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cimento de óxido de zinco e eugenol

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Introdução 
Comumente usados para cimentação e 
restaurações provisórias devido à suas qualidades 
terapêuticas e pH neutro 
Grande variedade de OZE, com resistências Á 
compressão de 3 a 55Mpa = mais indicado para 
aplicações provisórias 
Diversos usos = material versátil 
 Cirurgia e periodontia é empregado como 
cimento cirúrgico 
 Endodontia: cimento obturador de canal 
radicular 
 Prótese: agente cimentante provisório, 
material de moldagem 
 Dentística: base cavitaria, mas a melhor 
indicação é como restaurador provisório 
Formas de Apresentação 
Sistema pó líquido ou duas pastas. 
Pó: oxido de zinco Líquido: eugenol 
Duas pastas: 
 Pasta base: pó de zinco 
 Pasta catalizadora: eugenol 
Composição e Classificação 
Cimentos de óxido de zinco/eugenol e Cimentos 
de óxido de zinco livres de eugenol - 4 tipos de 
Cimentos de OZE baseado em sua aplicação 
clínica 
tipo I: cimentação provisória – cuidado como será 
a cimentação definitiva da coroa, fosfato de zinco 
metaloceramicas ou cimento resinoso, cimento 
resinoso não pode usar Eugenol (dificulta a presa 
da resina composta) 
Tipo II: cimentação definitiva (provisória de longa 
duração) – próteses fixas 
 
Tipo III: restaurações provisórias de longa 
duração ou bases (o que mais utilizamos) – base 
isolante térmica ex. amalgama 
Tipo IV: forramento também é usado como 
material para selamento do canal radicular e 
curativo periodontal (cimento cirúrgico). 
 
 
Compostos do OZE 
Resina de terebentina: diminui a fragilidade do 
material 
Estearato de zinco: funciona como um 
plastificador 
Acetato de zinco: melhora a resistência do cimento 
Óleo de oliva: funciona como plastificador da 
mistura, e diminui o gosto de cravo do eugenol 
Oxido de zinco e eugenol reforçados: 
Modificações feitas para melhorar a resistência 
mecânica e ao desgaste do cimento de OZE para 
a cimentação de longa duração 
Eugenol livre residual interfere com a 
polimerização de resinas compostas ou 
cimentos resinosos = uso de ácidos carbóxilos e 
produtos de cimento de oxido sem eugenol 
Cimentos de OZE para cimentação de longa 
duração são relativamente difíceis de manipular 
devido à sua grande espessura de película 
1
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3
4
Suas atribuições antimicrobianas representam 
um benefício comparado com cimentos de 
ionômero de vidro ou resinas compostas 
Materiais com ácido orto-etoxi-benzoico (EBA) ou 
polimetacrilato de metila (PMMA): 
 melhores propriedades mecânicas que o 
oxido de zinco e eugenol tipo I 
(convencional 
EBA: pode duplicar a resistência do oxido de zinco 
e eugenol à compressão 
 alumina no pó (mesma função do PMMA) e 
parte do eugenol modificado por EBA 
 Ele possui mais de uma hidroxila para se 
ligar ao oxido de zinco aumentando o 
número de ligações = maior propriedade 
mecânica 
 Mais resistente que os PMMA, geralmente 
 Seu uso sozinho, como agente líquido, não 
é possível pois ocorre aumento de 
solubilidade final do material 
PMMA: reforçados por polímeros PMMA no pó 
 Outro sistema (polímero de OZE plus) 
consiste em líquido de eugenol e um pó 
especial contendo 20% a 40% em peso de 
partículas finas de polímero e de óxido de 
zinco cujas superfícies foram tratadas com 
ácido carboxílico 
Cimentos provisórios a base de OZE (sem 
eugenol também) 
 São excelentes para cimentar coroas 
acrílicas e próteses fixas provisórias 
restaurar ações provisórias de OZE tem 
expectativa de duração de algumas semanas no 
máximo. Mas elas selam os túbulos dentinarios 
muito bem se de fluidos orais e tem efeito sedativo 
na polpa 
 Isso minimiza a irritação causada pelo 
microinfiltração 
 As torna apropriados para tratamento 
restaurador provisório enquanto a polpa se 
recupera de injúrias sofridas ou enquanto 
restaurações definitivas estão sendo 
fabricadas no laboratório 
Contraindicações: 
 Podem causar necrose pulpar e não devem 
ser usados diretamente sobre a polpa 
 Não devem ser usados para cimentação 
provisórias de próteses fixas definitivas 
 cimento pode ser difícil de remover e 
= risco de fratura da peça ou do dente 
preparado 
 
Reação de Presa 
É lenta, mas pode ser acelerada em ambiente 
quente e úmido 
É uma reação de quelação do oxido de zinco e o 
eugenol 
Inicia quando a água na solução de eugenol 
hidrolisa o oxido de zinco (ZnO) = hidróxido de 
zinco (Zn(OH)1) 
 
Depois duas moléculas de eugenol (2C10H12O2) 
reagem com o hidróxido de zinco = formação de 
um sal o eugenolato de zinco e água 
Como há uma maior proporção de partículas de pó 
que eugenol = partículas não regentes são 
envoltas por uma matriz de eugenolato de zinco, 
no fim da reação de presa. 
 As partículas não reagidas interligadas a 
matriz de eugenolato são fundamentais = 
responsáveis pela resistência do material 
 
em qualquer proporção o eugenol é totalmente 
consumido 
a água participa da reação acelerando a presa e 
acaba sendo um subproduto no final 
A matriz de eugenolato de zinco é fraca: suas 
ligações intermoleculares são fracas e o 
imbricamento micromecanico da matriz com as 
partículas é facilmente hidrolisada, podendo 
resultar em eugenol e hidróxido de zinco 
 O processo de ligação é reversível 
dependendo da quantidade de água ou 
eugenol disponível 
Ligação rompida após a presa = liberação de 
eugenol para o meio quando estiver em contato 
com água 
 Essa liberação é fundamental para 
atividades antimicrobianas e anti-
inflamatórias 
 
Manipulação Clínica 
OZE misturado até consistência rígida 
(parecido com massa de vidraceiro = efetiva 
como material restaurador provisória durando até 
1 ano 
A espatulação em placa de vidro resfriada retarda 
a presa e permite a obtenção de consistência mais 
espessa 
 a placa não deve apresentar temperatura 
ABAIXO do ponto de orvalho 
condensação de água no cimento = acelera 
a reação 
Uma das desvantagens de restaurar implantes 
dentais com uma prótese que precisa ser 
cimentada é a impossibilidade de recuperação da 
coroa cimentada 
Cimentos retentivos podem danificar o implante se 
a prótese removida com força excessiva as 
técnicas agressivas; por outro lado Cimentos 
menos retentivos causam perda de retenção com 
certa frequência 
Pasta – pasta (ex: tipo 1): proporção 1:1 – placa 
de vidro – mesmo comprimento 
 Misturam-se as pastas até obter uma 
massa homogênea 
 Aplica-se na cavidade com uma espátula 
de inserção 
 semelhantes ao hidróxido de cálcio – 
inseridos com espátula de inserção 
Pó e líquido: siga sempre as recomendações do 
fabricante - A maioria dos Tipo III (restaurações 
provisórias e bases) é apresentada na forma de 
pó/líquido seja em frascos separados ou em 
capsulas pré-dosadas 
 Frascos ou capsulas pré dosadas 
 Em geral, a proporção é de 1 parte de pó: 1 
porção de líquido para materiais do tipo III 
 Agite o frasco do pó antes de proporcioná-lo = 
partículas não estarão compactadas dentro do 
frasco 
 Insira a colher dosadora do 
pó, não exerça pressão nas 
laterais do frasco e não tente 
compactar ou retirar o 
excesso nas bordas (use a 
espátula n°36 que é reta, 
apoie da borda da colher e 
passe de forma precisa) 
 
 o pó na extremidade da placa deixando espaço 
para o líquido – depositá-lo 
delicadamente (preservando a forma 
da colher 
 Divida o pó em 3 porções (50%, 
25% e 25%) = facilita a incorporação 
Pó no Líquido 
 
 Goteje o líquido próximo ao pó (entre a 
extremidade e o pó) - Colocar o frasco em 
paralelo a superfície e depois movimentá-lo 
até ficar perpendicular a placa = evita bolhas 
de ar dentro da gota – e deixar o frasco em 
uma distância considerável para formação da 
gota completa 
 
 Manipulação em pequena área da placa 
visando o mínimo desperdiço de líquido - 
amasse o pó contra o liquido 
 1° porção 50% levada ao líquido espátula n°36 
– espatular 10-15s, ou tão logo esteja molhado 
pelo líquido 
 2° porção 10-15s – 
 3° porção: sensação de que não irá incorporar 
todo o pó por falta de líquido (principalmente