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IntroduoaoEstudodosTecidos

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secretado
deixa a célula. Quando a secreção é
liberada da célula por meio de exoci
tose somente dos grânulos de
secre
ção, tem-se uma glândula merócri
na. Quando o produto de secreção é
liberado juntamente com pequenas
porções do citoplasma celular api
cal, temos uma glândula apócrina.
Já quando o material secretado é eli
minado em conjunto com todo o
ma
terial celular, havendo destruição da
célula de secreção, trata-se de uma
glândula holócrina.
SE LIGA! Dois tipos de
glândulas muito comuns e
importantes são os ácinos
sero sos e os túbulos
mucosos.
Os ácinos serosos são
pequenas porções
secretoras formadas por
células colunares ou
piramidais, com lúmen
bastante reduzido e
continuado por um ducto
excretor. Os núcleos das
células acinosas são
arredondados e situam-se
na porção basal da célula,
que também é ocupada por
grande
Ácino mucoso Ácino seroso
quantidade de RNA e por isso é bem
corada pela hematoxilina. Já a região
apical abriga os grânulos de secreção,
sendo, portanto, corada pela eosina.
Os túbulos mucosos são estruturas
alongadas e tubulares, que podem ser
ou não ramificadas. Seu lúmen é
dilatado e contínuo ao ducto ex cretor.
As células são largas e geralmente pira
midais. Seus núcleos, com cromatina
conden sada, se coram fortemente pela
hematoxilina, enquanto o citoplasma se
apresenta pouco corado.
.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS 27
7. TECIDO CONJUNTIVO
Em oposição ao tecido epitelial, o
teci do conjuntivo é formado por
diversos tipos celulares e uma
grande quanti dade de matriz
extracelular.
Figura 24. Visão panorâmica do tecido conjuntivo em
corte de granuloma dental. Fonte: Atlas digital de
histo logia básica – UEL
Os tecidos conjuntivos derivam do
mesoderma. Esse folheto germina
tivo dá origem às células mesen
quimais, as células multipotentes do
embrião que formam o tecido conjun
tivo embrionário, migrando por todo
o corpo e gerando os diferentes
tipos de tecidos conjuntivos.
Contudo, em algumas áreas da
cabeça e do pesco ço, o
mesênquima também se origina
das células da crista neural.
Funções do tecido conjuntivo
Apesar de ao tecido conjuntivo se
rem atribuídas inúmeras funções, tra
ta-se prioritariamente de um tecido
de sustentação e preenchimento,
função essa realizada
principalmente
pela MEC. Além de fornecer supor
te estrutural ao corpo, por meio dos
ossos, cartilagens e ligamentos, e
aos órgãos, formando as cápsulas
que os envolvem, o tecido
conjuntivo tam bém serve como um
meio de trocas de resíduos
metabólicos, nutrientes e oxigênio
entre o sangue e muitas células
corporais. Também atua na defesa
e na proteção do corpo, por possuir
células de resposta imune e por
formar uma barreira física contra a
invasão e disseminação de micror
ganismos. Por fim, o tecido
conjuntivo também funciona como
um local para o armazenamento de
gordura. Composição do tecido
conjuntivo
Como foi citado anteriormente, o te
cido conjuntivo é formado por abun
dante matriz extracelular e por diver
sos tipos celulares, alguns deles
fixos,
isto é, células que ficam apenas no
tecido conjuntivo, e alguns tipos ce
lulares migratórios, que migram tam
bém pela corrente sanguínea. A
MEC possui uma parte fibrilar e
uma não- -fibrilar. Os componentes
do tecido conjuntivo serão
abordados a seguir.
A parte fibrilar da MEC é composta
por diferentes quantidades de fibras
colágenas, reticulares e/ou elásti
cas. O sistema colágeno contém fi
bras de colágeno do tipo I, que são
inelásticas e resistentes à tração, en
contradas normalmente na MEC de
Reparo tecidual
Reserva energética
Defesa e proteção do corpo
Sinalização celular
tendões, da derme e da cápsula de
órgãos. O sistema colágeno possui
também fibras reticulares, que são
fibras de colágeno do tipo III que se
organizam em forma de rede, consti
tuindo um arcabouço para os órgãos
hematopoiéticos, sendo
encontradas na medula óssea, no
baço e nos lin fonodos. O sistema
elástico é cons tituído por elastina e
microfibrilas em proporções
diferentes, gerando 3 diferentes
tipos de fibras elásticas,
apresentados no esquema a seguir:
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS 29 TIPOS DE FIBRAS ELÁSTICAS E SUAS
A parte não-fibrilar da MEC é com
posta pela substância fundamental
e pelo fluido tissular. A substância
fundamental é formada por glicosa
minoglicanos, proteoglicanos e gli
coproteínas, juntamente com água.
A mistura entre a água e os glicosa
minoglicanos dá à substância funda
mental um aspecto gelatinoso. Ela
Menor
elasticidade
preenche os espaços entre as
células e as fibras do tecido e serve,
ao mes mo tempo, como lubrificante
e como barreira à penetração de
microrganis mos devido a sua alta
viscosidade.
O fluido tissular é uma pequena
quantidade de fluido que existe no
tecido conjuntivo, além da substân
cia fundamental. Ele tem composição
semelhante ao plasma sanguíneo,
contendo íons, substâncias difusíveis
e algumas proteínas plasmáticas de
baixo peso molecular que atravessam
a parede dos capilares e vão para os
tecidos circunjacentes devido à pres
são hidrostática do sangue.
Células do tecido conjuntivo
O tecido conjuntivo possui uma grande variedade de tipos celula res. Alguns
tipos especiais de te cido conjuntivo possuem células específicas, tais como os
tecidos ósseo, cartilaginoso e sanguíneo. O tecido conjuntivo propriamen te
dito possui células mesenqui mais, fibroblastos, fibrócitos,
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS 32
miofibroblastos, células adiposas,
macrófagos, plasmócitos, mastóci
tos e leucócitos.
As células mesenquimais são célu
las tronco pluripotentes, originárias
do mesênquima embrionário, que
existem em pouquíssimas quantida
des nos adultos, encontradas na pol
pa dentária e ao redor de alguns
Célula
endotelial
vasos sanguíneos, por exemplo.
Elas auxiliam no reparo tecidual,
servindo basicamente para a
regeneração ce lular, por poderem
se transformar em fibroblastos ou
miofibroblastos. Pos suem um
aspecto estrelado ou fu siforme
devido aos prolongamentos
citoplasmáticos. é, com maior
quantidade de eu cromatina. Essa
maior quantidade de
cromatina ativa e, também, a presen
ça de um a dois nucléolos evidentes
indicam a alta atividade de síntese
proteica realizada por esse tipo ce
lular. Isso porque a principal função
dos fibroblastos é sintetizar os com
ponentes da matriz extracelular,
produzindo assim fibras colágenas,
reticulares e elásticas, substância
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS 33
fundamental e fatores de
crescimento, estes últimos atuando
para a regula ção da própria
proliferação e diferen ciação celular.
Os fibroblastos também
auxiliam na reparação tecidual, por
meio de ativação pelo fator de cresci
mento de fibroblastos.
Os fibrócitos são a
forma inativa dos
fibroblastos, isso
porque sua produção
pro teica é bem
reduzida. Eles são
menores e ovoides. O
seu núcleo, mais
inativo, é
heterocromático e, por
isso, mais escuro. Têm
quantida de menor de
retículo endo
plasmático e de
complexo de Golgi,
em comparação aos
fibroblastos, nos quais
essas organelas são
bem desenvolvidas.
Contudo, essas
células latentes po
dem ser estimuladas
e, en tão, se tornarem
ativas, vol tando a ser
chamadas de
fibroblastos.
Fibroblastos ativos
Fibroblastos quiescentes
(fibrócitos)
Também auxiliando no reparo de le
sões, temos os miofibroblastos. Tra
ta-se de uma forma diferenciada de
fibroblasto, que se especializa
depois do estímulo do fator de
crescimento β1 (TGF- β1). Eles
possuem fila mentos de actina e
miosina e atuam na contração do
tecido cicatricial e de glândulas.
As células adiposas são esféricas e
grandes e servem para acumular gor
dura. Por conta desse acúmulo, o nú
cleo é pequeno e é observado com
primido na periferia da célula, que
tem todo o seu citoplasma ocupado
pela gotícula de gordura. Elas
podem ser encontradas em
pequenos gru pos em meio a um
tecido conjuntivo ou então podem
se agrupar formando
Lisossomos
o tecido adiposo, que é um tipo
espe cial de tecido conjuntivo.
Até aqui, abordamos as células fixas
do tecido conjuntivo. A