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PELE ANEXO

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e os pelos terminais (duros, grandes, grosseiros, longos e
escuros). Apenas no feto e recém-nascido pode-se observar o desenvolvimento de um
terceiro tipo de pelo, muito mais fino, chamado lanugo.
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Figura 27. Presença de Lanugo em recém-nascido. Fonte: https://bit.ly/2WjguX7.
Os pelos se desenvolvem dentro de
estruturas chamadas folículos pilo
sos, que são invaginações na epi
derme. A dilatação terminal do fo
lículo piloso é chamada de bulbo do
pelo, cujo centro contém a papila
dérmica. Na papila dérmica existem
células que revestem e formam a
raiz do pelo, de onde emerge o eixo
do pelo. Na fase de crescimento, as
células da raiz se multiplicam e dife
renciam em diversos tipos celulares,
como as células da medula (células
grandes, vacuolizadas, com pouca
queratina), as células do córtex (na
região que envolve o pelo, células
mais queratinizadas e compactas) e
as células da cutícula (região mais
externa, células fortemente
queratini
zadas que envolvem o córtex). As cé
lulas epiteliais periféricas possuem
uma bainha epitelial interna e uma
bainha epitelial externa; a bainha
epitelial envolve o pelo em sua
porção inicial, sendo que sua
porção externa se continua com a
epiderme.
Ao redor do folículo piloso existe
uma bainha de tecido conjuntivo
bem espessa que o envolve. Essa
bai nha é conectada a um músculo
liso
chamado músculo eretor de pelo,
cuja contração é responsável por
“eri çar” os pelos, resposta que
ocorre diante de estímulos
adrenérgicos.
Lembre-se: sempre existirá uma
glândula sebácea associada a um
folículo piloso!
Unhas
Unhas nada mais são que placas de
células queratinizadas. A camada
córnea, nessa região, possui esca
mas compactas e fortemente ade
ridas uma sobre a outra, que
crescem deslizando sobre o leito
ungueal. É im portante lembrar que
o leito ungueal é uma estrutura da
pele, não tendo relação com o
crescimento das unhas, apenas
realiza a sua acomodação.
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As unhas estão presentes na super fície dorsal das falanges distais dos
dedos, tendo a sua formação iniciada a partir de sua porção mais proxi
mal, chamada de raiz da unha. Na raiz da unha pode-se observar a pro
liferação e diferenciação das cé lulas epiteliais até a formação das
escamas córneas. A raiz da unha é composta por duas estruturas bem
distintas, sendo elas duas camadas
de epiderme e uma camada córnea que forma a cutícula (eponíquo) da
unha. O crescente branco observado na extremidade proximal da unha é
denominado lúnula. A extremidade distal da unha não é aderida ao leito
ungueal, ficando contínua com a pele do dedo. Ao longo dessa junção
entre a pele e a unha há o acúmulo do es
trato córneo da epiderme, denomi nado hiponíquio.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRAFICAS
Gartner, Leslie P., Hiatt, James L. Tratato de histologia em cores. 3ª
Edição, 2007. Junqueira, Luiz Carlos Uchoa. Histologia Básica. 12ª
Edição, 2013.
Kierszenbaum, Abraham L. Histologia e biologia celular: uma introdução à
patologia. 2ª Edi ção, 2008.
Ross, Michael H. Atlas de histologia descritiva. 2012
Wolff, Klaus. Dermatologia de Fitzpatrick. 7ª Edição, 2014.
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