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Asfixia perinatal / Gestação de alto risco / Reanimação Neonatal

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MÓDULO 08 – NASCIMENTO, CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO. 
EUGENIO DA SILVA TAQUES NETO – MEDICINA UNIC XXXI 
PROBLEMA 02 – AGIR CERTO, NO MOMENTO OPORTUNO 
 Objetivos 
I. Compreender os fatores que determinam uma gestação de alto risco. 
II. Entender a fisiopatologia da asfixia perinatal e como os fatores de risco interferem nesse 
processo. 
III. Compreender a reanimação neonatal de RN maior ou igual a 34 semanas. 
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 Objetivo I - Compreender os fatores que determinam uma gestação de alto risco. 
→ Definição: “aquela na qual a vida ou a saúde da mãe e/ou do feto e/ou do recém-nascido têm maiores chances 
de serem atingidas que as da média da população considerada” 
→ Uma gestação pode se tornar de risco a qualquer momento e devido a isso é indicado realizar a reavaliação de 
risco a cada consulta pré-natal e durante o trabalho de parto 
→ São eles: 
 FATORES DE RISCO PRÉ GESTACIONAIS 
1. Características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis: 
 
2. História reprodutiva anterior 
 
3. Condições clínicas pré-existentes 
 
 FATORES DE RISCO GESTACIONAIS 
1) Exposição indevida ou acidental a fatores teratogênicos 
2) Doença obstétrica na gravidez atual 
 
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EUGENIO DA SILVA TAQUES NETO – MEDICINA UNIC XXXI 
3) Intercorrências clínicas 
 
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 Objetivo II - Entender a fisiopatologia da asfixia perinatal e como os fatores de risco interferem nesse 
processo. 
ASFIXIA PERINATAL 
→ Definição: Síndrome clínico-neurológica caracterizada por Hipoxemia, Hipercapnia e acidose decorrente de 
Hipóxia no período periparto. 
→ Desenvolve se: Quando há hipoperfusão tecidual significativa e diminuição da oferta de oxigênio decorrente das 
mais diversas etiologias durante o período periparto. 
→ É a principal causadora de Encefalopatia-Hipóxico-Isquêmica (EHI) 
→ Etiologia 
Pode ser causada por 4 mecanismos 
I. Interrupção do fluxo sanguíneo umbilical. 
(Associado a compressão do funículo umbilical, que são provocados pelo prolapso, nó verdadeiro, 
circulares e hematomas) 
II. Alteração da troca gasosa na placenta devido a seu descolamento. 
(Ocasiona diminuição da oxigenação placentária e do feto e causa perda volêmica do feto) 
III. Alteração da perfusão placentária do lado materno 
(Ocorre na hipertensão crônica , na pré-eclâmpsia, no trabalho de parto prolongado e outras situações 
que levam a insuficiência placentária) 
IV. Falha na expansão pulmonar imediatamente após o nascimento 
(Ocorre por depressão respiratória após o nascimento, que ocorre por exemplo quando se administra 
opióides a mãe, ou em RNs com obstrução das vias aéreas) 
V. Feto comprometido que não tolera o estresse do trabalho de parto 
(p.ex., retardo do crescimento intrauterino); 
 
→ Fatores de Risco para Asfixia Perinatal 
a) Durante a gestação 
1) Ausência de Pré natal 
2) Tabagismo e alcoolismo materno 
3) Uso de drogas 
4) Diabetes mellitus 
5) Cardiopatia materna 
6) Hipertensão arterial crônica 
7) Pré-eclâmpsia 
8) Anemias 
b) No período de parto, no trabalho de parto e no parto 
1) Placenta prévia 
2) Descolamento prematuro de placenta 
3) Prolapso, nó e circular do funículo umbilical 
4) Geta múltipla 
5) Trabalho de parto prematuro ou prolongado 
6) Apresentações anômalas 
7) Presença de líquido aminiótico meconial 
8) Amniorrexe prolongada 
9) Uso de anestesia geral 
10) Infecções patena-fetal. 
c) Imediatamente após o nascimento 
1) Derepressão respiratória 
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2) Malformações de vias aéreas 
3) Obstruções de vias aéreas 
 
 FISIOPATOLOGIA 
(Presença de Hipóxia – Alteração do padrão respiratório) 
-Sob hipóxia – Inversão do movimento do fluxo pulmonar – desencadeando movimentos respiratórios rápidos – 
seguidos por um período de Apneia. (Apneia primária) 
-Se a hipóxia persiste – ocorre novo esforço respiratório- com movimentos respiratório irregulares e de amplitude e 
profundidade variável – (Gasping) 
-Após ocorrência da apneia secundária –ocorre eElevação da PA e FC 
 
OBS. 1. Se uma criança nasce em apneia 1ª – um estímulo tátil pode induzir a respiração. 
 2. Se o parto ocorre durante a apneia secundário – não responde a estimulação. 
 
 Comprometimento Clínico e Neurológico 
A asfixia perinatal pelo seu componente Hipoxemia, isquemia e acidose, pode comprometer a função de vários 
órgõas 
- Fase incial: menos acentuada – órgãos periféricos 
- Acentuação: acometimento dos demais órgãos 
->Mecanismo de lesão: 
Lesão hipóxica –apnéia primaria – redistribuição do débito cardiáco – Vasconstrição pulmonar, intestinal, renal, 
muscular e cutânea – Favorecendo a preservação do fluxo para coração, cérebro, elevação da PA. –Aumento do 
fluxo sanguíneo para órgãos nobres (mediado por NO e adenosina) 
Persistência da Hipóxia – Apnéia secundária – Diminuição débito cardíaco – Redução da perfusão cerebral e 
miocárdica 
 
 DISTÚRBIO METABÓLICOS 
a) Acidose Metabólica: com a hipoxemia e má perfusão tecidual o metabolismo anaeróbio se torna 
preponderante, com diminuição da produção de energia e formação de ác. Láctico e ocorrência de 
acidose metabólica. 
b) Esgotamento das reservas de Glicogênio : Após a reanimação em decorrência do contexto de 
metabolismo anaeróbio (baixa prod de de energia) 
c) Aumento da incorporação de cálcio aos ossos, ocasionando hipocalcemia 
 ACOMETIMENTOS 
i. Comprometimento Pulmonar: pode haver comprometimento em decorrência da síndrome de aspiração 
de mocônio, síndrome de escape de ar, hipertensão pulmonar, síndrome do desconforto respiratório, 
edema e hemorragia pulmonar 
ii. Síndrome de aspiração de Mecônio: Redução fluxo sanguíneio – Diminuição circulação mesentérica, 
aumento do peristaltismo intestinal, relaxamento do esfíncter anal co liberação para o parto 
iii. Hipertensão pulmonar: 
iv. Edema pulmonar: 
v. Síndrome do desconforto respiratório: lesão o pneumócito tipo II, redução surfactante 
vi. Hemorragia pulmonar 
vii. Comprometimento cardiáco: Acidose reduz a contratilidade miocárdica 
viii. Comprometimento renal e suprarrenal 
ix. Comprometimento Neurológico 
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 Objetivo III - Compreender a reanimação neonatal de RN maior ou igual a 34 semanas. 
 
→ REANIMAÇÃO NEONATAL 
1) Avaliação da vitalidade ao nascer 
Gestação a termo? 
Respiração ou choro presente? 
Tônus muscular em flexão? 
Se “NÃO” a pelo menos uma das perguntas – conduzir a mesa de reanimação 
2) Passos inicais da reanimação 
Prover calor 
Posicionar a cabeça em leve extensão 
Aspirar bocas e narinas (sonda traqueal conectada a aspirador a vácuo Pmáx=100mmHg) 
Secar e desprezar os campos úmidos 
Reposicionar 
(Tempo máx 30s) 
3) Avaliar FC e Respiração 
Se padrão respiratório irregular, Apneia ou FC<100 
4) Indicação seguimento da Reanimação 
Colocação dos eletrodos do monitor cardíaco e do sensor neonatal do oxímetro de pulso e VPP (Ventilação 
com pressão positiva) 
5) Iniciar VPP (Ventilação com Pressão Positiva) por com máscara facial 
Precisa ser iniciada nos primeiros 60s (Minuto de ouro) 
Iniciar a ventilação com ar ambiente – Máscara + Monitorização por 30” 
“A ventilação pulmonar é o procedimento mais simples, importante e efetivo na reanimação do RN em sala de parto” 
 Balão autoinflável ou Ventilador mecânico manual em T –VMMT 
-frequencia de 40-60 mov/min “aperta/solta/solta”ou