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Redação UECE

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a viver como se minha 
vida fosse durar apenas um dia. Por isso, resolvi que não teria mais cotidiano e não faria 
mais nada do mesmo jeito. 
 Minha companheira pensou que eu tivesse ficado doido, porque, agora, podia 
acordar às 4 da manhã, para terminar de ler um bom livro, ou podia ficar na varanda, a 
noite inteira, deitado na rede, olhando as estrelas. 
 Uma vez, ela perguntou: 
 – O que você está fazendo aí? 
 E eu, de propósito, disse: 
 – Estou medindo a distância da Terra para a estrela mais longe da nossa galáxia. 
 E ela falou o que eu já esperava: 
 – Meu filho, você não quer ir para um psiquiatra, não!? 
GÊNEROS TEXTUAIS 
 
 11 OSG.: 076466/13 
 
 Eu dei uma gargalhada, dessas que a gente dá para fora, com vontade. 
 Assim, sem me preocupar mais com coisa nenhuma, é isto o que eu chamo de 
liberdade: mandar no meu próprio nariz. 
Prof. Pardal 
 
 
 
 
 
 
 
6. EDITORIAL 
Expressa a opinião de um jornal, ou de algum órgão da imprensa, sobre um fato 
relevante da atualidade. Tem a intenção de informar, esclarecer, alertar ou persuadir os 
leitores. É um texto essencialmente argumentativo (embora existam editoriais em que a 
exposição de motivo predomine), em que há um ponto de vista a ser defendido. É por esse 
motivo que o tema é colocado logo no primeiro parágrafo. Nos parágrafos seguintes, são 
apresentados os argumentos que defendam a ideia principal. Os editoriais, assim, são 
textos que expressam a opinião da empresa e não têm a obrigação de ter alguma 
imparcialidade. 
 
• Estrutura 
1. Introdução, na qual se situa a tese. 
2. Os parágrafos seguintes fundamentam o ponto de vista do jornal. 
3. Na conclusão, há sugestões para a solução do problema. 
 
• Exemplo 
Com o célere desenvolvimento das comunicações através da Internet, sobretudo 
no setor conhecido como Web 2.0, no qual se registra uma intensa proliferação de 
serviços oriundos dos consumidores da própria tecnologia, surge acirrada polêmica sobre 
sua atuação. No foco principal estão os blogs, acusados de ser diretamente responsáveis 
pela piora na qualidade da informação, de iludir tendenciosamente seus usuários e, até 
mesmo, de ameaçar a evolução cultural. 
Vem causando repercussão em todo o mundo o livro do historiador inglês 
Andrew Keen denominado The cult of the amateur (O culto ao amador), no qual o autor 
tenta provar que o crescente número de informações geradas, até mesmo por anônimos, 
por meio da informática, está comprometendo bastante a sua credibilidade no campo das 
comunicações. Ocorre, em paralelo, a concentração de um extraordinário poder de 
divulgar informações por pessoas absolutamente incompetentes para exercê-lo. 
O historiador também alerta, para o perigo que a receptividade de certos blogs 
representa, para a qualidade da informação, muitas vezes, em detrimento da própria mídia 
Proposta V 
Escreva uma crônica, para ser publicada em um site de relacionamento, em que 
você se posiciona sobre a necessidade, ou não, de controlar horários de acesso à 
Internet, para os mais jovens e as crianças. 
GÊNEROS TEXTUAIS 
 
 12 OSG.: 076466/13 
 
séria e tradicional, feita por órgãos do jornalismo impresso, rádio e televisão, os quais 
apresentam respaldo profissional indiscutível e maior nível de especialização. 
Os veículos de comunicação de massa que se responsabilizam pelo conteúdo de 
suas divulgações são, na verdade, fontes bem mais confiáveis, mesmo quando radicais em 
seus posicionamentos, princípios básicos da democracia e da liberdade de expressão. 
A pretensa democratização da mídia, alegada pelos titulares de blogs, estaria, 
pelo contrário, ocasionando o surgimento de nova oligarquia, pela qual inúmeras pessoas, 
em alguns casos agindo de má-fé, podem usar seu talento de persuadir a favor de causas 
desonestas. Sobretudo os mais jovens, pela natural falta de experiência característica da 
idade, tendem a acreditar em tudo aquilo que leem, principalmente se as mensagens 
chegam numa linguagem que lhes pareça simpática e envolvente. Essas são as principais 
vítimas de blogs com intenções indisfarçáveis de fomentar preconceitos e disseminar 
tendências extremamente perniciosas à sociedade. 
Com a proliferação e popularização desse tipo de informação distorcida, os 
próprios adultos poderão ir perdendo, progressivamente, sua capacidade crítica, passando 
a ter pontos de vista moldados por escusos e ocultos interesses particulares. 
O pior, no caso, é que também se constata a existência de blogs que, aparentando 
ser de indivíduos, são, na verdade, manipulados por grandes grupos ligados a objetivos 
inconfessáveis. 
A capacidade de discernir se faz cada vez mais necessária no mundo cibernético, 
pois a reação às presentes ameaças deve advir do imprescindível conhecimento dos 
veículos que processam as informações, com avaliação do seu nível de responsabilidade, 
correção profissional e plena consciência sobre tudo aquilo que está sendo repassado ao 
consumo do público. 
Texto adaptado, disponível em http://diariodonordeste.globo.com/materia 
 
 
 
 
 
 
7. FÁBULA 
Fábula é uma narrativa, em que as personagens são animais com características 
humanas; sempre contém uma moral, constatada no final da história. 
Esopo inventava histórias em que os animais eram os personagens. Por meio dos 
diálogos entre os bichos e das situações que os envolviam, ele procurava transmitir 
sabedoria de caráter moral ao homem. Assim, os animais, nas fábulas, tornam-se 
exemplos para o ser humano. 
 
• Estrutura 
1. Título, que contém o nome dos animais. 
2. Na introdução, os personagens são apresentados: pode haver descrições de suas 
características (físicas e psicológicas). A ação também pode iniciar-se aqui. 
Proposta VI 
Escreva um editorial, em que haja a análise e a posição do jornal, em relação ao 
projeto “Mais médicos”. 
 
GÊNEROS TEXTUAIS 
 
 13 OSG.: 076466/13 
 
3. Nos parágrafos seguintes, há a sequência das ações, que serão desenvolvidas 
pelas personagens. 
4. A conclusão é o fim da ação, cuja moral pode estar implícita ou explícita. 
5. Na linha seguinte, deve haver os seguintes dizeres: 
 “Moral da história: ............” 
 
• Exemplo 
O Leão e o Inseto 
Um Inseto se aproximou de um Leão e disse sussurrando em seu ouvido: “Não 
tenho nenhum medo de você, nem acho você mais forte que eu. Se você duvida disso, eu o 
desafio para uma luta, e assim, veremos quem será o vencedor.” 
E voando rapidamente sobre o Leão, deu-lhe uma ferroada no nariz. O Leão, 
tentando pegá-lo com as garras, apenas atingia a si mesmo, ficando bastante ferido. 
Desse modo, o Inseto venceu o Leão e, entoando, o mais alto que podia, uma 
canção que simbolizava sua vitória sobre o rei dos animais, foi embora relatar seu feito 
para o mundo. Mas, na ânsia de voar para longe e rapidamente espalhar a notícia, acabou 
preso numa teia de aranha. 
Então se lamentou, dizendo: “Ai de mim, eu que sou capaz de vencer a maior das 
feras, fui vencido por uma simples Aranha.” 
 
Moral da história: o menor dos nossos inimigos é frequentemente o mais perigoso. 
Disponível em http://sitededicas.uol.com.br/o_leao_e_o_inseto.htm 
 
 
 
 
 
 
 
8. MANIFESTO 
 
Texto de intenção persuasiva, que objetiva alertar sobre um problema, ou fazer 
uma denúncia. No campo das artes, o manifesto representa as tendências que identificam e 
caracterizam uma determinada estética. 
 
•••• Estrutura 
1. Título 
2. Identificação e análise do problema: argumentos que fundamentem o ponto de 
vista do (s) autor (es). 
3. Local e data, 
4. Verbos predominantemente no presente. 
 
Proposta VII 
Crie uma fábula, cuja narrativa se desenvolva com os seguintes elementos: 
Animais: a Cobra e o Lagarto. 
Moral: a vaidade, em excesso, pode prejudicar.