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Anatomia do Periodonto

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enzimas e beta-defensinas 
Renovação celular do epitélio gengival 
O epitélio oral está sob contínua renovação. A 
espessura é mantida pelo equilíbrio entre a nova 
formação celular na camada basal e espinhosa e a 
descamação de células antigas na superfície. 
A taxa mitótica não costuma variar muito entre os 
sexos, mas costuma reduzir com o avançar da idade. 
Fluído gengival 
O fluído gengival pode ser apresentado como um 
transudato ou exsudato. Contém uma vasta gama de 
fatores bioquímicos, servindo como um biomarcador 
de diagnóstico ou prognóstico do estado biológico do 
periodonto, isso tanto na saúde quanto na doença. 
O fluído gengival contém também componentes do 
tecido conjuntivo e epitelial, células inflamatórias, soro 
e microrganismos que habitam na margem gengival 
ou no sulco (bolsa). 
No Sulco saudável a quantidade de fluído gengival é 
pequena. Durante a inflamação o fluxo do fluído 
aumenta e sua composição muda, começando a se 
assemelhar ao exsudato inflamatório. 
Acredita-se que o fluído gengival: 
 
 
 
Tecido conjuntivo gengival 
Purifique o material do sulco 
Contenha proteínas plasmáticas que 
favorecem adesão do epitélio ao dente
Possua propriedades antimicrobianas 
Exerça atividade de anticorpo para 
defender a gengiva 
•Mecânica, química, água e barreira microbiana 
• Funções de sinalização 
Funções 
•Adesão célula-célula; camada basal 
•Citoesqueleto de queratina 
Integridade 
arquitetônica
•Queratinócito 
Tipo celular 
abundante 
• Langerhans, melanócitos e de Merckel Outras células
• Substituição de células danificadas 
Constante 
renovação 
Componentes principais são as fibras colágenas, os 
fibroblastos, a matriz extracelular, os vasos e os 
nervos 
Possui duas camadas: uma papilar e uma reticular 
Células 
-Fibroblastos 
-Mastócitos 
-Macrófagos 
-Cél. Inflamatórias: Neutrófilos, linfócitos e plasmócitos. 
Fibras gengivais 
Acredita-se que as forças de tração da matriz 
extracelular produzidas por fibroblastos são 
responsáveis pela geração de tensão no colágeno, 
o que mantém os dentes fortemente ligados uns 
aos outros e ao osso alveolar. 
-Fibras dentogengivais: localizadas nas superfícies 
vestibular, lingual e interproximal. Inseridas no 
cemento logo abaixo do epitélio juncional, na base 
do sulco gengival. 
-Fibras circulares: correm pelo tecido conjuntivo da 
gengiva marginal e interdental e circundam o dente 
de forma semelhante a um anel. 
-Fibras interproximais: formam feixes horizontais que 
se estendem entre o cemento de dois dentes 
adjacentes, nos quais estão inseridas. Encontram-se 
na área entre o epitélio da base do sulco gengival e 
a crista do osso interdental, podem ser classificadas 
como as principais fibras do ligamento periodontal. 
-Fibras semicirculares: se inserem na superfície 
proximal de um dente, imediatamente abaixo da 
junção amelocementária, estas circundam a gengiva 
marginal vestibular ou lingual esse inserem na outra 
superfície proximal do mesmo dente. 
-Fibras transgengivais: se inserem na superfície 
proximal de um dente, atravessam o espaço 
interdental e circundam a vestibular e lingual do 
dente adjacente 
 
1. Fibras dentogengivais do cemento para 
crista da gengiva 
2. Fibras dentogengivais do cemento para a 
superfície externa 
3. Fibras dentogengivais do cemento para 
cortical do periósteo 
4. Fibras dentogengivais do cemento 
mostradas no corte transversal. 
 
 Espaço biológico 
 
Ligamento periodontal 
 
É um tecido conjuntivo multifuncional, de origem 
ectomesenquimal, confere suporte, proteção e 
compreende um sistema sensorial para o sistema 
mastigatório. 
Responsável pelas distribuições e reabsorções de 
forças produzidas durante a função, no osso alveolar. 
Está localizado entre a raiz dental e osso alveolar 
Permite a mobilidade fisiológica do dente. 
Fibras periodontais 
Os elementos mais importantes do ligamento 
periodontal são as fibras principais, possuem origem 
colágena, sendo dispostas em feixes. 
São firmemente ancoradas ao cemento e ao osso 
através das fibras de sharpey. 
Classificação 
 
 
 
Elementos celulares 
-Células do tecido conjuntivo: Fibroblastos, 
cementoblastos e osteoblastos. Sendo os fibroblastos 
as principais e com capacidades de produzir 
colágeno e de fagocitar fibras colágenas 
envelhecidas. 
-Restos epiteliais de Malassez: Formam uma rede 
entrelaçada no ligamento periodontal e aparecem 
em grupos isolados de células. São remanescentes 
da bainha epitelial de Hertwig que se desintegra 
durante formação da raiz. Acredita-se que 
contenham fator de crescimento para queratinócitos. 
-Células de defesa: Neutrófilos, eosinófilos, linfócitos, 
macrófagos e mastócitos. 
Funções do ligamento periodontal 
Funções físicas 
1. Formar envoltório de tecido mole para 
proteger vasos e nervos de danos 
mecânicos 
2. Transmitir forças oclusais para o osso 
3. Unir dente ao osso 
4. Manter os tecidos gengivais em suas 
relações adequadas em relação ao dente 
5. Resistir ao impacto relacionado com as 
forças oclusais (absorção de choques) 
Funções formativas e remodeladoras 
As células do ligamento periodontal participam d 
reabsorção e formação do cemento e do osso 
alveolar que ocorrem durante movimentação dental 
fisiológico. 
 
Transeptais 
• Inseridas no 
cemento de dentes 
adjacentes 
• Interproximais à 
crista alveolar 
•Não possuem 
inserção óssea
Crista alveolar
•Oblíquas ao 
cemento 
• Previnem extrusão 
dentária e oferecem 
resistência aos 
movimentos de 
lateralidade
Horizontais 
• Perpendiculares ao 
longo eixo do dente 
• Se estendem do 
cemento até o osso 
alveolar 
Oblíquas
•Maior grupo de 
fibras
• Se estendem do 
cemento em direção 
coronal 
obliquamente até o 
osso 
• Suportam impacto 
vertical das forças 
mastigatórias 
Apicais 
• Irradiam-se de 
forma irregular 
• Se estendem do 
cemento ao osso 
alveolar no fundo 
do alvéolo 
•Não ocorrem em 
raízes que ainda 
estão em formação 
Inter-radiculares 
• Se estendem em 
forma de leque 
• Se estendem do 
cemento às 
bifurcações em 
dentes 
multirradiculares 
Funções nutricionais e sensoriais 
O ligamento periodontal fornece nutrição para o 
osso e cemento e até mesmo para gengiva por 
meio de vasos sanguíneos, além da drenagem 
linfática. 
O ligamento periodontal é também suprido de fibras 
nervosas sensoriais capazes de transmitir sensações 
tátil, de pressão, dor por meio das vias do nervo 
trigêmeo 
Cemento radicular 
As principais fibras colágenas presentes no cemento 
são de origem extrínseca (fibras de sharpey) e 
intrínsecas (fibras pertencentes à matriz do 
cemento) 
Os cementoblastos produzem componentes não 
colágenos com os proteoglicanos, glicoproteínas e 
fosfoproteínas. 
 
Cemento acelular 
É o primeiro a ser formado e recobre 
aproximadamente o terço ou a metade cervical da 
raiz e não contém células. 
É formado em associação com a formação da raiz 
e a erupção do dente, também chamado de 
cemento primário. Consistindo em uma matriz 
interfibrilar calcificada e fibras colágenas 
É formado somente até o dente atingir o plano 
oclusal. 
É constituído em grande parte por fibras de sharpey 
e possui papel fundamental na inserção do dente. 
 
 
Cemento celular 
Se forma após a erupção do dente e em resposta 
à demandas funcionais 
Contém células chamadas de cementócitos 
armazenadas em lacunas que se comunicam por 
meio de canalículos. 
É menos calcificado que o cemento acelular e 
possui uma quantidade menor de fibras de sharpey 
Reabsorção do cemento 
Causas locais 
1. Trauma oclusal 
2. Movimentação ortodôntica 
3. Pressão de dentes em erupção e mal 
posicionados 
4. Cistos e tumores 
5. Dentes inclusos 
6. Dentes transplantados e reimplantados 
7. Doenças periapicais 
8. Doenças