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Cimentos de ionômero de Vidro - CIV

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de superfície após o término da 
restauração 
 tipos: verniz, glaze, vaselina, sistema 
adesivo, esmalte de unha verniz de 
nitrocelulose 
 Ação: contra manchamento, aumenta 
resistência ao desgaste 
outra forma de proteção da superfície contra é 
usar uma tira de poliéster pressionando acima da 
restauração por alguns minutos esperando a 
presa inicial do produto e depois remover o 
excesso 
 
PROPRIEDADES 
ADESÃO 
Adesão aos tecidos duros do dente e diversos 
materiais (propriedade mais importante) 
Mecanismo químico: formação de uma camada de 
troca de íons, fortemente aderida aos tecidos 
duros e ao cimento 
Ácido poliacrilico ionizado: também ataca a 
superfície da estrutura dentaria, removendo íons 
de cálcio e fosfato 
 Íons de cálcio dos tecidos dentários liga-se ao 
grupamento poliacrilico (-COO-), 
estabelecendo a adesão do material – por 
interação iônica e dipolar 
 Adesão ao esmalte > que à dentina < dentina 
esclerosada (Adesão=cálcio) 
 Apresenta união com colágeno da dentina 
União do material + estrutura dentaria: primeiros 
20min 
BARREIRAS PARA A ADESÃO: 
O material precisa ter bom molhamento e entrar 
em íntimo contato com a superfície dentaria 
Boa molhabilidade: observada enquanto o CIV 
possuir brilho úmido 
Quando as superficies de esmalte e dentina são 
cortadas, são cobertas por residuos substrato 
cortado (smear layer – SL) 
 Impede o íntimo contato do CIV 
 Remoção da camada mais superficial da SL 
com ácido poliacrilico por -20s = melhora 
resistência de união 
 Ácido fosfórico é Contraindicada antes da 
inserção do CIV 
 > adesividade do CIV a estrutura dentaria - pode 
aumentar até 2X essa resistência de união 
Esse ácido polialquenoico possui íons H+ que vai 
reagir com a superfície mineralizada da estrutura 
dentaria deslocando íons de cálcio e fosfato 
 Esses íons de cálcio deslocado reagem com 
o grupamento carboxílico produzindo união 
química entre o cimento e dente 
 Esse condicionamento = aumento da energia 
superficial = promove um deslocamento de 
cálcio (cristais de hidroxiapatita) e isso 
favorece a união desse íon de cálcio com o 
grupamento carboxílico do CIV 
Aplicação do ácido poliacrilico: 
 Aplicado por 10-20s e lavado no mesmo 
período – pode usar microbrush ou auxílio de 
uma bola de algodão estéril 
 Lavar com água e secar com jatos de ar e 
depois aplicação de CIV na cavidade 
Atenção: 
 Dentina mantida úmida: para evitar dores por 
sensibilidade no pós-operatório 
Evitar deslocamento de água do cimento por 
diferença osmótica 
 Remoção parcial do ácido: pode haver 
desmineralização excessiva e diminuição na 
resistência de união 
Adesão é selamento e/ou resistência de 
união: 
Associação entre o selamento marginal e 
resistência de união 
 Valores de ru baixas comparadas aos 
sistemas adesivos 
Condicionamento ácido da superfície com 
Ac. Poliacrilico a 10%: 
Falhas coesivas de CIV: material fraco 
mecanicamente, mas não indica que a resistência 
do material aos substratos dentais seja baixa 
 Também não indica baixa capacidade de 
selamento 
Excelente vedamento marginal: microinfiltração ou 
adaptação marginal 
LIBERAÇÃO DE FLÚOR 
Prevenção da cárie e nos processos de des-
remineralização 
O Flúor liberado pelo CIV é incorporado aos 
tecidos mineralizados do dente = mais resistentes 
nos processos de des-remineralização 
 Atua remineralizando lesões incipientes de 
carie em esmalte e dentina ao redor do 
material 
 Hipermineralização da dentina adjacente ao 
CIV 
 Antibacteriano 
Flúor é liberado na reação de presa, 
principalmente após o CIV ser inserido 
Os íons flúor liberados são os que estão 
fracamente aderidos a matriz de polissais 
Liberação altas nas primeiras 24-48h, diminuição 
após o início da reação de presa por menor 
mobilidade das cadeias dos polissais 
Realização da proteção final com adesivos ou 
vernizes também reduz a liberação imediata de 
flúor 
 Evitar em pacientes com alto risco de carie 
Capacidade de recarregamento de flúor: 
 Gel flúor acidulado: causa condicionamento da 
matriz do civ erosionando-o = aumento da 
suscebilidade à pigmentação e a rugosidade 
superficial 
BIOCOMPATIBILIDADE 
Compatibilidade do material restaurador com 
diversas estruturas da boca, e não apenas com o 
esmalte e o complexo dentinopulpar – baixa 
irritabilidade aos tecidos 
Indicado, desde que garantido espessura mínima 
de dentina pois: 
 O ácido poliacrilico como condicionante é fraco 
com alto peso molecular, rapidamente 
precipitado em íons de cálcio nos túbulos 
dentinarios = menos danos ao tecido pulpar 
 Mesmo com a dissociação dos íons de H eles 
continuam ligados por trações eletroestáticas 
a cadeia que está sendo formada, impedindo 
sua penetração na dentina 
 Grande formação de matriz = > n° de H e 
aumento do pH 
 Camada fina de dentina é suficiente para a 
adesão 
Contraindicação da aplicação sobre a polpa: 
inflamação crônica e persistente (não 
biocompativel) 
Ionômeros de vidros: materiais bioativos, com 
ações terapêuticas mineralizadas e à liberação de 
flúor 
Garantem a biocompatibilidade: 
 Mínima reação exotérmica durante a 
reação de presa 
 Rápida neutralização dos ácidos da reação 
de presa 
 Ausência de componentes ácidos 
remanescentes 
 Substâncias liberadas benignas ou 
benéficas aos tecidos 
PROPRIEDADES TÉRMICAS - CETL 
Mudanças de temperatura podem ocasionar 
alterações dimensionais diferentes entre os 
materiais e as estruturas do dente 
 Discrepâncias interface dente/restauração 
 Agravadas por cagas mecânicas 
 Area de tensão: propicia fraturas no 
material restaurador ou estrutura dentaria 
O coeficiente de expansão térmica linear entre os 
ionômeros de vidro e os substratos dentais são 
semelhantes, o que diz respeito ao: 
 Conseguem se expandir e regredir de uma 
maneira mais próxima dos dentes 
 seu bom selamento marginal 
 bom isolante térmico e adesão química a 
estrutura dentaria 
PROPRIEDADES ESTÉTICAS 
Não é considerado um material estético 
Responsáveis pelas baixas propriedades 
estéticas: 
 Falta de translucidez 
 Mais rugosidade superficial pelo maior 
tamanho médio das partículas 
 Menor variedade de cor 
 Grande quantidade de porosidade interna 
 Material opaco 
 Dificuldade de polimento (rugosa, agregação 
de placa e retenção de corante) 
Agregação de placa é mais difícil de ocorrer na 
superfície do CIV devido a sua liberação de flúor 
 Mas a matriz pode sofrer erosão pelos 
metabólitos bacterianos produzidos pela 
placa aderida próximo a restauração ou 
ingestão de bebidas acidas 
 Retenção de corantes é reduzida após a 
proteção de superfície 
PROPRIEDADES MECÂNICAS 
Fracos mecanicamente – comparados a resina 
compostas – mais vulneráveis ao desgaste 
 Devido a fraca ligação entre as partículas de 
vidro e a matriz de poliácidos 
 Baixa resistência à compressão e à flexão 
reduzida: microdureza e menor módulo de 
elasticidade 
Apresenta tendencia a melhoria das suas 
propriedades mecânicas ao longo do tempo, 
devido a sua continua reação de presa 
Falhas na proporção, manipulação, inserção e 
proteção = melhores propriedades não 
conseguem ser atingidas 
ALTERAÇÕES DIMENSIONAIS E SORÇÃO DE ÁGUA 
Início de ração de presa acompanhada por valores 
de contrações 
 Gera tensões = podem causar a fratura do 
material e fendas entre o dente e a 
restauração 
Material em ambiente sem umidade e proteção: 
contração mais acentuada por perda de água 
 Trincas, fraturas e linha no material 
Contação de presa e gerações de tensão: 
compensadas pela sorção de água 
 Contato com água= mecanismo de 
autorreparo 
 Há expansão e diminuição das fendas 
entre o dente e restauração 
Quanto > o tempo de desidratação = > o tempo 
preciso para a sorção de água e expansão do 
material 
 Se há rompimento da união com a 
estrutura dentaria, a sorção de água