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HISTOLOGIASISTEMACARDIOVASCULAR

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aneurisma, uma
condição grave que pode levar à
morte.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 15
ARTÉ
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Tabela 2.
Artérias e
suas túnicas
Estruturas sensoriais
especializadas das artérias
As estruturas sensoriais
especiali zadas das artérias
possuem funções essenciais
para o bom funcionamen to do
circuito sanguíneo, sendo con
sideradas especializações que mo
nitoram a pressão e a
composição sanguíneas. As
estruturas que serão abordas
nesse tópico são: os seios
carotídeos, os corpos carotídeos e
os corpos aórticos.
O seio carotídeo é um
barorrecep tor que pode ser
encontrado na re gião da artéria
carótida interna dis tal à
bifurcação da artéria carótida
comum. Antes de mais nada, é es
sencial compreender a função
dos barorreceptores para
compreender o
papel que o seio carotídeo
desempe nha. O barorreceptor
consegue notar mudanças na
pressão do fluxo san guíneo e
transmite esta informação ao
sistema nervoso central. O seio
carotídeo está presente na
parede da artéria carótida
interna e, neste local, a túnica
adventícia deste vaso é mais
espessa e muito rica em termina
ções nervosas sensoriais
originadas do nervo
glossofaríngeo (nervo cra niano
IX). Ao receber os impulsos dos
nervos aferentes, o Sistema
Nervo so Central processa a
informação no cérebro com a
função de controlar a
vasoconstrição e manter a
pressão sanguínea normal.
O corpo carotídeo é outra
especiali zação das artérias que
funciona como um
quimiorreceptor, que monitora
SISTEMA CARDIOVASCULAR 16
as mudanças dos níveis de
oxigênio e dióxido de carbono,
assim como a concentração dos
íons hidrogênio. A sua
localização é extremamente
positiva do ponto de vista
fisiológico, pois são encontrados
perto da bifur
cação da artéria carótida
comum. Essa especialização é
irrigada por va sos capilares
fenestrados que envol vem as
células do tipo I e as do tipo II. As
células do tipo I são
denominadas de células
glômicas que contêm vá rias
vesículas que armazenam dopa
mina, serotonina e epinefrina,
essa última substância age
diretamente sobre o sistema
nervoso simpático. Já as células
do tipo II, são conhecidas como
células da bainha e são mais
complexas, possuem longos
prolon gamentos que englobam
quase que por completo os
prolongamentos das células
glômicas. Ao adentrarem os
grupos de células glômicas, as
termi nações nervosas acabam
perdendo suas células de
Schwann e se tor nam cobertas
pelas células da bai nha, de modo
similar a células gliais, que
formam bainhas em fibras no
sistema nervoso central. O corpo
carotídeo é inervado por dois
nervos,
o glossofaríngeo e o vago, com
fi bras aferentes, que levam
impulsos ao sistema nervoso
central e promo vem as
modulações necessárias para
regular o pH. Em algumas
sinapses, as células glômicas
parecem funcio nar como corpos
celulares de neurô nios
pré-sinápticos, mas as relações
específicas ainda são
desconhecidas.
O corpo aórtico é também uma
es pecialização das artérias e
localiza- -se no arco da aorta,
entre a artéria subclávia direita e
a artéria carótida comum direita,
e entre a artéria ca rótida comum
esquerda e a artéria subclávia
esquerda. Sua estrutura e
funções são similares às dos
corpos carotídeos, ou seja, é
composto por fibras aferentes
que irão levar as alterações nos
pH do sangue para o sistema
nervoso central, e a partir dessa
resposta é que irá ocorrer a re
gulação, tendo em vista que o
corpo aórtico é sensível à baixa
tensão de oxigênio, à alta
concentração de gás carbônico e
ao baixo pH do sangue arterial.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 17 Capilares
SE LIGA! Fisiologicamente, a
pressão arterial é regulada pelo
centro vaso motor do encéfalo,
por meio do refle xo
barorreceptor. Ao ocorrer os circui
tos sistêmicos e pulmonar do
coração, o centro vasomotor do
cérebro, como resposta ao
monitoramento contínuo do
coração, controla o tônus
vasomotor ou estado de contração
constante das paredes dos vasos,
o qual é modulado através de
vasoconstrição e de vasodi latação.
Nesse sentido, com a ativação do
sistema nervoso simpático, os
nervos vasomotores promovem a
vasocons trição; já a vasodilatação
é uma função do sistema
parassimpático, e ocorre da
seguinte forma: a acetilcolina
presente nas terminações nervosas
da parede dos vasos promove a
liberação de óxido nítrico (NO)
localizado nas células endo teliais
(que pode ser liberado também a
partir da fricção que o sangue
promove na parede do vaso), que
processam a mensagem para as
células musculares lisas. Essas
ativam o sistema de mo nofosfato
cíclico de guanosina (cGMP),
resultando no relaxamento das
células musculares, o que dilata,
assim, o lúmen do vaso. Ademais,
quando a pressão sanguínea está
baixa, os rins secretam a enzima
renina, que irá clivar o angioten
sinogênio circulante no sangue,
forman do, dessa forma, a
angiotensina I que irá se converter
em angiotensina II por meio de
uma enzima angiotensina, ECA. A
angiotensina II é um potente vaso
constritor que irá iniciar a contração
do músculo liso, reduzindo, desse
modo, o diâmetro do lúmen
vascular, o que resul tará no
aumento da pressão sanguínea,
pois haverá diminuição da área do
vaso e, com isso, aumento da
pressão. Em ca sos mais graves,
onde ocorre uma perda muito
significativa de sangue, irá ocorrer
uma liberação na hipófise do
hormônio antidiurético, ADH, ou a
vasopressina, que irá promover
uma vasoconstrição.
Os capilares são formados nas
extre midades das arteríolas. São
constituí dos de uma única
camada de células endoteliais
que se enrolam em forma de
tubo. O diâmetro dos capilares va
ria entre 7 a 9 mm e tem como
exten são, no máximo, 50 mm.
Esta camada dos capilares,
geralmente é formada de 1 a 3
camadas de células. Essas
células repousam sob uma
lâmina basal cujos componentes
molecu lares são produzidos
pelas próprias células
endoteliais. A forma que as
células endoteliais se prendem
uma a outra é denominada
zônula de oclu são. Além disso, é
lícito ressaltar a importância dos
pericitos que estão localizados
ao longo de toda a super fície
externa da parede dos capilares
e das pequenas vênulas, dentre
as organelas que compõem os
perici tos destacam-se: complexo
de Golgi pouco desenvolvido,
mitocôndrias, REG,
microtúbulos e filamentos que
se estendem para os
prolongamen tos; além disso,
essas células também possuem
tropomiosina, isomiosina e
proteína-quinase, todas tem rela
ção com a contração que irá
regular o fluxo de sangue
através dos capila res. Os
capilares ainda se subdividem
em 4, são eles: contínuo ,
fenestrados, fenestrado e
destituído de diafragma e
sinusoides.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 18
Figura 8. Capilar contínuo. Fonte: JUNQUEIRA, L. C.;
CARNEIRO, J.; ABRAHAMSOHN, P. Histologia
básica: texto e atlas. 13. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2017.
Figura 9. Capilar fenestrado. Fonte: JUNQUEIRA, L. C.;
CARNEIRO, J.;