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Cimentos de ionômero de Vidro - CIV

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não 
restituirá essa união 
Quanto mais precoce o material entrar em contato 
com a água > a sorção de água 
 Respeitar os 8 minutos iniciais de reação 
de presa 
 Propriedades mecânicas e estéticas: 
probabilidade de comprometimento pelo 
contato precoce 
MANIPULAÇÃO E INSERÇÃO NA CAVIDADE 
DENTÁRIA 
Apresentação: 2 frascos (1 de pó e 1 de líquido) 
 Ou Capsulas 
CUIDADOS PRÉVIOS AO PROPORCIONAMENTO DO 
PÓ E LÍQUIDO 
Agitar o pó antes de fazer a dosagem = 
homogeneização 
Recomendação do fabricante quanto a 
proporção 
 Dosar 1° o pó 
Avaliações clínicas, de longa duração, dos 
cimentos de ionômero de vidro mostram que 
estes materiais tendem a sofrer erosão e se 
tornarem mais rugosos, apesar dos excelentes 
percentuais de retenção em cavidade de 
classe 5 não retentivas 
 Fazer a dosagem antes da manipulação para 
evitar absorção de umidade 
Placa de vidro (preferível - > tempo de trabalho) 
ou bloco de papel impermeável 
Espátula metálica (risco de liberação de íons 
metálicos, superfície do material com aspecto) 
ou de plástico 
MANIPULAÇÃO PROPRIAMENTE DITA 
Concha dosadora para medir o pó 
 Colocado na extremidade da placa 
A gota deve ser colocada entre a extremidade da 
placa e o pó 
 Reduz a dispersão do líquido facilitando a 
aglutinação entre o pó e líquido 
O tempo de manipulação pelo fabricante varia de 
40-60s 
Tempos mais duradouros são indicados para 
materiais de cimentação 
 Devido a desejável redução adicional do 
tamanho das partículas 
Primeira porção do pó deve ser levada até o 
líquido, sendo aglutinada por 10-15s 
Segunda porção após a 1° - a massa obtida deve 
ser homogênea e com aspecto brilhante 
Não deve ser espatulado e sim aglutinado 
 Para evitar a fratura da matriz de polissais, 
pois a espatulação vigorosa esmaga as 
partículas vítreas comprometendo as 
propriedades 
 Usar a pequena área da espátula 
movimentando o pó sobre o líquido 
 
Atenção as recomendações do fabricante quanto 
a proporçâo 
 Grande quant. De pó = diminuição da 
adesividade já que vai haver uma menor 
quantidade de acidos livres (grupamento 
carboxilico) para proporcionar uma boa uniao 
quimica = menor tempo de trabalho e de 
geleificação 
 Pouca quant. De pó = maior solubilidade e 
fluidez, resultando em uma menor resistencia 
e diminuição das propriedades mecanicas 
VARIAÇÃO DA CONSISTENCIA FINAL: 
Tipo I (cimentação): deve permitir a formação de 
um fio de 3 a 4 cm 
 que não quebra quando a espátula for 
afastada da placa de manipulação 
Tipo II (restauração): 1 cm é mais indicada, porém 
a materiais, por exemplo, os modificados por 
resina, que ficam com um aspecto mais viscoso 
 a consistência lembra mais uma massa de 
vidraceiro com brilho úmido na superfície 
Tipo III (forramento/Base): formarão um fio com 1 
a 2 cm 
Imagem tipo II, I e III respectivamente 
Após a manipulação = material com >fluidez 
INSERÇÃO NA CAVIDADE 
Se for corretamente manipulado(40-60s) ainda 
resta um tempo de trabalho +/- 3min 
A inserção deve ser feita enquanto material possui 
brilho úmido, para que haja a união química com 
os substratos dentário 
 Superfície brilhante demonstra a presença 
de grupos carboxílicos disponíveis para a 
quelação do cálcio 
Observe a adaptação do material em todas a 
paredes da cavidade evitando bolhas 
Deve ser realizada, de preferência, com o auxílio 
de pontas acopladas à seringa Centrix 
 reduz a incorporação de bolhas e 
porosidades maximizando suas 
propriedades mecânicas 
 a seringa facilita a inserção e proporciona 
melhor adaptação do material 
Ausência de seringa: espátula de inserção, uso de 
matriz de poliéster é fundamental no caso de 
dentes anteriores e proximais de dentes 
posteriores, podendo ser utilizado porta de cal ou 
espátula de inserção 
PROTEÇÃO 
Como visto, o CIV convencional tem alta 
sensibilidade ao ganho e perda de água 
Isolamento absoluto: melhor forma de evitar 
embebição 
 após a perda do brilho úmido +/- 4min, 
deve-se haver proteção contra a sinérese 
DUAS SITUAÇÕES DE PROTEÇÃO PARA O 
CIV: 
1° - material ficara exposto na cavidade, como no 
caso de uma restauração provisória ou definitiva 
2° - quando o material será usado como base ou 
“forramento” 
Nas 2 o material deve ser protegido após a 
inserção e a perda do brilho úmido. materiais: 
 vernizes cavitários, adesivos e até mesmo 
esmalte cosmético para unhas 
 o agente deverá ser efetivo durante a 
reação de presa 24-48h, evitando a perda 
de água 
TÉCNICA SANDUÍCHE: 
Melhor indicação do CIV convencional 
ionômero de vidro entre a estrutura dentaria e a 
resina composta 
Ao ser usado como material intermediário sua 
proteção depende diretamente do material 
restaurador 
Resina composta: verniz cavitário ou sistema 
adesivo 
Sistemas adesivos: condicionamento ácido deve 
ser feito antes da aplicação do sistema adesivo e 
depois da inserção do civ pois o ácido fosfórico 
causa desmineralização excessiva, diminuindo a 
resistência de união dos ionômeros de vidro 
convencionais com a dentina 
Porém: 
1. o ionômero de vidro ainda não sofreu 
maturação completa e como o 
condicionamento exige a lavagem da cavidade 
para remoção 
 terá um contato prematuro de CIV e água 
que não é indicado (propriedades 
comprometidas) 
 
2. o ácido causa erosão da matriz de polissais 
 aumento da retenção de resina composta a 
superfície do ionômero após a aplicação do 
sistema adesivo 
 Durante a polimerização da resina 
composta, sua contração causa falha 
coesiva do CIV e/ou rompimento de sua 
adesão com a parede cavitaria dependendo 
do tempo de geleificação 
O condicionamento ácido da superfície do civ 
convencional melhora sua união com a resina 
composta, porém, o procedimento só deve ser 
realizado após 8min do início da aglutinação do 
cimento para garantir que o material alcance uma 
maior resistência coesiva e de união com a 
dentina 
Então como minimizar esses problemas? 
Inserindo o material como restauração 
intermediaria e após uma semana, rebaixando-o 
para a execução da restauração 
 Garantia da maturação do material, 
podendo suportar as tensões de contração 
e polimerização da resina composta 
 Bastante Indicada em pacientes com alto 
risco de carie 
Adequação do meio bucal e depois o início 
dos procedimentos restauradores 
Utilizando material com espessura maior: civ 
convencional com espessura >2mm apresentam 
bom selamento marginal inicial na técnica 
sanduiche 
 Aumento da espessura = tendencia a falha 
coesiva, que podem ser reparadas com a 
hidratação do material via dentina 
Caso seja realizado no mesmo dia: 
O condicionamento ácido da superfície do CIV 
convencional melhora sua união com a resina 
composta, porém, o procedimento só deve ser 
realizado após 8min do início da aglutinação do 
cimento para garantir que o material alcance uma 
maior resistência coesiva e de união com a 
dentina 
 Durante a espera dos 8min pode-se utilizar 
uma bolinha de algodão próxima da 
restauração de CIV para evitar a sinérese 
 Mantida por cerca de 4 min, para aguardar a 
presa inicial do material 
ACABAMENTO E POLIMENTO 
Sempre devem ser evitados durante os períodos 
iniciais de presa 
 Minimiza a contaminação por umidade, e 
pigmentação precoce 
 Probabilidade de falhas precoces ao 
realizar o acabamento de forma imediata 
(devido à falta de maturação e união com 
a cavidade) 
Após a inserção, mantê-lo “pressionado” por uma 
matriz de poliéster ou similar 
 Colabora na lisura superficial 
 Diminui a necessidade de acabamento e 
polimento 
 A parte externa do material que geleifica 
em contato com a tira de poliéster torna-
se extremamente lisa 
Remover, preferencialmente, apenas os aspectos 
grosseiros com o auxílio de lâmina de bisturi 
 Pode ser usado espátula de inserção, 
explorador, curetas, lâmina de bisturi 
Removeu o excesso? Refaça a proteção! 
 Durante o acabamento a proteção pode ser 
removida ou torna-se porosa 
após o tempo