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PELE ANEXO

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PELE E ANEXOS
1. TEGUMENTO
O tegumento é composto pela pele
e seus anexos, as glândulas sudorí
paras, glândulas sebáceas, folículos
pilosos e unhas. Ele reveste todo o
corpo e é contínuo com as mem
branas mucosas do sistema diges
tório, respiratório, sistemas urinários
e genitais.
2. PELE
A pele é o maior órgão do corpo
humano, cobrindo toda superfície
do
corpo e correspondendo a 16% do
peso corporal. Possui diversas fun
ções, sendo elas: proteção contra
lesões, atrito, invasão de bactérias
e dessecação, termorregulação cor
poral, percepção sensorial contínua
do ambiente (tato, temperatura e
dor), excreção de diversas
substâncias (pelas glândulas
sudoríparas), prote ção contra os
raios ultravioleta (por conta da
melanina) e absorção dessa para
síntese de Vitamina D3.
FUNÇÕES DA PELE
Proteção contra invasão de micro-organismos
Proteção contra lesões, atrito e dessecação
Termorregulação
Percepção sensorial
Excreção de substâncias
Proteção contra a radiação UV
Síntese de Vitamina D3
Tabela 1. Funções da pele Fonte: Tratado de Histologia em Cores, 3ª Ed, 2007
É composta por duas camadas, a
epiderme e a derme. A epiderme é
a camada mais superficial, de
origem ectodérmica, já a derme é
de origem mesodérmica. A
hipoderme é uma camada
encontrada abaixo da derme, que
não faz parte da pele. Ela nada
mais é que uma camada de tecido
ce
lular subcutâneo, composto por tecido
conjuntivo frouxo com células adipo
sas, sendo responsável pela união
da pele com os órgãos subjacentes.
Ba sicamente, a hipoderme permite
que a pele deslize sobre as
estruturas em que ela se apoia.
PELE E ANEXOS 4
A B
Figura 1. Organização geral da pele. A – Pode-se observar a formação da pele em 2 camadas, a epiderme e a
derme, além da presença do tecido celular subcutâneo, a hipoderme. B – Configuração histológica da pele. Fonte:
Adaptado de Histologia e Biologia Celular, 2ª Ed., 2008.
A interdigitação entre a epiderme e
SE LIGA! A hipoderme é um fino teci
do conjuntivo frouxo que se encontra
abaixo da pele, mas que não faz par
te dela! A hipoderme contém variáveis
quantidades de tecido adiposo e cons
titui o tecido celular subcutâneo e a
fáscia superficial (no contexto da dis
secção anatômica), cobrindo todo o cor
po, de forma semelhante à pele.
a derme é conhecida como apare
lho em rede (rete apparatus), sendo
uma junção irregular. Essa junção é
formada pelas papilas dérmicas, pro
jeções da derme em concavidades
da epiderme, chamadas de cristas
epi dérmicas, estruturas que
conectam e fazem a interface entre
a epiderme e a derme. Essa
interdigitação é muito mais
profunda e generalizada na pele
espessa.
PELE E ANEXOS 5
Figura 2. Nessa imagem pode ser observada uma lâmina de pele espessa com a epiderme (E) e a derme (D),
assim como as papilas dérmicas (DR) que se interdigitam com as cristas epidérmicas (ER). Fonte: Tratado de
histologia em cores, 3ª Ed., 2007.
Existem dois tipos de pele, a pele
fina e a pele espessa. A pele fina
tem poucas camadas celulares,
princi palmente da última camada
da epi derme, que é a camada de
querati na. A pele espessa, por sua
vez, está presente em regiões de
maior atrito (por exemplo: palma de
mãos, planta
de pés), possuindo diversas cama
das celulares e maior espessura da
camada de queratina. Uma caracte
rística da pele espessa é a ausência
de glândulas sebáceas e pelos, po
dendo ser encontradas apenas glân
dulas sudoríparas.
SAIBA MAIS!
A superfície das polpas dos dedos das mãos e dos pés tem cristas e sulcos alternados,
que compõem alças, curvas e vórtices com padrões específicos para cada indivíduo,
chama dos de dermatoglifos (impressões digitais), os quais se formam no feto e se
mantém por toda a vida, sendo úteis para fins de identificação na medicina forense e em
investigações criminais.
PELE E ANEXOS 6 Pele fina Pele espessa
Poucas camadas
celulares
Regiões de
menor atrito
Fina camada de
queratina
Presença de
glândulas
sebáceas e pelos
Diversas
camadas
celulares
Regiões de
atrito (palma
de mão e
planta de pé)
Maior camada
de queratina
Ausência de
glândulas
sebáceas e pelos
FIgura 3. Características da pele fina ou delgada versus características da pele espessa. Fonte: Tratado de
histologia em cores, 3ª Ed., 2007; Histologia Básica, 12ª Ed., 2013.
3. EPIDERME
A epiderme é um epitélio estratifi
cado pavimentoso queratinizado,
ou seja, é um tecido formado por vá
rias camadas de células achatadas,
com uma camada superficial de que
ratina. Alguns tipos celulares podem
ser encontrados na epiderme, sendo
eles os queratinóticos, melanócitos,
células de Langerhans e células de
Merkel.
PELE E ANEXOS 7
Figura 4. Além dos queratinócitos, podem ser encontrados alguns tipos celulares imigrantes na epiderme, dentre
eles os melanócitos, as células de langerhans e as células de Merkel. Fonte: Histologia e Biologia Celular, 2ª Ed.,
2008.
Os queratinócitos são as células
mais abundantes e se organizam
em camadas. Essas camadas po
dem ser observadas principalmente
quando estamos diante de uma pele
espessa. Da camada mais
superficial até a mais profunda,
pode-se obser var a camada córnea,
camada lúcida, camada granulosa,
camada espinho sa e camada basal.
PELE E ANEXOS 8
Figura 5. Camadas da epiderme: Estrado córneo, estrato lúcido, estrato granuloso e estrato basal. Fonte:
Histologia e Biologia Celular, 2ª Ed., 2008.
A camada ou estrato basal ou
germinativo é formada por células
prismáticas a cuboides, basófilas,
apoiadas sobre a membrana basal
que separa a epiderme da derme.
As células da camada basal já pos
suem filamentos intermediários de
queratina, mas em pequena quanti
dade, que vai aumentando à medi
da em que as células vão subindo
em direção ao estrato mais super
ficial. As células dessa camada são
ricas em células tronco, possuindo
uma intensa atividade mitótica, sendo
portanto a camada responsável pela
constante renovação da pele. A pele
se renova a cada 15 a 30 dias.
PELE E ANEXOS 9
Figura 6. Camada ou estrato basal (SB), com células prismáticas a cuboides, apoiadas sobre a membrana basal.
Fonte: Tratado de histologia em cores, 3ª Ed., 2007.
A camada ou estrato espinhoso
possui células cuboides (observa-
-se uma tendência de achatamento
das células à medida que caminha-
-se para o estrato mais superficial),
que possuem um núcleo central,
com um citoplasma possuindo
feixes de filamentos de queratina
(chamados
tonofilamentos). As células dessa ca
mada se ligam umas às outras atra
vés de desmossomos, gerando uma
coesão celular, denotando a resistên
cia ao atrito intrínseca à nossa
pele. Essa ligação entre as células
origina a morfologia espinhosa
celular que dá o nome para a
camada.
PELE E ANEXOS 10 A
B
Figura 7. Camada espinhosa, com a presença de células cuboides com núcleo central. Podem-se observar os
tonofila mentos de queratina citoplasmáticos (A) e a presença de desmossomos na membrana celular (B), o que
dá a morfolo ginha “espinhosa” para as células. Fonte: Histologia Básica, 12ª Ed., 2013
HORA DA REVISÃO!
Os desmossomos são junções de adesão semelhante a soldas ou botões, localizadas
na membrana plasmática lateral, que auxiliam na resistência aos estresses mecânicos.
Cada desmossomo apresenta duas placas de adesão em formato de disco,
localizadas opostas uma à outra nas faces citoplasmáticas das células adjacentes.
As placas de adesão do desmossomo são formadas por proteínas de ancoragem,
sendo as mais bem caracterizadas as desmoplaquinas e as pecoglobinas.
NA PRÁTICA!
Algumas pessoas possuem autoanticorpos contra proteínas específicas dos
desmosso mos, resultando em uma patologia chamada de pênfigo vulgar, em que há
o rompimento da adesão celular, gerando uma formação difusa de bolhas na pele.
PELE E ANEXOS 11
Figura 8. Pênfigo vulgar, cursando com bolhas flácidas confluentes disseminadas. Essa patologia ocorre por
doença autoimune específica de desmossomos da pele. Fonte: Dermatologia de Fitzpatrick, 7ª Ed., 2014.
A camada ou estrato granuloso é
composta por 3 a 5 fileiras de
células