A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
51 pág.
CELULA

Pré-visualização | Página 9 de 9

moléculas de ubi quitina se prendem
à primeira. Esse complexo proteico
é reconhecido pela partícula
reguladora. A proteína a ser
removida é desenrolada pela
ATPase, com gasto de energia, e
introduzida no proteassomo, onde é
degradada em peptídeos de oito
aminoácidos, os quais são digeridos
por enzimas do citoplasma ou têm
outros destinos, como participar da
resposta imune. As moléculas de
ubiquitina são libe radas pelas
partículas reguladoras para serem
usadas novamente.
Figura 49. (A) Uma visão em corte da estrutura do cilindro central do proteassomo, determinada a partir de
crista lografia por raios X, com os sítios ativos das proteases indicados por pontos vermelhos. (B) A estrutura
completa do proteassomo. Fonte: Bruce Alberts, Dennis Bray, Karen Hopkin, Alexander Johnson, Julian Lewis,
Martin Raff, Keith Roberts, Peter Walter. (2017). Fundamentos da Biologia Celular. 6ª Ed. Editora Artmed,
Porto Alegre, 864p.
A CÉLULA 75 MAPA MENTAL: PROTEASSOMOS
Formados por complexos
de proteases
Digestão de proteínas
ubiquitinadas
Presentes no
PROTEASSOMOS
citoplasma ou no núcleo Função
Presença de uma partícula
reguladora com ATPase Forma de barril
Reconhecimento das
proteínas ubiquitinadas
Peroxissomos
Os peroxissomos são organelas en
volvidas por apenas uma membrana
e não contêm DNA e nem ribosso
mos; todas as suas proteínas devem
ser importadas do citosol. São
encon trados em quase todos os
tipos celu lares, mas são mais
comuns nas cé lulas do fígado e do
rim. Apresentam
em seu interior um conteúdo
granulo so fino e são geralmente
arredonda das, medindo cerca de
0,5 a 1,2 μm de diâmetro. De modo
similar às mi tocôndrias, os
peroxissomos aumen tam em
tamanho e sofrem divisão binária
para formar novos peroxisso mos;
entretanto, eles não possuem seu
próprio material genético e nem
ribossomos.
A CÉLULA 76
Figura 50. Eletromicrografia de corte de célula hepática. O citoplasma contém muito glicogênio, que se
apresenta como agregados irregulares de partículas eletrodensas (setas). São observados no campo alguns
peroxissomos, for mações arredondadas com uma região central densa aos elétrons, e também mitocôndrias
(M). Fonte: L.C.JUNQUEI RA; CARNEIRO, José. Histologia Básica: Texto e Atlas. 12. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan Ltda, 2013
Receberam esse nome porque oxi
dam substratos orgânicos específi
cos, retirando átomos de hidrogênio
e combinando-os com oxigênio mo
lecular (O2). Essa reação produz pe
róxido de hidrogênio (H2O2), uma
substância oxidante prejudicial à cé
lula, que é imediatamente eliminada
pela enzima catalase, também conti
da nos peroxissomos. A catalase uti
liza oxigênio do peróxido de hidrogê
nio (transformando-o em H2O )
para oxidar diversos substratos
orgânicos. Essa enzima também
decompõe o
peróxido de hidrogênio em água e
oxigênio, segundo a reação:
2 H2O2 + catalase→ 2 H2O + O2
SE LIGA! A atividade da catalase é im
portante, pois assim muitas moléculas
tóxicas, incluindo medicamentos, são
oxidadas, principalmente nos peroxisso
mos do fígado e dos rins. Aproximada
mente 50% do álcool etílico ingerido é
transformado em aldeído acético pelos
peroxissomos desses órgãos.
A CÉLULA 77
Além da catalase, possuem enzimas
da β-oxidação dos ácidos graxos de
cadeias longas e muito longas, como
a acil-coenzima oxidase, que
encurtam as cadeias até o tamanho
médio para
NA PRÁTICA!
serem oxidadas nas mitocôndrias.
Há também enzimas que oxidam
ami noácidos, como a
D-aminoácido-oxi dase, e que
participam da síntese do colesterol
e dos ácidos biliares.
Muitos distúrbios se devem a defeitos nas proteínas dos peroxissomos, pois essa
orga nela participa de diversas vias metabólicas. Talvez o distúrbio peroxissômico
mais co mum seja a adrenoleucodistrofia ligada ao cromossomo X. Nessa síndrome há
defeito em uma proteína integral da membrana do peroxissomo, que participa do
transporte de ácidos graxos de cadeia longa para dentro dessa organela, onde
sofreriam β-oxidação. O acúmulo desses ácidos graxos nos líquidos do organismo
destrói a mielina do tecido nervoso, causando sintomas neuro lógicos graves. A
deficiência em enzimas dos pero xissomos causa a síndrome Zellweger, que é fatal,
com lesões musculares muito graves, lesões no fígado e nos rins e desorganização do
sistema nervoso central e periférico.
Figura 51. Peroxissomos em hepatócitos. Fonte: GARTNER, Leslie P.; HIATT, James.
L.. Tratado de Histologia em Cores. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007
Citosol (ou Matriz Citoplasmática)
O citosol é um gel aquoso concen
trado, que consiste em moléculas
de diferentes tamanhos e formatos,
abrangendo o conteúdo do citoplas
ma, entre as organelas. É composto
pelos elementos do citoesqueleto,
por proteínas motoras e por molécu
las menores como glicose,
vitaminas, aminoácidos e enzimas.
A matriz ci toplasmática é
responsável por for necer substrato
para a organização
de moléculas enzimáticas que fun
cionam melhor quando ordenadas
em sequência, e não dispostas ao
acaso, quando dependeriam de coli
sões esporádicas com os
respectivos substratos.
A CÉLULA 79
Figura 52. (A) Existe uma variedade de compartimentos envolvidos por membrana nas células eucarióticas. (B) O
restante da célula, em azul, excluindo todas essas organelas, é chamado de citosol. Fonte: Bruce Alberts, Dennis
Bray, Karen Hopkin, Alexander Johnson, Julian Lewis, Martin Raff, Keith Roberts, Peter Walter. (2017).
Fundamentos da Biologia Celular. 6ª Ed. Editora Artmed, Porto Alegre, 864p.