A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
26 pág.
PELE ANEXO

Pré-visualização | Página 4 de 5

epitélio estratificado
pavimentoso.
SE LIGA! As glândulas sebáceas estão sempre associadas a um folículo piloso. Sempre
que houver uma glândula sebácea, ela estará ao redor de um folículo piloso!
PELE E ANEXOS 29
As glândulas sebáceas produzem
uma secreção lipídica rotineiramen
te nomeada como “sebo”, sendo ela
rica em triglicérides, ácidos graxos
livres, colesterol e ésteres de coles
terol. Essa produção ocorre princi
palmente após a puberdade devido
ao estimulo de hormônios sexuais
NA PRÁTICA!
associado, tendo como principal fun
ção a lubrificação da superfície da
pele e dos pelos, aumentando as
características hidrofóbicas da que
ratina, o que exacerba a função de
impermeabilidade exercida pela
queratina na pele.
A acne é uma doença inflamatória crônica que envolve as glândulas sebáceas. Ocorre
uma obstrução resultante da impactação do sebo e de restos celulares no folículo
piloso, além do papel de bactérias anaeróbicas próximas à obstrução nesse processo.
É uma patologia muito presente no período da puberdade, quando os níveis de
hormônios sexuais passam a estimular em maior intensidade as glândulas sebáceas.
Como se forma o “sebo”?
As glândulas sebáceas são glân
dulas acinosas holócrinas, ou seja,
possuem diversos ácinos organiza
dos ao redor de um pequeno duc
to, por onde é liberada a sua secre
ção às custas de morte celular. Elas
se organizam como células epiteliais
achatadas inicialmente, que com o
acúmulo da secreção lipídica se
tornam células arredondadas. O
processo de acúmulo da secreção
gera desaparecimento do núcleo e
a morte celular, principalmente dos
ácinos centrais, evento que promove
a descamação das células glandu
lares, suscitando a liberação do con
teúdo lipídico para o ducto.
HORA DA REVISÃO!
As glândulas são classificadas em dois grandes grupos, de acordo com o método de
distribuição de seus produtos: exócrinas (secretam através de ductos) e endócrinas
(se cretam para os vasos sanguíneos ou linfáticos). As glândulas exócrinas possuem
três mecanismos diferentes para liberar seus produtos de secreção, podendo ser
classificadas em holócrinas (a célula amadurece, morre e vira o próprio produto de
secreção), merócri na (através de exocitose) e apócrina (uma porção do citoplasma
apical é liberada com o produto de secreção)
Glândulas Sudoríparas
As glândulas sudoríparas podem
ser de dois tipos: merócrinas (am
plamente distribuídas) ou apócrinas
(encontradas nas axilas, região peria
nal e região pubiana).
Glândulas sudoríparas merócrinas
As glândulas sudoríparas
merócrinas são muito numerosas,
encontradas em toda a pele, com
exceção de ra ros locais, como a
glande peniana. São glândulas
tubulosas simples enoveladas,
localizadas na derme e seus ductos
se abrem diretamente na
superfície da pele.
PELE E ANEXOS 32
Figura 25. Lâminas histológicas demonstrando glândula sudorípara merócrina, com seus ductos excretores de
epitélio estratificado cúbico. Podem-se observar células mioepiteliais, que auxiliam na secreção do conteúdo das
glândulas. A glândula sudorípara merócrina é composta pelas células claras e células escuras. Fonte: Histologia
Básica, 12ª Ed., 2013 e Histologia e Biologia Celular, 2ª Ed., 2008.
A secreção produzida por esse tipo
de glândula é uma secreção aquo
sa, conhecida como suor. O suor é
um ultrafiltrado do plasma, respon
sável por auxiliar na termorregula
ção e participar da excreção de al
gumas substâncias, sendo derivado
de capilares localizados ao redor das
porções secretoras das glândulas su
doríparas. A secreção das glândulas
sudoríparas merócrinas é eliminada
por exocitose!
As glândulas tubulosas simples eno
veladas que correspondem às glân
dulas sudoríparas merócrinas são
formadas por células secretoras
piramidais, podendo essas serem
de dois tipos, células escuras e
células claras.
As células escuras secretam glico
proteínas, sendo encontradas pró
ximas ao lúmen glandular, contém
muitos grânulos de secreção
apicais e são ricas em retículo
endoplas mático rugoso (RER), o
que justifica a sua coloração escura.
As células claras se encontram mais
na porção basal glandular, tendo
com função o transporte de íons e
de água, sendo dotada, portanto, de
muitas mitocôndrias para
possibilitar a produção da parte
aquosa do suor. As células
secretoras piramidais são envoltas
por células mioepiteliais,
HORA DA REVISÃO!
que auxiliam na propulsão para a ex
pulsão da secreção ao ducto
excretor.
As células mioepiteliais são células originadas do epitélio, porém, que compartilham al
gumas características com as células musculares lisas, sendo a principal a
contratilidade. Sua contração auxilia na secreção das porções secretoras glandulares e
de alguns ductos.►
O ducto excretor dessas glândulas
segue em um curso em hélice até a
superfície da epiderme, sendo re
vestido por um epitélio cúbico estra
tificado. Usualmente, esse ducto é
composto apenas por duas
camadas de células; as células mais
externas são ricas em mitocôndria,
auxiliando na reabsorção de íons
sódio, geran do um suor mais
hipotônico e evitan do a
desidratação, bem como na ex
creção de substâncias, como ureia e
ácido lático.
Glândulas sudoríparas apócrinas
São glândulas situadas na derme e
na hipoderme, encontradas apenas
em algumas regiões do corpo,
como
axilas, região perianal e pubiana e
na aréola mamária. Essas glândulas
são inervadas por fibras
adrenérgicas e influenciadas por
hormônios sexu
ais, o que é corroborado pela obser
vação de suas localizações.
Os ductos das glândulas
sudoríparas apócrinas
desembocam no folícu lo piloso,
eliminando uma secreção viscosa e
inodora. Com a ação das bactérias
na pele e a degradação da secreção
liberada, apesar de essa ser
inicialmente inodora pode passar a
apresentar um odor característico.
PELE E ANEXOS 35 apócrinas na verdade seja por um
SE LIGA! A secreção das glândulas su
doríparas apócrinas é inicialmente ino
dora, porém com a permanência do
suor no local ocorre metabolismo
bacteriano do
ácido-3-metil-1,2-hexanóico, um
ácido volátil semelhante a sinais de fe
romônios. Por esse motivo, acredita-se
que as glândulas sudoríparas
apócrinas evoluíram de glândulas que
secretavam atrativos sexuais em
animais inferiores.
Existe uma forte indicação de que a
secreção das glândulas sudoríparas
mecanismo merócrino, ou seja, por
exocitose da secreção. Porém, man
tém-se o nome apócrino, que sig
nifica a liberação da secreção em
conjunto com uma porção citoplas
mática da célula glandular.
Além disso, existem as glândulas
ceruminosas do conduto auditivo
externo (produtoras do cerúmen au
ricular) e as glândulas de Moll (das
pálpebras), que constituem
glândulas sudoríparas apócrinas
modificadas.
Pelos
Os pelos são estruturas delgadas e
queratinizadas que possuem um
crescimento descontínuo, com
fases de repouso e fase de
crescimento
em si. A duração da fase de repouso
e fase de crescimento dos pelos é
vari ável entre as regiões do corpo.
CONCEITO!
O ciclo de crescimento do pelo é com
posto por 3 fases: a fase anagênica
(período de crescimento), a fase cata
gênica (um período de involução) e a
fase telogênica (fase de repouso final,
na qual o pelo envelhecido se despren
de). Logo após a queda, um novo pelo
é formado no folículo piloso e o ciclo de
crescimento é reiniciado. A duração do
ciclo de crescimento varia nas regiões
do corpo.
A cor, tamanho, espessura e a dis
posição dos pelos varia de acordo
com a cor da pele e a região do cor
po, fator que é diretamente influen
ciado por hormônios sexuais. A cor
do pelo também depende dos mela
nócitos, localizados entre a papila e
o epitélio da raiz do pelo.
O pelo difere um pouco do seu pro
cesso de queratinização que ocor re
na pele, formando uma queratina
dura, com filamentos embebidos
den tro de uma matriz de
trico-hialina, bem como as células
queratinizadas não descamam, elas
se acumulam, tornando resistentes
e comprimidas com o tempo.
SAIBA MAIS!
Dois tipos de pelo estão presentes no ser humano adulto, os velos (pelos macios,
delicados, curtos e claros)