dia (após refeição gordurosa para aumentar 
para aumentar sua absorção) por 6 a 8 semanas 
- A não adesão ao tratamento ou o contato repetido com 
indivíduos infectados são provavelmente as principais causas 
para falha no tratamento. 
- Efeitos Adversos da Griseofulvina: são raros e incluem 
cefaleia, alterações gastrintestinais, fotossensibilidade e raras 
reações morbiliformes à droga. A hepatotoxicidade e a 
hepatotoxicidade são incomuns e a monitoração laboratorial 
não é, em geral, recomendada. 
- Diagnóstico Clínico: exame da lesão 
- Iniciado tratamento com ceftriaxona e clindamicina, por 
suspeição de uma infecção bacteriana secundária 
- Solicitados exames laboratoriais como hemograma e PCR, 
sem alterações significativas 
- Amostras para cultura através de raspado na lesão 
- Após 4 dias de evolução foram observadas lesões vesico-
papulares, com halo eritematoso e pruriginosas em região 
cervical posterior, abdominal e em MMSS 
- Na cultura do raspado da lesão occipital, isolou-se o fungo 
Microsporum e estabeleceu-se o diagnóstico de Kerion celsi. O 
paciente foi tratado com griseofulvina oral (500mg/dia) por 60 
dias, e o uso diário de cetoconazol xampu 
→ Infecção superficial da região inguinal e raiz de coxas, 
comum em adolescentes do saco masculino e adultos 
→ Mais comum em climas úmidos e quentes, obesos ou 
naqueles que realizam atividade física extenuante com suor 
excessivo e atrito das vestimentas 
→ QUADRO CLÍNICO 
- Placas eritematosas bem demarcadas, com bordas elevadas 
com descamação, vesículas ou pústulas. Em geral, é bilateral, 
simétrica e envolve áreas intertriginosas junto ao escroto e à 
face medial das coxas. 
→ TRATAMENTO 
- Terapia tópica, semelhante a discutida para tinea corporis, é 
geralmente suficiente, devendo ser aplicada por 3 a 4 semanas. 
- Nos casos de tinea cruris, pelo fato de ser geralmente causada 
pelo gênero Trychophyton, a terbinafina é outra opção 
terapêutica. 
→ Medidas Úteis: reduzir o excesso de atrito e irritação com o 
uso de roupas íntimas de algodão largas e soltas, secar as áreas 
acometidas após o banho ou transpiração e estimular a perda 
de peso, no caso dos obesos 
→ Rara em crianças pequenas 
→ Calçados sintéticos e emborrachados que facilitam a 
sudorese 
→ Adolescentes e adultos, dermatofitose mais comum 
→ APRESENTAÇÕES 
- Intertriginosa: inflamação, descamação e maceração entre os 
pododáctilos 
- Vesicular: muito pruriginosa e apresenta inflamação com 
vesículas ou bolhas, sendo mais comum no verão e em crianças 
- Mocassim cursa com eritema, descamação, fissura e 
hiperqueratose plantar, podendo se estender para a face 
lateral dos pés 
→ Medidas para proteger os pés em locais de uso comum e 
manter os pés secos são importantes: secar os pés após o 
banho, evitar sapatos fechados e usar sandálias ou chinelos em 
áreas de risco, além de tratar a hiperidrose 
→ TRATAMENTO 
- Aplicação de antifúngico tópico 1 a 2 vezes/dia, por 2 a 3 
semanas 
- Pacientes com inflamação grave ou doenças crônicas -> 
tratamento por via oral deve ser considerado. 
- Os agentes de escolha são semelhantes aos descritos para 
tinea capitis, terbinafina é uma boa opção terapêutica, por 
conta do agente (T. rubrum e mentagrophytes) 
→ Infecção da face por 
dematófitos -> semelhante à tinha 
do corpo 
→ QUADRO CLÍNICO: Placas 
anulares e eritematosas, com descamação na periferia. A tinha 
da face pode ter uma forma clínica discreta, especialmente nos 
casos em que corticoesteroides tópicos foram utilizados, sendo 
chamada de tinea incognito 
→ TRATAMENTO 
- Lesões localizadas respondem ao tratamento tópico 
- Nos casos de uso de corticoesteroide prévio ou lesões 
refratárias, o tratamento sistêmico, como na tinea capitis, pode 
ser necessário para a resolução da dermatofitose 
→ ONICOMICOSES 
- É mais comum em adultos, mas também ocorre em crianças, 
frequentemente associada à tinea pedis 
→ PTIRÍASE VERSICOLOR 
- É uma infecção fúngica muito comum, causada pelas formas 
fermentadoras do fungo dimorfo. Esse microrganismo faz parte 
da flora normal da pele e sob condições apropriadas, a levedura 
transforma-se em hifa invasiva 
→ CANDIDÍASE 
- Monilíase é uma infecção aguda ou crônica da pele, das 
membranas mucosas e, raramente, dos órgãos internos, 
causada por uma levedura do gênero Candida. 
→ Doença contagiosa, causada pelo Sarcoptes scabiei 
variedade hominis 
- Fêmeas penetram na epiderme em um túnel e depositam seus 
ovos, que se tornam parasitas adultos em 2 a 4 semanas, 
desencadeiam uma reação de hipersensibilidade, ocasionando 
prurido intenso 
- Em geral os familiares também são contaminados 
→ TRANSMISSÃO: contato direto pele a pele com pessoas 
infectadas, sendo descrita a transmissão por roupas 
→ QUADRO CLÍNICO 
- Início da doença é insidioso, com aparecimento de lesões 
papulovesiculares eritematosas e pruriginosas, com prurido 
principalmente noturno 
- Pápulas 
eritematosas 
- Vesículas 
pequenas 
- Nódulos 
- Túneis 
- Prurido intenso, que piora durante a noite 
- Sinais de escoriação que alteram o aspecto da lesão, com 
impetiginação secundária, determinando o aparecimento de 
pústulas 
- Lesões de pele incluem: pápulas, nódulos, túneis, pústulas e 
vesículas 
- Adultos e adolescentes: localizam-se mais frequentemente 
nos espaços interdigitais, punhos, tornozelos, axilas, virilhas, 
palmas e plantas 
- Lactentes: quadro mais exuberante -> diagnóstico é 
dificultado pelo aspecto inflamatório e pela extensão das 
lesões, que podem ser mais disseminadas, além do 
acometimento peculiar das palmas e plantas 
- Aspecto e a distribuição das lesões, o prurido mais intenso à 
noite e os dados epidemiológicos são a base do diagnóstico 
clínico. 
→ TRATAMENTO 
- Medicação tópica: Permetrina loção 5% 
 . Primeira escolha 
 . Deve ser aplicada em todo o corpo e couro cabeludo à 
noite, deixar o produto durante a noite (8 a 14 horas) e lavar 
pela manhã 
 . Repetir a aplicação após 7-14 dias 
- Ivermectina oral 
 . Dose única, repetindo a dose em 7 dias 
 . Não recomendado em menores de 15kg 
- Enxofre 5% a 10% em creme ou loção 
 . Indicado para menores de 2 meses 
 . Aplicado 3 dias consecutivos à noite 
- Lavar as roupas com água quente ou expô-las ao sol e passar 
com ferro quente 
- Tratar os familiares, independetemente de a sintomatologia 
estar presente 
- Informar os familiares sobra a possível continuação do prurido 
um tempo após o tratamento, evitar o uso excessivo ou 
prolongado das medicações escabicidas e suas consequenciais 
→ DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
- Dermatite atópica, dermatite de contato, exantemas virais e 
acropustulose da infância nos lactentes.→ Acometimento do 
couro cabeludo é 
causada pelo Pediculus 
humanus, var. capitis, 
sendo frequente nas 
crianças de 3 a 11 anos, mais comum nas meninas, que 
costumam ter cabelos longos, e transmitida pelo contato direto 
com pessoas, pentes, escovas, toalhas e bonés 
→ QUADRO CLÍNICO 
- As crianças apresentam como sintoma mais comum o prurido, 
que pode ser intenso, levando a escoriação e possível infecção 
secundária 
- Algumas crianças podem ser assintomáticas 
- Prurido é relacionado a uma reação de hipersensibilidade à 
picada do inseto, que aparece após 2 a 6 semanas na primeira 
infestação e em 1 a 2 dias nas reinfestações 
→ DIAGNÓSTICO 
- Presença do ovo do parasita (lêndea) aderido firmemente à 
haste do cabelo 
→ TRATAMENTO 
- Permetrina: pode ser utilizada em loção cremosa a 1 ou 5%, 
deixando agir por 10 minutos, com enxague em seguida 
- Ivermectina: 200 mcg/kg em dose única, repetida 7 dias de 
pois, pois não atua em todos os estágios de vida dos piolhos 
→ Bicho geográfico -> devido ao aspecto 
da lesão ser semelhante a um mapa 
→ QUADRO CLÍNICO 
- Erupção cutânea autolimitada -> 
penetração e migração das larvas do 
Ancylostoma caninum (cachorro) e do 
Ancylostoma braziliensis 
- Larva penetra a pele -> Pápula 
pruriginosa 
- Pela ausência de enzimas necessárias para penetrar e 
sobreviver na derme, a larva migra, determinando um trajeto 
serpiginoso e linear na epiderme a uma velocidade de 2 a 5 
cm/dia. 
- Prurido intenso resulta em escoriações e, frequentemente, 
em infecção secundária 
→ LOCALIZAÇÃO 
- Qualquer área do corpo (preferência pelo pé e região glútea, 
pelo contato com areia ou solo contaminados) 
→ TRATAMENTO 
- Poucas lesões: creme de tiabendazol ou albendazol 
comprimido 
- Extensos ou nas formas disseminadas: ivermectina oral, 
tiabendazol oral ou ivermectina 
→ CASO CLÍNICO 
- MSL, sexo feminino, 2 anos e 6 meses, a mãe queixa 
surgimento da lesão única em região plantar, pruriginosa, com 
o concomitante aparecimento de vesículas de trajeto 
serpiginoso que progride de forma linear, tortuosa e 
eritematosa, numa progressão média de 1 a 2 cm por dia. A 
mãe notou a menor coçando o pé durante a noite, de interesse 
epidemiológico na história da criança a mãe relata um passeio 
com a tia e a menor brincou num parque ao ar livre descalça na 
grama e na areia. Nega outras queixas, sem outros familiares 
com lesão semelhante. 
 
→ Mais comuns em crianças: molusco contagioso, verrugas, 
infecções causadas pelo herpes vírus e doença mão-pé-boca 
→ AGENTE ETIOLÓGICO: DNA-vírus do grupo poxvírus 
- Qualquer idade, principalmente na primeira década de vida 
- Incubação é extremamente variável -> 2 semanas a 6 meses 
→ TRANSMISSÃO 
- Contato direto com as lesões ou autoinoculação 
- Crianças pequenas, presença de lesões perianais ou genitais 
devem levar a suspeita de abuso, embora a autoinoculação seja 
frequente. 
→ DIAGNÓSTICO: CLÍNICO -> História detalhada + Exame físico 
minucioso 
- Nos raros casos, em que pode haver dúvidas no diagnóstico, 
deve-se recorrer ao exame histológico da curetagem de uma 
das lesões 
→ QUADRO CLÍNICO 
- Lesões assintomáticas localizadas em qualquer segmento da 
pele, mas raramente mucosas 
- Pápulas umbilicadas, cor da pele ou nacaradas, únicas ou 
múltiplas, de tamanho variável (de 2 a 3 mm até 1 cm de 
diâmetro), dependendo do tempo e do grau de evolução. 
- Em pacientes atópicos, por causa de alterações da barreira 
cutânea, e nos imunodeprimidos, as lesões tendem a ser 
maiores e mais numerosas e podem apresentar eczematização 
ao redor (eczema perimolusco) ou infecção bacteriana 
secundária. 
- Lesão clássica: é representada por uma pápula semiesférica, 
firme e com leve depressão central 
→ TRATAMENTO 
- Curetagem -> equipe tecnicamente treinada e as lesões são 
retiradas uma a uma, provocando dor de pequena intensidade 
e pequeno sangramento 
- Dor pode ser atenuada com o uso de anestésico tópico à base 
de lidocaína, associada ou não à prilocaína, cerca de 30 minutos 
a 1 hora ates do procedimento 
- Crioterapia -> nitrogênio líquido, causa dor intensa, pouco 
indicado para crianças 
- Soluções de hidróxido de potássio (KOH) a 5% 
- Imiquimode creme na concentração de 5% 
- Deve-se avaliar cada caso, levando em consideração a idade e 
o estado imunológico do paciente, o número e a localização das 
lesões, escolher a melhor e mais prática alternativa 
terapêutica, além de conseguir a adesão de pacientes e pais ao 
tratamento, respeitando seus temores e inseguranças 
 
→ Mais comum dermatite de contato por irritante primário 
→ Resulta da interação de múltiplos fatores 
- Aumento da umidade 
- pH elevado 
- Enzimas fecais 
- Micro-organismos que se desenvolvem pela condição ideal 
proporcionada pela oclusão 
- Irritantes devido a limpeza -> 
lenços umedecidos 
→ QUADRO CLÍNICO 
- Eritema que poupa as linhas 
de dobra -> aspecto em W 
- Região perineal 
- Lesões: podem iniciar com eritema e progredir com 
maceração, escoriações, pápulas, erosões e ulcerações 
(dermatite papuloulcerativa de Jacquet) na sua forma mais 
grave 
- Grave: eritema intenso, pápulas, vesículas, áreas de 
exulceração e descamação, pregas são poupadas 
→ PREVENÇÃO E TRATAMENTO 
- Prevenção: troca frequente das fraldas, limpeza suave e 
cremes de barreira 
- Quando a lesão se estabelece é necessário: 
 . Trocar as fraldas com maior frequência que o habitual 
 . Limpar suavemente a região 
 . Expor a pele ao ar 
 . Cremes de barreira: base de vitamina E 
→ Dermatose inflamatória de curso crônico e redicivante, de 
etiologia desconhecida e início precoce 
→ CARACTERÍSTICAS 
- Prurido 
- Xerose 
- Lesões eczematosas (vesículas e crostas) 
→ CAUSAS 
1- Deficiência na função de barreira cutânea em decorrência do 
metabolismo anormal de lipídeos, o que determina a pele seca 
2- Disfunção da imunidade cutânea inata (queratinócitos e 
células de Langerhans) 
3- Alterações na microbiota cutânea-> colonização bacteriana 
4- Influência psicossomática que resulta na alteração do SNA, 
com aumento de mediadores de diversas células inflamatórias, 
como eosinófilos e leucócitos 
5- Relaciona-se com história familiar ou pessoal de rinite, asma 
e alergias (atopias familiares) 
→ FASE PRÉ-PUBERAL (2 A 10 ANOS) 
- Pele é seca e áspera, prurido ocorre nas pregas ante cubitais 
e poplíteas, resultando no espessamento e no aparecimento de 
placas circunscritas 
→ DERMATITE ATÓPICA GRAVE 
- Uso de antibiótico e de corticoide tópico prévio 
- Principais fatores agravantes: detergentes, alvejantes, sabões, 
amaciantes, roupas sintéticas, sabonetes, etiquetas de roupas, 
cloro de piscinas, materiais abrasivos, fumaça de cigarro, 
condições extremas de temperatura e umidade, fricção e 
estresse. 
- Recomendações: evitar o excesso de banhos, não passar 
produtos diretamente na pele, evitar atrito de sabonetes e 
roupas, outros 
- Medidas gerais para se evitar ou minimizar essas exposições 
devem ser adotadas precocemente 
→ LOCALIZAÇÃO DAS LESÕES 
- Lactente: face, poupando a região central, couro cabeludo, no 
tronco e na região extensora dos membros (pregas) 
→ TRATAMENTO PARA CONTROLE 
- Educação e autocuidado do paciente 
- Hidratação da pele 
- Controle dos desencadeantes 
- Medicação tópica ou oral 
→ Prurigo -> erupção papular com intenso prurido 
→ QUADRO CLÍNICO 
- Início após os 6 meses de vida, necessita de um processo de 
sensibilização, sendo necessária a ocorrência de várias picadas 
antes que apareçam os sintomas 
- Sensibilização pode variar conforme a criança e depende da 
exposição, do tipo de inseto e do número de picadas recebidas. 
- Após algum tempo pode ocorrer um processo de 
dessensibilização ou tolerância, próximo aos 10 anos de idade, 
no qual as picadas já não desencadeiam a doença 
→ TRATAMENTO 
- Corticoesteroide tópico de média potência melhora a reação 
local e reduz o prurido, 1x ao dia por até 5 dias 
- Anti-histamínicos orais podemreduzir o prurido 
- Podem ser utilizadas loções com cânfora, calamina e mesmo 
mentol que aliviam os sintomas 
- Se infecção secundária, indica-se o tratamento com 
antibióticos 
 . Tópico: infecções secundárias sem repercussões clínicas e 
quando número de lesões infectadas for pequeno 
 . Lesões com complicação: uso de antibióticos sistêmicos 
(Cefalexina) 
 . Cortar as unhas da criança para evitar lesões traumáticas 
em decorrência do prurido intenso e manter as lesões limpas 
com higiene local para evitar a infecção bacteriana secundária

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